4 de junho de 2026

Dilma precisa de apoio popular, por Roberto Amaral

Sugerido por Assis Ribeiro
 
 
Carta Capital
 
 
Na disputa com a direita, agora sem maquiagem, o voto precisará ser revigorado a cada embate do governo
 
Várias são as reflexões ensejadas pela eleição de Dilma Rousseff. A primeira, aliás, é exatamente esta, sua grande e significativa vitória, política e eleitoral que é, de igual modo, a consagração de seu governo e da opção progressista, da visão moderna de sociedade democrática, pela qual tanto lutam os socialistas brasileiros. Em face de duas visões de mundo antípodas, o eleitorado optou pela que indicava a busca do desenvolvimento econômico – por acelerar-se – como meio de chegar, ainda em nossos tempos, a uma forma aproximada de igualdade social, a aspiração possível dentro do regime de iniquidades que privilegia o capital e o rentismo estéril. O veredito eleitoral deve ser recebido, também, como declarado apoio do país à política externa independente, à busca por autonomia e soberania e a reafirmação das políticas sociais distributivas de renda. Mas as eleições de 2014 também revelaram a ascensão de uma direita forte e assumida, e o crescimento do pensamento conservador e reacionário, de raízes autoritárias (o velho conflito entre a casa grande e a senzala) expresso em parte da votação de Aécio Neves, que tão bem soube representar a ideologia da dependência e do atraso. O fenômeno, por óbvio, não é sua existência – que acompanha toda a nossa história –, mas seu crescimento e sua importante expressão eleitoral, de que se deve esperar consequências.
 
Há, porém, um fato positivo a registrar e trata-se da revelação de uma direita de cara limpa, sem máscaras e sem maquiagem, ensejadora do debate ideológico, sem intermediações, sem fraude, sem tergiversação. Ao sair do armário, o fantasma propiciou à cidadania escolher entre dois modelos antagônicos de sociedade e país.
 
A resposta é consabida.
 
Mas o ovo da serpente pode estar sendo chocado.
 
Cabe, agora, dar consequência a essa escolha e essa depende, hoje como jamais, menos dos arranjos políticos do que do apoio da sociedade defendendo o governo que elegeu e assegurando-lhe o lastro politico-popular que jamais encontrará no Congresso. O apoio de que Dilma carece em hipótese alguma virá dos ‘donos do poder’, encastelados na av. Paulista e ditando a linha editorial dos jornalões.
 
Esse apoio será conquistado nas ruas, no debate franco e aberto com a sociedade, com os movimentos sociais, com os trabalhadores, com os estudantes. É preciso animá-lo, todavia.
 
Derrotada nas urnas – como é de seu destino – a direita brasileira breve forcejará por desestabilizar o governo popular. Embora participando do processo eleitoral, a direita, no mundo e no Brasil, jamais esteve essencialmente comprometida com a democracia, que fratura sempre que a correlação de forças lhe é favorável. Pois a irresignação eleitoral que leva ao golpismo está em seu DNA, desde a velha UDN de Lacerda e as vivandeiras que, eleição após eleição, isto é, derrota após derrota, corriam em procissão aos quartéis. O chamado ‘terceiro turno’ já está na praça e se expressa numa oposição sem quartel. Na verdade, a presidente, hoje, enfrenta a mesma oposição – raivosa, preconceituosa, reacionária – que blaterou sem cessar, no governo e na campanha eleitoral.
 
Ao poder de sempre somam-se a bílis dos derrotados e a ambição dos interesses contrariados, a crise das legendas ideológicas e o pragmatismo dos oportunistas, encastelados em todos os partidos. Crise ideológica, crise de organização, crise de liderança, eis o caruncho que corrói as entranhas dos partidos. Essa decadência é um dos fatores que, nas águas do desapreço da cidadania à vida partidária, abriu sendas pelas quais navegou o discurso conservador, invadindo todos os setores sociais, cotidianamente desenvolvido nas universidades, nos partidos e nos quartéis e nas escolas militares, no empresariado, expresso sobretudo pela grande imprensa, muito bem sucedida no esforço visando à alienação das classes médias. Por isso mesmo o conservadorismo não é um atributo exclusivo da classe dominante, chegando mesmo a incrustar-se em camadas populares, principalmente junto àquelas mais sensíveis a certas visões pentecostais.
 
Se a luta agora está posta em seus devidos termos, não será ela menos difícil de ser enfrentada.
 
