4 de junho de 2026

Poema na madrugada fria

Derradeira alegoria

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O insensível coração que te agonia

Varando as noites. atravessa os dias

Para entender a razão e o por quê

Vagando só, na madrugada fria,

Ter construído a minha alegoria,

Montando um sonho apenas com você.

 

O insensível coração que te assola

É um poço de paixão que se estiola

Como o sangue do guerreiro ao vento

É quando quebra o elmo e o rosto esfola

Como a árvore que o vento desfolha

Que tento interromper o meu tormento.

(e como tento)

 

Iremos cada qual seguindo o trilho

Andando em paralelo, só, sem brilho

Aguardando que em uma curva lá na frente

Possamos nos rever, enfim tranquilos

Sabendo que, exorcizando os grilos,

Iremos nos amar eternamente

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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8 Comentários
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  1. altamiro souza

    9 de outubro de 2014 4:18 am

    bonitos versos…
    precisamos

    bonitos versos…

    precisamos mesmo de poesia

    para nos emocionarmos

    com a palavra que procuramos

    usar às vezes com raciocínios

    que retiram dela talvez a suavidade

    plena de sua liberdade de vôo poético…

  2. zegomes

    9 de outubro de 2014 10:12 am

    Lindo. É sobre o amor

    Lindo. É sobre o amor platônico?

  3. Edmar L. Melo

    9 de outubro de 2014 11:12 am

    O amor é lindo! Tem poeta

    O amor é lindo! Tem poeta apaixonado e com insônia. Vá em frente.

    Edmar Melo.

  4. Erly Ricci

    9 de outubro de 2014 12:12 pm

    Muito bom, Nassif

    Poesia deve ser isso:

    o amor desde o início

  5. emerson57

    9 de outubro de 2014 12:19 pm

    eu

    eu gostei!

  6. jc.pompeu

    9 de outubro de 2014 3:48 pm

    … então tá explicado!
    as

    … então tá explicado!

    as análises críticas do ggn-nassif meio à deriva sem noção sem pé nem cabeça no mundo real…

    puro nonsense dadaísta! puro surrealismo teológico-salvador dali e daqui…

    seu nassif flutua no etéreo cosmo perdidamente náufrago apaixonado por bela musa misteriosa… paixão proibida?

    e, conseguintemente, perdera irremediavelmente – dominado pelas id razões emotivas reptilianas do coração valente –

    perdera a razão política cartesiana, nestes tempos escatológicos fins dos tempos fins d’água vital e do banho tomado!

    tá explicado e justificado o passageiro despautério nassifista nas análises político-econômicas de ofício corporativo…

    cousas insanas de homem perdidamente apaixonado… dominado o ser/estar pelo entusiasmo romântico alemão!

    temos todos os colaborativos que cuidar do ggn-nassif de seu nassif apaixonado… para salvarmos a lavoura arcaica.

  7. Maira Vasconcelos

    9 de outubro de 2014 9:56 pm

    Poesia, poesia

    ah, poesia minha.

  8. Miguel Zibboni

    10 de outubro de 2014 1:25 am

    Nassifidelix

    ”-Vem cá, minha filha. Vou te enquadrar, mocinha.’

     

    p.s: brincadeira, é só para desanuviar, também tenho um coração. Gostei.

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