Jornal GGN – A ministra do Meio Ambiente, Tereza Cristina, afirmou durante uma entrevista à agência de notícias Emirates News Agency (WAM) que o Brasil tem um clima “desfavorável” para produzir alimentos orgânicos que, segundo ela, seriam “entre 15 e 20% mais caros” que os produtos não orgânicos.
A declaração aconteceu na semana passada, durante uma missão do Ministério da Agricultura nos Emirados Árabes, para atrair investimentos às obras de infraestrutura no Brasil ligadas ao escoamento de produções agropecuárias.
Durante a viagem, Tereza Cristina se encontrou com o diretor-geral da Agência de Agricultura e Segurança Alimentar de Abu Dabi (capital dos Emirados Árabes), Saeed Al Amheri, e conversou sobre projetos dentro do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), entre eles a Ferrogrão e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste.
Tereza Cristina falou ainda do interesse do governo brasileiro em criar “uma cooperação ativa no setor agrícola com os Estados do Golfo”, para a pesquisa e desenvolvimento de alimentos transgênicos, defendendo, com base na “convicção de sua experiência profissional”, que os alimentos transgênicos são “seguros” e que “não há prova científica” dos riscos desse tipo de produto.
As afirmações da ministra sobre a produção de alimentos orgânicos contradizem dados da própria pasta que comanda. Segundo números do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), entre 2010 e 2018, o número de unidades de produção orgânica cresceu de 5.406 para 22.064 no país – um aumento de mais de 300%.
No mesmo período, 90 mil produtores no Brasil se autodeclararam como orgânicos ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Coordenação de Produção Orgânica do Mapa avalia que a baixa oferta de orgânicos no mercado e, consequentemente, os preços mais elevados, se deve ao déficit de registros.
Ainda em entrevista à WAM, Tereza Cristina reduziu a gravidade das queimadas na Amazônia afirmando que houve exagero por parte da imprensa. Segundo ela, os focos de incêndio foram identificados apenas “na fronteira da Amazônia, não na floresta úmida”.
O que a ministra não destacou é que a imprensa repercutiu dados do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (INPE), entidade que registrou aumento de 54% nos focos de incêndio em todo o país entre 1º de janeiro e 26 de setembro, em relação ao mesmo período do ano passado, em locais que compreendem tanto o bioma amazônico quanto o cerrado.
Zé Sérgio
29 de setembro de 2019 10:40 amANTICAPITALISMO DE ESTADO. Bipolaridade tem cura? A Ministra está pelo Mundo a triplicar Comércio Exterior Brasileiro, com isto sua AgroPecuária e AgroIndústrias. Milhares e milhares de oportunidades de Empregos, diminuindo a Pobreza e a dependência de Políticas Assistenciais do Estado, no desenvolvimento da Economia lastreada basicamente num Setor praticamente todo construído pelo Povo Brasileiro, desde a Base até os Altos Cargos de Comando e Desenvolvimento. E Imprensa Ideologizada e Partidária só consegue mostrar e divulgar os poucos defeitos que podem ser corrigidos !!! Pobre paí rico. Mas de muito fácil explicação.
Antonio Carlos
29 de setembro de 2019 2:34 pmO agronegócio não é um bom empregador. Poucos empregos qualificados.
Não dá para um país de 210 milhões de pessoas depender apenas no agronegócio e do extrativismo mineral.
Anônimo
2 de outubro de 2019 11:04 pmQual sua sugestão amigão?
Ulisses
6 de outubro de 2019 11:40 amCom Bolsonaro, Moro e cia é que não vamos a lugar algum. Primeiro soltem Lula. Eleito reativara o BNDS, a economia, a engenharia, os estaleiros e a pesquisa.
Anônimo
5 de novembro de 2019 4:49 pmImagine o cara que acha muito fácil a explicação mudando de ideia. Imaginou? Impossível.
Cintra
29 de setembro de 2019 10:30 pmVai comer veneno, Nescio.
Rosamaria
30 de setembro de 2019 2:30 pmVc é do agronegócio(e aí sou até capaz de entender tua posição) ou simplesmente acha que todos os dados oficiais são mentirosos porque não são adequados à tua ideologia? Complicada essa posição de acusar os outros daquilo que vc faz,
Sé Zérgio
6 de outubro de 2019 3:08 pm…”A Ministra está pelo Mundo a triplicar Comércio Exterior Brasileiro”…
Além de desinformado, parece raciocinar com o intestino (grosso).
O Brasil JÁ É um dos maiores produtores/exportadores agropecuários do mundo, o que já é muito (SEM usar o muito que ainda resta da Amazônia e menos do Cerrado). Alcançou ainda este posto privilegiado SEM usar os mais de trezentos novos venenos já aprovados em sua “jestão”.
Triplicar exportações apenas deste setor já seria um feito “assombrozo”.
Triplicar as exportações brasileiras só por este setor então!…
Zé, melhora aí essa cabecinha vazia de pensamentos bons (pelo menos razoáveis) e pressurizada de sentimentos ruins.
