
LEGALIZAÇÃO DO USO DE DROGAS: violência do tráfico x violência policial
por J. Roberto Militão
VIOLÊNCIA DO TRÁFICO X VIOLÊNCIA POLICIAL
– uma guerra entre iguais. Sem fim.
Meu filho JoãoPedro Barbosa F. Militão publicou isso no Facebook…. Acabei entrando no assunto!
( MEU COMENTÁRIO)
O Brasil precisa enfrentar suas crises. Uma delas, que afeta aos mais pobres, no cotidiano é a violência do tráfico x a violência policial.
PRECISAMOS estabelecer um armistício – uma proposta de paz – quem morre e quem mata são brasileiros iguais. Os Delegado Orlando Zaccone sintetiza isso de forma magistral: a elite corrupta e corruptora quer mais sangue! De quem??? Nosso…
Favelados e policiais que têm a mesma origem!!!
Vejo setores do movimento negro antirracista com discurso de ódio!
O que nós precisamos é de um discurso de paz. Uma ação coletiva para mudar o status quo. O que precisamos é remover as causas… A mais latente delas é a descriminalização das drogas, ou seja, a legalização do uso e porte, que tem sido o combustível da violência de um lado do crime organizado e do outro da polícia repressora enxugando gelo!
Existem drogas muito mais poderosas e letais sendo regularmente vendidas nas farmácias e drogarias. O que precisa, portanto, é a regulamentação pelo estado.
O que diz JoãoPedro Barbosa F. Militão:
“É muito difícil ter empatia por agentes de segurança que operaram e operam pela lógica do combate e extermínio de pessoas que tem a minha cara, a minha cor. Eu não tenho tempo pra pensar ou tentar entender o que tá passando pela cabeça daquele policial que me aponta uma arma na minha cara, que me persegue e agride querendo informação.
Criaram uma situação de guerra e nos jogaram dentro.
Eu quero sobreviver tanto quanto ele ali, e a vida vai seguindo assim. Até que um dia ele me pegue, ou que seja pego por quem ele tanto persegue. Nessa lógica, continuamos todos na mesma. Perpetuamos o ciclo de ameaça e morte.
Mas esses policiais tem também a mesma cara que eu, a mesma origem, as vezes até o mesmo interesse e cor. Precisamos nos unificar em torno de uma saída coletiva que unifique a nossa CLASSE em torno da defesa de nós mesmos.
De onde nós estivermos, da posição social que estamos inseridos, podemos fazer algo, mas de verdade mesmo. Vamo aê…”
https://www.facebook.com/events/329782610814018
Orlando Zaccone para Policiais Antifascismo
14 h ·
Movimento Policiais Antifascismo!
v
Antonio Carlos Silva - Brasil
24 de agosto de 2017 10:55 amEnquanto a bandidagem Temerista vende o Brasil….
Militares do exército, armados com fuzis que aniquilariam elefantes, revistando perigosíssimos inimigos :
Renato Lazzari
24 de agosto de 2017 11:43 amDescriminalização das drogas
Descriminalização das drogas pode ajudar na redução da violência, mas o projeto precisa ser bem elaborado.
Há que levar em conta que um número importante de pessoas e famílias, policiais ou não, ganha a vida ou nesse comércio propriamente dito ou ainda achacando os comerciantes. Até campanha política, talvez até o dia-a-dia de gente rica e poderosa, o tráfico financia. São pessoas habituadas com a violência e a marginalidade. Nessa altura do campeonato já há adulto que nasceu nesse ramo, gerações de pessoas que pensam a vida pela ótica da ilicitude. Em se tornando lícita, o que essas pessoas farão? Quem ensinará um novo jeito de viver a elas? Que oportunidade terão para continuarem se mantendo?
Creio que o problema está, mais do que na ilicitude, na cultura, ,na forma de pensar, sentir e viver a vida na violência e na marginalidade.
Não que isso seja razão para que não se tire as drogas da ilegalidade, apenas que se feito de forma estabanada, impensada, a descriminalização pode levar a problema de violência pior ainda.
adolpho
24 de agosto de 2017 1:12 pmPenso exatamente assim: o
Penso exatamente assim: o problema não é que o tráfico de drogas seja crime. O problema é o crime, a vida criminosa e “rentável” que essa parcela da população leva. No dia que as drogas forem descriminalizadas, teremos as quadrilhas migrando para o roubo de cargas, como aliás já ocorre; para o tráfico de armas, como aliás já ocorre; para o sequestro, como ali´s já ocorre; para o assalto a bancos, como aliás já ocorre.
