4 de junho de 2026

Para Holland, inflação deve ficar abaixo do teto em 2014

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Jornal GGN – O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland (foto), disse acreditar que a inflação apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá ficar próximo de 6,2% neste ano, ficando abaixo do teto da meta estabelecida pelo governo de 6,5%.

Segundo os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o indicador – usado para definição do sistema de metas do governo – chegou a 0,57% em setembro, acima dos 0,35% contabilizados no mesmo período do ano passado. No acumulado, as  taxas ficaram em 4,61% no ano e em 6,75% no período de 12 meses.

Para Holland, os últimos três meses do ano farão com que a inflação tenda a convergir para o centro da meta, 4,5%. O secretário observou que a meta de inflação é para ano-calendário e não o mês a mês. Disse que há onze anos o governo tem mantido a inflação dentro das metas estabelecidas.

“Assim com a inflação ficou acima das expectativas em setembro, em vários outros meses ela ficou abaixo das previsões. Costumamos dizer que, na média, nós economistas acertamos. Por mais que tenham esses desvios de previsões mês a mês”, disse, segundo informações da Agência Brasil.

Pelos dados do IBGE, a taxa em setembro foi influenciada principalmente pelos alimentos, que tiveram alta de preços de 0,78%, depois de três meses com queda de preços. Outro grupo de despesas que teve contribuição importante para a inflação de setembro foi transportes, com taxa de 0,63%.

Na avaliação do secretário, entre outros produtos, o preço da carne bovina terá agora uma acomodação. No caso das passagens aéreas, ele explicou que houve o aumento nos últimos dois meses, mas dentro do ano há deflação. “O reajuste que deverá [haver] não será dessa magnitude. E o terceiro é o reajuste dentro do calendário de energia residencial, que está vencendo o ciclo de reajustes”, explicou.

Ele acredita que o mercado terá surpresas para baixo na inflação. Holland destacou que, no ano passado, o IPCA começou alto com 0,86%, 0,9% e foi caindo até julho. Depois, voltou a subir.  Lembrou que o ano em curso (2014) começou baixo, subiu em março, caiu em junho e julho, com pico em setembro e queda de outubro a dezembro.

“Foi sazonal esse movimento da inflação. Pico na entressafra e seca, no caso da carne. Mas [há] outros substitutos. Por isso, a população precisa ficar atenta. Diversos itens do dia a dia do consumidor apresentaram deflação em setembro: tomate, óleo, batata e feijão”, avaliou.

Holland ressaltou que a inflação em tal patamar independe de ciclos políticos. “A inflação independe de ciclos políticos. O comportamento da economia [segue um caminho impulsionado] por situações diversas. Inflação de alimentação e bebidas, mesmo em alta agora [em razão da carne], é menor que nos dois últimos anos”, ponderou.

Com Agência Brasil

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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6 Comentários
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  1. jns

    8 de outubro de 2014 8:44 pm

    Com as barbas de molho

    08/10/2014 às 11p2

    Ibovespa acentua queda; Petrobras despenca com rumores eleitorais

    Por Aline Cury Zampieri | Valor

    SÃO PAULO  –  (Atualizada às 13p3) O Ibovespa piorou o sinal e, às 13p2, caía 1,57%, cotado em 56.532 pontos. A queda coincide com piora nos mercados internacionais. Mas algumas ações do “kit-eleições”, formado por papéis de bancos e estatais mais sensíveis ao quadro eleitoral, despencam. Petrobras PN cai 4,62%, Petrobras ON recua 5,06%, Banco do Brasil cai 1,69% e Eletrobras PNB perde 1,82%.

    Há rumores nas mesas de operação de que a imprensa deve divulgar em breve denúncia contra uma pessoa próxima do candidato do PSDB, Aécio Neves. Outro rumor é de que as próximas pesquisas eleitorais devem mostrar vantagem de Dilma Rousseff sobre o tucano maior que o esperado.

    Outro assunto que vem sendo comentado nas mesas são declarações da Moody’s, em relatório desta quarta-feira. A agência diz que a nota do Brasil independe de quem vencer a eleição presidencial. O fator crucial será a capacidade de o novo governo adotar políticas que possam reverter a deterioração econômica, fiscal e da dívida do país.

    No mês passado, a Moody’s rebaixou a perspectiva do rating brasileiro de “estável” para “negativa”. A nota foi mantida em “Baa2”. 

    Leia mais em:

    http://www.valor.com.br/financas/3727088/ibovespa-acentua-queda-petrobras-despenca-com-rumores-eleitorais#ixzz3FaWElsCF

  2. Athos

    8 de outubro de 2014 9:07 pm

    Semdo verdade ou nao, Se
    Semdo verdade ou nao, Se tivesse dito outra coisa teria sido demitido.

  3. altamiro souza

    8 de outubro de 2014 10:20 pm

    a série histórica dos últimos

    a série histórica dos últimos doze anos

    indica inflação dentro da meta….

    impossível que os números só

    sirvam para os adversários atacarem sempre o governo por qualquer oscilação….

    para a grande mídia o que vale são os último doze meses,

    e não a comparação dos dados deste ano

    que indicam inflação menor.

    isto  é, quando lhes interessa, usam os número que servem para atacar. 

    quando dizem que a inflação do fhc era de

    12 por cento eles inventam uma comparação com o governo sarney!

     

  4. jc.pompeu

    8 de outubro de 2014 10:46 pm

    “Para Holland, inflação deve

    Para Holland, inflação deve ficar abaixo do teto em 2014

    … já para os infratores sem-teto, o céu estrelado é o limite…

  5. Calvin

    9 de outubro de 2014 1:03 am

    Mais um sub do sub do sub

    …que viraria ministro se houver (sse) nova gestão “operosa” da governanta…

  6. Alberto Cunha

    9 de outubro de 2014 7:36 pm

    “O secretário de Política

    “O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland (foto), disse acreditar…”

    Disse acreditar. DISSE ACREDITAR. Sério, sou fã das políticas sociais de Lula e Dilma, que tiraram milhões da pobreza, mas esse pensamento mágico de peças-chaves do Governo cansa a beleza. 

    Desonerações sem um estudo mais aprofundado, ministros fracos que tudo fazem para agradar à chefa… Esse perfil centralizador ao extremo da Presidenta causa graves danos ao país. Qualquer cidadão irá concordar comigo. A Dilma deve deixar de ser tão personalista e aprender à delegar, escolher melhor os seus quadros. 

    “Acreditar”, ora bolas, o Brasil merece mais. 

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