Jornal GGN – Eleita com 678,5 mil votos pelo PSL, como senadora do Mato Grosso do Sul, por carregar nos discursos contra a corrupção, o que lhe rendeu o apelido de “Moro de saias”, a juíza Selma (agora no Podemos) teve a cassação do mandato confirmado pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por 6 votos a 1.
A maioria dos ministros da corte – Luis Felipe Salomão, Tarcisio Vieira, Sérgio Banhos, Luís Roberto Barroso e Rosa Weber – acompanharam o relator, Org Fernandes, na decisão de manter a condenação do Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso (TRE-MT), em abril.
O advogado da parlamentar, Gustavo Guedes, tentou reverter a decisão, afirmando na tribuna do TSE que a juíza sofre perseguição no Mato Grosso do Sul por enfrentar poderosos locais.
Mas, segundo o relator do caso no TSE, Selma omitiu um contrato de R$ 1,5 milhões assinado por ela e seu primeiro suplente Gilberto Possamai. O valor coincide com o total de dois cheques usados pelo suplente para pagar as despesas com a campanha da candidata, mas em período pré-eleitoral, descumprido as regras de concorrência.
O ministro Fernandes pontuou ainda que as movimentações extra-oficiais foram confirmadas por testemunhas, incluindo representantes das empresas contratadas para prestarem o serviço de campanha.
“Ou seja, não houve registro algum desses valores na contabilidade oficial da chapa, demonstrando evidente má-fé dos candidatos que tentavam evitar a fiscalização da Justiça Eleitoral”, completou o magistrado.
Outro ministro que votou pela cassação da juíza Selma, Luis Felipe Salomão, afirmou não ter dúvida do crime de caixa dois, observando que o valor corresponde a cerca de 70% do valor declarado ex-candidata à Justiça Eleitoral.
*Com informações da Folha de S.Paulo.
Paulo
11 de dezembro de 2019 3:07 pmEssa figura era senadora pelo estado do Mato Grosso, não do Mato Grosso do Sul. Embora tenhamos aqui (no Mato Grosso do Sul) um eleitorado extremamente reacionário, essa conta não é nossa.
jcordeiro
11 de dezembro de 2019 3:28 pmNassif: seja sincero. Quem, que apoiou esse governo, não tem Caixa 1, 2, 3, enésimo-Caixa? Dinheirinho de dentro e de fora. Qual deles. cite unzinho? Por isto, acho injusta a expulsão da dona MoraMatogrossense. Ela fez como aquele ministro de Minas. Lembra? Portando, estava dentro dos conformes. Mandá-la embora por isso e ter um peso e duas medidas. Acho que a desgraça dela foi, primeiro, ser do sexo fenimino. Depois, não ter cobertura das Milícias do Queiroz. E, finalmente, por qualquer desavença com um VerdeSauva qualquer. Senão, tava tranquila na figura, que estes ConselhosDeSombras garantiriam o arrego.
andre
11 de dezembro de 2019 3:52 pmEla é do Mato Grosso. Não Mt Sul.
Israel Just da Rocha Pita
11 de dezembro de 2019 4:00 pmÉ uma tragédia a contaminação de um judiciário que tem membros sem o menor pudor de condenar pessoas por crimes que eles também cometem. Caixa 02. Sonegação e Corrupção. O Brasil está doente.
Jus Ad Rem
11 de dezembro de 2019 4:57 pmA ex-juíza já começou “bem” na política.
valdir carrasco
11 de dezembro de 2019 6:44 pmO placar foi x=6 x 1 pela cassação…e não escreveram o voto divergente. Mas aposto 3 cuécas velhas que se fosse alguém do PT seria 7 x 0……afinal, não existe corrupção entre santos…só nos encapetados da esquerda. E milhões de imbecís (que não têm vergonha na cara para admitirem a cagada que fizeram votando em cafajestes e endeusando um demônio que foi juiz de araque…..) garanto que esses imbecís concordam plena com a tese de que na direita só há santos (mesmo que sejam do pau oco).
Júlio
12 de dezembro de 2019 2:02 amFalando em caixa dois, eu ouvi o velho Odebrecht falar em delação premiada, que apareceu em jornal televiso ,que não havia um só político eleito nas últimas eleições que não houvesse recebido dinheiro de caixa dois.Porque as mídias não batem nesta tecla???Pessoas mais ou menos informadas sabem disto há muitos anos…Repetem-se sempre os homens!