No primeiro momento, não havendo podido derrotar sua adversária, a direita tentará manietá-la, acuá-la, induzir o segundo governo nas sendas dos seus interesses, ditar normas e condutas (já soam ‘exigências dos mercados desconfiados’), indicar à presidenta o que precisa fazer e o que não pode ser feito. A imprensa já está ‘nomeando’ ministros, de especial aquele que diz respeito ao interesse maior do poder econômico, o ministro da Fazenda, e já tenta ditar a política do Banco Central. Em nome de uma ‘conciliação’ que é só embuste, porque não se conciliam interesses em conflito, pois há um conflito, que jamais foi apenas latente, entre os de ‘baixo’ e os de ‘cima’. Há sempre uma força hegemônica, o que não significa que uma vitória eleitoral importe necessariamente na conquista da hegemonia. Pari passu, e num crescendo medido pelos interesses frustrados, a oposição desabrida, no Congresso e fora dele, a tentativa de desmoralização e descrédito. Quaisquer que sejam os gestos da presidente e seu chamamento ao diálogo, a oposição ao governo, já ativa nos jornalões, será a mesma que fustiga a presidente Dilma no mandato findante. Por uma razão muito simples: o patronato jamais se confunde sobre o papel que lhe cabe na luta de classes. Aliás, muitos dos que viveram os anos 1963-1964 (e ai do político de esquerda que os ignorar!) viram, no período eleitoral recém concluído, mormente no segundo turno, o mesmo clima de quase ódio e intolerância (sobrevivente) que a classe dominante e seus satélites (pequena-burguesia, classe média isso e classe média aquilo) moviam contra Jango e seu governo. E note-se, naquele momento então a imprensa não era, como hoje, uma força monolítica da direita, nem a televisão, posse dos dominantes, tinha a irradiação nacional de hoje. Havia um mínimo de concorrência entre os veículos, que eram muitos – e alguns apoiando o governo, como a Última Hora – e inexistiam as redes e o virtual monopólio de audiência no rádio e na tevê. Monopólios que, diga-se de passagem, não foram só herança da ditadura, consolidados que foram pelos governos democráticos pós 1985, inclusive pelos governos de Lula e de Dilma. Deve-lhes a direita uma errônea política de distribuição de recursos da União (publicidade, compras de livros didáticos, projetos educacionais etc e muito etc.), uma distribuição acrítica de canais que favorecem o monopólio e a alienação.
 
É bom olhar para o passado pois no seu espelho o bom estrategista vê o futuro, ainda em tempo de alterar seu curso.
 
O povo que elegeu Dilma Rousseff deu-lhe mandato e autoridade para operar as mudanças e principalmente aquelas mudanças estruturais que só se realizam quando apoiadas pelas ruas repletas de povo.
 
Para tratar de tema polêmico comecemos por discutir a tal ‘governabilidade’ que não pode ser apenas a consequência de inevitáveis negociações com partidos desfibrados e bancadas de interesses, o mais das vezes inconfessáveis. A ‘base de governo’ não pode depender, como agora, tão-só, de partidos inconfiáveis (estão aí à vista de todos as votações desta semana na Câmara dos Deputados), ou de líderes de súcias. Precisamos, seus eleitores, dar à presidenta as condições objetivas de fugir a essa armadilha. Mais do que nunca, seu governo, e sua inclinação ideológica, dependerão do apoio popular que, desta feita, não pode encerrar-se no ato cívico do voto dado no dia 26. Esse voto precisará ser renovado todo dia, e revigorado em todos os embates do governo que, doravante, não serão poucos, nem fáceis.
 
Não podendo encetar, no momento, a mais crucial das reformas, que é a do Estado – pois esta depende de emendas à Constituição – o primeiro grande projeto (ao mesmo tempo o caminho mais curto para uma governabilidade republicana) é a reforma do processo eleitoral, também chamada de ‘reforma política’. Ela é tão importante que os jornalões já se antecipam no combate à proposta da presidente Dilma de convocação por plebiscito e confirmação por referendo, que, de per si ou em conjunto, assegurariam ao novo diploma legal a legitimidade do apoio popular.
 
Já se disse quase tudo que pode significar crítica ao atual sistema, a começar pelo financiamento privado que se torna público com os serviços prestados pelo beneficiário à empreiteira ou banco investidor. Mas esse não é o só problema que desnatura o processo eleitoral. Ao lado do financiamento público exclusivo de campanha, é fundamental vedar as coligações proporcionais e, nas majoritárias, evitar a soma dos tempos de rádio e de televisão, fonte das mais promíscuas negociatas entre partidos, muitos dos quais são criados e mantidos apenas como instrumento de rendoso achaque. O próximo mandatário estará livre da missão-impossível que se cobra hoje da presidenta Dilma: negociar com 28 legendas (que ao fim e ao cabo não passam de três ou quatro partidos), com ‘líderes’ que não lideram e bancadas corporativas de toda ordem, cada qual com seu próprio jogo: as bancadas do agronegócio, dos militares, da bala, dos evangélicos, dos sanitaristas, do esporte, atuando como se partidos fossem, autonomamente, à revelia de suas direções e de suas lideranças.
 
