4 de junho de 2026

O fracasso da Abril e os negócios da Globo por trás dos ataques à Dilma, por J. Carlos de Assis

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O Grupo Abril está em processo de quebra. Depois de duas reestruturações, uma no ano passado e outra em meados deste ano, com demissões de centenas de empregados, despeja o fel de seu fracasso empresarial contra o atual Governo, na esperança de que um novo governo, nomeado por ele, lhe venha salvar os negócios. A fonte do ódio é uma só, dele e do Sistema Globo: uma ligeira queda, ou mais propriamente, uma falta de crescimento das verbas publicitárias oficiais canalizadas para os dois grupos.

Na atual reestruturação, o Grupo criou sintomaticamente, entre as quatro novas unidades, a unidade de “Notícias e Negócios”. Isso sim. Para a Abril, notícia é negócio, e negócio é notícia. É manipulando notícia que ela faz negócio. Daí, a necessidade de colocar sob a mesma autoridade executiva os dois segmentos. Não se pode separá-los. Noticia-se o que dá dinheiro, e negocia-se a notícia. O Grupo Abril atingiu a perfeição em sua nova reorganização. Sua estrutura reflete sua ética jornalística, sua peculiar liberdade de imprensa.

Dilma paga um preço alto, na forma de uma conspiração golpista jurídico-midiática capitaneada por Veja e Globo contra sua candidatura, por conta de reduzir, mesmo que ligeiramente, a mamata do dinheiro público que alimenta as receitas milionárias dessas duas mídias responsáveis pelos mais torpes ataques nessa campanha. A reorganização da verba publicitária iniciada no Governo Lula infelizmente não foi muito mais longe com Dilma, mas só a ameaça de isso ser retomado no próximo mandato põe os golpistas em pânico.

Teme-se também um novo marco regulatório da mídia, que espalha o pavor entre os grandes oligopólios da comunicação no Brasil, em especial os televisivos. Na verdade, quando se fala em regulação todos eles tremem nas bases. Afinal, prevalecem de estruturas oligopolistas que transformaram a comunicação no Brasil num campo de manipulação de algumas famílias privilegiadas, usando, no caso do rádio e televisão, meios públicos de difusão estruturados sobre concessões do Estado.

O eventual Governo Aécio, se vier a acontecer, é a salvação dos grupos Abril e Globo. Aécio literalmente comprou a aprovação de seu Governo mediante manipulação por parente próxima de verbas publicitárias do Estado em conluio com grande parte da imprensa mineira, uma das mais corruptas do país. É um peixe gordo que, se cair na rede da Abril e da Globo, alimentará fartamente toda a mídia venal, garantindo, porém, os nacos mais saborosos para as duas instituições que, junto com Estadão e Folha, estão na frente campanha pró-Aécio.

 *Economista, doutor pela Coppe/UFRJ, professor de Economia Internacional da UEPB.

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30 Comentários
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  1. Marcos Lima Brasil

    13 de outubro de 2014 8:35 pm

     
       A verdade vai vencer a

     

       A verdade vai vencer a farsa. Dilma NOW. Aécio NEVER!

  2. Marcos Lima Brasil

    13 de outubro de 2014 8:36 pm

      A VERDADE VAI PREVALECER.

      A VERDADE VAI PREVALECER. DILMA NOW, AÉCIO NEVER!

  3. pri ks

    13 de outubro de 2014 8:38 pm

    eu repito a minha tese, estou

    eu repito a minha tese, estou convicta, posts assim só afastam os eleitores moderados e indecisos… os eleitores comprometidos com a esquerda e com a ley dos meios já estão com Dilma 13…. esse discurso do prof. Jose Carlos Assis só afugento os indecisos, os que vão decidir as eleições…. sejamos inteligentes, o outro lado está sendo.

  4. Gilson AS

    13 de outubro de 2014 8:41 pm

    O PIG está sendo

    O PIG está sendo pró-ativo.

    Eles sabem que a reeleição da Dilma pode signifcar mais 16 anos de PT no poder.

    Por isso vão jogar todas as fixas nessa eleição para para elegerem o Aécio.

