4 de junho de 2026

O dragão da internet contra o pastor evangélico guerreiro, por Fábio de Oliveira Ribeiro

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O dragão da internet contra o pastor evangélico guerreiro

por Fábio de Oliveira Ribeiro

O fenômeno político recente mais importante no Brasil foi o crescimento da bancada evangélica, da qual Eduardo Cunha fazia parte. Apesar de ter sido preso, durante o período em que presidiu a Câmara dos Deputados Cunha sabotou o governo e conseguiu organizar a maioria parlamentar que derrubou Dilma Rousseff e enfiou goela abaixo dos brasileiros o desastroso governo Michel Temer.

As lideranças católicas e operárias escreveram a história do Brasil após o fim da ditadura militar. Mas estes dois segmentos sociais perderam a guerra midiática. Comparadas à imensa e poderosa Rede Record controlada pelos donos da Universal do Reino de Deus, a rede de TV dos católicos é modesta e a TVT dos operários é minúscula.

Jair Bolsonaro, que pertence à bancada evangélica, já desponta como um sério concorrente à presidência. Marina Silva, também evangélica, provavelmente disputará uma vez mais a presidência. Gostemos ou não, lideranças evangélicas como Garotinho e sua esposa e Crivella estão reescrevendo a história administrativa do Rio de Janeiro. E até lideranças operárias (como Dilma Rousseff, por exemplo) já se sentem obrigadas a fazer rapapés para os bispos da Universal no Templo de Salomão em São Paulo. Como explicar este fenômeno?

O contato dentro dos templos é pessoal. A posição de autoridade do pastor facilita a construção de consensos políticos e eleitorais. A hierarquia mais ou menos rígida dentro das igrejas evangélicas (obreiros na base e bispos no topo) facilita a criação de vínculos estáveis e fomenta a disciplina política e eleitoral. Os eleitores evangélicos são diariamente instigados a votar em candidatos evangélicos e a fidelidade deles (ou de uma maioria dentre eles) talvez tenha permitido a consolidação de bancadas parlamentares cada vez maiores e mais influentes.   

Depois que chegou ao poder o partido dos operários ficou mais e mais distante de suas bases. A militância virtual dos católicos e dos operários iguala e provavelmente até supera a dos evangélicos, mas isto não se traduz em maior poder político. Talvez isto se deva à uma característica da própria internet.

“Dúzias de estudos psicológicos, neurobiólogos, educadores e web designers indicam a mesma conclusão: quando estamos on-line, entramos em um ambiente que promove a leitura descuidada, o pensamento apressado e distraído e o aprendizado superficial. É possível pensar  profundamente enquanto se surfa na net, assim como é possível pensar superficialmente enquanto se lê um livro, mas não é o tipo de pensamento que a tecnologia encoraja e recompensa.” (O que a internet está fazendo com os nossos cérebros – A geração superficial, Nicholas Carr, editora Agir, Rio de Janeiro, 2011, p. 161/162)

Um pouco adiante o autor é mais específico:

“As dificuldades de desenvolver a compreensão de um assunto ou conceito parecem ser ‘fortemente determinados pela carga da memória de trabalho’, escreve Sweller, e, quanto mais complexo o material que tentamos apreender, maior a penalidade imposta por uma mente sobrecarregada. Há muitas fontes possíveis de sobrecarga cognitiva, mas duas das mais importantes são, segundo Sweller, a ‘resolução de problemas externos’ e a ‘atenção dividida’. Ocorre que essas são duas das características centrais da net como uma mídia informacional. Usar a internet pode, como sugere Gary Small, exercitar o cérebro de modo como faz um jogo de palavras cruzadas. Mas tal exercício intensivo, quando se torna o nosso primário de pensamento, pode impedir o pensamento e o aprendizado profundos. Tente ler um livro enquanto está fazendo palavras cruzadas; esse é o ambiente intelectual da internet.” (O que a internet está fazendo com os nossos cérebros – A geração superficial, Nicholas Carr, editora Agir, Rio de Janeiro, 2011, p. 174/175)

A internet brasileira está sendo continuamente abastecida por textos mais ou menos complexos produzidos por intelectuais de esquerda. Estes textos são freneticamente compartilhados por militantes. Mas nem sempre eles são lidos e compreendidos pelo público em geral. Em contrapartida, a mensagem política simples dos pastores evangélicos (salvação centrada no respeito à autoridade de quem interpreta e repete exaustivamente a Bíblia), é capaz de fixar na memória dos eleitores evangélicos a certeza de que os políticos evangélicos sempre fazem o que é correto (mesmo que eles prejudiquem seus próprios eleitores, como ocorreu recentemente durante a votação da Reforma Trabalhista).

