4 de junho de 2026

Arenas deixadas pela Copa impulsionam circuito internacional de shows

de A Tarde

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Cenário projeta crescimento do mercado de shows

Jotabê Medeiros – Conteúdo Estadão / A Tarde

Arenas deixadas pela Copa podem impulsionar ano excpecional

Tomorrowland, maior evento de música eletrônica do mundo, acontecerá pela primeira vez no Brasil

O Brasil consolidou sua posição de líder em shows internacionais na América do Sul. Segundo estudo do Ministério do Turismo, o setor faturou R$ 357 milhões no ano passado e pode fechar com R$ 496 milhões este ano (os mercados que vêm a seguir são os da Argentina, Chile, Colômbia, Peru e Equador).

Segundo especialistas, as arenas erguidas pela Copa do Mundo servirão para multiplicar esses ganhos até 2018, incrementando o faturamento em até 39% – em São Paulo, a arena Allianz Parque (antigo Palmeiras), que inaugura os megashows no próximo dia 25, com Paul McCartney, deve monopolizar os espetáculos internacionais. Uma empresa de camarotes está vendendo lugares para 26 megashows no ano que vem no local.

O ano de 2015 promete ser um dos mais agitados no País, por conta da realização dos festivais Lollapalooza, Rock in Rio e o Tomorrowland (maior evento de música eletrônica, pela primeira vez no País, com previsão de receber 180 mil pessoas em Itu, no interior de São Paulo). Há também expectativas de shows dos Rolling Stones (agora em outubro) e U2. Nesse cenário, São Paulo é a líder inconteste, já se equiparando à Cidade do México em agenda de show biz.

“Um dos legados da Copa do Mundo foi a construção e ampliação dos estádios, que se encontram hoje melhor preparados para abrigar shows com estruturas de grande tamanho, atraindo mais visitantes”, disse há alguns dias o ministro do Turismo, Vinicius Lages.

A pré-venda do Rock in Rio 2015, no Rio de Janeiro, reflete essa euforia. Serão colocados à venda, a partir das 10 horas do dia 18 de novembro, 20 mil ingressos a mais do que os que foram vendidos em 2013 (quando 80 mil ingressos foram vendidos em apenas 52 minutos sem nenhuma atração ainda confirmada).

Aquele que se autodenomina “o maior festival de música e entretenimento do mundo” será realizado nos dias 18, 19, 20, 24, 25, 26 e 27 de setembro de 2015, na Cidade do Rock do Rio.

Embora com algumas baixas, como o SWU, o Sónar e o Planeta Terra (que cancelou sua edição 2014), muitos outros festivais se consolidaram nos últimos anos. A segunda edição do Lollapalooza brasileiro, no ano passado, injetou US$ 26 milhões na economia e atraiu 167 mil pessoas. Para a edição 2015, especulam-se as presenças de Robert Plant, Pharrell Williams, Jack White, Grouplove, Kasabian e Skrillex.

A Virada Cultural de São Paulo atrai 4 milhões de pessoas. O Festival de Verão de Salvador, este ano, levou 120 mil pessoas à Bahia; e o Festival Planeta Atlântida atraiu 70 mil pessoas ao Rio Grande do Sul e 65 mil a Santa Catarina.

Segundo a publicação Rockin Chair, na primeira metade de 2014, o País recebeu 262 artistas estrangeiros, o que o site considerou “um ótimo número para um ano que, aparentemente, iria ser menos musical e mais esportivo”.

O Rockin’ Chair detectou uma queda no preço dos ingressos: em 2013, pagava-se, em média, R$ 229 pelo ingresso mais barato (evento com mais de 10 mil pessoas) e R$ 142 (entre 2 e 10 mil pessoas). Na primeira metade de 2014, esses preços baixaram para R$ 189 e R$ 133.

Segundo outro estudo, que será divulgado nesta terça-feira, 4, pela JLeiva Cultura & Esporte, Cultura em SP: Hábitos Culturais dos Paulistas, a principal motivação do chamado turismo artístico em São Paulo é a música (30% viajam para ver shows), e a principal destinação no Estado é a capital, São Paulo (32% dos paulistas dizem rumar para a metrópole).

O estudo da JLeiva mostra que o sertanejo é o gênero mais ouvido pelos paulistas (entre 40% e 53%), enquanto o rock representa apenas cerca de 20%, seja na capital ou no interior. “A idade parece impactar bastante na preferência dos gêneros. O que eu achei curioso é a queda do rock entre os 45 e 59 anos, 16%, e de diversos outros ritmos entre os jovens nas duas últimas décadas, como os casos do rap, hip hop, música eletrônica e funk”, disse João Leiva, e idealizador da pesquisa e diretor da Jleiva.

