Ana Gabriela Sales
Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.
Camila Bezerra
Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...
Carla Castanho
Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN
Filipe Rodrigues
4 de novembro de 2014 2:04 amSó me animei a escrever este
Só me animei a escrever este texto após a confirmação da vitória de Dilma no dia 26/10, logo terminado o 1º turno fiquei numa chateação, não apenas pela reeleição não ter sido no 1º turno, mas pela nova composição do parlamento, muito triste pelo impasse institucional que o Brasil vive. Sempre acreditei que o brasileiro vota no legislativo sem a mesma qualidade que elege os candidatos executivos, tem um fundo de verdade, mas mesmo com mais politização parece que o buraco é mais fundo.
Saio dessa eleição com a plena consciência que esse parlamento não nos representa mais, “eles” perderam a legitimidade completamente. A começar pelas próprias eleições, a maioria dos congressistas faz o uso de doping ($$$$$$) para ganhar, o que numa competição esportiva, por exemplo, é ilegal. Com isso, o clima acirrado das eleições tem que se manter, a pressão popular por meio de protestos precisa continuar importante até para o governo Dilma cumprir o prometido.
É um desejo coletivo melhorar o sistema político, porém confesso estar alheio a proposta de plebiscito com constituinte exclusiva da reforma política, pode ser uma oportunidade de avançar, mas também traz o risco de retrocessos. Não seria simples o PT emplacar a lista fechada que viabiliza o financiamento público, ao mesmo tempo a oposição faria forte campanha na mídia pelo voto distrital, por isso o plebiscito pode ser uma cilada.
Apesar de importantes na sociedade, inegável que os partidos estão em crise, por isso a lista fechada traria o risco de fortalecer o caciquismo e o corporativismo. O voto distrital também seria andar para trás, podendo fulanizar o debate político transformando os congressistas em “Vereadores Federais”, acabaria com a diversidade no parlamento e não acabaria com a força do poder econômico (agora mais regionalizado).
Muitos podem não compreender, mas sou favorável à manutenção do sistema proporcional em lista aberta, vigente no Brasil desde 1932, com mais organização o sistema eleitoral brasileiro é um dos melhores e mais originais do mundo, na contramão dos que dizem que é atrasado, confuso e corrupto. Para organizá-lo tornando o mais atraente bastariam apenas poucas mudanças:
Fim das coligações proporcionais: Essa medida inevitavelmente fortaleceria os partidos sem a necessidade de listas fechadas. Dizer que em alguns estados menores um único partido poderia eleger todos os deputados é mentira já que a simulação é feita com o número atual de candidatos (onde há as coligações), sem coligações os partidos seriam obrigados a lançar um maior número de candidatos que os atuais para sobreviverem, com isso estariam muito mais abertos à sociedade, inclusive para o diálogo.
Proibição do dinheiro privado nas campanhas: Extinguindo a ação do poder econômico, as eleições no Brasil seriam mais próximas do sistema distrital (mas sem a complicação de fazer divisões geográficas), sem dinheiro determinados candidatos teriam que concentrar suas campanhas nas suas bases em vez do estado inteiro abrindo caminho para o surgimento de novas lideranças regionais. O argumento de que a medida fortalece o Caixa 2 não convence, claro que reforçar a fiscalização é importante, não existe sistema perfeito, seria o mesmo que afirmar “sinal de trânsito é desnecessário por não ter zerado os acidentes”.
Voto Facultativo: Nessa eleição saí mais convencido que o fim do voto obrigatório é uma necessidade, a esquerda faz papel de besta quando defende a manutenção da obrigatoriedade sendo a principal prejudicada. O voto obrigatório foi importante até a redemocratização do país, depois de 1988 passou a ser inútil, nos primeiros anos de voto facultativo a participação popular cairia, mas depois voltaria a subir pela qualidade dos eleitos (muitas vezes quem prefere a abstenção poderia contribuir positivamente no processo por não se sentir representado). Certos fatos na eleição tem ligação com a obrigatoriedade do voto:
– Tiririca, apesar do amadurecimento do humorista como congressista, inegável que com o voto facultativo jamais teria a votação expressiva que conquistou, o eleitor reage à obrigação de votar com deboche votando nele;
– Sartori, mesmo com um governo bem avaliado e uma administração de bons resultados, Tarso Genro foi vítima da sina gaúcha de não reeleger seus governadores. Desta vez perdeu para um candidato folclórico (José Ivo Sartori), bem diferente da tradição estadual de promover grandes debates políticos;
– Nova Classe C, beneficiada pelas políticas do governo que fortaleceram esse segmento social, o interesse pela política ainda não contagiou a classe média emergente. Muitos até votam no PT para presidente, mas na hora de escolherem um deputado preferem votar naquele em que o pastor da igreja indicou.
Deveria ser discutido: Toda época em que se fala de Reforma Política a discussão sobre o fim da reeleição volta à tona, na verdade uma grande perda de tempo, a reeleição deve ser um assunto encerrado. Outro baita retrocesso seria a coincidência das eleições, de Vereador a Presidente todos os cargos eletivos seriam eleitos no mesmo ano (talvez mesmo dia), pura medida casuísta com a desculpa de reduzir gastos. Na realidade a discussão deveria ser o contrário:
– Que tal eleição estadual em data diferente da federal como acontece com a municipal?