    Caso isso não ocorra será a sua extinção pura e simples.

  5. Ataíde Coutinho

    13 de outubro de 2014 9:02 pm

    é por causa dessas figuras que a imprensa está em crise !

    http://culturafm.cmais.com.br/de-volta-pra-casa/escritor-marco-villa-lanca-livro-ditadura-a-brasileira-sobre-o-periodo-autoritario-no-pais

  6. wendel

    13 de outubro de 2014 9:24 pm

    Pura constatação………………………

     

    É isso que dá – Quem não come é comido !!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Se o Lula e a Dilma tivessem incentivado o Congresso a votar o projeto de elaborado lpor Franklin Martins à época do Confecom, e cumprido o que determina a CF em seu artigo 220, não estaria passando agora por esta pressão!!!

    Quem não faz leva, diz o ditado !!!!!!!!!!!!!!!!!

    Vamos ver agora no segundo mandato !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  7. sergio m pinto

    13 de outubro de 2014 9:41 pm

    O bome é que isso pode acabar

    O bome é que isso pode acabar brevemente. Força PT!

  8. Cláudio José

    13 de outubro de 2014 9:44 pm

    Tinha que ficar de olho

    Tinha que ficar de olho nessas pesquisas desses institutos das Organizações Tabajara, pois tem muita gente “esperta” que está especulando! 

  9. altamiro souza

    13 de outubro de 2014 10:06 pm

    golpe desse partido da

    golpe desse partido da imprensa golpista

    sempre consorciado com tucanos e parte do judiciário….

    é o golpe coronelístico eletronico com os velhos

    coronéis remanescentes da velha república…

     

  10. will

    13 de outubro de 2014 10:10 pm

    por falar em disseminação do ódio, …

    DO FACEBOOK

    MARIO PERSICO

     O sujeito diz que não vota no PT porque é contra a corrupção, aí você mostra com dados que o PSDB é o partido mais corrupto do Brasil. O sujeito diz que o PT não investe em educação, aí você cita o Prouni, as Cotas, o Pronatec, o Ciências sem fronteiras, as dezoito universidades federais e as mais de duzentas escolas técnicas. O sujeito diz que é contra o Bolsa Família, que tem que ensinar a pescar e não dar o peixe, aí você explica com toda a paciência o que é o Bolsa Família, que a criança tem que estar na escola, que ninguém vive com R$ 77,00 por mês. O sujeito diz que conhece uma amiga da amiga da empregada da vizinha que ganha quase um salário mínimo sem fazer nada, aí você explica que se essa mulher existe deve ser presa, porque está burlando o programa. O sujeito diz que o PT quer transformar o Brasil em Cuba, aí você explica que vivemos em uma democracia plena, tanto que batem no PT diariamente nos jornais e nunca mandaram prender nenhum colunista da Veja. O sujeito então diz que o PT quer calar a mídia e você mostra que quem manda recolher computadores na casa de jornalistas e tenta calar sessenta e seis blogueiros é o mocinho de Minas. Aí o sujeito apela e diz que votaria até no Levi Fidelix pra tirar o PT do seu projeto de poder. Aí você se convence que o ódio realmente não tem explicação lógica ou fundamento… o ódio é só o ódio”

    1. alfredo machado

      13 de outubro de 2014 10:53 pm

      Informação próxima do zero

      will,

      Isto é o que eu vejo sempre.

      A maioria dos mais educados ainda consegue disfarçar, mas o comportamento do resto é este mesmo, de manada. Hoje eu estava ouvindo um sujeito meter o pau no atual governo, e prá isto inventando fatos à vontade, até o momento em que ele saiu com esta pérola, ” o outro, a gente sabe que cheira mesmo, que não vai governar, mas pelo menos indicará gente competente prá conduzir o país”, não aguentei e arremessei- “quer dizer que você já sabe  que teu candidato não governará o país, e mesmo assim votará no teu candidato, muito bem”.

      Entendo que não adianta falar nada a respeito do atual governo, até porque a maioria ainda não tem conhecimento do que ele fez, e se não quis saber até hoje…. Qualquer um do blog, pergunte aos seus conhecidos (pode pegar os de bom e ótimo nível) o que é a Transposição do São Francisco, se a obra está parada ou em execução, quanto está custando, a quantos brazucas atenderá e prepare-se para a decepção.

