4 de junho de 2026

A criminalização do mais legítimo dos lobbies: o do eleitor

 
Uma das maiores tolices tecnocráticas da mídia é o exercício de relacionar determinadas medidas de candidatos a interesses eleitorais, como se esse interesse deslegitimasse a proposta.
 
Um ano antes das eleições começa essa bobagem: fulano tomou determinada medida pensando nas eleições. Ou então – como está na Folha de hoje – Paulo Skaf aumentou o número de vagas no Sesi depois que decidiu se candidatar.
 
Mas é claro! As eleições se constituem no momento magno em que prevalece o interesse da maioria, do eleitor anônimo. Interesses econômicos se manifestam na cooptação econômica dos políticos; interesses midiáticos, no espaço dedicado aos temas de sua preferência; interesses partidários na atuação de representantes indicados para cargos públicos, em estatais ou nos Ministérios.
 
O interesse mais legítimo é do eleitor. E é justamente o interesse mais execrado pela mídia, que coloca no caldeirão das medidas eleitoreiras tudo o que por beneficiar o cidadão sem lobby.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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4 Comentários
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  1. Francy Lisboa

    3 de outubro de 2014 6:21 pm

    Nassif, tudo que beneficiar o

    Nassif, tudo que beneficiar o povo serha sempre eleitoreiro. Essa expressão já ganhou as ruas. Mais Médicos: eleitoreiro, Bolsa-Familia : eleitoreiro, etc. Não adianta. Dizem que até o Minha Casa, Minha Vida é eleitoreiro. Ôxe! Se toda a ação de reduzir o preço para a aquisição da casa prórpia é eleitoreira,, etão que vem mais propostas ELEITOREIRAS.

  2. Gão

    3 de outubro de 2014 6:49 pm

    Perfeito. Pra completar falam grego ao defender lobby de poucos

      Independência do banco central, corte de gastos, maior superávit, mudança na política externa, a maioria não entende esse clamor que não é das ruas mas intui que é contra seus interesses e sentiria os efeitos, quem vai ao supermercado sabe que não há nenhum descontrole da inflação, é ridículo o espetáculo da mídia, durante a eleição existe uma maior atenção do eleitor e se percebe a fraude mais claramente.

        O melhor é que, pelos motivos apontados no texto,  os opositores são obrigados à assinar embaixo da maior parte do programas governistas pois são claramente pró eleitor embora possam ir de encontro ao lobby de minorias privilegiadas representadas justamente por essa oposição. Essa contradição é mai sutil mas quando o candidato “fala grego” o eleitor percebe que não é com ele e nem pra ele essa conversa, foi o caso do Aécio enaltecendo FHC , do aceno de vários candidatos ao “mercado” e críticas à política externa num claro sinal de submissão que quer ser premiada com o apoio de forças poderosas.

        Dilma fez bem em tentar traduzir o que seria o quarto poder em Brasília vertendo para o “populês” os planos dos adversários contra eleitor.  Esse trabalho já deveria ter sido feito há um bom tempo com uma mídia oficial bem mais  atuante mas antes tarde do que nunca.

  3. J. Alberto

    3 de outubro de 2014 6:56 pm

    A elite, pela mídia, quer que

    A elite, pela mídia, quer que tudo o que é “eleitoreiro” seja oferecido apenas pelo livre mercado.

  4. altamiro souza

    3 de outubro de 2014 8:38 pm

    para ess gande mídia, lobby é

    para ess gande mídia, lobby é exclusivo pra eles.

    para os outros, é interesse eleitoral…

    é a criminalização da política.

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