4 de junho de 2026

Após eleições, bolsa fecha com menor patamar desde abril

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Jornal GGN – A bolsa brasileira fechou seu primeiro pregão pós-segundo turno no menor patamar apurado desde abril, com os agentes ajustando seu posicionamento após a vitória de Dilma Rousseff (PT) e as expectativas em torno dos desafios que a presidente irá enfrentar durante o seu segundo mandato.

Depois de atingir uma queda de 6,2% no piso do dia, o Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou a segunda-feira em queda de 2,77%, aos 50.503 pontos e com um volume negociado de R$ 17,881 bilhões, considerado um dos maiores valores apurados em um dia sem vencimento de opções ou outros eventos extraordinários.

Segundo informações da agência de notícias Reuters, analistas dizem que a queda mais branda se deve ao fato de o Ibovespa ter ficado mais barato em dólar, o que acaba atraindo o fluxo externo, além da busca por pechinchas diante da forte queda na abertura e alguma antecipação nos últimos pregões com apostas na reeleição.

Dilma venceu com 51,6% dos votos válidos, contra 48,4% do candidato do PSDB, Aécio Neves. A presidente reeleita está estudando a nova composição do governo e deve priorizar as escolhas para a área econômica, mas não deve divulgar nomes do ministério nesta semana.

“O dia de hoje foi reflexo da decisão das eleições, e os papéis que fazem parte do dia afundaram”, diz Pedro Galdi, analista-chefe da SLW Corretora. “O reflexo não é só a aversão, é o impacto da notícia, é a incerteza quanto a continuidade do governo, quem serão os nomes indicados para acalmar os investidores. Acho que essa é uma fase importante e que o governo tem de ser rápido nessas informações, senão o mercado fica sem rumo”.

E todo o ciclo de incertezas acaba se refletindo também nas operações cambiais. O dólar comercial subiu 2,68% e fechou vendido a R$ 2,523. A alta fez a cotação atingir o mais alto nível desde maio de 2005.

Segundo informações da Agência Brasil, o momento de maior tensão ocorreu por volta das 9h30, quando a divisa chegou a disparar mais de 4% e atingir R$ 2,56. Depois de muita oscilação nas horas seguintes, a cotação desacelerou a partir das 15h, diminuindo o ritmo de alta. O dólar acumula valorização de 3,06% no mês e de 7,02% no ano.

Além das tensões associadas à corrida eleitoral, fatores externos têm pressionado o câmbio nas últimas semanas. Em setembro, o Banco Central dos Estados Unidos reduziu mais um pouco os estímulos à economia do país. A decisão valorizou a moeda norte-americana e fez com que o dólar iniciasse uma escalada.

Para terça-feira, a agenda macroeconômica destaca a divulgação do IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor, elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), os custos de construção apurados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e os números de coletas de encargos no país, além do início da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central). Na temporada de resultados trimestrais, a expectativa é que sejam publicados dados de empresas como Cielo, Klabin e Tecnisa, entre outras.

No exterior, o foco estará concentrado nos dados de pedidos de bens duráveis, confiança do consumidor e de manufatura nos Estados Unidos, além da produção industrial do Japão.

 

(com informações da Reuters e Agência Brasil)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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5 Comentários
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  1. AlvaroTadeu

    28 de outubro de 2014 10:42 am

    Como era o cenário em 2002.

    Entre mortos e feridos, a Bolsa está em 50 mil pontos. Terminou o governo FHC em apenas 11 mil pontos, com privatizações ferozes e tudo. O dólar, em outubro de 2002, estava lá pelos R$ 4,40. Está hoje em R$ 2,50. O interessante é que culpavam o Lula pela queda das bolsas e subida do dólar. Mas o Lula não era presidente, o presidente era o senhor Fernando Henrique Cardoso. Como o povo gosta citar nestas paragens, um dia, uma imprensa cínica, corrupta e mercenária criará leitores tão vis quanto ela.

  2. Zanchetta

    28 de outubro de 2014 10:42 am

    Então a economista do

    Então a economista do Santader deu a dica certa para seus clientes?

    1. GustavoS

      28 de outubro de 2014 12:06 pm

      Estava certa e foi demitida

      Estava certa e foi demitida por falar o óbvio, graças ao pessoal que acha que democracia é só quando falam bem de mim.

      1. papo furado

        28 de outubro de 2014 3:41 pm

        Poderia ter feito o mesmo

        Poderia ter feito o mesmo chamando um por um e só falando no ouvido desse. Além disso, quem quis demitir foi o dono e seria um absurdo se o governo fosse contra a vontade do dono.

        1. GustavoS

          29 de outubro de 2014 9:02 pm

          Papo furado mesmo. A

          Papo furado mesmo. A comunicação foi em um relatório enviado apenas aos clientes do banco ( e só os premium, pelo que foi divulgado), como deve ser e, até onde foi publicado pela mídia, houve pressão pela demissão e comemoração depois de consumada pelos membros deste governo que tem uma queda por totalitarismo e apreço por ditaduras populistas.

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