4 de junho de 2026

Estratégias editoriais na cobertura eleitoral, por João Feres Júnior

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do Manchetômetro

por João Feres Júnior

Estratégias editoriais na cobertura eleitoral

Os gráficos de série temporal que utilizam as semanas como unidade de medida, recentemente adicionados a várias das páginas do MANCHETÔMETRO, começam a revelar detalhes da estratégia editorial dos meios de comunicação antes somente vislumbradas pelos gráficos de dados agregados. Vamos a elas.

A COBERTURA NEGATIVA

A série temporal semanal de valências contrárias aos candidatos (gráfico abaixo) revela algo já bem peculiar. Os dados agregados já mostravam a liderança inconteste de Dilma nos textos negativos. Mas o gráfico semanal permite ver que Marina Silva superou a candidata do PT nesse quesito no período que vai de sua indicação à cabeça de chapa do PSB, 23 de agosto, até a primeira semana de setembro. Na verdade, logo após a indicação, os negativos de Dilma têm forte queda e os de Marina forte alta. Mas já na semana de 24-30 de agosto Dilma volta a subir, paralelamente a Marina, até ultrapassá-la na primeira semana de setembro, atingindo na segunda semana daquele mês o recorde da série toda, que é de 24 notícias negativas nas capas dos jornais. Os negativos de Marina continuaram a cair até atingirem a marca de 3 por semana, na terceira semana de setembro, enquanto Dilma flutuava entre 18 e 19 notícias negativas.

Série temporal semanal de valências contrárias aos candidatos

Como podemos interpretar essa evolução? A cobertura negativa dada às duas candidatas ao final de agosto e começo de setembro de fato só poderia beneficiar o outro contendor, Aécio Neves, que nesse período já amargava um terceiro lugar distante nas pesquisas. Ou seja, as mídias ajudaram a reavivar a candidatura do PSDB, investindo na desconstrução de Marina. Mas o foco da cobertura negativa logo voltou a recair exclusivamente sobre Dilma, aliviando a carga sobre a candidata do PSB.

Seria esse comportamento, revelado nos dados agregados, comum a todos os jornais ou eles se comportaram de modo diferente?

A segunda resposta é a correta. Quando olhamos para os gráficos de negativas por jornal constatamos que O Globo e Estado de S. Paulo de fato aumentaram as negativas de Marina no período, mas mantiveram Dilma muito acima da candidata do PSB em matéria de textos desfavoráveis nas capas, conforme os gráficos abaixo:

A Folha de S. Paulo tem um comportamento diferente, primeiro no que toca ao número total de matérias para cada candidato, muito inferior ao de seus pares. Esse jornal não politizou tanto a cobertura das eleições. Por exemplo, ainda que Dilma seja campeã inconteste de cobertura negativa nos três jornais, enquanto no Estado e no Globo, somente nas capas, os textos negativos de Dilma está na casa dos 30 por semana, na Folha eles variam em torno de 9. Essa desproporção se repete para os outros candidatos, como mostra o gráfico abaixo.

Esse mesmo gráfico revela que a Folha foi o único jornal em que, por um breve período, os negativos de Marina superaram os da candidata da situação, e isso se deu entre a última semana de agosto e a primeira de setembro. Há de se notar também a queda vertiginosa dos negativos de Marina nas semanas que se seguiram, até chegar a zero textos negativos, na semana de 21-27 de setembro. Os outros jornais também diminuíram sensivelmente a cobertura negativa de Marina, mas não chegaram a tanto.

LENDO AS VALÊNCIAS NEUTRAS

A série temporal semanal de valências neutras dos candidatos complementa o gráfico anterior. Nela podemos ver que a partir da morte de Eduardo Campos, Marina Silva passa a ser superexposta nas capas dos grande jornais, como podemos ver abaixo no gráfico com dados agregados dos três jornais.

Por mais de um mês, seu número de matérias neutras por semana superou o de Dilma em mais de 10. Se levarmos em conta o fato de a campanha de Marina ter uma estrutura partidária precária, se comparada às de PT e PSDB, e ao diminuto tempo de horário eleitora gratuito de sua chapa, é razoável supor que a superexposição proporcionada pela grande mídia foi a principal causa do crescimento vertiginoso das intenções de voto em Marina Silva.

