Jornal GGN – Levy Fidelix, infelizmente, conseguiu seus 15 minutos de fama e uma infinidade de representações contra o que fez sua fama. O momento de fama aconteceu no debate da Record, dos presidenciáveis, e deixou Luciana Genro sem fala, tal a enormidade do discurso discriminatório e homofóbico. Rodrigo Janot, Procurador-geral da República, entrou em cena conforme determina sua função e preparou o procedimento eleitoral para apurar se houve ou não crime de ódio. Fidelix se defende dizendo que não é homofóbico, que é conspiração contra ele, que só quer os “gays lá e ele cá”. Afirma ainda que só é defensor de homem e mulher, e clama pela liberdade de expressão. Janot vai dar os próximos passos como deve. Leia a matéria do G1 a seguir.

do G1
PGR instaura procedimento e pede que Fidelix explique fala sobre gays
Rodrigo Janot concedeu prazo de 24 horas para candidato se explicar.
Presidenciável afirmou em debate que gays são minoria a ser ‘enfrentada’.

(28) (Foto: Evelson de Freitas/Estadão Conteúdo)
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, instaurou nesta quarta-feira (1º) procedimento preparatório eleitoral (PPE) para apurar se houve discurso de ódio nasdeclarações do candidato do PRTB à Presidência da República, Levy Fidelix, que afirmou que homossexuais são uma minoria que deve ser “enfrentada”. Em documento, Janot pede que o presidenciável se explique no prazo de até 24 horas.
No debate entre presidenciáveis transmitido pela TV Record neste domingo (28), o candidato do PRTB disse que o crescimento dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo pode reduzir o tamanho da população brasileira e sugeriu que homossexuais precisam de “ajuda psicológica”. Além das declarações no debate, o procedimento deverá investigar as falas do candidatos na imprensa após a repercussão negativa do episódio.
A instauração do procedimento por Rodrigo Janot foi baseada em representação da Comissão Especial de Diversidade Sexual do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. No documento, a entidade considerou que a fala do presidenciável fere a legislação eleitoral no trecho em que proíbe a propaganda “de guerra, de processos violentos para subverter o regime, a ordem política e social ou de preconceitos de raça ou de classes”.
Na portaria que instaura o procedimento preparatório eleitoral, o procurador-geral da República afirma que “ser contra homossexuais e suas práticas ou contra a união entre eles é opinião que se insere na proteção da liberdade de expressão”. Para Janot, no entanto, a fala de Fidelix “decorre convite à intolerância e à discriminação”. Na visão do procurador, o dicurso pode ser caracterizado como “mobilizador de ódio”.
“A liberdade de expressão da opinião e pensamento, mesmo no ambiente em que ela deve ter sua dimensão dilargada, como o da propaganda e debate eleitoral, encontra como limite a proteção da dignidade da pessoa humana, não podendo ser utilizada para a propagação de discursos de ódio”, afirma o procurador no documento.
Nesta terça-feira (1º), em entrevista ao G1 após a repercussão negativa de sua fala no debate, Levy Fidelix disse ser vitima de “conspiração”. Ele se recusou a pedis desculpas aos homossexuais por suas declarações.
“Se eu não fiz nada, por que tenho que pedir desculpas a alguém? Eu não ofendi ninguém […]. Eu não falo contra homossexuais, eu falo em defesa do homem e da mulher. Não sou contra a união homoafetiva. Não sou homofóbico e nunca farei isso. Nunca ataquei ninguém. Eu só disse que é eles lá e eu, cá”, declarou o candidato.
No debate de domingo, ao questionar Fidelix, Luciana Genro relacionou a violência contra a população LGBT com o reconhecimento de famílias oriundas de uniões homoafetivas. “O Brasil é campeão de morte da comunidade LGBT. Por que que as pessoas que defendem tanto a família se recusam a reconhecer como família um casal do mesmo sexo?”, indagou a presidenciável do PSOL ao adversário do PRTB.
“Jogo pesado agora”, ironizou Levy Fidelix. “Tenho 62 anos e, pelo que vi na vida, dois iguais não fazem filho. E digo mais: me desculpe, mas aparelho excretor não reproduz. É feio dizer isso mas não podemos jamais deixar esses que aí estão achacando a gente no dia a dia, querendo escorar essa minoria à maioria do povo brasileiro”, disse.
O procedimento preparatório eleitoral (PPE) instaurado por Janot é um tipo de investigação com que tem o objetivo de apurar fatos que possam dar ensejo à atuação do Ministério Público Eleitoral. O PPE tem prazo inicial de duração de 60 dias, permitidas prorrogações sucessivas, de acordo com a necessidade de dar continuidade à investigação iniciada.
