4 de junho de 2026

Em dia de decisões de juros, bolsa fecha operações em queda de 2,45%

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Jornal GGN – Em um dia de intensa volatilidade, o mercado brasileiro fechou as operações em queda, em um dia marcado pela expectativa em torno das decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos e as especulações em torno da formação da nova equipe econômica de Dilma Rousseff.

O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou as operações de quarta-feira em queda de 2,45%, aos 51.049 pontos e com um volume negociado de R$ 8,413 bilhões. Com isso, o índice acumula perda de 5,67% no mês, -0,89% no ano e -6,40% em 12 meses. No índice, os setores com piores desempenhos foram bancos, petróleo/petroquímico, siderurgia/mineração; e serviços financeiros.

“O Ibovespa, em dia de decisão do Copom e do Fed, iniciou e permaneceu com pequena baixa até por volta das 14h. A partir daí, como o Dow Jones entrou em campo negativo, o índice brasileiro acentuou suas realizações e fechou na mínima do dia”, diz o BB Investimentos, em relatório. A bolsa perdeu força com mais intensidade na parte da tarde, após a oficialização do término do programa de compra de títulos pelo Federal Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos). Além de anunciar a manutenção da taxa básica de juros entre zero e 0,25%, patamar mantido desde 2008, a autoridade monetária norte-americana fechou seu programa de compra de títulos e sinalizou que a recuperação econômica do país permanecerá nos trilhos apesar de sinais de desaceleração em muitas partes da economia global.

O Comitê de Política Monetária do Fed citou “sólidos avanços” no mercado de trabalho norte-americano para justificar o encerramento da compra de títulos públicos para injetar dinheiro na economia do país. O banco prometeu também manter as taxas de juro próximas de zero durante “um período considerável”. Na avaliação dos analistas do BB Investimentos, “os agentes consideraram mais agressivo o tom de seu esperado comunicado, que, apesar de manter a expressão “considerable time” (indica atualmente “período prolongado” de taxa de juros em patamar baixo), falou explicitamente da melhoria do mercado de trabalho – tal citação foi entendida que poderá haver uma antecipação do início da elevação dos juros nos EUA, para primeiro semestre do próximo ano, ao invés do esperado, no segundo semestre de 2015.

No câmbio, a cotação do dólar comercial fechou em baixa pelo segundo dia consecutivo: queda de 0,23%, cotado a R$ 2,468 na venda. Na véspera, a moeda norte-americana havia caído 1,94%. A moeda norte-americana chegou a cair mais de 2%, mas o ritmo de queda foi reduzido após o fim da reunião do Federal Reserve, cujo comunicado apresentou um tom mais otimista do que o registrado no último comunicado, divulgado em setembro. O aumento da taxa de juros norte-americanos é umas das preocupações dos investidores brasileiros, pois isto poderia atrair para lá recursos investidos em outros países, como o Brasil.

As atuações do Banco Central brasileiro no mercado de câmbio também influenciaram o resultado desta sessão. A autoridade monetária manteve seu programa de intervenções diárias, ccom a venda de 4 mil novos contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares) ofertados. Desse total, 2,2 mil têm vencimento em 1º de junho de 2015 e os outros 1,8 mil são para 1º de setembro do próximo ano. O BC também realizou mais um leilão para rolar os contratos de swap que vencem em 3 de novembro. Foram vendidos 8 mil swaps, sendo 6 mil para 1º de outubro de 2015 e os outros 2 mil para 1º de dezembro do próximo ano. A operação movimentou o equivalente a US$ 393,2 milhões.

Além da repercussão da decisão do Copom, os agentes aguardam o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) referente ao mês de outubro, além dos dados de crédito a serem divulgados pelo Banco Central e números relacionados à confiança do consumidor. No exterior, o destaque fica com o PIB (Produto Interno Bruto) e os dados de seguro-desemprego dos Estados Unidos; a taxa de desemprego e o índice de preços ao consumidor na Alemanha; e a taxa de desemprego, o índice de preços ao consumidor e a produção de veículos no Japão.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. Alexandre Weber - Santos -SP

    29 de outubro de 2014 11:43 pm

    O foguete que explodiu ontém foi um mau presságio

    Pareciam fogos de artifícios, mas é um fracasso retumbante.

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