O estudo anuncia-se como o maior levantamento do gênero. Foram entrevistadas cerca de 8 mil pessoas em 21 cidades. Os dados serão apresentados hoje e amanhã na Pinacoteca, com debates com nomes como Alessandro Janoni (Datafolha), Alexandre Matias (jornalista) e Hugo Possolo (ator).


 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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13 Comentários
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  1. rosenvald flavio barbosa

    5 de novembro de 2014 12:12 pm

    não ia ter copa???

    diziam que não ia ter copa…………….

    vira-latas………….

    1. Lionel Rupaud

      5 de novembro de 2014 1:18 pm

      Mas teve Copa? (IRONIC MODE ON)

      alias, já lançaram o #nãovaiter jogos ?

  2. jc.pompeu

    5 de novembro de 2014 12:27 pm

    … do mercado de circo

    … do mercado de circo

    já que o bolsa garante pão 

    1. Ulisses s

      5 de novembro de 2014 1:44 pm

      Ainda bem não?

      No tempo FHC era calanguinho e palma forrageira. Pena que você nunca apreciou este cardápio para dar valor a algo.

    2. Ulisses s

      5 de novembro de 2014 1:46 pm

      É cada cretino degenerado

      que dá comentário grosseiro, inutil e babaca. Vai beber água enquanto pode paulista!

  3. Eden SP

    5 de novembro de 2014 12:47 pm

    quem frequenta camarote vip? quem vaiou na copa?

    São os beneficiados pelos mega eventos. Logo, pelos legados da Copa.

    Quem vocês acham que vão frequentar camarote vip desses shows? 

    Essa coisa pagar para se achar diferenciado, camarite vip, área exclusiva, são coisas que só são explicadas pela nossa formação patriarcal. Baita cafonice deslavada. 

     

  4. Álvaro Noites

    5 de novembro de 2014 1:07 pm

    Seria legal uma iniciativa de

    Seria legal uma iniciativa de uma “vaquinha” para comprar muitos ingressos da abertura e do encerramento das Olimpiadas para subsidiar a ida da classe C ao evento, reduzindo o barulho do “camarote VIP do Itaú”.

  5. J. Alberto

    5 de novembro de 2014 1:16 pm

    Coincidentemente, só agora,

    Coincidentemente, só agora, depois da Copa E dos dois turnos das eleições, o (em comatoso) Estado descobriu a América!!!

    São uns “jênios”!!!

    Neste caso, “jênios” são aqueles que acreditam no “xoque de jestão” e atacam o resto com o “quanto pior, melhor”, ou seja, sabotagem explícita, principalmente na Copa que poderia ter sido muito mais lucrativa para o Brasil não fosse pelo PiG!!!

  6. janes salete

    5 de novembro de 2014 1:23 pm

    Se em cada show apresentado,

    Se em cada show apresentado, haverá um retorno em milhões para os cofres públicos, já se constata a vantagem de tê-los construidos, e quem pagará esses milhões para os cofres públicos, são os mesmos que eram contra mas estão usufruindo dos “elefantes”. A “vingança” é maligna. Estava olhando na tv fechada documentário sobre chico anisio, muito bom. Os personagens ilários. Tem um canal CURTA, que é bem interessante, biografias. Sou apaixonada por biografias.

  7. Marcio José Leandro de Sousa

    5 de novembro de 2014 1:34 pm

    Só faltou uma coisa nessa

    Só faltou uma coisa nessa matéria, mencionar pelo menos uma Arena da Copa que está com a agenda cheia de shows, porque o Allianz Parque nunca teve nada a ver com Copa…. Ahahahah! Que comédia postar uma “reportagem” dessas. Só lamento.  

  8. Rodrigo Negrao

    5 de novembro de 2014 1:51 pm

    Alianz Parque não foi

    Alianz Parque não foi construído para a Copa. Tomororrowland vai ser em Itu. Logo, não há relação alguma no texto entre possíveis eventos e as Arenas da Copa

  9. Athos

    5 de novembro de 2014 2:25 pm

    NÃO VAI TER SHOW!!!

    NÃO VAI TER SHOW!!!

  10. Flavio Martinho

    6 de novembro de 2014 12:57 am

    Enquanto os países seguram

    Enquanto os países seguram seus euros e dólares, evitando gastar com supérfluos e inutilidades, nós gastamos a rodo importando shows idiotas e pagando uma baba com shows de medalhões, incluísse gagás. Lamentável. Mas enquanto tivermos divisas de montão estaremos sempre retribuindo, pagando muito bem, os elogios de artistas muito bonzinhos.

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