Novamente cabe perguntar se esse comportamento foi homogêneo ou variou de jornal para jornal. Vejamos os gráficos de neutras abaixo:

Nesse caso temos um comportamento mais homogêneo. Todos os três jornais superexpuseram Marina a partir da morte de Eduardo Campos, no que toca notícias neutras, passando inclusive os números de Dilma nos três casos, por várias semanas. Há de se notar também a volta de Aécio Neves. O candidato do PSDB havia sido relegado a um “terceiro” plano da cobertura dos jornais paulistas, mas não em O Globo. E essa volta não vem acompanhada de um crescimento expressivo de negativas, como mostram os gráficos anteriores, para sorte da candidatura tucana.

COBERTURA DA ÚLTIMA SEMANA

Como o calor da campanha aumentou sensivelmente, vamos atentar com mais detalhes para a cobertura da última semana nos gráficos de neutras e contrárias que seguem abaixo>

Última atualização: 30/09/2019 às 23:00

Há pronunciado viés contrário à candidatura do PT nos três meios pesquisados, mas esse viés não se dá de modo homogêneo. O Globo e o Estado apresentam coberturas de perfil idêntico nessa semana. São quase 2,5 textos negativos para Dilma para cada um neutro nas capas desse jornal, no cômputo semanal. Já a Folha traz uma proporção de quase 1:1 para Dilma. É claro que ao compararmos negativos, vemos que a mesma Folha dedicou 12 matérias negativas nas capas para Dilma na semana, quase duas por dia, enquanto Marina recebeu somente uma em todo o período. A mesma desproporção aguda se nota nos outros dois jornais. Outra maneira de analisar comparativamente esses dados é olhar para a proporção interna de cada candidato. Enquanto Dilma tem 1:1 de negativas/neutras na Folha, Marina conta com um confortável 1:4, ou seja, para cada negativa que recebe, há quatro neutras.

Em suma, ao final da campanha para o primeiro turno, os jornais O Globo e Estado de S. Paulo exibem um viés escancarado e agressivo contra a candidatura do PT. A Folha de S. Paulo também apresenta viés pronunciado contra a mesma candidatura, mas aquém de seus parceiros e/ou competidores.

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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  1. Wsobrinho

    3 de outubro de 2014 10:36 am

    Falando em cobertura da mídia e vazamentos da PF
    Publicado em 02/10/2014

    PF do zé esconde mala 
    de tucano com dinheiro

    Mala de Covas cheia de dinheiro não vaza … Já o Yousseff …

    O amigo navegante tem alguma duvida da competencia do Ministro zé da Justiça ?

    Da forma republicana como ele se comportar como responsavel pela Policia federal ?

    A Conceiçao acaba de dar outra demonstracao do que ele é capaz de fazer (pelos tucanos) !
     

    Do Viomundo:
     

    PF DETÉM EM CONGONHAS ASSESSOR DE EX-SECRETÁRIO TUCANO COM R$ 102 MIL EM DINHEIRO VIVO E 16 CHEQUES DE BRUNO COVAS

     

     

    Página de Mario Welber no Facebook faz campanha pelo candidato a deputado federal Bruno Covas

    Geraldo Alckmin, Bruno Covas e Mario Welber: relação de mão dupla com os tucanos de alta plumagem

    por Conceição Lemes

    No sábado passado 27, por volta das 15h, o jornalista e suplente de vereador de São José do Rio Preto, Mario Welber, foi detido pela Polícia Federal no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, quando embarcava para a sua cidade, no interior paulista.

    O sistema de raios-X de Congonhas descobriu que Welber carregava R$ 102 mil em dinheiro vivo, além de dezesseis cheques assinados em branco. Ele não conseguiu explicar aos policiais a origem do dinheiro.

    Detalhe 1: Welber é do PSDB de Rio Preto e os cheques são do deputado estadual Bruno Covas (PSDB-SP), ex-secretário do Meio Ambiente do governo Geraldo Alckmin.

    Detalhe 2: Quase cinco dias após o flagrante, a PF não vazou o caso, ao contrário do que fez imediatamente em casos semelhantes envolvendo petistas. Também não distribuiu para a mídia fotos do dinheiro, como já fez em outras situações.