– Por que eleger os principais cargos legislativos tudo no mesmo dia?
romério rômulo
4 de novembro de 2014 5:07 amo golpista Arthur Virgílio, PSDB
http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2014/11/03/impeachment-de-dilma-seria-muito-util-ao-pmdb-diz-arthur-virgilio-psdb.htm
romério
IV AVATAR
4 de novembro de 2014 7:36 amO serviço sujo da Sabesp se arrasta por anos
http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,mp-pede-r-11-5-bi-da-sabesp-por-poluicao-de-rios,944343
IV AVATAR
4 de novembro de 2014 7:56 amTucanos, kd a grana que chove em SP desde 1992?
Em 1992 SP começou a receber grana na ordem do bilhão de reais para despoluir o Tietê mas o rio continua mais poluido do que nunca, já o dinheiro, kd? Nada melhor do que o governo que tem uma midia no bolso: O povo de SP toma água podre mas continua votando nos tucanos há décadas. Já a grana…https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/investimentos-bilionarios-e-o-tiete-pior-do-que-nunca
Assis Ribeiro
4 de novembro de 2014 8:34 amSteinbruch: segundo mandato
Steinbruch: segundo mandato de Dilma será melhor
Presidente da Fiesp e dono da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch afirma que Dilma Rousseff vai querer entrar para a história como uma boa presidente para o Brasil; “Se antes tinha dependências partidárias, agora tem condição de fazer o governo em que acredita”; segundo ele, um bom nome para o ministério da Fazenda trará “conforto ao investidor”, mas diz que o aumento de juros foi desnecessário
O presidente da Fiesp e dono da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, prevê que o segundo mandato de Dilma Rousseff será melhor. “Se antes tinha dependências partidárias, agora tem condição de fazer o governo em que acredita. Com certeza vai querer ser lembrada como uma boa presidente. Aí, tem de fazer as coisas para entrar para a história”, disse.
Em entrevista à “Folha de S. Paulo”, ele diz ainda que um bom nome para o ministério da Fazenda, além de outras medidas, trará “conforto ao investidor”.
“A indústria não tem confiança para produzir e o consumidor não tem confiança para consumir. Juros altos e o real valorizado que inunda de importados aqui, não ajudam. O aumento de juros foi desnecessário. Foi uma autoafirmação do Banco Central para demonstrar uma certa independência, disposição de controlar inflação”, afirma (leia aqui).
http://www.brasil247.com/pt/247/economia/159203/Steinbruch-segundo-mandato-de-Dilma-ser%C3%A1-melhor.htm
Assis Ribeiro
4 de novembro de 2014 8:36 amCid Gomes articula frente de
Cid Gomes articula frente de esquerda pró-Dilma
Depois de contribuir de forma decisiva na reeleição da presidente Dilma Rousseff, o governador do Ceará, Cid Gomes (Pros), já está em franca articulação para criar uma ampla frente de esquerda para dar sustentação ao segundo mandato da presidente; Cid trabalha para juntar o Pros, o PDT, a ala do PSB mais alinhada a Dilma para criar uma legenda de esquerda; novo partido, ou a nova frente de partidos, pretende ocupar o espaço pró-Dilma aberto pelos peemedebistas insurretos; Gomes pretende encontrar-se nesta semana em Brasília com o presidente do PDT, Carlos Lupi, com o ex do PSB Roberto Amaral, integrantes do PCdoB e dilmistas desamparados em outras agremiações; Cid Gomes vai se destacando entre os principais apoiadores da presidente
O governador do Ceará, Cid Gomes (Pros), já está em franca articulação para criar uma ampla frente de esquerda para dar sustentação ao segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.
Com o PMDB, aliado principal do PT, em rebelião, Cid trabalha para juntar o Pros, o PDT, a ala do PSB mais alinhada a Dilma para criar uma legenda de esquerda. O novo partido, ou pode uma frente de partidos, pretende ocupar o espaço pró-Dilma aberto pelos peemedebistas insurretos.
Segundo o jornalista Felipe Patury, Cid Gomes pretende encontrar-se nesta semana em Brasília com o presidente do PDT, Carlos Lupi, com o ex do PSB Roberto Amaral, integrantes do PCdoB e dilmistas desamparados em outras agremiações.
Entre os aliados do PT na campanha presidencial, os irmãos Cid e Ciro Gomes estão entre os grandes vitoriosos nos bastidores da eleição. Cid cumpriu papel estratégico ao longo da campanha, cujos efeitos contribuíram de maneira decisiva para o resultado final. O movimento pela criação do Pros impediu o PSB, que na época era articulado por Eduardo Campos, de ser dominante no Nordeste.