Joel Neto
2 de outubro de 2014 10:41 amO “politicamente correto” encheu meu saco
Não concordo com as babaquices que Fidelix, Malafaias e Bolsonaros da vida vivem vociferrando.
Agora, que Movimentos contra racismo e LGBTs já encheram meu saco…ah, encheram sim.
Sou cearense, aí vem uma pessoa e faz um comentário qualquer sobre o meu sotaque e vai responder por racismo? Desde quando existe a raça Nordeste e a raça Ceará?
E quanto aos LGBTs é bem parecido.
Para mim, tem é gente ganhando muito $$$ e aparecendo usando essas bandeiras, que na verdade deve ser resolvido usando o bom senso e respeito que devemos ter a todo ser humano.
http://blogdobriguilino.blogspot.com.br/2014/09/movimento-lgbt-passou-da-conta.html
Free Walker
2 de outubro de 2014 11:43 amSó se fala no FIdelix e o
Só se fala no FIdelix e o vídeos de crimes eleitorais escancarados no Correios, nada!!!!!!!!
https://www.youtube.com/watch?v=MUMNIRkDbqA
https://www.youtube.com/watch?v=jpttqkMIt9Q
Álvaro Noites
2 de outubro de 2014 12:53 pmQuais crimes?
As atividades
Quais crimes?
As atividades de entrega feitas pelos correios são criminosas?
O PT utilizar dos serviços dos correios é crime? E os demais partidos?
Ainda não entendi qual “o crime”.
PauloBR
2 de outubro de 2014 1:43 pmAtenção, comentaristas!
Não alimentem o troll aecista.
antonio francisco
2 de outubro de 2014 11:51 amhumanos limpos, cheirosos, superiores
Fidelix parece parceiro daquelas histórias em quadrinhos de Asterix, Obelix, Panoramix, mas não é engraçado.
Que merda, será que nunca ouviu contar que o esperma sai pelo mesmo cano por onde o homem excreta a urina?
E nunca ouviu dizer que criança e urina saem pelo mesmo lugar?
E quem disse a ele que o objetivo da busca de aproximação prazerosa entre os seres vivos é tão só e unicamente com o objetivo de procriar?
Nunca ouviu contar que o mal estar dos humanos (ocidentais) contra mijo e merda tem muito a ver com uma desenfreada tentativa de caminhar na direção dos sonhados seres superiores, angelicais, que moravam nas alturas e detinham independência total em relação aos fedores e (também) aos prazeres cotidianos?
Desconfio que Fidelix finge não saber que pintar cabelos e bigode, como ele faz, está em sintonia com certa busca por satisfação pessoal que uns poderão até achar anômala, mas rigorosamente ninguém tem nada com isto.
Fernando Ferreira
2 de outubro de 2014 1:14 pmÉ um direito do procurador
É um direito do procurador Janot, pedir explicações de tudo que se refere áq sua função de procurador.
Gostaria de saber se já pediu ao PSB e á sua candidata Marina Silva, a quem pertencia o avião que caiu com Eduardo Campos?
Pelas informações da imprensa o dito avião ainda está em nome de uma empresa estrangeira e pelas leis eleitorais, é proibido.
Por que o PT não cobrar esclarecimentos junto ao procurador e justiça eleitoral?
A política alardeada por Marina, é política do bem ou política dos BENS?
XZ
2 de outubro de 2014 1:18 pmPor que Levi Fidelix não foi
Por que Levi Fidelix não foi homofóbico?
Ao contrário da grita geral, entendo que Levi Fidelix não foi homofóbico. Foi, isso sim, tosco e grosseiro na demonstração de sua opinião. A premissa que pretendo seguir para demonstra-lo é essa: o homossexual não pode ser discriminado, mas não está imune a críticas, assim como ninguém está.
De saída, uma pessoa não pode ser morta por ser homossexual. Não pode, também, ser agredida por isso. Não pode ser injuriada, caluniada ou difamada por ser homossexual. Não pode perder o emprego, impedida de entrar em restaurantes, bares, panificadoras, etc, por ser homossexual. Não pode ser impedida de ingressar nas Forças Armadas. Não pode ter, tampouco, quaisquer outros direitos sonegados. Uma pessoa não pode ser discriminada por ostentar (ou não ostentar) determinada orientação sexual. Entenderam por que não há necessidade de “criminalizar” a “homofobia”? Já está tudo no Código Penal ou no Código Civil. Relembre-se, apenas, que o homossexualimo não é raça.