    A PF se recusa até a confirmar os nomes dos tucanos em foco.

    A resposta da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, via sua assessoria de imprensa, aos questionamentos do Viomundo comprova isso:

    A Polícia Federal não divulga nomes de pessoas físicas e jurídicas envolvidas em suas ações. No entanto, confirmamos que houve uma apreensão de cerca de R$ 100.000,00 — em espécie — no sábado. Tal quantia se encontrava com um homem que embarcaria no Aeroporto de Congonhas. Não houve prisão, mas o viajante, bem como seus pertences, foram encaminhados à Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo.

    Por não haver comprovação documental de origem, o numerário foi apreendido e foi instaurado inquérito policial pela Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros. Caso se comprove origem lícita, ele será devolvido.

    Curiosidade 1: Na sua resposta ao Viomundo, a assessoria de imprensa da PF “se esqueceu” dos cheques em branco assinados por Bruno Covas.

    Curiosidade 2: A PF em São Paulo mudou tanto que, diante das conexões do caso com o PSDB e a campanha política, registrou flagrante como crime financeiro e não como crime eleitoral.

    Resultado: O suplente de vereador tucano foi indiciado apenas no âmbito da Delegacia de Crimes Financeiros (Delefin/PF) e responderá o processo em liberdade. Os R$ 102 mil e os cheques foram apreendidos. O caso foi registrado na Polícia Federal como IPL (Inquérito Policial) 245/2014-11.

    Certamente, a esta altura, muitos devem estar se perguntando:

    – Foi uma operação-abafa da PF paulista?

    – Afinal, quem é Mario Welber para ser blindado?

    – Ou foi mais para  blindar o deputado tucano Bruno Covas, neto do falecido Mario Covas?

    Mario Welber, 31 anos, já foi repórter da TV Tem (retransmissora da Globo), em Rio Preto.

    Mas o que mais salta à vista é seu bom relacionamento com os grão-tucanos.

    Em 30 de setembro de 2009, Mario Welber foi nomeado como agente de segurança parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

    Nessa função, o funcionário pode ficar lotado em gabinete de deputado, liderança partidária, secretarias ou da presidência da Casa. Em 19 de outubro de 2011, ele foi exonerado.

    Em 4 janeiro de 2011,  BRUNO COVAS ASSUMIU A SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE DO ESTADO DE SÃO PAULO.

    Entre janeiro e outubro de 2011, Welber, embora lotado na Alesp, se apresentava como assessor do então secretário Bruno Covas, segundo informação de fonte de São José do Rio Preto, interior de SP.

    Seria então Welber funcionário fantasma da Assembleia, já que assessorava Bruno Covas na condição de Secretário do Meio Ambiente?

    Matéria publicada na JORNAL FOLHA NOROESTE de 14 de maio de 2011, sobre reunião na Secretaria do Meio Ambiente, não deixa dúvida. Lotado na Alesp, Welber atuava na Secretaria dirigida por Bruno Covas:

    Atualmente, segundo o seu PERFIL NO TWITTER, ele é apresentador das rádios Canção Nova e Interativa.  Também aparece como assessor da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. O seu contrato, porém, é com a Cetesb.

    O twitter e o Facebook escancaram que Welber é carne e unha com os tucanos de alta plumagem.

    Nas redes sociais, Welber gosta de falar sobre ética, moralidade pública, “nova política”. Mas a prática é outra.

    Telefonamos várias vezes para o celular de Welber (017 98120-****), para saber o que tinha a dizer sobre a detenção em Congonhas, os R$ 102 mil em grana viva e os cheques em branco de Bruno Covas.

    Na primeira ligação, assim que esta repórter começou a explicar o motivo do contato, ele disse:

    – Não estou escutando direito, não estou escutando direito…

    Desligou.

    Na segunda ligação, cheguei a ouvir a voz dele, de novo:

    –  Não estou escutando…

    Desligou.