Por fim e por ser o fato mais importante, retomemos o grande feito dessas eleições: a vitória retumbante de Dilma. Insisto neste retumbante pois trata-se de vitória da resistência popular, ante o poderio do meios de comunicação extrapolando todos os limites éticos e legais, desde a unânime parcialidade à excrescência golpista da inefável revistona.
 
Diz-se que o País está dividido, mas não se diz que essa divisão é o segundo tempo da arrogância da classe dominante, que não aceita o fato de o explorado haver tomado consciência da exploração de que é vítima e identificado a sede de seus interesses. A arrogância de direita unificou nessas eleições todas as forças da reação e atraiu setores ponderáveis das camadas urbanas, conquistadas pelo discurso anti-PT, em nome do combate à corrupção, da qual elas, as classes dominantes, são as principais responsáveis, corruptoras que são desde sempre.

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40 Comentários
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  1. Pedro Luiz

    2 de novembro de 2014 1:35 pm

    Ministro Roberto Amaral:
    Qual

    Ministro Roberto Amaral:

    Qual a razão do MEA CULPA agora? o senhor e dona Erudina quase nos levaram a uma tragédia nacional,  por pequenos espaços elogiosos na Grande imprensa?

    Recuperação das imagens e credidibilidade levarão um bom tempo para se refazerem.

     

    Pedro Luiz Moreira lima

  2. altamiro

    2 de novembro de 2014 1:52 pm

    releia e releia.
    participação

    releia e releia.

    participação popular dos trabalhadores, dos produtores deste país….

    a luta é cotidiana para manter omodelo de inclusão  social,

    a produção, não da financeirização economica. ..

     

  3. alberto tiago

    2 de novembro de 2014 1:57 pm

    PASSADA AS ELEIÇOES ROBERTO

    PASSADA AS ELEIÇOES ROBERTO AMARAL VOLTA AS SUAS LUCIDAS ANALISES
    MUITO BOM

    1. Ricardo Cavalcanti-Schiel

      2 de novembro de 2014 2:35 pm

      Sempre foram lúcidas

      Inclusive durante as eleições, as análises do Roberto Amaral sempre foram particularmente lúcidas. Quem não viu sua inquietação e seu desconforto com as tacadas da Marina Silva é que não pôde perceber isso. O resto é ressentimento de gente medíocre.

  4. LC

    2 de novembro de 2014 2:00 pm

    Avenida paulista tem 50 milhões de moradores

    O pais está bombando…

  5. LC

    2 de novembro de 2014 2:00 pm

    Avenida paulista tem 50 milhões de moradores

    O pais está bombando…

  6. LC

    2 de novembro de 2014 2:00 pm

    Avenida paulista tem 50 milhões de moradores

    O pais está bombando…

  7. marcio valley

    2 de novembro de 2014 2:04 pm

    Trecho: “… Há, porém, um

    Trecho: “… Há, porém, um fato positivo a registrar e trata-se da revelação de uma direita de cara limpa, sem máscaras e sem maquiagem, ensejadora do debate ideológico, sem intermediações, sem fraude, sem tergiversação. Ao sair do armário, o fantasma propiciou à cidadania escolher entre dois modelos antagônicos de sociedade e país.  A resposta é consabida.  Mas o ovo da serpente pode estar sendo chocado”. (destaquei)

    Corretíssima a Carta Capital. Assino embaixo.

  8. peregrino

    2 de novembro de 2014 2:07 pm

    diz o povo…

    toda causa que não podemos compreender não significa nada para nós

    diz o povo que segue tocando a vida normalmente e sem ver qualquer tipo de divisão, só melhorias

    entre eles, todos muito satisfeitos com o resultado, já nem se fala mais de eleições

  9. josé adailton

    2 de novembro de 2014 2:24 pm

    CONVERSA PRA BOI DORMIR

    A LUTA DOS SOCIALISTAS BRASILEIROS SERÁ MAIS ÁRDUA SE E QUANDO O NOSSO PAÍS ATINGIR UM GRAU DE DESENVOVIMENTO QUE PROPORCIONE A DIMINUIÇÃO DO ASSISTENCIALISMO. MAS NÃO HÁ MOTIVOS A CURTO PRAZO PARA ANSIEDADES.