Faz uma forcinha vai?
Edivaldo Dias de Oliveira
29 de setembro de 2019 11:44 amEla deveria levar aos investidores arábes os dados desse governo demonstrando de forma cabal como agora o nosso Brasil está propicio a criação de antas e que ela é o exemplo convicto e provado disso. A dúvida é se já estão prontas para o abate.
Então o governo da ministra vai até Israel dorme com os judeus e depois passa no caixa arábe para buscar uns trocados e os brimo todos bobinhos enfiam a mão nos bolsos, é isso?
Por que os bilionários judeus não finaciam seus projetos?
peregrino
29 de setembro de 2019 1:17 pmTem de tudo neste governo destruidor de concorrentes nacionais…
tem até quem defenda, no caso como ministra dos seus, que a sua experiência pessoal vale mais do que as provas científicas dos outros concorrentes
Mariângella Vieira
29 de setembro de 2019 2:57 pmParece uma contribuição para a deflagração da III WW.
A capacidade do Brasil para produção de alimentos orgânicos e naturais, contribuindo para uma alimentação sadia e, também contribuindo para o desenvolvimento da agicultura familiar e não intensiva é ponto pacífico.
Lembrando que a exportação de produtos agropecuários é feita por grandes produtores que usam alta tecnologia dependente do alto consumo de agrotóxicos.
Segundo dados da Anvisa e da Academia Brasileira de Saúde Ambiental, 90% do que se compra nos supermercados está comprometido com resíduos de agrotóxicos. A “menina veneno” também liberou desde a sua posse mais de 60 agrotóxicos, muitos dos quais são proibidos nos EUA e Europa.
Carlos Elisio
29 de setembro de 2019 3:02 pmApenas mais uma idiota da trupe que nega dados oficiais deles próprios.
Nada que esta senhora falar vale alguma coisa, afinal, na cabecinha dela, o terreno só é fertil para produtos regados a agrotóxicos.
Fernando Pelloso
29 de setembro de 2019 3:21 pmEsse país não tem jeito!! O galinheiro continua o mesmo, só trocam as raposas..
País de povo m….
Anônimo
29 de setembro de 2019 3:29 pmIsso é mentira. os orgânicos são viáveis sim
Lidia Zorrilla
1 de outubro de 2019 10:52 pmÉ claro!
Daniele
29 de setembro de 2019 4:11 pmNão é atoa, que é chamada de Ministra veneno, será, que consome só alimentos, não orgânicos?
Marcos Paulo
29 de setembro de 2019 4:12 pmA ministra demonstra total desconhecimento sobre a cadeia produtiva de alimentos orgânicos. São mais baratos justamente porque não utilizam sementes patenteadas, nem agrotóxicos, nem insumos químicos. O que os torna caros é o fato de o varejo aumentar exponencialmente os lucros na gôndola (supermercados). Feiras livres com a presença de produtores resolve isso.
Mas o problema é que ela não quer saber disso. Esta totalmente fechada com o agronegócio.
Um verdadeiro atraso para a autonomia produtiva do povo brasileiro. Não representa a agricultura familiar, não representa os agricultores orgânicos, não representa a parcela do povo brasileiro que esta cansada de consumir agrotóxicos.
peregrino
29 de setembro de 2019 5:39 pmTenho um amigo produtor em Teresópolis que diz a mesma coisa, que não entende até hoje o porquê dos supermercados aumentarem tanto os preços dos orgânicos
Acredita que é pela atuação de atravessadores que não estão nem aí para o custo real de produção por saberem de antemão quanto é que o supermercado está disposto a pagar pelo produto
A única negociação que existe entre atravessadores e ponto final de venda é de quanto poderão aumentar para que todos saiam ganhando em cima do produtor
Valter Costella
29 de setembro de 2019 5:42 pmMinistra, cadê MP Do fundo aval que a senhora prometeu em tua passagem na expointer dia 28 agosto? Disse que no dia seguinte estaria publicado e hoje ja faz 30 dias e nada.
Geraldo Deffune
29 de setembro de 2019 5:50 pmAo contrário do que se pensa e divulga como falácia, a predominância de fatores biológicos sobre os físicos ou climáticos nos trópicos úmidos favorece medidas orgânicas probióticas de controle biológico pela evolução simbiótica e diversificação com integração nos Organismos Agro-Silvo-Pastoris. Vários trabalhos científicos (incluindo as minhas publicações disponíveis em https://uffs.academia.edu/GeraldoDeffune) e a expansão dos cultivos orgânicos no Brasil e no mundo corroboram essa constatação.
Prof. Geraldo Deffune G. de Oliveira (Eng°-Agr°, Ph.D.); Agroecologia Aplicada, Biodinâmica e Biossegurança; UFFS – Universidade Federal da Fronteira Sul, Campus de Laranjeiras do Sul, Paraná.
Tania
29 de setembro de 2019 5:57 pmAh é? Pode não ter clima, mas tem demanda e disso $$$ eles entendem. Se não sabem criar condições, vamos valorizar a agricultura local que é mais saudável e barata.