       

    2. Glaucia Wagner

      13 de outubro de 2014 11:27 pm

      Seu comentario eh excelente.

      Seu comentario eh excelente. Se me permite, vou posta-lo no Facebook. 

      1. will

        14 de outubro de 2014 12:27 am

        fique à vontade
        So lembrando que o autor não sou eu, mas faço dessas, as minhas palavras também.

  11. Henrique O

    13 de outubro de 2014 10:43 pm

    Imprensa burgues:Proibido de apoiar Dilma Xico Sá deixa Folha

    Um dos mais veteranos colunistas da Folha, o jornalista Xico Sá deixou o jornal após ser impedido de publicar artigo em que declarava seu apoio à presidente Dilma Rousseff; em email ao 247, o editor-executivo da Folha, Sergio Dávila, confirmou a saída; “Sim, Xico Sá pediu demissão da Folha. Em sua última coluna semanal, que seria publicada no sábado 11/10 no caderno Esporte, ele declarava voto num dos candidatos à corrida presidencial, o que fere a política do jornal, segundo a qual os colunistas devem evitar fazer proselitismo eleitoral em seus textos”; Xico Sá declarou seu voto em Dilma no Twitter, no sábado, e criticou a “imprensa burguesa”; “Pq não investigar todos?”, questionou

    Fonte:  site brasil247, consultado ás 19:40

  12. Carlos Garcia

    13 de outubro de 2014 10:45 pm

    Poderia começarmos uma

    Poderia começarmos uma campanha de arrecadação de aasinaturas para uma emenda popular, propondo ao congresso o direito de resposta. Essa proposição já faria muita diferença no comportamento dos veículos de comunicação.

  13. NALDO

    13 de outubro de 2014 10:49 pm

    Por isso que acho que essa

    Por isso que acho que essa eleição partiram pro vale tudo, tudo mesmo……..

  14. Marroni

    13 de outubro de 2014 10:59 pm

    É só mais uma…

    Vamos simplificar a ópera?

    Qualquer fonte de informação e de conteúdo, por maior que tenha sido, de agora em diante, será somente mais uma entre milhões. Com a pulverização (opa!), a tendência é que se formem agregados de informação individualizados. Eu leio diariamente mais de 40 fontes distintas (a maioria em inglês) e raramente leio qualquer coisa do PIG. 

    Não há ainda modelo de negócio definido dentro deste universo cambiante e em expansão. Vivemos uma espécie de explosão “cambriana” da informação e estes infossauros já estavam condenados à extinção desde 1995. Que viveu, viu.

    1. Tony

      13 de outubro de 2014 11:58 pm

      Internet aumentou poder da midia

      Marroni,

      Voce, assim como eu e a maioria dos comentaristas do blogue fazemos parte de 10, 15% de pessoas que não consomem a midia tradicional. Porem o grosso da população consome, e o que pior mesmo na internet, continuam na Matrix.

      Na minha casa, senão fosse pelos meus familiares, teria tão somente internet. Mas eles não conseguem dominar a tecnologia e preferem ainda a televisão. Imagina então a grande massa mundão afora…

      Muita gente dizia anos atrás que a internet estava acabando com o monopólio da informação. Errado, hoje sabemos ao contrário, que tirando o percentual ao qual me referi, os grandes portais, o Facebook, twitter e demais redes sociais estão somando-se as redes de comunicação, aumentando exponencialmente seu poder de manipulação

      1. Fabio Hideki

        14 de outubro de 2014 2:18 am

        Pessoal, vamos organizar um

        Pessoal, vamos organizar um buzinaço/Twittaço/FaceBookaço nas midias sociais do Aécio, Veja, Folha, Estadao e Globo.

        Cada dia um tema, com links para posts de blogueiros independentes.

        E vamos selecionar um meme e um link por dia para colocar no perfil do Facebook e aparecer na Timeline dos que estão com Aécio sem muita convicção. 

