
Jornal GGN – O sociólogo e professor Wagner Iglecias concedeu uma entrevista exclusiva para o jornalista Luis Nassif. Ele comentou sua opinião sobre a polarização da sociedade diante de dois projetos diferentes de país, os impactos negativos para o futuro de Marina Silva ao abraçar a candidatura tucana e as dificuldades que Dilma ou Aécio terão para governar durante os próximos quatro anos diante da nova composição do Congresso Nacional.
Para Iglesias, a intolerância é um fenômeno que está nas ruas e nas redes, mas a polarização é positiva. “Hoje, você tem dois projetos diferentes e muito claros. É um avanço, apesar do mal estar que causa até nas amizades das pessoas”, disse.
Ele apontou para uma crise de representatividade, um “esgotamento das estruturas hierarquizadas e verticalizadas”. “É o voto do anti nas duas pontas. Muita gente não vota no Aécio porque acredita que é um retrocesso. Muita gente não vota na Dilma porque não gosta do PT. Esse mal estar de representatividade vai continuar independente de quem ganhe”, afirmou.
Wagner Iglecias também não acredita que Marina Silva represente esse novo sentimento da sociedade. “A Marina representou parte do que se viu nas ruas, mas era uma ilusão achar que todo mundo que foi para a rua via na Marina uma possibilidade de governo. Tanto que ela manteve os 20% que teve em 2010”, lembrou.
Além disso, na percepção do professor, Marina cometeu um erro estratégico ao declarar apoio a Aécio Neves. “O PSDB, apesar do nome [Partido da Social Democracia Brasileira], sempre teve uma perna manca, pois nunca teve relação com os projetos sociais. O PT se fechou no gabinete. Ao colocar o 45 no peito, assim como se tivesse colocado o 13, a Marina vai pagar um preço interno com a própria Rede. Ela decepcionou muita gente. Pinçar bons nomes deste e daquele governo é diferente de abraçar uma candidatura”.
Ele entende que a posição de Marina pode estar ameaçada dentro do seu próprio grupo político. “A liderança da Marina na Rede vai ser questionada por muita gente, mas eles ainda vão buscar o registro”.
De acordo com Iglecias, a governabilidade vai ser mais difícil, tanto para Dilma quanto para Aécio. “O grau de dificuldade para governar vai ser enorme. Algumas reformas importantes que a esquerda queria que a Dilma fizesse e ela não fez, agora ela vai ter que fazer. Ela vai ter que conversar mais com os partidos, com a base e com a sociedade. Vai ter que fazer um governo mais progressista, mas vai ser mais difícil porque o congresso está mais conservador”.
Severino Januário
26 de outubro de 2014 9:01 pmO PT merece todo o respeito.
O PT merece todo o respeito. Se o PT de fechou por muito tempo no gabiete, muitas vezes também foi enxotado do gabinete para as ruas pelo povo, para trabalhar pelo povo. Não há mais volta, o povo já tem o seu partido capaz de ser admirado, amado, honrado, achincalhado e perdoado, e este partido não é o PSDB. Falta apenas ganhar a pressa ou a prudência no congresso do partido.
altamiro souza
26 de outubro de 2014 10:24 pmos golpistas parece que
os golpistas parece que perderam mais uma,
pelos números atuais quase 52 a 48, 97 por cento dos votos apurados.
a metade é anti.
portanto,
serenar é a palavra.
Maria Luisa
27 de outubro de 2014 8:53 amCongresso conservador
Ha um certo paradoxo. Nas ruas uma demanda de avanço em serviços e infraestrura e novos rumos politicos; no voto, a chancela conservadora se impondo.