A droga é apenas mais uma mercadoria. Na falta dela, ou ainda, na sua comercialização cheia de parâmetros, limites e nos rigores da lei, migra-se par aoutra mercadoria cujo o tráfico seja rentável ou se fará sua comercialização sem entraves burocráticos, ous eja, no mercado negro. E aí, o que mudará? O que teremos é um monte de nóis se drogando legalmente, por um lado, e, por outro, os mesmos esquemas de tráfico, só que com outras mercadorias.
Antonio Carlos Conceição
24 de agosto de 2017 7:45 pmMonte de nóias se drogando
Monte de nóias se drogando legalmente já existe aos montes, basta ir às periferias e ver pessoas que passam o dia inteiro em botecos tomando cachaça para aguentar a vida. Pelo menos esses nóias não têm que roubar para sustentar o vício nem são tratados ainda mais como párias que de fato já são. Esse nóias também não demandam o tempo e o dinheiro público na vã tentativa de impedi-los de fazer o que lhes resta nesse mundo.
Discriminalização por várias razões:
– porque a erradicação das drogas é uma meta impossível,
– porque a criminalização estimula a violência e a corrupção,
– porque a criminalização estigmatiza a afasta ainda mais as possibilidades de tratamento dos adictos,
– porque a criminalização consome muitos recursos do Estado,
– porque a criminalização mata a juventude pobre,
– porque a criminalização na verdade criminaliza populações e não condutas,
– porque as pessoas têm o sagrado de direito de gastar seus anos de vida como bem entenderem enquanto não ferem direitos alheios.
Antonio Carlos Conceição
24 de agosto de 2017 7:45 pmMonte de nóias se drogando
Monte de nóias se drogando legalmente já existe aos montes, basta ir às periferias e ver pessoas que passam o dia inteiro em botecos tomando cachaça para aguentar a vida. Pelo menos esses nóias não têm que roubar para sustentar o vício nem são tratados ainda mais como párias que de fato já são. Esse nóias também não demandam o tempo e o dinheiro público na vã tentativa de impedi-los de fazer o que lhes resta nesse mundo.
Discriminalização por várias razões:
– porque a erradicação das drogas é uma meta impossível,
– porque a criminalização estimula a violência e a corrupção,
– porque a criminalização estigmatiza a afasta ainda mais as possibilidades de tratamento dos adictos,
– porque a criminalização consome muitos recursos do Estado,
– porque a criminalização mata a juventude pobre,
– porque a criminalização na verdade criminaliza populações e não condutas,
– porque as pessoas têm o sagrado de direito de gastar seus anos de vida como bem entenderem enquanto não ferem direitos alheios.
ze sergio
24 de agosto de 2017 1:21 pmdescriminalização….
O Brasil teve uma certa violência com o aumento das cidades a partir dos anos 60/70.Mas a violência piorou de forma estratosférica nestes 40 anos de redemocratização, de governos dito progressistas e socializantes. Resultado destes pseudo-intelectualóides de esquerda. “Guerra entre iguais…?” Quando que um paí de família, no exercício de sua profissão, sob um regime profissional e disciplinar dos mais rigorosos, na defesa da integridade e segurança dos cidadãos pode ser comparado a um bandido? O Brasil é de muito fácil explicação. Onde está esta Imprensa, que tanto pede apoio e recursos que não mostra onde está o verdadeiro tráfico? Omissão? Cumplicidade? Covardia? Helicóptero de Senador com 550 Kg de cocaína. Filho de Desembargadora que é liberado da prisão. Não era o primo ou irmão do Jucá que traficava há alguns anos, sendo Acessor Parlamentar? Traficante colombiano estava há 10 anos em SP. Como? Pagando o silêncio do Denarc/SP. Segundo ele mesmo. Um dos maiores traficantes da Europa escondido em SP por outros 10 anos. Como? Pagando o silêncio da Polícia, segundo ele mesmo. E onde está a violência e dinheiro do Tráfico, segundo nossa Imprensa? Na favela e na periferia onde moram “pés-de-chinelo” e policiais rasos? Hipocrisia ou desinformação?