        Comentar aqui, onde a maioria já decidiu pela Dilma, só vai dar mais convicção a quem vai votar nela. 

        Mas um voto bem pensado e analisado, vale o mesmo que um voto com argumentos rasos e mal informados.

  15. Stal. Catarina

    13 de outubro de 2014 11:39 pm

    Cadê os Líderes

    Pergunto: onde estão os líderes do Judiciário, empresarial, educacional deste país. Fogem da luta como baratas, acuados e medrosos de serem penalizados ou criticados caso remem contra a maré midiática.

    Me sinto envergonhado como brasileiro de ver, num momento fundamental da democracia brasileira, pessoas que poderiam vir a público alertar a respeito do retrocesso que para o Brasil representa a volta do PSDB ao poder.

    Uma grande parte se alia a essa gente mal-intencionada para não ter que enfrentar retaliações caso jaha mudança no executivo nacional.

    Obviamente há excessões, mas vejo poucas caras conhecidas do público vindo na mídia escrita e falada para defender não o governo do PT mas o projeto de Brasil que este partido defende.

  16. peregrino

    13 de outubro de 2014 11:56 pm

    problema da Veja são os conselheiros…

    peque qualquer um dos últimos e descubra que nunca deixou de ser um crime acobertado

    1. peregrino

      14 de outubro de 2014 12:08 am

      principal causa da quebradeira, a meu ver…

      proteção exagerada da justiça

      nada cresce nesta condição; nada se renova, se adapta ou se aperfeiçoa

      sempre se afasta da possibilidade de recuperação, sendo cada dia o seu último dia

  17. peregrino

    14 de outubro de 2014 12:25 am

    muita gente vendo labaredas onde, hoje, só há faíscas…

    regular, interromper, revidar, pra que, se eles estão se destruindo uns aos outros?

    melhor, nestas condições, é deixar que sigam rumo ao fim

  18. peregrino

    14 de outubro de 2014 12:35 am

    sabe o que os conselheiros nunca perceberam?

    retire o indutor do ódio e o ódio continua, segue sozinho, em cada leitor ou telespectador

    não precisam mais comprar a próxima Veja ou se ligar na Globo

  19. Charlotte M

    14 de outubro de 2014 12:36 am

    Vejam isso!

    http://www.idp.edu.br/imprensa/2158-confira-entrevista-com-renato-rezende-sobre-sua-nova-obra-lancamento-conjunto-acontece-neste-sabado

     