Na campanha, Cid Gomes e Ciro apoiaram o candidato do PT ao governo do Estado. Camilo Santana venceu Eunício Oliveira, do PMDB, no segundo turno, o que ressaltou a importância do trabalho dos Gomes para ele.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/159158/Cid-Gomes-articula-frente-de-esquerda-pr%C3%B3-Dilma.htm
Assis Ribeiro
4 de novembro de 2014 8:43 amO avanço das políticas de
O avanço das políticas de ciência e tecnologia nos governos Lula-Dilma
O número de bolsas de mestrado e doutorado mais que triplicou em 12 anos, um crescimento acelerado que acompanha o processo de expansão do sistema de ensino universitário. O resultado é que, hoje, todos os estados brasileiros contam com cursos de pós-graduação stricto sensu, quando,em 2000, alguns não tinham essas estruturas sequer em suas capitais
Nos últimos 12 anos, o governo brasileiro lançou mão de importantes políticas visando à expansão do ensino superior e da atividade de pesquisa científica no País.
Mais que qualificar trabalhadores, essas políticas terão importantes repercussões para o desenvolvimento econômico nacional, dado que promovem uma melhora quantitativa e qualitativa na estrutura científica brasileira. No entanto, se não houver continuidade, todo o esforço dos últimos anos poderá ter sido em vão.
A política de expansão do ensino superior, público e privado, conduzida no País ao longo dos últimos 12 anos contemplou a descentralização regional das universidades, promovendo a sua interiorização.
Por meio desse processo, regiões historicamente pobres e com poucos recursos econômicos foram contempladas, como é caso dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, em Minas Gerais, e do semiárido nordestino.
Como resultado, houve um sensível aumento no número de localidades que contam com instituições de ensino superior. Tal quadro vem possibilitando a melhora na qualidade de vida das populações e novas possibilidades para o desenvolvimento local. Além disso, proporciona a ampliação da qualificação da força de trabalho disponível no País.
Na mesma linha, o programa Ciência Sem Fronteiras possibilita aos estudantes brasileiros o contato com os principais centros de desenvolvimento científico e tecnológico do mundo.
Espera-se que esses estudantes possam, no futuro, desenvolver e aplicar os conhecimentos obtidos no exterior em projetos no Brasil. Ao todo, foram implementadas, até outubro de 2014, mais de 71 mil bolsas para que graduandos, mestrandos e doutorandos realizassem ao menos parte de seus estudos no exterior.
Trata-se de um programa sem precedentes na história brasileira e que tenta replicar experiências bem-sucedidas de países como os Estados Unidos, a Alemanha, o Japão e a Coreia do Sul.
Em termos de pós-graduação no País, o número de bolsas de mestrado e doutorado implementadas mais que triplicou durante os governos Lula e Dilma. Trata-se de um crescimento bastante acelerado no fomento à formação de mestres e doutores e que acompanha o processo de expansão do sistema de ensino universitário.
Como resultado disso, hoje todos os estados brasileiros e o distrito federal contam com cursos de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado). Um avanço, dado que em 2000, alguns dos estados menos desenvolvidos do País não contavam com tais estruturas sequer em suas capitais.
Ciência, tecnologia e inovação
Esse conjunto de políticas para o ensino e a ciência representa um esforço sem igual na história brasileira com vistas à formação de um sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação.
Como resultado, o aumento no número de graduados, mestres e doutores, com formação no Brasil e no exterior, possibilitará uma expansão no corpo de profissionais engajados em atividades de pesquisa e desenvolvimento nas empresas, institutos públicos de pesquisa e nas universidades nacionais.
Esses atores, de uma forma conjunta, serão os responsáveis por acrescentar ciência e ampliar a tecnologia naquilo que é produzido no Brasil. Assim, os bens e serviços brasileiros poderão se comparar aos seus concorrentes importados, trazendo ganhos de qualidade para os consumidores locais e competitividade para as empresas brasileiras no mercado internacional.
Esse é o caminho para o desenvolvimento econômico e que foi percorrido por aquelas que hoje são as nações mais ricas do mundo. Contudo, é um caminho muito longo e que tem resultados apenas com o passar dos anos.
E, apesar do êxito dos programas encampados pelo governo federal, muito ainda tem de ser feito em razão do atraso estrutural em que se encontrava o sistema brasileiro de C,T&I ao início dos anos 2000.
Entretanto, um eventual novo governo orientado pela rigidez fiscal pode comprometer a continuidade de todo esse processo. A construção de campi universitários, a contratação de docentes, o aumento no número de bolsas de mestrado e doutorado e o envio de pesquisadores ao exterior dependem do compromisso governamental com a provisão contínua de recursos financeiros.
O discurso encampado pelo candidato derrotado do PSDB à Presidência, por exemplo, se orientava para a redução dos gastos públicos, sem que se ficasse claro em quais setores estes seriam reduzidos.
O histórico dos governos federais e estaduais PSDBistas no Brasil mostra que normalmente a educação e a ciência estão entre as atividades mais afetadas pelas suas políticas de redução de gastos e, assim, os programas acima mencionados provavelmente sofreriam com restrições de verba e redução em seus orçamentos caso o PSDB retornasse à Presidência.
O próximo passo é que mestrandos e doutorandos que vêm se formando no País encontrem posição no sistema universitário nacional, que as ideias e conhecimentos absorvidos no exterior pelos bolsistas do programa CSF se convertam em inovações tecnológicas no Brasil e que esses recursos humanos altamente qualificados aqui permaneçam.