    Do terceiro telefonema em diante, só deu caixa postal. Deixei recado. Mandei torpedo detalhando o meu questionamento:

    – Mario, aqui é Conceição Lemes, editora do Viomundo. Preciso falar urgentemente com você. É sobre a sua detenção em Congonhas com dinheiro e cheques em branco de Bruno Covas. O que você tem a dizer? Aguardo retorno urgente. Estou fechando matéria sobre isso. Sds

    Mario Welber respondeu:

    – Boa tarde. Tentei te retornar. Ligue para o dr. Carpano: 11 99480-****

    Liguei para o “dr. Carpano”. Ele se limitou a dizer:

    – Alô, alô…

    – Dr. Carpano, aqui é Conceição Lemes, repórter, o Mario Weber pediu para que eu falasse com o senhor…

    Nem terminei de falar,  “dr. Carpano” desligou, dando a impressão de que talvez estivesse ao lado de Welber, acompanhando tudo.

    Tentei outras vezes, claro. Silêncio. Caixa postal. Deixei recados no celular. Mandei torpedos. Nada.

    Contatei também várias vezes o gabinete do deputado Bruno Covas na Alesp. Depois de me apresentar, explicava:

    – Preciso falar com o deputado ou com a assessoria de imprensa de imprensa dele.

    – Para que matéria?

    – Soubemos que o Mario Welber foi detido em Congonhas com cerca de 100 mil reais e cheques em branco assinados pelo deputado Bruno Covas.

    – O deputado não está.

    – E o assessor de imprensa?

    – Também não está.

    – Poderia me passar o celular dele, para eu contatá-lo?

    – Não estou autorizada, mas vou passar o seu telefone e o seu recado.

    Como não houve retorno, insisti. A secretária era a mesma. Expliquei tudo de novo.

    Ela reconheceu a minha voz e eu a dela:

    – Eu já dei o seu recado para a assessoria de imprensa.

    – Por favor, reforce então a minha solicitação.

    Nada.

    Última cartada. Liguei para o gabinete do deputado e pedi o telefone do escritório de campanha:

    – Não estou autorizada a dar, mas vou passar, de novo, o seu recado. O seu telefone é o 999**-****?

    Estou esperando, sentada, até agora o retorno.

    Se Mario Welber e Bruno Covas fossem do PT, seria o maior estardalhaço. Com direito a “furo” de reportagem, exclusivo no Jornal Nacional ou no Fantástico.

    Curiosamente, Welber deu uma entrevista.

    Foi ao Estadão, que publicou hoje o que poderíamos chamar de “vacina”. Em jornalismo, é a reportagem que esvazia o balão de outras e conta o caso pela metade.

    Vejam o título:

    Captura de Tela 2014-10-02 às 10.23.48

    “Apoiador”? Não seria “assessor”?

    Segue o texto:

    Em Congonhas, agentes descobrem dinheiro, além de 16 cheques da campanha de Bruno Covas com suplente de vereador do interior

    02.10.2014 | 02:00

    FAUSTO MACEDO E DIEGO ZANCHETTA – O Estado de S.Paulo

    Colaborador de campanha do deputado estadual Bruno Covas (PSDB), que concorre a uma cadeira na Câmara, o radialista e suplente de vereador tucano em São José do Rio Preto Mário Welber foi flagrado sábado no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, levando na pasta de mão R$ 102 mil em dinheiro vivo e um envelope com 16 cheques e um cartão de campanha do neto do ex-governador Mário Covas.

    Welber foi interceptado pela Polícia Federal (PF) no aparelho de raio X que identificou o dinheiro. Ele não chegou a ser preso, mas a PF abriu inquérito para investigar a origem dos valores. Segundo a PF, o apoiador do tucano, que também é mestre de cerimônias da Câmara Municipal de Rio Preto, não explicou a procedência do dinheiro.

    Nessa época de eleições a PF redobra a vigilância nos aeroportos porque políticos e assessores costumam circular com recursos em espécie. Welber foi barrado quando embarcava com destino a Rio Preto. “O dinheiro é meu, não tem nada com a campanha do Bruno. Esse dinheiro é de um trabalhador anônimo, uma pessoa que está na batalha. Eu não tenho como andar com meu imposto de renda debaixo do braço, mas afirmo que tenho como comprovar a origem do dinheiro, tenho renda e caixa. Sou um microempresário na área de mídia.”