Renato Lazzari
24 de agosto de 2017 2:18 pmZé Sérgio pergunta:
“Quando
Zé Sérgio pergunta:
“Quando que um paí de família, no exercício de sua profissão, sob um regime profissional e disciplinar dos mais rigorosos, na defesa da integridade e segurança dos cidadãos pode ser comparado a um bandido?”
Ué, quando age como bandido.
Exemplos não faltam. Uma pesquisa rápida e desprezando o clássico achacamento contra comerciantes de rua, a “coxinha” ou o lanche grátis na padaria, proteção “especial” (“Sabe como é, imagina que alguém assalte seu comércio bem quando a ronda está em outro lugar, já pensou?”):
PM manda traficante roubar e assim ter dinheiro para a propina da polícia
Depoimento de ex-policial revela a realidade perversa da PM no Brasil
“Polícia é covarde e assassina”, diz mãe de jovem morto por PM
Mas além disso tudo, quem ainda não viu policial com giroflex ligado, atrapalhando o tráfego na hora do rush só porque tem que fazer aquela conversão proibida só prá chegar mais cedo em casa? Isso é corrupção das barbas, sabia? Usar o aparato do estado para fins privados…
ze sergio
24 de agosto de 2017 3:07 pmzé….
Caro sr. Renato, obrigado por deixar ainda mais evidente a Esquerdopatia Tupiniquim. Justamente sobre o que escrevi. O senhor pergunta e o sr. responde. Polícia? Que Polícia? A Instituição ou algum policial? Se policial, quem? Qual o nome? Se a Instituição, de qual estado? Todos? Alguns? Quais? Se são as Instituições, é para isto que tem Comandantes, Delegados e Diretores Regionais, Secretários e em última analise o Governador do Estado, que é Comandante em Chefe. Se é a Instituição não deveria responder, ser cobrado e condenado o Comandante em Chefe? O Estado Brasileiro não foi reorganizado para o completo controle de suas Instituições? Não foi para isto Redemocratização e Constituição Cidadã, realizada e implementada por Montoro, Covas, Genro, Serra, Brizola, Teotonio, Serra, FHC, Pires, Lula, Neves…? Alguns da Polícia praticam crimes, a culpa é destes medíocres e incompetentes que as comandam ou comandaram. Ou a culpa é do soldado raso? O sr.pergunta, o sr. responde.
Renato Lazzari
24 de agosto de 2017 5:00 pmSão diversos crimes
São diversos crimes praticados por pessoas que ocupam cargo público desde o soldado até o governador, e que ocorrem em todas as polícias estaduais. Comete crime, por exemplo, quem executa um cidadão, usando a arma que lhe foi confiada pelo estado ou usando a arma “do crime”, aquela com a alma limada que se leva enfiada no cóz da calça. Claro que se usar a arma oficial é mais grave, que aí são dois crimes: o assassinato e o uso de recurso estatal para fins privados.
Também comete crime o policial que sabendo de crime cometido por outro policial não o prende e nem o denuncia. Nos casos de achaque, comete crime também o dono do pequeno comércio de rua quando cede ao achaque de policiais em vez de denunciá-lo. Mas mesmo em havendo denúncia, o comando certamente cometerá crime se não levá-la adiante, o que sempre ocorre. Corporativismo e cumplicidade.
Como eu disse antes, caro Zé, o problema é menos da droga ou do tráfico e mais da cultura que a gente adota. Tornar o uso e até a comercialização de substância entorpecente lícitos é fácil. Mas isso não vai mudar a cultura de imaginar-se acima da lei que permeia policiais, políticos, grandes empresários e, em certa medida, a todos nós que acrditamos mais na individualidade egóica capitalista do que em solução coletiva. Mudar lei, quero dizer, é fácil; quero ver é mudar a cultura. Ainda mais a de um povo sem acesso à Educação… ou melhor, um povo educado pelas empresas privadas que operam a concessão dos meios de comunicação de massa.
Renato Lazzari
24 de agosto de 2017 2:29 pmAgora, caro Zé Sérgio, querer
Agora, caro Zé Sérgio, querer botar a responsabilidade pelo aumento da violência sobre os que pensam que o estado deve ter orientação socialista, deve atender às demandas do povo, acho que é incorrer em erro crasso. Veja onde há mais tráfico de drogas no mundo e repara se é em país socialista ou capitalista.