    “Várias são as reflexões ensejadas pela eleição de Dilma Rousseff. A primeira, aliás, é exatamente esta, sua grande e significativa vitória, política e eleitoral que é, de igual modo, a consagração de seu governo e da opção progressista, da visão moderna de sociedade democrática, pela qual tanto lutam os socialistas brasileiros.”

  10. rdmaestri

    2 de novembro de 2014 2:28 pm

    Só existiu um político

    Só existiu um político brasileiro que entendeu a dinâmica dos movimentos de massa no Brasil e tentou evoluir com o mesmo, e este não é Lula nem foi Brizola, foi sim o velho e Getúlio Vargas.

    Este que a esquerda e a direita intitulam de caudilho, sindicalista, ditador e mais outros qualificativos, entendeu que os aliados devem mudar com o tempo e que num dado momento só há um aliado possível, o povo brasileiro.

    No seu último grande comício público em 1º de maio de 1954, Getúlio Vargas diz uma frase enigmática dirigindo-se no fim do seu discurso aos “trabalhadores do Brasil”, seu bordão de longa data:

    “Hoje vocês estão com o governo. Amanhã vocês serão o governo”.

    Na época nem a esquerda que existia, representada pelo PCB, entendeu a radicalização que Getúlio propunha, e que em determinados momentos deve ser cruzada pelos que representam o povo, deixar de representa-los e passar estes representados a agentes da modificação.

    Lula é um grande orador e motivador, mas com a criação e burocratização do Partido dos Trabalhadores trouxe este para dentro da lógica das alianças partidárias, das composições políticas e do reforço de estruturas viciadas e mais burocratizadas ainda que são os sindicatos, o programa do PT esgotou, atingiu o ponto que Lula previu e estagnou.

    Talvez seja a hora do segundo grande passo, de passar o governo de ser apoiado pelo povo, para o povo ser o próprio governo.

    Getúlio não teve ao seu lado o apoio necessário dos partidos de sustentação, também possuía para repercutir o seu discurso somente o jornal Última Hora, e teve que como ato final para deter a crise somente a sua morte.

    A presidente Dilma não precisa apoio popular ela precisa é que o povo assuma a seu próprio protagonismo, se isto não ocorrer, se os partidos que estão contra as oligarquias não entenderem isto, antes das próximas eleições não só o governo estará derrotado, mas também o povo estará derrotado mais uma vez.

  11. Ricardo Cavalcanti-Schiel

    2 de novembro de 2014 2:31 pm

    O cenário está armado

    NA FOLHA DE HOJE:

     

    DILMA APOSTA EM UMA NOVA FÓRMULA PARA PONTE COM PT

    Integrantes da cúpula petista garantem que a relação do partido com o Palácio do Planalto será tensa nos próximos quatro anos.

     
    Dilma Rousseff vai apostar em uma nova fórmula para se aproximar do PT em seu segundo mandato. A presidente elegeu ao menos quatro nomes que contam com sua confiança e dispõem de força em setores importantes do partido para administrar a negociação de bandeiras históricas da esquerda que serão alçadas pela sigla ao centro do governo federal.

    Integrantes da cúpula petista, porém, garantem que a relação do partido com o Palácio do Planalto será tensa nos próximos quatro anos.

    Isso porque o PT precisa se reaproximar dos movimentos sociais e cobrará de Dilma medidas que, nos últimos anos, esbarraram na resistência do governo, como a desapropriação de terras para a reforma agrária, a regulação da mídia e a reforma política.

    Segundo o portal Folha de S. Paulo apurou, Dilma reconhece que sua reeleição passou pela capacidade de mobilização do PT e que, por isso, deve fazer algumas concessões à legenda.

    De sua campanha, saíram fortalecidos para essa interlocução os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil), Ricardo Berzoini (Relações Institucionais) e Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário), além do governador da Bahia Jaques Wagner, que elegeu sucessor no Estado.

    A presidente, por sua vez, nunca teve base própria dentro do PT. Filiou-se em 2000 e não fez parte de nenhuma instância deliberativa. Em seu primeiro mandato, contava com remanescentes do governo Lula, como o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, para ter entrada mínima no partido.

    A estratégia funcionou pouco e o ministro, com declarações muitas vezes consideradas “desastrosas” por integrantes do governo, saiu enfraquecido da campanha.

    Foi então que Dilma resolveu mudar o método e montar sua própria equipe para fazer o contraponto às reivindicações partidárias.