O discurso de redução dos gastos públicos e disciplina fiscal é, portanto, temerário quando se pensa na necessidade de realização de grandes dispêndios por parte do governo para a manutenção de programas para a expansão científica e tecnológica no País.
Sem tais dispêndios e sem tais programas, idealizados e conduzidos pelos governos Lula e Dilma, o Brasil se manterá longe do tão sonhado desenvolvimento econômico. Desta forma, o novo governo Dilma se coloca diante do desafio da continuidade da construção do sistema brasileiro de C,T&I e o consequente avanço na estrutura econômica nacional.
http://brasildebate.com.br/o-avanco-das-politicas-de-ciencia-e-tecnologia-nos-governos-lula-dilma/
Cláudio Montezuma
4 de novembro de 2014 9:41 amPublicado em 03/11/2014 no
Publicado em 03/11/2014 no Conversa Afiada
http://www.conversaafiada.com.br/pig/2014/11/03/sem-uma-politica-de-comunicacao-esquece/
Sem uma política
de comunicação, esquece!
A entrevista de Gilmar à Fe-lha é a baliza da reaçao no Judiciário, com a PEC da bengala !
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O Conversa Afiada reproduz artigo de Breno Altman:
NÃO ESTÁ NA HORA DO PT REAGIR?
Há apenas oito dias a presidente Dilma Rousseff foi reeleita. Mas a sensação é que semanas ou meses se passaram.
A oposição de direita resolveu não dar um segundo de trégua. Passou a semana dedicando-se – no Parlamento, nas ruas e através dos meios de comunicação – a manter ofensiva sobre o governo, apesar da derrota eleitoral.
São fortes os indícios de ser essa a estratégia já definida pelo bloco conservador: ataque permanente para emparedar e sabotar o quarto mandato petista. Se possível, encurtando seu tempo constitucional. No mínimo, minando a estrada que poderá, em 2018, levar Lula de volta ao Planalto.
Setores majoritários da imprensa, cavalgando a tese da divisão nacional, pressionam a presidente para que componentes do programa liberal sejam mantidos ou incorporados à política econômica. Também fabricam candidatos a ministro da Fazenda organicamente vinculados ao capital financeiro.
A chantagem é clara. Ou Dilma baila a música dos derrotados ou dança. Ou o ajuste fiscal é produzido com juros em alta e gastos públicos em baixa ou será o caos. Ou o petismo constrói pontes que o leve à margem do rio onde residem os interesses do mercado ou seu caminho será bloqueado.
A intenção nada oculta: solapar o resultado das eleições presidenciais e seu sentido político. A presidente está sendo constrangida para acatar, total ou parcialmente, a agenda que foi rechaçada pelas urnas.
Ledo engano, no entanto, o de quem interpretar, nesse movimento, possibilidade de acordo. Qualquer concessão expressiva será aproveitada para confundir e dividir a base eleitoral da vitória, fragilizando o governo e desmoralizando o PT.
A primeira semana posterior ao pleito foi marcada por fatos que evidenciam tanto a orientação seguida pelas forças de direita quanto seu fôlego e apetite para reverter a situação defensiva provocada pelo insucesso eleitoral.
O deslizamento de parte robusta do PMDB para a frente antigoverno, em caráter provisório ou definitivo, estocou por quatro vezes o coração valente.
A derrubada do decreto da participação social nas instituições governamentais, o pronunciamento contra o plebiscito da reforma política e a chancela para a eleição de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à presidência da Câmara são sintomas do perigo real e imediato de que venha a se conformar uma maioria de centro-direita no parlamento.
A quarta facada foi o andamento da PEC 352, que aprofunda as piores características do sistema eleitoral e violenta a principal mensagem da presidente em seu discurso de triunfo. O bloco conservador, em poucos dias, revelou condição de ir além da resistência, impondo itens de sua própria agenda.
O próximo passo desta coalizão está anunciado: a elevação de 70 para 75 anos da idade limite para aposentadoria nos tribunais. Aprovada pelo Senado em 2005, a qualquer momento pode ser pautada na Câmara. Apelidada de PEC da Bengala, surrupiaria de Dilma a possibilidade de indicar cinco novos membros do STF em seu segundo mandato.
A entrevista do ministro Gilmar Mendes, na Folha de S.Paulo desta segunda-feira, escancara articulação entre a direita parlamentar e setores do poder judiciário, da qual a modificação etária é comprovatória. Seus violentos ataques a Lula e ao PT, apresentando-se como porta-voz da luta contra o “bolivarianismo”, simbolizam com esmero a simbiose entre judicialização da política e politização da justiça.
Os momentos mais radicalizados desta ofensiva, no entanto, foram protagonizados pelo PSDB, ao demandar auditoria das eleições presidenciais. Apesar de atitude desastrada, rapidamente questionada por juízes do Tribunal Superior Eleitoral, cultiva narrativa golpista que anima pedaços de sua base eleitoral.
As manifestações pelo impeachment da presidente, realizadas no último sábado, se inscrevem neste roteiro de deslegitimação do governo, apesar de seu resultado pífio. Os tucanos tentam se desvincular da criatura canhestra que geraram, mas esses atos constituem capítulo importante no enredo para ocupação de espaços e mobilização contra o petismo.
