4 de junho de 2026

Violência do tráfico x violência policial, por J. Roberto Militão

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LEGALIZAÇÃO DO USO DE DROGAS: violência do tráfico x violência policial

por J. Roberto Militão

VIOLÊNCIA DO TRÁFICO X VIOLÊNCIA POLICIAL

– uma guerra entre iguais. Sem fim.

Meu filho JoãoPedro Barbosa F. Militão publicou isso no Facebook….  Acabei entrando no assunto!

( MEU COMENTÁRIO)

O Brasil precisa enfrentar suas crises. Uma delas, que afeta aos mais pobres, no cotidiano é a violência do tráfico x a violência policial.

PRECISAMOS estabelecer um armistício – uma proposta de paz – quem morre e quem mata são brasileiros iguais. Os Delegado Orlando Zaccone sintetiza isso de forma magistral: a elite corrupta e corruptora quer mais sangue! De quem??? Nosso…

Favelados e policiais que têm a mesma origem!!!

Vejo setores do movimento negro antirracista com discurso de ódio!

O que nós precisamos é de um discurso de paz. Uma ação coletiva para mudar o status quo. O que precisamos é remover as causas… A mais latente delas é a descriminalização das drogas, ou seja, a legalização do uso e porte, que tem sido o combustível da violência de um lado do crime organizado e do outro da polícia repressora enxugando gelo!

Existem drogas muito mais poderosas e letais sendo regularmente vendidas nas farmácias e drogarias. O que precisa, portanto, é a regulamentação pelo estado.

 

O que diz JoãoPedro Barbosa F. Militão:

“É muito difícil ter empatia por agentes de segurança que operaram e operam pela lógica do combate e extermínio de pessoas que tem a minha cara, a minha cor. Eu não tenho tempo pra pensar ou tentar entender o que tá passando pela cabeça daquele policial que me aponta uma arma na minha cara, que me persegue e agride querendo informação.
Criaram uma situação de guerra e nos jogaram dentro.
Eu quero sobreviver tanto quanto ele ali, e a vida vai seguindo assim. Até que um dia ele me pegue, ou que seja pego por quem ele tanto persegue. Nessa lógica, continuamos todos na mesma. Perpetuamos o ciclo de ameaça e morte.
Mas esses policiais tem também a mesma cara que eu, a mesma origem, as vezes até o mesmo interesse e cor. Precisamos nos unificar em torno de uma saída coletiva que unifique a nossa CLASSE em torno da defesa de nós mesmos.
De onde nós estivermos, da posição social que estamos inseridos, podemos fazer algo, mas de verdade mesmo. Vamo aê…”

https://www.facebook.com/events/329782610814018

Orlando Zaccone‎ para Policiais Antifascismo

14 h · 

Movimento Policiais Antifascismo!

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10 Comentários
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  1. Antonio Carlos Silva - Brasil

    24 de agosto de 2017 10:55 am

    Enquanto a bandidagem Temerista vende o Brasil….

    Militares do exército, armados com fuzis que aniquilariam elefantes, revistando perigosíssimos inimigos :

    Resultado de imagem para exercito crianças na favela

  2. Renato Lazzari

    24 de agosto de 2017 11:43 am

    Descriminalização das drogas

    Descriminalização das drogas pode ajudar na redução da violência, mas o projeto precisa ser bem elaborado.

    Há que levar em conta que um número importante de pessoas e famílias, policiais ou não, ganha a vida ou nesse comércio propriamente dito ou ainda achacando os comerciantes. Até campanha política, talvez até o dia-a-dia de gente rica e poderosa, o tráfico financia. São pessoas habituadas com a violência e a marginalidade. Nessa altura do campeonato já há adulto que nasceu nesse ramo, gerações de pessoas que pensam a vida pela ótica da ilicitude. Em se tornando lícita, o que essas pessoas farão? Quem ensinará um novo jeito de viver a elas? Que oportunidade terão para continuarem se mantendo?

    Creio que o problema está, mais do que na ilicitude, na cultura, ,na forma de pensar, sentir e viver a vida na violência e na marginalidade.

    Não que isso seja razão para que não se tire as drogas da ilegalidade, apenas que se feito de forma estabanada, impensada, a descriminalização pode levar a problema de violência pior ainda.