    Ele disse que veio a São Paulo para “fazer um negócio”, a compra de um carro, mas não deu certo e retornava a Rio Preto.

    Sobre o material de campanha de Covas, ele afirmou. “Eu estava apenas transportando o envelope com os cheques, se eu soubesse que ia dar tudo isso não teria me comprometido a levar. Se não existissem algumas anotações pessoais e o cartão (de Bruno Covas) jamais iriam me parar. É uma leviandade até com ele (Covas), na véspera das eleições. Isso vai acabar com a minha vida. Vão achar que eu estava com dólares na cueca.”

    Covas, ex-presidente da Juventude do PSDB, atual secretário-geral estadual do partido, foi eleito deputado da Assembleia Legislativa paulista pela primeira vez em 2006. Em 2011, foi nomeado pelo governador Geraldo Alckmin para o cargo de secretário do Meio Ambiente. Em abril entrou em campanha por uma vaga na Câmara.

    Welber disse que não é assessor do tucano, mas colabora com a campanha de Covas no interior. Em seu perfil nas redes sociais ele se identifica como “assessor da Secretaria do Meio Ambiente do Estado”.

    Despesas. Ele afirma que ia entregar o envelope para um certo “sr. Ulisses”. “Ele (Ulisses) mora em Severínia, trabalha diretamente com o Bruno na Assembleia. Eu sou apenas um colaborador da campanha. Eu também colaboro com outras campanhas. Foram apreendidos vários cartões lá. Não trabalho na assessoria dele (Covas), não sou coordenador, nem tesoureiro de campanha. Conheci o Bruno da política, todo mundo hoje conhece o Bruno. Essa história só está dando tudo isso porque ele é um político em ascensão.”

    Segundo ele, os cheques seriam destinados ao pagamento de despesas da campanha com fornecedores e “pessoas que trabalham na campanha”. “Eu não sei exatamente quais despesas, me entregaram cheques num envelope, eu separei e guardei no compartimento da pasta.”

    Welber disse que vai justificar rapidamente à PF a procedência do dinheiro. “Vou me antecipar. O delegado deu 15 dias, mas na segunda-feira que vem eu já apresento a documentação, as notas todas. Se eu não comprovar essa renda no prazo legal podem acabar com a minha vida. Estamos a poucas horas das eleições. É muito fácil falar. Encontraram cartões de outros políticos!”

    A “reportagem” do Estadão é quase que totalmente baseada na versão dada por Welber. São sete aspas dele, ou seja, sete declarações do detido. Por que ele carregava R$ 102 mil em dinheiro, quando poderia simplesmente transferir a quantia entre contas bancárias? É uma das perguntas que faríamos a Welber se o celular dele funcionasse direito. O estranho é que dois repórteres de um jornal tão conceituado não tenham tido a mesma curiosidade.

    “Vão achar que eu estava com dólares na cueca”, disse Welber ao Estadão. Não, Welber não estava com dólares na cueca. Não, Welber não será alvo da mídia como foi aquele assessor do PT, também detido em Congonhas, CUJA VIDA FOI DEVASSADA a partir do dia da apreensão, com direito a fotos da “Divulgação” da Polícia Federal e reportagens no Jornal Nacional.

    No Estadão, Mario Welber teve direito, para se defender, a 27 linhas de um texto de 45. Isso dá 60% da reportagem!

    É a famosa blindagem tucana.

    Dois pesos, duas medidas.

     

     

    COMENTÁRIOS

     

  2. Bruno Cabral

    3 de outubro de 2014 10:39 am

    Gráficos

    Cadê os gráficos?

  3. Francy Lisboa

    3 de outubro de 2014 10:54 am

    Eu nao consigo entender, por

    Eu nao consigo entender, por favor me expliquem porque depois de tanta noticia negativa contra Dilma ela continua a liderar?

    1) Serah que a midia perdeu seu poderio?

    2) Serah que os eleitores de Dilma sao apenas os beneficiarios do Bolsa familia, que hoje chega ao redor de 15 milhoes de pessoas (direta ou indiretamente), mas nem todos sao votantes (acima de 16 anos)

    3) Como explicar que com essa propaganda eleitoral os candidatos da oposicao nao despertam a empatia do povo? O que ocorre com a oposicao? Serah culpa da internet e sua capacidade recorder de nocautear factoides?