    Ainda antes do primeiro turno, o ex-presidente Lula admitiu a aliados que sua sucessora teria que fazer um segundo mandato de mais diálogo com o PT, e que o partido deveria se reaproximar dos ideais de esquerda –que fizeram parte de sua fundação, na década de 1980, mas foram deixados de lado no governo Dilma Rousseff.

    Acenos

    A presidente entendeu que terá de acomodar tanto os acenos que pretende fazer ao mercado para melhorar a expectativa econômica como as concessões ao PT que virão ecoadas pela voz de Lula.

    A reformulação do petismo é a aposta do ex-presidente para sua campanha em 2018 –Lula já afirmou a interlocutores que deve concorrer à Presidência mais uma vez.

    Essa renovação, dizem aliados do ex-presidente, será o contraponto ao “PT da máquina eleitoral”, que saiu das eleições desgastado pela pecha da corrupção e marcado por derrotas principalmente no Sul e Sudeste.

    Apesar de ter mantido 13 cadeiras no Senado em relação ao pleito de 2010, o PT perdeu uma das vagas de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, com a derrota de Eduardo Suplicy.

    Na Câmara, baixou de 90 para 70 deputados federais, mas manteve um total de cinco governadores.

    Governabilidade

    Aliados dizem que Lula saiu da eleição de 2014 fortalecido e que não buscará conflito com a sucessora. O ex-presidente quer capitanear a ideia de “novo PT” mas sabe que o sucesso de Dilma –e sua boa relação com o “velho PT”– serão peças fundamentais para construir sua governabilidade a partir de 2018.

     

    1. Anarquista Lúcida

      2 de novembro de 2014 8:27 pm

      A Folha é patética

      Nao desiste de tentar transformar fofocas em fatos. 

  12. Alex Sotto

    2 de novembro de 2014 2:57 pm

    Eu acho graça quando esses

    Eu acho graça quando esses caras se expõem ao ridículo de apresentar as eleições brasileiras como resultado de uma consulta a um eleitorado totalmente esclarescido e ideologizado.

    1. peregrino

      2 de novembro de 2014 3:17 pm

      motivo da minha colocação…

      causa que não compreendemos, diz o povo

      país caminhando a passos lentos, tendo muito por onde se desenvolvar “lateralmente” ou nacionalmente, e o pessoal  analisando como dependente de saltos repentinos que, em verdade, nada mais são do que pinotes de perdedores

       

      aí, no caso, também podemos chamar de saltos, mas de cavalgaduras do quanto pior melhor

      1. peregrino

        2 de novembro de 2014 3:25 pm

        educação política adequada…

        é ainda o que mais faz falta para a nossa Democracia

        de uma simples eleição, partem para o tudo ou nada, como se o Brasil estivesse mesmo a depender de resultado imediatos, políticos e econômicos

  13. lenita

    2 de novembro de 2014 3:27 pm

    Sr. Pedro Luiz Moreira Lima.

    Desculpe, mas não posso concordar com o seu comentário. Penso que as pessoas devem ser medidas não simplesmente por um ato que tenha deixado a desejar numa campanha terrível, como esta que acabou. Seu histórico de vida não deve nos levar a criticá-lo por isso. O “sucesso” pode ter lhe subido à cabeça, como aconteceu com a Erundina (que tb critiquei e me arrependo). Vamos aproveitar seus (dele) comentários importantíssimos e verdadeiros. Estamos quase “sozinhos” no novo governo, pois que o eterno PMDB já é oposição como jamais foi, pelo que tenho percebido pelas falas do Eduardo Cunha, que já se sente um presidente da República extra oficial. Sei não ! mas se o povo não se unir (inclusive o PT) a coisa pode acabar mt mais feia para o povo brasileiro. É isto o que sinto.

    1. Pedro Luiz

      3 de novembro de 2014 1:29 am

      Querida Lenita:
      Duas coisas

      Querida Lenita:

      Duas coisas antes de responder;

      1 – não é preciso formalismo, pode me tratar por você.

      2 – não existe motivo de desculpas por discordar de mim.

      Não nego o passado de defesa da democracia , da soberania nacional do Min Roberto Amral e da deputada Luiz Erudina, no entanto ao apoiarem de corpo e alma a Marina, por pouco o Brasil não entrou num processo de Estado de Sítio.

      Tanto Marina como Aécio representam o que existe de mais reacionário,fascista e excludente da política nacional. Roberto Amaral e Erudina tinham e têm o conhecimento disso.A vitória de qualquer um deles cedo ou tarde viria um Estado de Sítio  uma forma de Ditadura Disfarçada, mas com todo aparato repressivo e de terror que todas as ditaduras se servem e utilizam.