Algo notável é que todos estes movimentos ocorreram, até o momento, sem maior contraposição do governo ou do PT. A esquerda parece estar na manhã da quarta-feira de cinzas, enquanto o conservadorismo pegou no batente como se a semana santa tivesse ficado para trás.
Talvez ainda não tenha sido processado integralmente que a atual situação pós-eleitoral difere das vitórias anteriores.
Naqueles momentos estabeleceu-se, encerrada a apuração, um certo cessar-fogo, com a oposição preferindo acumular forças para batalhas eleitorais futuras. Havia mais espaço, portanto, para composições institucionais que garantissem a governabilidade, além de tempo para arrumar a casa com alguma tranquilidade política.
Ainda que possa ser criticada por danos de médio e longo prazo, tinha amparo na realidade a distensão politico-ideológica adotada pelo PT no início de seus três primeiros governos. A mesma opção, nos dias que correm, poderia ser gravemente ineficaz, pois o inimigo está em outra.
No passado, fez-se a paz porque a guerra poderia ser evitada ou adiada. Mas não parece ser factível, hoje, que se possa pacificar o país sem vencer a guerra estabelecida pela direita ou sem demonstrar inquestionável capacidade de fazê-lo.
A boa notícia é que o PT tem forças suficientes para mudar de tática e romper a paralisia.
Além da legitimidade eleitoral, que a direita tenta borrar do imaginário popular, a presidente e seu partido possuem uma enorme reserva de contingentes que pode ser imediatamente mobilizada.
O discurso da direita, de caráter fortemente antidemocrático, aguça e amplia a disposição de resposta à onda conservadora. Mas cabe ao PT tomar a dianteira.
O elemento novo seria recombinar a atuação dentro das instituições com a pressão das ruas sobre o Parlamento e em apoio à agenda vitoriosa nas urnas, a começar pelo plebiscito constituinte da reforma política.
Somada à reorganização das alianças e a retificação profunda da política de comunicação do governo, a mobilização social tem potencial para ser a principal alavanca de retomada da ofensiva.
A má notícia é que não há tempo a perder. Cada dia de avanço conservador sobre o Estado e a sociedade fortalece ameaça às reformas e à democracia.
BRAGA-BH
4 de novembro de 2014 9:59 amPT monta plano B para lidar com rebeldia do PMDB na Câmara
PT monta plano B para lidar com rebeldia do PMDB na Câmara
Por Marcel Frota , iG Brasília |
04/11/2014 06:00
A exemplo do que já tentou no passado, partido estuda alternativas para diminuir a dependência em relação ao partido aliado nas votações que possam provocar tensão
O Plenário da Câmara fervia enquanto os deputados decidiam a votação da chamada minirreforma eleitoral. Era fim de outubro de 2013 e, em meio ao burburinho, o então líder do PT na Casa, José Guimarães (CE), não tirava os olhos do painel de votação. Alheio até aos cumprimentos dos colegas, Guimarães verificava até que ponto era possível não depender do PMDB. Pelo menos naquela ocasião, a tentativa deu errado e o PT acabou derrotado. Mais de um ano depois e sob a perspectiva do segundo mandato de Dilma Rousseff, PT e governo esboçam numa nova roupagem estratégia para obter maioria quando seu principal aliado, o PMDB, resolver jogar contra.
Deputado Marco Maia diz que PT dará prioridade a partidos que apoiaram Dilma na eleição
Agora, como nas tentativas de 2013, o plano é estreitar laços com os outros partidos da aliança que apoiou Dilma na disputa eleitoral, como PP, PR, PSD, PROS e PRB, e cortejar os nanicos. “O PT pretende conversar com todos os partidos, em especial aqueles que estiveram juntos na campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff”, diz o deputado Marco Maia (RS), ex-presidente da Câmara dos Deputados.
Nesse cálculo, o governo coloca também o PTB, cuja bancada na Câmara sempre reservou seu carinho para a presidente, apesar da coligação formal com Aécio Neves (PSDB). Reservadamente, líderes petistas ligados ao governo admitem novamente a tese de se estabelecer uma relação mais horizontal com os partidos da base e até atrair apoio de legendas que não compõem o governo.
Mesmo a diminuição da bancada do PMDB que tomará posse na próxima legislatura é apontada como um fator a ser considerado. Com 66 deputados eleitos, o PMDB perdeu espaço na Câmara. Atualmente tem 71 deputados. Considerando os partidos da base e o PTB, o governo poderia assegurar 263 deputados a seu favor.
O número pode até ser suficiente para aprovar projetos de lei e medidas provisórias, que exigem quórum de 257 deputados e cuja aprovação demanda apenas maioria simples. A conversa, entretanto, muda de figura quando o assunto for proposta de emenda à Constituição. Nesse caso são necessários votos de 308 deputados. Para esse tipo de matéria o governo não pode abrir mão do PMDB.