    4) Serah que o brasileiro jah tenha notado esse vies e que, para nao passar recibo de otairio mais uma vez (Diretas, Cacador de Marajas, Fora Collor, PEC37, etc), prefere nao mais embarcar direto nas fabulas midiaticas?

    5)  Ninguem ias resite as diversas sombrancelhas do Bonner?

    6) O que houve com a eficacia do discruso da moralidade?

    Venho batendo nessa tecla, a de que a chegada do PT ao poder foi o comeco do fim da credibilidade da grande imprensa. O PT, com aquela de “bonecao do posto tah maluco tah doidao” foi apanhando e deixando a hidra midiatica transparecer. Hoje o que temos de pessoas que engolem diretamente o que sai da boca de Mervais et caverna eh apenas o cascalho, os mais grossos que acreditam de golpe comunista para cima. A midia peneirou os seus leitores no sentido de selecionar os anti-petistas de corpo e alma, e nao aqueles que bradam contra o PT apenas para nao ficar mal na roda de bate papo.

    Os convertidos, ou seja, as pedras que sobraram na peneira da midia, ainda bradam que a imprensa brasileira foi compada pelo PT e que soh a “Veja” eh a redentora, pois faz oposicao de verdade. Isso eh o mesmo que negar a doenca. Deem uma boa olhada nas falas de Jabor e veremos o retrato da peneira em atuacao, formando a o residuo idiotizado pela critica pela cirtica ou, para ser mais honesto, o ataque pelo ataque. Um Dom Quixote querendo destruir os moinhos vermelhos que, segundo ele, destroem o Brasil dos homens de bem. Jha deixou de ser jornalismo a muito tempo e se tornou pregacao ideologica. Nessa hora vale tudo, ateh mesmo alcar excescencias como Lobao, Gentili e Marcelo Taz como formadores de opiniao.

     

  4. Assis Ribeiro

    3 de outubro de 2014 10:59 am

    É fácil constatar qual
    É fácil constatar qual candidato é mais atacado pela mídia.
    Também é claro, desde sempre, saber qual o candidato da mídia .

    Usaram Marina em 2010 para levar a eleição ao 2º turno com Serra.

    A mídia também desconstruiu Marina para Aécio ir para o segundo turno.

    Foi fácil para a mídia dizer quem desconstruiu Marina foi a campanha de Dilma.

    Difícil para quem tem discernimento é seguir bovinamente a orientação da imprensa e não perceber a grosseira armação.

    Imperdível

  5. CB

    3 de outubro de 2014 11:13 am

    Faz muito tempo que se pede

    Faz muito tempo que se pede que o PT aproveite pelo menos o período das campanhas eleitorais para abrir os olhos do eleitor com relação a atuação política da mídia; faz tempo, também, que se berra “Ley de Medios!”. E daí, acontece alguma coisa? Educar a população para a política, dota-la de senso crítico também deveria ser uma tarefa abraçada pelo campo progressista para que o eleitor não continue dando tiro no próprio pé. É graças a esta falta de senso crítico e de politização que o partido mídia reacionária consegue empurrar goela abaixo do país os seus candidatos. Dá nos nervos ver campanha eleitoral em que não se debate política mesmo, tudo fica na base da mediocridade moralista e hipócrita da direita ou do estilo “mestre de obras”, “gerente”, “pai dos pobres”, etc. Presidente, governadores e prefeitos são muito mais do que síndicos de condomínios. Esta eleição terminaria fácil no primeiro turno, mas é graças à mídia golpista que ela pode chegar ao segundo. Se a disputa tivesse se dado apenas entre candidatos e partidos, as coisas seriam diferentes. É preciso Ley de Medios, reforma e reforma do judiciário.

  6. altamiro souza

    3 de outubro de 2014 1:59 pm

    é evidente a armação da

    é evidente a armação da grande mídia dita golpísta na

    construção e posterior desconstrução de marina.

    só que neste último caso,

    acusam o pt, bode expiatrório de toodos os males

    desse pig consorcaido aos tucanos e aos

    infames interesse nacionais e internacionais.

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