      Apoio numa hora que o fascismo   nos cerca  é maravilhosamente benvindo. Existe sempre um MAS e aí vai ele – MAS suas posições durante as eleições me colocam em estado de alerta – mesmo dentro da mesma trincheira na luta pela democracia – é impossível no momento confiar totalmente no Roberto Amaral e Luiza Erudina – chega de receber pela retaguarda o tal do “Fogo Amigo.”

      Quem me fez perder a credibilidade foram eles e cabem a eles a recuperarem – um cristal quebrado é duro de se refazer, o Min Roberto Amaral e Luiza Erudina que peguem os araudites e mão as obras.

      Estou a espera e observando – só um detalhe, no momento não há santo que me faça dar às costas aos dois.

      Receba meu carinho e admiração – quanto a você – total confiança e sem o menor receio de um “FOGO AMIGO

      Pedro Luiz Moreira Lima

  14. Motta Araujo

    2 de novembro de 2014 3:27 pm

    Dilma precisa do apoio do

    Dilma precisa do apoio do empresariado e dos Estados Unidos. O popular ela já tem.

    1. anarquista sério

      2 de novembro de 2014 4:22 pm

      Os 50 milhões de votos em

      Os 50 milhões de votos em Aecio não valem nada?

        Que ”apoio popular” ela tem?

       TEM sim , uma parte. Aecio outra.E abstenções,brancos e nulos, outra.

        Numericamente ela tem um terço dos eleitores.Ou um tiquinho mais.

             Isso é apoio popular?

      1. evandro condé de lima

        2 de novembro de 2014 5:41 pm

        Retornando.

        Eu retorno a pergunta: se não é popular é o quê? Ou você acredita que para ser popular só acima de um percentual (que você decide qual).

        1. Motta Araujo

          2 de novembro de 2014 6:12 pm

          Apoio popular é parte do

          Apoio popular é parte do xadrez politico. A Revolução Francesa tinha apoio popular mas os Bourbons voltaram em 1830 com Luis XVIII  apoiado  pela Inglaterra, Prussia e pelo  Czar.  . Dilma só se sustenta com apoio dos Estados Unidos.

        2. anarquista sério

          2 de novembro de 2014 7:14 pm

          ”’que vc decide

          ”’que vc decide qual”.

           Não, Apoio popular entende-se que é a maioria popular.Não sou eu quem decide.

                E expliquei que um governante com uns 35 por cento,pode e tem a maioria legítima pra governar,

                     Mas está muito distante de apoio popular.Até porque, Aecio e os não votantes ou em brancos e nulos, tbm tem apoio popular?

                     A distãncia entre eles é mínima.Então os 3 tem ”apoio popular”,segundo seu raciocínio.

      2. Luís Henrique Donadio

        2 de novembro de 2014 7:18 pm

        Vejamos…
        Quantos

        Vejamos…

        Quantos brasileiros votaram pela continuidade do Bolsa-família?

        100% dos votos válidos, por que o candidato da “oposição” também é a favor.

        Pode pegar qualquer outro ponto relevante, e vai ser por aí.

        Agora, se o candidato da oposição tivesse sido mais claro em relação ao que, exatamente, ele se opõe…

        … aí acho que não teria tido 51 milhões de votos. Para citar um ex-futuro ministro da fazenda, “não sei bem o que iria sobrar, talvez não muito”.

      3. Donadio

        5 de novembro de 2014 7:26 pm

        “Apoio popular” não é voto em

        “Apoio popular” não é voto em urna. É mobilização popular em defesa de um projeto.

    2. Alex Sotto

      2 de novembro de 2014 4:46 pm

      Orra meu

      Com toda essa sinceridade, você deve estar cheio de admiradores por aqui.

    3. alexis

      2 de novembro de 2014 6:52 pm

      Mias do que apoio, é participação!

      Dilma já tem o apoio popular, pelo voto. Precisa é de participação popular, nas ruas, nos “abaixo-assinado”, e etc., ou seja, chamar a quem votou nela a governar junto.

      O empresariado – sendo brasileiro – deve continuar a apoiar o Brasil e respeitar a nação, qualquer governo que seja (tucano ou PT) e, os EUA, devem continuar fazendo o que fazem: tentar dominar o mundo, se o mundo deixar (e nós – a maioria –  não queremos deixar, embora respeite a opinião acima do AA). 

  15. anarquista sério

    2 de novembro de 2014 3:43 pm

    Dilma PRECISA de apoio

    Dilma PRECISA de apoio popular.

      É mesmo, é? e NÃO pensou nisso campanha ao massacrar com mentiras cabeludas a respeito de Marina e Aecio?

      Ela é tão deselegante que nem citou o nome de Aecio no seu discurso de vitória.

