4 de junho de 2026

Salvador Dalí tem 218 obras expostas em São Paulo

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Jornal GGN – Começou hoje a exibição no Instituto Tomie Ohtake do acervo de Salvador Dalí. São 218 obras do pintor: 24 pinturas, 135 gravuras e desenhos, 15 fotos, 40 documentos e quatro filmes. Dalí foi um dos principais nomes do surrealismo mundial. A exposição é gratuita, de terça-feira a domingo, das 11h às 20h, e vai até 11 de janeiro. Senhas serão distribuídas no local a partir das 10h

Exposição do mestre surrealista Salvador Dalí começa amanhã em São Paulo

Por Elaine Patricia Cruz

Da Agência Brasil

Conhecido por retratar sonhos e fantasias e também por manter um bigode extremamente fino e com as pontas levantadas para o alto, o artista catalão e surrealista Salvador Dalí (1904-1989) será homenageado a partir de amanhã (19), em são Paulo, com uma mostra no Instituto Tomie Ohtake.

São 218 obras do pintor, divididas entre 24 pinturas, 135 gravuras e desenhos [muitas delas ilustrações para livros como Alice no País das Maravilhas, Fausto, Dom Quixote e O Velho e o Mar], 15 fotos, 40 documentos, quatro filmes [entre eles o famoso O Cão Andaluz, dirigido com Luis Buñuel] e até uma grande sala retratando a atriz norte-americana Mae West (1893-1980) como um apartamento. A sala atrai curiosos [em filas geralmente longas] em busca de uma foto sentado em poltrona simulando a boca da atriz.

Dalí foi um dos principais nomes do surrealismo, movimento artístico bastante influenciado pelas teorias do médico neurologista e criador da psicanalise Sigmund Freud (1856-1939) e que enfatiza o inconsciente. Foi pintor, desenhista, ilustrador, cineasta e cenógrafo. Suas pinturas retratam geralmente figuras recorrentes como relógios, muletas e corpos mutilados.

A mostra apresenta, principalmente, a década de 30, o auge do movimento surrealista. Ela já foi apresentada no Rio de Janeiro e chega a São Paulo com algumas novidades, entre elas cinco novas obras da Fundação Gala-Salvador Dalí e outras duas do Museu Reina Sofia, instituições detentoras de 90% dos trabalhos expostos. Uma delas retrata o pequeno óleo sobre madeira O Espectro do Sex-Appeal (1934), em que Dalí mostra o temor pela sexualidade, e O Piano Surrealista (1937), fruto de sua colaboração com os irmãos Marx. A curadoria é de Montse Aguer, diretora do Centro de Estudos Dalinianos da Fundação Gala-Dalí.

“Estamos apresentando uma mostra antológica de Dalí, centrada em seu período surrealista. Também mostramos a evolução de sua carreira e como desenvolveu seu estilo”, salientou a curadora, em entrevista hoje (18) à Agência Brasil.

De início, o visitante encontra, por exemplo, telas do período de formação do pintor, tais como Desnudo (1924) e Retrato de Minha Irmã (1925). “Creio que a exposição é muito importante para se aprofundar em Dalí e no surrealismo, movimento que não está muito presente no Brasil, mas que será muito bem entendido [pelos visitantes]”, salientou a curadora. “É um movimento que apela à imaginação, aos sonhos e ao inconsciente. Dalí se definia como uma máquina de pensar e dizia que queria abrir as janelas mentais”, explicou.

Paralelamente, duas mostras de cinema ocorrem para apresentar filmes de Dalí ou com temática surrealista. A primeira integra a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, iniciada na última quinta-feira (16) e que vai apresentar O Cão Andaluz e A Idade do Ouro (1930). A segunda está programada para dezembro, no Museu da Imagem e do Som (MIS), e será denominada Surrealismo no Cinema.

A exposição é gratuita, de terça-feira a domingo, das 11h às 20h, até 11 de janeiro. Para participar, os visitantes precisam apenas de uma senha, que será distribuída no local, a partir das 10h. A exposição estará aberta para visitação em três horários: 11h, 14h e 17h. Mais informações no site do instituto. 

 

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5 Comentários
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  1. altamiro souza

    19 de outubro de 2014 2:17 pm

    os surrealismos do passado e

    os surrealismos do passado e do presnete enifm juntos.

    dizem que dali foi o inspirador de buñuel para quela cena

    cruenta em que o personagem corta o olho do outro

    com uma navalha no filme cão andaluz.

    o surrrealismo sangrento.

  2. Luiz Gonzaga da Silva

    19 de outubro de 2014 2:25 pm

    Visitei a exposição aqui no

    Visitei a exposição aqui no CCBB-Rio. Imperdível!

  3. CELSO ORRICO

    19 de outubro de 2014 2:45 pm

    essa eu vou

    vou dar um jeito de ir ver essa exposição, junto com VAn Gogh são meus pintores preferidos..grande post Nassif.

  4. Mário Mendonça

    19 de outubro de 2014 3:54 pm

    Nassif
    Não tem como perder

    Nassif

    Não tem como perder este maluco beleza, acho que também vou ver….

  5. Fã Dali e Daqui

    19 de outubro de 2014 4:24 pm

    Recomendo

    Já a vi no Rio, e vale a pena!

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