O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha: ele quer a vaga hoje ocupada por Henrique Alves
Provocações
O plano B do PT ganhou força depois dos mais recentes movimentos do líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ). Cunha tem sido direto e agressivo nos últimos dias. Atuou assim na votação que derrubou o decreto presidencial que previa a criação de conselhos populares. Tem usado tom desafiador também para tratar da sucessão à presidência da Câmara, hoje ocupada por Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Cunha quer o posto, está em plena campanha e vem dizendo abertamente que o PT não deve ficar com a vaga com base no resultado eleitoral apertado, quebrando assim o acordo de rodízio entre os dois partidos.
“A postura do líder tem nos causado muita insegurança”, admite o líder da bancada do PT, deputado Vicentinho (SP). “O PMDB não deve ser visto como um partido da base, ele é parte do governo. O vice-presidente da República é do PMDB”, acrescenta ele. Vicentinho diz que a bancada se reunirá na próxima terça-feira para tratar, entre outros temas, da relação com o PMDB. Ele adota tom conciliador. “Não podemos abrir mão da parceria com o PMDB”, afirma.
A posição do Planalto sobre essas provocações é não dançar a dança que Cunha propõe. Representantes do governo não rebaterão o líder do PMDB e em público destacarão a importância da parceria com Cunha e com o PMDB na Câmara. Tudo para evitar conflitos que, na visão do governo, só beneficiariam o próprio Cunha e poderiam gerar outras animosidades que em nada seriam interessantes para o governo, sobretudo às vésperas da votação do Orçamento, cuja discussão deve esquentar ânimos. Aliados do governo não descartam que o Orçamento não seja votado neste ano, a exemplo do que aconteceu em 2012.
Mesmo assim, fontes palacianas admitem que o governo tem observado com alguma cautela os movimentos do PMDB, partido que na Câmara tem sido extremamente inflexível com relação à aliança. Por sua vez, reservadamente, admitem que o governo nunca trabalhará com a ideia de que o PMDB é essencial para assegura a governabilidade.
BRAGA-BH
4 de novembro de 2014 10:01 amPT define como prioridade projeto de regulação da mídia
PT define como prioridade projeto de regulação da mídia
Por Luciana Lima , iG Brasília |
03/11/2014 20:55- Atualizada às 03/11/2014 20:57
Partido também espera de Dilma Rousseff uma sinalização a respeito de sua disposição na defesa de regras para o setor
Em reunião nesta segunda-feira (3), a Executiva Nacional do PT colocou a regulação da mídia como prioridade do partido no Congresso Nacional no próximo ano. No entanto, integrantes do PT ainda esperam da presidente Dilma Rousseff uma sinalização sobre o que representa a chamada “regulação econômica”, que ela mencionou como necessária durante a campanha.
Dilma Rousseff celebra sua vitória na reeleição para presidente da República, no último dia 26
Os petistas querem saber até onde vai a disposição da presidente na defesa de um novo marco regulatório para o setor. Durante a campanha, Dilma fez questão de enfatizar seu apoio à regulamentação, mas que nenhuma nova regra poderá significar interferência na liberdade de expressão.
Na resolução tirada na executiva, o partido decidiu encampar a defesa da Lei da Mídia Democrática, proposta elaborada por movimentos sociais a partir da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) e que ainda está em fase de coleta de assinaturas para começar a tramitar no Congresso Nacional. Para chegar ao Legislativo, o projeto de iniciativa popular precisa do apoio de 1,4 milhão de brasileiros.
Entidades que defendem a proposta popular também esperam do governo federal o apoio a um novo marco regulatório para as comunicações, a exemplo do que ocorreu em países da América do Sul como a Argentina, o Uruguai e o Equador.
Na resolução política, a defesa da proposta aparece como medida a ser tomada de imediato junto com as mobilizações pela reforma política, frente à “atitude de reação permanente da oposição”.
“Relançar a campanha pela reforma política e pela mídia democrática, contribuindo para que o governo possa tomar medidas avançadas nestas áreas para sustentar a batalha que travaremos a respeito no Congresso Nacional”, diz a resolução política tomada na reunião.
“É urgente construir hegemonia na sociedade, promover reformas estruturais, com destaque para a reforma política e a redemocratização da mídia”, diz o documento.
A reunião da executiva do partido também serviu para uma avaliação sobre as eleições e uma das conclusões foi de que a eleição deste ano foi a mais difícil enfrentada pelo partido.
“Ganhamos enfrentando um vendaval de acusações não apenas sobre nossa política, mas sobre nosso partido”, reconhece o documento, que aponta para a necessidade do PT de adotar uma postura de enfrentamento das acusações de corrupção.
O documento ainda refere-se ao preconceito escancarado pela campanha: “A oposição, encabeçada por Aécio Neves, além de representar o retrocesso neoliberal, incorreu nas piores praticas políticas: o machismo, o racismo, o preconceito, o ódio, a intolerância, a nostalgia da ditadura militar”, diz o texto.
No documento, o PT ridicularizou a atitude do PSDB de pedir uma auditoria do resultado das eleições: “Inconformada com a derrota, a oposição cai no ridículo ao questionar o resultado eleitoral no TSE. Ainda ressentida, insiste na divisão do País investe contra a normalidade institucional. Tenta chantagear o governo eleito para que adote o programa dos derrotados”.
sergiorgreis
4 de novembro de 2014 4:09 pmOntem, em pronunciamento no
Ontem, em pronunciamento no Plenário, o Senador Roberto Requião manifestou sua oposição à PEC 63/2013, a PEC dos Magistrados.
