4 de junho de 2026

Cunha nega recebimento de propina da JBS para não fazer delação premiada

Foto: AFP

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Jornal GGN – O ex-deputado Eduardo Cunha negou em depoimento à Polícia Federal, nesta quarta (14), que tenha recebido propina da JBS para não fazer uma delação premiada à Lava Jato.
 
Segundo relatos da Folha, obtidos com o advogado de Cunha, o ex-deputado disse que seu silêncio “nunca esteve à venda”.
 
O empresário Joesley Batista afirmou, em delação premiada, que pagou parcelas de R$ 500 mil a Cunha quando ele já estava preso, em Curitiba. O valor era referente a um acerto com o peemedebista, que teria agido no Congresso em favor da JBS.
 
Joesley disse às autoridades que discutiu com o emissário de Michel Temer, o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, um esquema de favorecimento à empresa que pudesse gerar mais propina a Cunha, para manter o pagamento constante.
 
Além disso, a Lava Jato detectou pagamento de mais de R$ 1 milhão feito pela JBS a Lúcio Funaro, acusado de ser o operador de Cunha. Ele também está preso em Curitiba e teria recebido para não fazer delação.
 
Em conversa gravada por Joesley no Palácio do Jaburu, Temer toma conhecimento de que o empresário acertou pendências com Cunha e “Lúcio” e responde que “tem que manter isso”.
 
Segundo a Folha, Cunha frisou que não foi procurado “direta ou indiretamente” por interlocutores do doleiro Lucio Funaro para que ele não fizesse revelações sobre supostos negócios ilícitos.
 
ROTEIRO DE DELAÇÃO
 
Cunha também disse à PF que não teve intenção de constranger Temer com as perguntas que enviou através do juiz Sergio Moro ao presidente. A seleção foi barrada pelo magistrado e, na imprensa, ganhou a alcunha de roteiro de delação premiada, por conter inúmeras informações que podem complicar a vida de Temer.
 
Folha afirmou que, à PF, Cunha disse que “as questões formuladas foram parte da estratégia de defesa do declarante e não tiveram a intenção de constranger o presidente Michel Temer ou qualquer outra pessoa”. 
 
O depoimento, que ocorreu na manhã desta quarta (14), durou cerca de uma hora e meia e faz parte do inquérito contra Temer.
 
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Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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4 Comentários
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  1. Jaide

    15 de junho de 2017 12:17 am

    Negar recebimento de propina

    Negar recebimento de propina para não fazer delação faz sentido.

    Nem mesmo nessa bagunça eu consigo imaginar o Cunha recebendo regularmente uma mala de dinheiro na prisão lá em Curitiba, depois conferir o numerário e em seguida fazer os devidos encaminhamentos.

    1. Rui Ribeiro

      15 de junho de 2017 1:47 pm

      Não é só em Curitiba que se recebe propina

      O Perrella recebeu a propina do Aécio em Belô, além de que o recebimento não precisa ser pessoal, pode ser através de alguém que se possa matar antes de delatar.

  2. ocastro

    15 de junho de 2017 4:29 am

    Cunha nega recebimento de propina da JBS para não delatar Temer.

    EDUARDO CUNHA negou TAMBÉM que não tinha CONTAS no EXTERIOR.

     

    Realmente CUNHA ainda não deve ter RECEBIDO toda a GRANA FECHA BOCA ainda deve estar em NEGOCIAÇÃO o VALOR TOTAL.

  3. Rui Ribeiro

    15 de junho de 2017 10:47 am

    Até o Moro tem medo do que o Cunha tem prá dizer

    O Moro disse não querer que o Cunha delate a fim de que ele não fique impune, para mostrar que algumas vezes o crime não compensa.

    Temer deve dizer ao Moro:

    – Ótimo, ótimo. Tem que manter isso, viu, Camundongo?

    Moro abana o rabo e diz, Yes, Sir.

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