            E agora quer ”apoio”?

               É impossível,Dilma.

                Vc não faz por merecer.

                E as dezenas de aliados de sua coligação? Tbm não pensou que estariam sedentos de cargos?

               A história mostra que é melhor ter poucos aliados de peso, do que muitos com peso isopor e ainda por cina vendáveis.

              Somando a sua herança maldita que vc mesms deixou, com os apoios que recebeu de parttidos que só pensam em cargos, sua chance de sucesso é quase nula.

                Escrevi ”quase”,mas esqueci que vc é centralizadora. O que leva a deduzir que sua chance de sucesso é NENHUMA.

    1. Luís Henrique Donadio

      2 de novembro de 2014 7:21 pm

      Quais mentiras

      Quais mentiras cabeludas?

      Cita uma aí, vamos ver quanto cabelo elas têm.

    2. Anarquista Lúcida

      2 de novembro de 2014 8:34 pm

      Cite as “mentiras cabeludas”

      Sao os aeroportos feitos pelo Aécio, denunciados pela própria Folha de Sao Paulo? 

      É o nepotismo no governo dele em Minas (nao só a irmã, mas vários tios e primos) ?

      É o nepotismo em toda a história pessoal dele (cargo na Assembléia em MG, quando estudava no Rio; diretoria da CAixa Econômica quando o tio era presidente)? 

      É o fato de nao ter investido os percentuais legais em Saúde e Educaçao? 

      É o fato de que a irmã dele detinha as verbas de comunicaçao do governo, e investiu dinheiro nas rádios da família (além de perseguir jornalistas, como atestado pelo sindicato de jornalistas de MG)? 

      É o fato, atestado por 2 joranlistas conhecidos e tb publicado num jornal popular na época de que ele deu um soco numa namorada, numa festa da Calvin klein no Hotel Fasano? 

      Quais sao as mentiras? Diga. 

       

      1. anarquista sério

        2 de novembro de 2014 9:04 pm

        Eu cito sim.Mas prefiro um

        Eu cito sim.Mas prefiro um lugar calmo aonde eu possa explicar melhor.Aqui tem muita gente.

          E agora vem a famosa frase clássica do nosso tempo.

              Eu não vou fazer nada com vc, que vc não queira.

                    Essa é antiga,heim?

        kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

        1. Anarquista Lúcida

          3 de novembro de 2014 12:48 am

          Vc nao toma vergonha na cara, gosta de ser escrachado

          Vai ver se eu estou na esquina, tá? 

  16. Alex Sotto

    2 de novembro de 2014 4:51 pm

    Na minha humilde opinião, a

    Na minha humilde opinião, a Dilma sabe muito bem de qual apoio precisa e como consegui-lo.

    Assim não fosse, não teria chegado nem a candidatura presidencial por um partido no qual era, a luz da hsitória, uma neófita, muito menos ser eleita e reeleita.

    A Dilma sabe muito bem o preço dos apoios e seus custos/benefícios na sua trajetória de vida.

  17. Ze Guimarães

    2 de novembro de 2014 6:32 pm

    Jurod

    Se ela realmente quiser apoio, o primeiro passo é abaixar os juros. Isto é se ela realmente ela quiser.

    Outra coisa é dizer que a maioria votou em Dilma. Na verdade a maioria votou contra o neoliberalismo de Aécio. Se fosse candidatado um poste para competir contra Aécio o poste ganharia do mesmo jeito, como Dilma ganhou.

    Num país onde 70% quer mudanças, principalmente na taxa de juros mais baixa, tanto dilma quanto Aécio insistem que querem aumentar os juros. A gente precisa é da coragem de um Lula na presidência, que abaixava a Selic doa a quem doesse, e terminava o mandato com 84% de aprovação.

    1. Luís Henrique Donadio

      2 de novembro de 2014 7:32 pm

      O histórico da taxa SELIC,

      O histórico da taxa SELIC, desde 1996 pode ser visto no link abaixo:

      http://www.bcb.gov.br/?COPOMJUROS

      A coisa não é tão simples como você pensa. Os juros mais baixos foram em 2012 e 2013, no governo Dilma. No próprio governo Lula, eles subiram nos primeiros meses (embora já fossem altíssimos no final do governo FHC) e só caíram abaixo de 10% em 2009.

      É claro que, no abstrato, juros baixos são melhores para o capital produtivo e os trabalhadores, mas não podem ser manejados livremente por que têm consequências sobre inflação, importações e exportações, fluxo de capitais, câmbio, etc. que não podem ser ignoradas.