Como sabem os colegas do blog, estamos com um abaixo-assinado no Avaaz, voltado a manifestar o repúdio à aventual aprovação da medida – que se encontra na pauta de votação da Ordem do Dia do Senado: https://secure.avaaz.org/po/petition/Congressistas_do_Senado_Federal_Rejeitem_a_PEC_dos_Magistrados/
A matéria, no sítio do Senado: http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2014/11/03/roberto-requiao-critica-adicional-para-juizes-e-membros-do-mp
Roberto Requião critica adicional para juízes e membros do MP
Da Redação e Da Rádio Senado | 03/11/2014, 16p5 – ATUALIZADO EM 04/11/2014, 12h00
Jefferson Rudy/Agência Senado
Saiba mais
Vídeo Áudio 1 Áudio 2 Imagem Taquigrafia
O senador Roberto Requião (PMDB-PA) se posicionou contra a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 63/2013, que garante um adicional por tempo de serviço para magistrados e membros do Ministério Público.
Requião explicou que a instituição do adicional já havia sido incorporada ao subsídio dos magistrados em termos praticamente idênticos aos atualmente reivindicados. Para ele, a PEC cria uma vantagem duplicada para um grupo e, se aprovada, trará efeitos danosos às finanças dos estados, fazendo com que ultrapassem o limite de gastos estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal.
– Acrescentar ao subsídio mais um adicional seria uma forma de injustiça com os demais servidores públicos que, atualmente, não tem esse direito. Não têm direito a nenhum adicional por tempo de serviço, ao passo que os magistrados pretendem tê-lo em duplicidade – disse o senador.
Requião acrescentou que os juízes já têm diversos benefícios exclusivos, entre eles, o auxílio-moradia, o “auxílio tablet” e o “auxílio biblioteca”. Para o senador, a aprovação da PEC é um desrespeito ao limite de pagamento individual, já que muitos juízes ultrapassariam o teto constitucional, além de afrontar o sistema de subsídio, que, lembrou, veio justamente para pôr fim a grande lista de verbas que compunham o pagamento dos magistrados.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Vídeo com o discurso completo: https://www.youtube.com/watch?v=pwmfvPAw5yw
alfeu
4 de novembro de 2014 10:34 pmAprovada proposta que reforça educação regular inclusiva
Agência Senado, Elina Rodrigues Pozzebom
http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2014/11/04/aprovada-proposta-que-reforca-educacao-regular-inclusiva
A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou, nesta terça-feira (4), projeto que altera o conceito da educação especial no Brasil e reforça o papel da educação regular inclusiva, na forma do substitutivo apresentado pela Câmara dos Deputados (PLS 180/2004).
Pelo texto, o ensino especial passa a ser mais restrito, com funções de apoio complementar ou suplementar aos serviços comuns oferecidos preferencialmente na rede regular de ensino para atender pessoas com deficiência ou transtornos globais de desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação.
O texto define o conceito de educação especial, que passa a ser uma modalidade de ensino escolar que realiza “atendimento educacional especializado” para apoiar os serviços educacionais comuns. A ideia é promover a educação inclusiva, ou seja, a escola regular terá que se preparar para receber todo e qualquer tipo de aluno.
O substitutivo da Câmara retira três parágrafos do artigo 58 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) que preveem: oferta eventual de serviços especializados nas escolas da rede regular; atendimento em classes, escolas ou serviços especiais, em situações específicas; e o dever do Estado de ofertar educação especial de zero a seis anos, durante a educação infantil.
O texto original, da ex-senadora Ideli Salvatti buscava somente assegurar ambiente escolar propício à inclusão educacional e social de estudantes com deficiência auditiva, obrigando as escolas a ofertar a Língua Brasileira de Sinais (Libras) em todas as etapas e modalidades da educação básica.
A partir das modificações aprovadas na Câmara e referendadas pela CE, o projeto agora obriga os sistemas de ensino a garantir, como parte do currículo de todas as etapas e modalidades da educação básica, não só o ensino de Libras, mas também de outros métodos de comunicação para estudantes com deficiência ou transtornos globais de desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação, como o sistema braile (para cegos) e o tadoma (para pessoas que são simultaneamente surdas e cegas).
Esses alunos também terão direito a adequação de currículos, métodos e recursos às suas necessidades; professores especializados; e educação especial para o trabalho. Além disso, deverá ser respeitado o atendimento de necessidades educacionais específicas dos alunos nas diretrizes para cursos superiores em geral; inserção de eixos temáticos e conhecimentos favoráveis à educação inclusiva nos currículos dos cursos de formação de professores; e a oferta, pelo poder público, aos familiares e à comunidade da pessoa com deficiência auditiva de condições para o aprendizado de Libras.
O relator ad hoc na Comissão de Educação foi o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). A matéria segue agora para o Plenário e, caso seja aprovada, vai à sanção presidencial.