    1. adolpho

      24 de agosto de 2017 1:12 pm

      Penso exatamente assim: o

      Penso exatamente assim: o problema não é que o tráfico de drogas seja crime. O problema é o crime, a vida criminosa e “rentável” que essa parcela da população leva. No dia que as drogas forem descriminalizadas, teremos as quadrilhas migrando para o roubo de cargas, como aliás já ocorre; para o tráfico de armas, como aliás já ocorre; para o sequestro, como ali´s já ocorre; para o assalto a bancos, como aliás já ocorre.

      A droga é apenas mais uma mercadoria. Na falta dela, ou ainda, na sua comercialização cheia de parâmetros, limites e nos rigores da lei, migra-se par aoutra mercadoria cujo o tráfico seja rentável ou se fará sua comercialização sem entraves burocráticos, ous eja, no mercado negro. E aí, o que mudará? O que teremos é um monte de nóis se drogando legalmente, por um lado, e, por outro, os mesmos esquemas de tráfico, só que com outras mercadorias.

      1. Antonio Carlos Conceição

        24 de agosto de 2017 7:45 pm

        Monte de nóias se drogando

        Monte de nóias se drogando legalmente já existe aos montes, basta ir às periferias e ver pessoas que passam o dia inteiro em botecos tomando cachaça para aguentar a vida. Pelo menos esses nóias não têm que roubar para sustentar o vício nem são tratados ainda mais como párias que de fato já são. Esse nóias também não demandam o tempo e o dinheiro público na vã tentativa de impedi-los de fazer o que lhes resta nesse mundo.

        Discriminalização por várias razões:

        – porque a erradicação das drogas é uma meta impossível,

        – porque a criminalização estimula a violência e a corrupção,

        – porque a criminalização estigmatiza a afasta ainda mais as possibilidades de tratamento dos adictos,

        – porque a criminalização consome muitos recursos do Estado,

        – porque a criminalização mata a juventude pobre,

        – porque a criminalização na verdade criminaliza populações e não condutas,

        – porque as pessoas têm o sagrado de direito de gastar seus anos de vida como bem entenderem enquanto não ferem direitos alheios.

      2. Antonio Carlos Conceição

        24 de agosto de 2017 7:45 pm

        Monte de nóias se drogando

        Monte de nóias se drogando legalmente já existe aos montes, basta ir às periferias e ver pessoas que passam o dia inteiro em botecos tomando cachaça para aguentar a vida. Pelo menos esses nóias não têm que roubar para sustentar o vício nem são tratados ainda mais como párias que de fato já são. Esse nóias também não demandam o tempo e o dinheiro público na vã tentativa de impedi-los de fazer o que lhes resta nesse mundo.

        Discriminalização por várias razões:

        – porque a erradicação das drogas é uma meta impossível,

        – porque a criminalização estimula a violência e a corrupção,

        – porque a criminalização estigmatiza a afasta ainda mais as possibilidades de tratamento dos adictos,

        – porque a criminalização consome muitos recursos do Estado,

        – porque a criminalização mata a juventude pobre,

        – porque a criminalização na verdade criminaliza populações e não condutas,

        – porque as pessoas têm o sagrado de direito de gastar seus anos de vida como bem entenderem enquanto não ferem direitos alheios.

    2. ze sergio

      24 de agosto de 2017 1:21 pm

      descriminalização….

      O Brasil teve uma certa violência com o aumento das cidades a partir dos anos 60/70.Mas a violência piorou de forma estratosférica nestes 40 anos de redemocratização, de governos dito progressistas e socializantes. Resultado destes pseudo-intelectualóides de esquerda. “Guerra entre iguais…?” Quando que um paí de família, no exercício de sua profissão, sob um regime profissional e disciplinar dos mais rigorosos, na defesa da integridade e segurança dos cidadãos pode ser comparado a um bandido? O Brasil é de muito fácil explicação. Onde está esta Imprensa, que tanto pede apoio e recursos que não mostra onde está o verdadeiro tráfico? Omissão? Cumplicidade? Covardia? Helicóptero de Senador com 550 Kg de cocaína. Filho de Desembargadora que é liberado da prisão. Não era o primo ou irmão do Jucá que traficava há alguns anos, sendo Acessor Parlamentar? Traficante colombiano estava há 10 anos em SP. Como? Pagando o silêncio do Denarc/SP. Segundo ele mesmo. Um dos maiores traficantes da Europa escondido em SP por outros 10 anos. Como? Pagando o silêncio da Polícia, segundo ele mesmo. E onde está a violência e dinheiro do Tráfico, segundo nossa Imprensa? Na favela e na periferia onde moram “pés-de-chinelo” e policiais rasos? Hipocrisia ou desinformação?