  18. FrancoAtirador

    2 de novembro de 2014 7:28 pm

    O POVO É QUE PRECISA DO APOIO DE DILMA VANA

    A POPULAÇÃO É QUE NESTA HORA PRECISA DA PRESIDENTE REELEITA

    “Um País de 203 Milhões de Habitantes não pode ser Seqüestrado

    por um Punhado de Famílias que, com seus Monopólios Midiáticos,

    fazem da Notícia Manipulada um Instrumento de Manutenção do Poder”

    Jeferson Miola, na Carta Maior

    O Golpe Eleitoral da Mídia Bandida

    é construído a cada dia, ano a ano.

    Na véspera da votação só se consuma.

    (http://imgur.com/g4GfSY4

    Enquanto a Presidente da Reública se faz de Avestruz, Eduardo Cunha

    e a Bázialháda do Banditismo com a Mídia Fascista tripudiam na Câmara.

    A Presidente da República Federativa do Brasil, Reeleita, na forma da Constituição Federal vigente,

    pelo Voto Popular Direto e em Sufrágio Universal, deveria fazer um Pronunciamento em Rede 

    de Rádio e Televisão, dirigindo-se oficialmente à Maioria Absoluta d@s BraSileir@s de todo País

    que está aguardando Manifestação, não da candidata, mas da Chefa do Poder Executivo Federal. 

    A não ser que queira deixar a Serpente se criar e recomende à Militância Petista

    que deu o Sangue e a Alma para a Reeleição deva ficar quietinha e apanhar calada,

    e seguir levando porrada no meio da rua, e assistir à depredação de veículos com adesivos,

    diante do olhar compassivo, compreensivo e tolerante da Polícia Militar AntiPetista.

    Quem sabe entenda que é melhor ficar encerrad@ dentro de casa, apavorad@,

    e ver os Fascistas se adonarem das avenidas nas regiões metropolitanas

    e destruírem o pouco de Democracia conquistada neste quase Ucranistão.

    (http://www.revistaforum.com.br/mariafro/2014/11/01/denuncia-eleitores-de-aecio-atacam-familia-dentro-de-automovel)
    (http://www.blogdacidadania.com.br/2014/11/carro-com-familia-dentro-e-atacado-por-ter-adesivo-de-dilma)

    (http://www.viomundo.com.br/politica/breno-altman-pmdb-prepara-farsa-contra-reforma-politica.html)

  19. Nem me diga

    2 de novembro de 2014 9:47 pm

    Quando foram para sair do

    Quando foram para sair do petismo n~çao lembraram de nada disto. O velhoi Golbery sempre dizia que os maiores inimigos de Lula não seriam do lado dele mais do seu.

  20. Marly

    2 de novembro de 2014 10:05 pm

    Mas o ovo da serpente pode estar sendo chocado…

    E pelo visto, a serpente já está querendo quebrar a casquinha… Dilma precisa de muito apoio, mais do que nunca. Estejamos alertas! Ela vive rodeada de cobras velhas e cobras novas que chegarão em janeiro. Temos que nos preparar para identificar as cobras ou as raposas que querem destruí-la!  Vamos à luta!  Não poderão jamais destruir aquela em que depositamos nossa confiança, tendo em vista seu trabalho e sua dignidade!  Está começando uma nova etapa! Fiquemos atentos aos congressistas que querem sabotá-la. Somos muitos e dispostos à briga! Não podemos, de forma alguma, compactuar com aqueles que querem macular quem foi eleita democraticamente pelo nosso povo!!

  21. joao

    3 de novembro de 2014 1:09 am

    entendido: mas muita calma!
       

    Dilma precisa de apoio popular!

    Dilma tem e teve o apoio popular agora ela precisa manter vivo este corpo presente na sociedade politica brasileira. Sabedora que este movimento popular pode funcionar como alavanca de seu governo. Seus parceiros são o povo e os que defende os interesses da sociedade brasileira.

    A direita esta esperando qquer ação para transforma numa reação!

    Aclamar e acalmar.

    Precisa abrir e deixar exposta, ideias, pensamentos para a direita,não se entregar, quando o silencio seja nobre para um planejamento e restruturação do novo mandato. Qualquer movimento brusco podem ser um ato.

    A união e a resistência pacifica agora eh fundamenta para avançar, a luta continuará e as primeiras conquistas pequenas difícil. Manter as conquistas já eh uma vitoria e consolidar um caminho para o futuro de outras. Paciências.

    A resistencia popular e a luta continua!

     

    1. Marly

      3 de novembro de 2014 10:38 am

      Esfriando a cabeça…

      Tem razão! O momento é de muita calma e racionalidade!

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