Helô
29 de setembro de 2019 6:19 pmEm qual país essa senhora vive?
Certamente nn o Brasil, onde a produção de orgânicos tem destaque e cresce a olhos vistos
Terrível oq esse time novo está fazendo com nosso Brasil, lamentável. Política retrógrada ?.
AMORAIZA
29 de setembro de 2019 6:24 pmDuas amiguinhas feiosas sobrevoam de mãos dadas as florestas brasileiras: a ignorância e a má-fé
ambas conduzidas pelo aviãozinho de pulverização de agrotóxicos da ministra tereza cretina.
Onde será que ela almoça?
José Roberto da Rocha Bergamo
29 de setembro de 2019 7:48 pmComo a mentalidade da transgênia ficou incutida na cabeça de alguns profissionais que preferem se limitar aos conhecimentos implantadas por multinacionais, que tal nossa ministra ter uma pequena conversa com Ana Maria Primavesi, aproveita enquanto ela está viva pois conceitos e quebra de paradigmas não é para qualquer um.
José Roberto da Rocha Bergamo
29 de setembro de 2019 7:49 pmComo a mentalidade da transgênia ficou incutida na cabeça de alguns profissionais que preferem se limitar aos conhecimentos implantadas por multinacionais, que tal nossa ministra ter uma pequena conversa com Ana Maria Primavesi, aproveita enquanto ela está viva pois conceitos e quebra de paradigmas não é para qualquer um.
Junior
29 de setembro de 2019 9:59 pmEssa ministra é uma vergonha nacional e internacional. Onde já se viu falar uma merda dessas sendo q eu próprio cultivo alimentos orgânicos. Por favor, interditem essa esquizofrênica o mais rapido possivel.
Lindow Jonson Leite Lustosa
30 de setembro de 2019 3:54 amOs orgânicos são mais caros sim, no entanto não é sobre orgânicos que a ministra deve priorizar em sua fala no contexto global e não priorizou. Tão pouco deveria fazer essa declaração sobre dados relativos a produção orgânica que tem crescido muito acima da média. Seria muito melhor não comentar sobre orgânicos, se essa questão não fomenta a economia do País a nível mundial.
Cynthia Mahon
30 de setembro de 2019 6:06 amNo Brasil não tem clima político, isso sim. Se houvesse isenção fisacl, ou um valor baixo para produção, investimento bancário com juros baixos, o orgânico seria muito acessível. Mesmo assim com tempo e paciência podemos virar esse jogo. Em Recife faço a feira para minha família por semana na feira orgânica por R$ 70,00. Frutas, legumes, raízes, feijão, goma de tapioca, temperos frescos… Aqui as famílias vendem sua produção direto para o consumidor, sem atravessadores.
Anônimo
30 de setembro de 2019 1:22 pmEu tenho horta organica agora realmente O grande poblema são as pragas as vezes até desanima mais tudo e uma questão de força de vontade o que está ministra pensa não interfere em nada
João C. Pimenta
30 de setembro de 2019 2:30 pmFoi o maior erro desse governo, colocar uma pessoa tão ignorante e cabeça dura como essa Ministra Veneno, para comandar um setor tão importante do nosso País. O Ministério da Agricultura.
É muito triste.
rodrigo
30 de setembro de 2019 5:08 pmConsulte e divulgue o relatório TCU que fala sobre a fragilidade da inspeção, é uma vergonha para um país que ja sofreu pela carne fraca ter 19 frigoríficos sem nenhuma fiscalização e mais 219 turnos de abate sem inspeção.
O relator Weder Oliveira do tcu descreve essas falhas no relatório TC 021.468/2018-4 disponível em https://pesquisa.apps.tcu.gov.br/#/documento/acordao-completo/021.468%252F2018-4/%20/DTRELEVANCIA%20desc,%20NUMACORDAOINT%20desc/0/%20?uuid=efec5430-e3b1-11e9-8735-1d993bcb0132https://portal.tcu.gov.br/inicio/
leia o acordão o mapa tem 60 dias para arrumar essa bagunça
Maria Luisa
2 de outubro de 2019 5:12 amCaramba! Fala uma mentira desse tamanho e nem enrubesce. Os interlocutores devem ter sufocado o riso. A que ponto o Brsil chegou…
Henrique
3 de outubro de 2019 1:17 pmPois é…e essa senhora é a melhor Ministra de Estado desse governo.
Obrigado Bolsonaro!?
WILSON NORBERTO BARBOSA FILHO
5 de outubro de 2019 6:36 amEla deve ser comediante. Deve contar piada sobre veneno, que ela mesmo consome. Ela é o máximo.
Haroldo Cantanhede
6 de outubro de 2019 12:44 pmE aparentemente o nosso castigado país tem clima favorável ao aparecimento de estrupícios deste quilate.
Firmino
4 de novembro de 2019 1:11 pmA matéria começa errada. Ela é ministra da Agricultura e não do meio ambiente