    A obra Direitos Prestacionais da Comunicação, que integra a Linha Pesquisa Acadêmica da Série IDP/Saraiva, surgiu com a dissertação que garantiu ao autor, Renato Monteiro de Rezende, o título de mestre em Direito Constitucional pelo IDP. A partir de premissas como a da democracia, liberdade de expressão e pluralismo, e observando as experiências do Direito Comparado, o livro identifica os fundamentos, no ordenamento constitucional brasileiro, para ações estatais voltadas à garantia das liberdades comunicativas. O autor ainda analisa os direitos prestacionais de comunicação que estão previstos na Constituição Federal de 1988. (…) Confira abaixo entrevista com o autor de Direitos Prestacionais da Comunicação.  Rezende falou sobre os direitos de defesa e os de prestações, o manejo da liberdade de expressão dentro dos tribunais e a regulamentação dos meios de comunicação.   O que são os “Direitos Prestacionais da Comunicação”?  Renato Rezende: A doutrina a respeito dos direitos fundamentais costuma segmentá-los em duas grandes categorias: os direitos de defesa e os direitos a prestações. Os primeiros se caracterizam por implicarem um dever de abstenção por parte do Estado. Assim, a liberdade de expressão garantida pela Constituição pressupõe um direito fundamental a que o Estado não adote condutas obstativas da livre comunicação, como, por exemplo, a censura à imprensa.  Já aos direitos prestacionais correspondem deveres estatais positivos, a adoção de medidas, pelos poderes públicos, no sentido de assegurar o efetivo exercício das liberdades. De nada adianta a previsão formal de liberdades se, por carências materiais ou pela ação impeditiva de outro indivíduo, o titular da liberdade se vê impossibilitado de exercê-la.  O surgimento de direitos prestacionais está associado às transformações que levaram à passagem do Estado Liberal do séc. XIX ao Estado Social do séc. XX. E a comunicação constitui um âmbito particularmente fecundo para a estatuição de direitos a prestações estatais. Exemplos disso são o direito de antena dos partidos políticos e o direito de resposta, previstos na Constituição brasileira.  A liberdade de expressão e o pluralismo são bandeiras defendidas e respeitadas pelos tribunais brasileiros?  Renato Rezende: Os direitos de defesa associados à liberdade de expressão têm merecido atenção por parte dos tribunais. Já as normas que preveem direitos prestacionais apresentam um déficit de concretização para o qual concorrem tanto o legislador quanto o Poder Judiciário. Muitos direitos prestacionais, para serem efetivos, necessitam de disciplina legal. E o capítulo da Comunicação Social é uma das partes da Carta Magna mais carentes de regulamentação. Dadas as tendências à concentração econômica na mídia, ações positivas do Estado são essenciais para permitir maior pluralismo no setor.  Como ocorre no Brasil, o legislador italiano também tem sido omisso, ao longo de décadas, na edição de normas que assegurem o pluralismo nas comunicações. Na Itália, no entanto, percebe-se uma atuação muito maior da Corte Constitucional no sentido de remediar a omissão legislativa.  Existem duas ações diretas de inconstitucionalidade pendentes de julgamento no STF, nas quais é discutida exatamente a omissão do legislador em regulamentar os artigos da Constituição relativos a essa matéria. Além disso, na ADPF 130, ao considerar a Lei de Imprensa não recepcionada pela Carta Magna, o STF retirou do ordenamento jurídico até mesmo normas que asseguravam o direito de resposta. Com isso, criou-se um vácuo legislativo que traz insegurança jurídica e aumenta o déficit de efetividade da norma constitucional que prevê o direito de resposta.  Existe uma carência de regulamentação da área de Comunicação?  Renato Rezende: Como já mencionado, as normas dos arts. 220 a 224 da Constituição brasileira estão entre aquelas mais carentes de regulamentação. A legislação brasileira sobre radiodifusão data da década de 60. Nos últimos 50 anos, as legislações de vários países foram alteradas para adaptar as normas sobre comunicação social às novas realidades. Os países da União Europeia possuem leis avançadas, que combatem a concentração econômica da mídia, concedem direitos de acesso aos meios de comunicação, impõem deveres aos radiodifusores de estimular a produção independente e de conteúdo local e regional.  Além disso, tais países contam com sistemas públicos de radiodifusão que devem observar o pluralismo e produzir conteúdo segundo uma lógica distinta daquela dos operadores privados. A Constituição brasileira contempla todos esses pontos, mas de uma forma que requer desenvolvimentos legislativos para produzir efeitos. Na ausência de regulamentação, a eficácia dos dispositivos constitucionais se vê frustrada.  De um ponto de vista jurídico, quais avanços a Comunicação no Brasil precisa alcançar com maior urgência?  Renato Rezende: Embora a Constituição brasileira tenha sido, em alguns pontos, mais tímida do que as Cartas Portuguesa e Espanhola em prever direitos prestacionais no âmbito da comunicação social, é possível extrair de suas normas diversos direitos a prestações, como os direitos de resposta e de antena, de recebimento de informações verazes e objetivas dos meios de comunicação, de funcionamento dos sistemas estatal e público de radiodifusão (inclusive a comunitária), de oferecimento, por parte dos meios de comunicação e como parte não desprezível de seu tempo de transmissão, de programas informativos e educativos, de conteúdo nacional e regional e de produções independentes.  Além disso, há um dever expresso do Estado de combater a formação de monopólios e oligopólios comunicativos. A UNESCO produziu, em 2011, um diagnóstico sobre a radiodifusão no Brasil que recomendou até mesmo alterações constitucionais, para concentrar o processo de outorga e fiscalização de concessões em um órgão independente.  Hoje, como sabemos, há participação do Congresso Nacional no processo e diversos políticos são proprietários de emissoras. Tanto na Europa como nos EUA, a atribuição de frequências aos operadores e a fiscalização do setor é entregue a agências reguladoras independentes. Sem discordar dessa proposta, penso que a regulamentação dos dispositivos constitucionais hoje existentes já seria capaz de produzir um impacto substancial no âmbito da comunicação social, no sentido de ampliar as formas de participação das pessoas em geral e dos diferentes grupos sociais na esfera pública e de assegurar maior pluralismo nos meios de comunicação.  O pluralismo é um princípio constitucional fundamental e o correto funcionamento do regime democrático pressupõe o acesso, pela população, a fontes de informação diversificadas.     