Mas os heterossexuais, a despeito de maneira alguma poderem discriminar os homossexuais (e vice-versa), como já dito, devem sempre concordar com as atitudes destes? Acredito que não. Ninguém tem a obrigação de achar absolutamente natural (ou lindo) dois barbados se beijando. Assim como os homossexuais podem criticar quem não o seja, não estão imunes a opiniões dissonantes de suas escolhas sexuais, comportamentais, etc. É nesse campo que interpreto as declarações de Fidelix, apesar de seu pouco tato para externá-las. Ele defende uma cultura heterossexual, é certo. Até aí acredito que seja uma opçao sua (e um direito seu), desde que não recaia numa daquelas condutas ilícitas, que são, obviamente, exemplificativas. A sua obrigação, como presidente, é tratar a todos com a aristotélica igualdade. Pode deixar de “apoiar” a causa homossexual? Pode, desde que não seja essa atitude discriminatória. Nesse ponto, não poderia, por exemplo, propor projeto de lei proibindo a união homoafetiva, embora, nesse campo, a questão de apoiar ou deixar de apoiar o casamento homoafetivo é questão superada: o STF já legislou sobre o assunto.
A idemocracia é boa, mas deve servir para todo mundo: a infelicidade das opiniões do Sr. Spacely não está no conteúdo, mas na forma.
Helio J. Rocha-Pinto
2 de outubro de 2014 3:46 pmPor que diabos sempre há
Por que diabos sempre há alguém que fala sobre beijo de dois barbados ser bonito ou não? Isso lá é argumento? O problema é beijo de barbados ou meramente o beijo alheio? Pois afinal gays não precisam ser barbados, sem mencionar que entre os homossexuais também há lésbicas, que nada tem de barbadas.
Heterossexual não é obrigado a concordar com atitude de nenhum homossexual, basta ser indiferente. Se héteros podem se beijar na rua, gays também devem podê-lo. Se gays não podem se beijar em público, os hétros também devem ser proibidos disto. É questão de isonomia. Se alguém não gosta de ver beijo entre gays, vire a cara pro outro lado.
XZ
2 de outubro de 2014 4:42 pmBem, vamos lá, com paciência
Bem, vamos lá, com paciência e perseverança. Fico aqui a pensar por que as pessoas se pegam ao que menos importa. No meu texto, amigo – não sei se você o leu, e se o leu, fez pior: incorreu em erros primários de interpretação – o foco não é o beijo ou a barba (de homossexuais ou não). É claro que isso não é argumento, apesar de ser mesmo uma coisa horrível de se ver. O que importa é o fato de que ninguém estar alheio a críticas. Isso é claro que se aplica ao casal heterossexual. Não se trata, ingenuamente, como você faz parecer, de “virar a cara pro lado”, mas, na situação específica do Fidélix, de afastar a pecha de “homofóbico” a um proncunciamento que não o é, apesar de ter atropelado qualquer prática de boas maneiras. Se você quiser, há também uma opção: eu posso desenhar.
Alan Souza
2 de outubro de 2014 4:57 pmOnde subscrevo, Helio?
Valeu, cara! Já passou da hora de colocar o preconceito no seu devido lugar – a lata do lixo!
Conde de Rochester
2 de outubro de 2014 6:29 pmLeis para todos
Em termos de cultura acho que aqui tem uma inversão da ordem.
O beijo hetero em via publica normalmente ja não é bem recebido pela sociedade, que sugere ao casal que se procure privaciddade para externar seu afeto.
O beijo gay, por motivos óbvios choca muito mais e a reação social é igualmente maior.
O homossexualismo é uma pratica de minoria cultural, esperar que a maioria se adapte aos costumes desta minoria é sim uma inversão da ordem.
Neste sentido a sociedade deve ser conivente que indios andem pelados pelas ruas das cidades, que se aceite matar e comer carne de cachorro, em suma, que se adote comportamentos culturais adotados por minorias como um direito destas minorias serem o que são.
Pra que o ativismo gay? O confronto? é exatamente atitudes provocativas que geram a homofobia e não o repudio de quem não aceita com este comportamento.
Agnaldo Timoteo é o mais celebre defensor desta postura, ele é homossexual assumido e muito combatido por isto. Diz sem meias palavras que a intimidade entre 4 paredes não é do interesse de ninguem, alem de quem esteja entre as paredes. Muito diferente é pretender fazer propaganda e obrigar que a sociedade mude a favor de seus interesses.
Quem gera a homofobia na sociedade ocidental são os proprios homossexuais, ou melhor a militancia homossexual, diferentemente das sociedade islamicas que proibem a pratica baseada no fundamentalismo.
Aos olhos da sociedade uma parada gay se ap´resenta como provocação e não há lei que mude isto. Se a comunidade gay não pode e não quer adotar um comportamento mais discreto, muito menos não se pode esperar complacencia diante de sua euforia.
Ja não existem as leis ordinarias que coibem quem pratica crimes?
Qual a razão de distinguir o grupo homossexual do resto da sociedade?