Henrique O
4 de novembro de 2014 10:59 pmArenas deixadas pela Copa podem impulsionar ano excpecional
Ter, 04/11/2014 às 10:00
Cenário projeta crescimento do mercado de shows
Jotabê Medeiros – Conteúdo Estadão / A Tarde
Arenas deixadas pela Copa podem impulsionar ano excpecional
O Brasil consolidou sua posição de líder em shows internacionais na América do Sul. Segundo estudo do Ministério do Turismo, o setor faturou R$ 357 milhões no ano passado e pode fechar com R$ 496 milhões este ano (os mercados que vêm a seguir são os da Argentina, Chile, Colômbia, Peru e Equador).
Segundo especialistas, as arenas erguidas pela Copa do Mundo servirão para multiplicar esses ganhos até 2018, incrementando o faturamento em até 39% – em São Paulo, a arena Allianz Parque (antigo Palmeiras), que inaugura os megashows no próximo dia 25, com Paul McCartney, deve monopolizar os espetáculos internacionais. Uma empresa de camarotes está vendendo lugares para 26 megashows no ano que vem no local.
O ano de 2015 promete ser um dos mais agitados no País, por conta da realização dos festivais Lollapalooza, Rock in Rio e o Tomorrowland (maior evento de música eletrônica, pela primeira vez no País, com previsão de receber 180 mil pessoas em Itu, no interior de São Paulo). Há também expectativas de shows dos Rolling Stones (agora em outubro) e U2. Nesse cenário, São Paulo é a líder inconteste, já se equiparando à Cidade do México em agenda de show biz.
“Um dos legados da Copa do Mundo foi a construção e ampliação dos estádios, que se encontram hoje melhor preparados para abrigar shows com estruturas de grande tamanho, atraindo mais visitantes”, disse há alguns dias o ministro do Turismo, Vinicius Lages.
A pré-venda do Rock in Rio 2015, no Rio de Janeiro, reflete essa euforia. Serão colocados à venda, a partir das 10 horas do dia 18 de novembro, 20 mil ingressos a mais do que os que foram vendidos em 2013 (quando 80 mil ingressos foram vendidos em apenas 52 minutos sem nenhuma atração ainda confirmada).
Aquele que se autodenomina “o maior festival de música e entretenimento do mundo” será realizado nos dias 18, 19, 20, 24, 25, 26 e 27 de setembro de 2015, na Cidade do Rock do Rio.
Embora com algumas baixas, como o SWU, o Sónar e o Planeta Terra (que cancelou sua edição 2014), muitos outros festivais se consolidaram nos últimos anos. A segunda edição do Lollapalooza brasileiro, no ano passado, injetou US$ 26 milhões na economia e atraiu 167 mil pessoas. Para a edição 2015, especulam-se as presenças de Robert Plant, Pharrell Williams, Jack White, Grouplove, Kasabian e Skrillex.
A Virada Cultural de São Paulo atrai 4 milhões de pessoas. O Festival de Verão de Salvador, este ano, levou 120 mil pessoas à Bahia; e o Festival Planeta Atlântida atraiu 70 mil pessoas ao Rio Grande do Sul e 65 mil a Santa Catarina.
Segundo a publicação Rockin Chair, na primeira metade de 2014, o País recebeu 262 artistas estrangeiros, o que o site considerou “um ótimo número para um ano que, aparentemente, iria ser menos musical e mais esportivo”.
O Rockin Chair detectou uma queda no preço dos ingressos: em 2013, pagava-se, em média, R$ 229 pelo ingresso mais barato (evento com mais de 10 mil pessoas) e R$ 142 (entre 2 e 10 mil pessoas). Na primeira metade de 2014, esses preços baixaram para R$ 189 e R$ 133.
Segundo outro estudo, que será divulgado nesta terça-feira, 4, pela JLeiva Cultura & Esporte, Cultura em SP: Hábitos Culturais dos Paulistas, a principal motivação do chamado turismo artístico em São Paulo é a música (30% viajam para ver shows), e a principal destinação no Estado é a capital, São Paulo (32% dos paulistas dizem rumar para a metrópole).
O estudo da JLeiva mostra que o sertanejo é o gênero mais ouvido pelos paulistas (entre 40% e 53%), enquanto o rock representa apenas cerca de 20%, seja na capital ou no interior. “A idade parece impactar bastante na preferência dos gêneros. O que eu achei curioso é a queda do rock entre os 45 e 59 anos, 16%, e de diversos outros ritmos entre os jovens nas duas últimas décadas, como os casos do rap, hip hop, música eletrônica e funk”, disse João Leiva, e idealizador da pesquisa e diretor da Jleiva.
O estudo anuncia-se como o maior levantamento do gênero. Foram entrevistadas cerca de 8 mil pessoas em 21 cidades. Os dados serão apresentados hoje e amanhã na Pinacoteca, com debates com nomes como Alessandro Janoni (Datafolha), Alexandre Matias (jornalista) e Hugo Possolo (ator).
http://atarde.uol.com.br/cultura/musica/noticias/1636458-cenario-projeta-crescimento-do-mercado-de-shows
Polengo
5 de novembro de 2014 1:12 amhttp://www.jornali9.com/notic
http://www.jornali9.com/noticias/denuncia/gilmar-mendes-recebeu-propina-de-mensalao-tucano-segundo-revista