  20. Tony

    14 de outubro de 2014 12:54 am

    Matrix

    Golpe militar1964 = apoiado e financiado pelo governo americano. TV Globo1965 = Criada e financiada pelo governo americano. Coincidencia? Nenhuma…

    Esse modelo de ologopolio, negócios e politica foi aperfeiçoado durante os 21 anos (não foram 4 ou 8, mas 21) de governo militar. Para manutenção do poder das castas além do retorno a Democracia.

    12 anos foram perdidos sem mexer em um tijolo dessa estrutura. Muito tempo perdido. O maior erro, de longe dos governos petistas (da Dilma, principalmente), em que poderiam al menos ter sacudido essa estrutura viciada, dando o pontapé inicial para uma reforma gradual.

    Cabe agora recuperar após a releição, o tempo perdido. Não será fácil, pois uma meia sola não resolve. Senão resolver em 4 anos, em 2018 não segura a sunami da manipulação e da fraude (nem sei será possivel na atualidade)

    Há de se derrubar toda estrutura de concessões viciadas, para reiniciar do zero. Resta saber se haverá força politica e vontade para tanto. Caso não aconteça, viveremos eternamente na Matrix…

  21. Pereira LF

    14 de outubro de 2014 1:30 am

    E a mamata não acabou

    1) O Grupo está em processo de quebra.

    A empresa está pendurada nos cartórios, encalacrada no meio bancário, há pedidos de falência, concordata, recuperação judicial, etc? 

    2) O negócio é noticia e noticia é negocio e é manipulando notícias que a Abril faz negócios.

    A primeira parte não quer dizer nada; é só frase de efeito e até uma obviedade, mas a afirmação subsequente, teoricamente verdadeira, exigiria substâncias complicadíssimas de se obter.

    3) Lula redistribuiu publicidade, Dilma não foi tão bem nesse aspecto, mas diminuiu a mamata.

    Houve redistribuição de verba publicitárias, o volume/montante, e os veículos de maior penetração e visibilidade continuam com a maior fatia.

    A afirmação da mamata reduzida é um tiro no pé. Depõe contra os responsáveis, os administradores públicos que o texto quer preservar. É só uma incoerência ou um lapso involuntário revelando incompetênciaa  de um orgão que foi bem administrado nos tempos do Luiz Gushiken.  

    Resumindo: o texto é perigoso, genérico demais, é uma peça politico-ideológica destinada a alfinetar um adversário e sem as cautelas contra um eventual processo judicial.

    É só uma ponderação, talvez até inócua ou ingênua. Pouco entendo dessas firulas. Quem entende desse calvário juridico é o Nassif. Tudo bem. Estamos em campanha eleitoral. Guerra é guerra. E o Dr J.Carlos de Assis fez a parte dele.

  22. Sandro Ribeiro

    14 de outubro de 2014 8:58 pm

    Esse “gibi” chamado Veja já

    Esse “gibi” chamado Veja já não entra na minha caixa de correios a anos. E cada vez menos assisto à TV dos Marinho! Depois dessa campanha eleitoral,  estou desligando em definitivo desse canal!!!

    1. Mirela Medeiros Barbosa

      16 de outubro de 2014 8:35 pm

      Este “GIBI” Veja nunca entrou
      Este “GIBI” Veja nunca entrou na minha caixa de correspondência. E nunca entrará!!!

  23. Devulsky

    22 de outubro de 2014 11:47 am

    O país da denúncia sem provas.

    Quer mais corrupção que denunciar sem provas?!

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