4 de junho de 2026

Déficit em transações correntes chega a US$ 7,9 bi

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Jornal GGN – O déficit em transações correntes chegou a US$ 7,9 bilhões em setembro, levando o total acumulado no ano para US$ 62,7 bilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central. Em doze meses, as transações correntes acumularam déficit de US$ 83,6 bilhões, equivalente a 3,7% do PIB (Produto Interno Bruto). Já o balanço de pagamentos apresentou superávit de US$ 339 milhões em setembro.

Na conta financeira, destacaram-se os ingressos líquidos de investimentos estrangeiros em carteira, com um total de US$ 5,2 bilhões, e investimentos estrangeiros diretos (IED), que somaram US$ 4,2 bilhões. A conta de serviços apresentou déficit de US$ 4,7 bilhões em setembro, 4,4% acima do observado no mesmo mês de 2013.

O gasto líquido com viagens internacionais alcançou US$1,9 bilhão, elevação de 15,2% relativamente ao verificado em setembro do ano anterior, quando o total foi negativo em US$ 1,6 bilhão. De acordo com os dados do BC, as despesas de brasileiros no exterior chegaram a US$ 2,4 bilhões no mês passado, o maior resultado registrado pelo Banco Central, na série histórica iniciada em 1995 para meses de setembro. De janeiro a setembro, os gastos no exterior alcançam US$ 19,6 bilhões, contra US$ 18,6 bilhões em igual período do ano passado. Em setembro de 2013, as despesas de brasileiros fora do país totalizaram US$ 2,1 bilhões.

Já as receitas de estrangeiros no Brasil chegaram a US$ 493 milhões, contra US$ 505 milhões igual mês do ano passado. De janeiro a setembro, as receitas chegaram a US$ 5,4 bilhões, contra US$ 5 bilhões no mesmo período de 2013.

As despesas líquidas com transportes somaram US$ 809 milhões, acréscimo de 0,7% sobre o resultado de mês equivalente, em 2013. Dentre os demais itens da conta de serviços, destacaram-se, em setembro, as elevações nas despesas líquidas relativas a aluguel de equipamentos e royalties e licenças, na ordem, 31,3%, e 11,6%; e a redução nos gastos líquidos de serviços de computação e informações, 12,2%, na mesma base de comparação.

As remessas líquidas de renda para o exterior alcançaram US$2,4 bilhões no mês, superiores ao resultado de setembro de 2013, quando o montante foi US$ 407 milhões. As remessas líquidas de lucros e dividendos atingiram US$ 1,7 bilhão no mês, ante ingressos líquidos de US$ 274 milhões ocorridos no mesmo período de 2013.

A receita de lucros e dividendos somou US$ 82 milhões, ante US$3 bilhões observados em setembro de 2013. No ano, as remessas brutas de lucros e dividendos totalizaram US$19,3 bilhões, recuo de 10,2% em relação aos nove primeiros meses de 2013. As despesas líquidas de juros somaram US$733 milhões no mês, comparadas a remessas de US$714 milhões ocorridas em setembro de 2013.

No mês, as transferências unilaterais atingiram ingressos líquidos de US$132 milhões, ficando abaixo do resultado de setembro de 2013, que chegou a US$ 161 milhões. O ingresso bruto de manutenção de residentes somou US$160 milhões, elevação de 15,1% na mesma base de comparação.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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2 Comentários
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  1. ramiro d alvares jr

    24 de outubro de 2014 6:54 pm

    informação sem significado

    Vários destes textos possuem um monte de informação, que não trazem um significado relevante, para uma pessoa não ligada à área de econômia, fica claro que o brasil gastou 7 bilhoes a mais e parece que não tem o dinheiro para pagar.

    Acho que seria mais elucidativo, e o JornalGGN prestaria um serviço maior aos internautas se colocasse uma planilha com a evolução e o contexto geral do que significa tudo isto. Comparando com as exportações e importações.

    Estes texto não são claros e não dão uma idéia clara aonde estamos indo, favorecendo inclusive ao pessimismo.

    Grato.

  2. Fernando Bonatão

    25 de outubro de 2014 6:17 am

    Também acho que não é claro

    Também acho que não é claro para grande maioria o que este deficit significa nas contas publicas em geral e principalmente, na evolução da divida publica. E desta divida, o quanto ela consome do orçamento federal (que em 2013 consumiu quase 50% do orçamento). 

     

    Ponham os graficos: evolução do deficit em conta corrente x divida publica x orçamento federal reservado p pagto no final de cada reportagem sobre deficits.

     

    Brasileiro tem mania de explicar / interpretar graficos sem os colocá-los. Por que?

     

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