      1. Renato Lazzari

        24 de agosto de 2017 2:18 pm

        Zé Sérgio pergunta:
        “Quando

        Zé Sérgio pergunta:

        “Quando que um paí de família, no exercício de sua profissão, sob um regime profissional e disciplinar dos mais rigorosos, na defesa da integridade e segurança dos cidadãos pode ser comparado a um bandido?”

        Ué, quando age como bandido.

        Exemplos não faltam. Uma pesquisa rápida e desprezando o clássico achacamento contra comerciantes de rua, a “coxinha” ou o lanche grátis na padaria, proteção “especial” (“Sabe como é, imagina que alguém assalte seu comércio bem quando a ronda está em outro lugar, já pensou?”):

        PM manda traficante roubar e assim ter dinheiro para a propina da polícia

        Depoimento de ex-policial revela a realidade perversa da PM no Brasil

        “Polícia é covarde e assassina”, diz mãe de jovem morto por PM

        Mas além disso tudo, quem ainda não viu policial com giroflex ligado, atrapalhando o tráfego na hora do rush só porque tem que fazer aquela conversão proibida só prá chegar mais cedo em casa? Isso é corrupção das barbas, sabia? Usar o aparato do estado para fins privados…

        1. ze sergio

          24 de agosto de 2017 3:07 pm

          zé….

          Caro sr. Renato, obrigado por deixar ainda mais evidente a Esquerdopatia Tupiniquim. Justamente sobre o que escrevi. O senhor pergunta e o sr. responde. Polícia? Que Polícia? A Instituição ou algum policial? Se policial, quem? Qual o nome? Se a Instituição, de qual estado? Todos? Alguns? Quais? Se são as Instituições, é para isto que tem Comandantes, Delegados e Diretores Regionais,  Secretários e em última analise o Governador do Estado, que é Comandante em Chefe. Se é a Instituição não deveria responder, ser cobrado e condenado o Comandante em Chefe? O Estado Brasileiro não foi reorganizado para o completo controle de suas Instituições? Não foi para isto Redemocratização e Constituição Cidadã, realizada e implementada por Montoro, Covas, Genro, Serra, Brizola, Teotonio, Serra, FHC, Pires, Lula, Neves…? Alguns da Polícia praticam crimes, a culpa é destes medíocres e incompetentes que as comandam ou comandaram. Ou a culpa é do soldado raso? O sr.pergunta, o sr. responde.     

          1. Renato Lazzari

            24 de agosto de 2017 5:00 pm

            São diversos crimes

            São diversos crimes praticados por pessoas que ocupam cargo público desde o soldado até o governador, e que ocorrem em todas as polícias estaduais. Comete crime, por exemplo, quem executa um cidadão, usando a arma que lhe foi confiada pelo estado ou usando a arma “do crime”, aquela com a alma limada que se leva enfiada no cóz da calça. Claro que se usar a arma oficial é mais grave, que aí são dois crimes: o assassinato e o uso de recurso estatal para fins privados.

            Também comete crime o policial que sabendo de crime cometido por outro policial não o prende e nem o denuncia. Nos casos de achaque, comete crime também o dono do pequeno comércio de rua quando cede ao achaque de policiais em vez de denunciá-lo. Mas mesmo em havendo denúncia, o comando certamente cometerá crime se não levá-la adiante, o que sempre ocorre. Corporativismo e cumplicidade.

            Como eu disse antes, caro Zé, o problema é menos da droga ou do tráfico e mais da cultura que a gente adota. Tornar o uso e até a comercialização de substância entorpecente lícitos é fácil. Mas isso não vai mudar a cultura de imaginar-se acima da lei que permeia policiais, políticos, grandes empresários e, em certa medida, a todos nós que acrditamos mais na individualidade egóica capitalista do que em solução coletiva. Mudar lei, quero dizer, é fácil; quero ver é mudar a cultura. Ainda mais a de um povo sem acesso à Educação… ou melhor, um povo educado pelas empresas privadas que operam a concessão dos meios de comunicação de massa.

      2. Renato Lazzari

        24 de agosto de 2017 2:29 pm

        Agora, caro Zé Sérgio, querer

        Agora, caro Zé Sérgio, querer botar a responsabilidade pelo aumento da violência sobre os que pensam que o estado deve ter orientação socialista, deve atender às demandas do povo, acho que é incorrer em erro crasso. Veja onde há mais tráfico de drogas no mundo e repara se é em país socialista ou capitalista.

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