Ao discorrer sobre a dispersão provocada pela internet, Nicholas Carr afirma:

“É importante enfatizar que a capacidade da net de monitorar eventos e enviar automaticamente mensagens e notificações é uma das suas grandes forças como tecnologia de comunicação. Baseamo-nos nessa capacidade para personalizar o funcionamento do sistema, para programar a vasta base de dados para responder às nossas necessidades particulares, interesses e desejos. Nós queremos ser interrompidos, porque cada interrupção nos traz uma informação preciosa. Ao desligar esses alertas, nos arriscamos a nos sentir desconectados ou mesmo socialmente isolados. O fluxo quase contínuo de novas informações pela web também apela à nossa tendência natural de ‘supervalorizar amplamente o que está acontecendo exatamente agora’, como explica o psicólogo do Union College, Christopher Chabris. Ansiamos pelo novo mesmo quando sabemos que o ‘novo é na maior parte das vezes trivial em vez de essencial’.” (O que a internet está fazendo com os nossos cérebros – A geração superficial, Nicholas Carr, editora Agir, Rio de Janeiro, 2011, p. 185)

Os evangélicos se reúnem nos templos. Os militantes operários se reúnem na internet. Os governos Lula e Dilma apostaram na inclusão digital acreditando que poderiam assim aumentar sua base de sustentação política. Este erro estratégico pode ter sido fatal.

É fato, o ambiente virtual escolhido pela esquerda para competir politicamente com os evangélicos é inadequado. Enquanto a profundidade intelectual da esquerda se torna superficial na internet por causa das características da própria rede mundial de computadores, a superficialidade dos pastores evangélicos se torna mais e mais profunda nas consciências dos fiéis porque o ambiente dentro das igrejas proporciona concentração e não dispersão. Portanto, não se engane, ao ler e compartilhar este texto você poderá estar fazendo mais mal do que bem à esquerda operária. 

Fábio de Oliveira Ribeiro

Fábio de Oliveira Ribeiro, 22/11/1964, advogado desde 1990. Inimigo do fascismo e do fundamentalismo religioso. Defensor das causas perdidas. Estudioso incansável de tudo aquilo que nos transforma em seres realmente humanos.

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15 Comentários
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  1. WG

    28 de julho de 2017 9:07 pm

    Boa contibuição ao debate. A

    Boa contibuição ao debate. A questão da comunicação. Chacrinha já sabia, a esquerda entendeu agora. Custou um país inteiro. Para recuperá-lo, terá de ralar muito e comunicar melhor ainda.  

  2. mcn

    28 de julho de 2017 9:29 pm

    Inclusão digital não foi erro, mas necessidade

    Acho tb que a denominação “pastor evangélico” está equivocada. O certo é “pastor de ideologias pentecostais da prosperidade”. São esses caras que, manipulando a vontade popular, elegeram as bancadas da bíblia e da bala. Foram mercenários como esses que Jesus Cristo expulsou do Templo de Jerusalém.

    O bom combate da democracia se dá nas ruas. Povo fora de casa discutindo o país apavora fascistas e canalhas. No Brasil contemporêneo o locus por excelência da Democracia deveria ser a escola pública de Educação Básica.

    Lugar de fazer política é na escola. Não só do ponto de vista da educação cívica de crianças e jovens, mas como espaço de participação popular. É o equipamento público mais bem distribuído no território. Tem espaço físico disponível para reuniões. Os professores em geral são oriundos das camadas populares e sensíveis ao sofrimento do povo. Precisamos ocupar as escolas.

  3. naldo

    28 de julho de 2017 9:35 pm

    Nem precisa ir muito longe:
    é

    Nem precisa ir muito longe:

    é correta a mistura entre política e religião??? Para quê evangélicos necessitam ter bancadas parlamentares? O que de útil, socialmente falando, sua atuação produziu??

  4. Antônio CDS

    28 de julho de 2017 10:31 pm

    Wojtyla

    Pena o Wojtyla não ter sobrevivido para ver o resultado de sua “obra”.

    Ao atacar as CEBs e padres da Teologia da libertação, ou seja, ao tentar destruir o “comunismo” na Igreja, esqueceu-se que religião não tem vácuo!

    Abriu o varejo religioso, que era praticado por esta parte da Igreja, para os neopentecostais.

    Diria bem feito, se não fosse tão trágico. 

  5. maria rodrigues

    28 de julho de 2017 10:52 pm

    Não compartilharia esse

    Não compartilharia esse texto, jamais. 

    Alguém duvida de que se a imprensa fosse democrática Lula e Dilma teriam ficado fora dos grandes debates, ou só teriam ido às emissoras por força do ofício? Se na Internet Lula e Dilma tiveram algum desgaste, mas há que se contar os ganhos, pois pior é não ter Internet nem imprensa.

    Dilma ter ido à inauguração do templo do ladrão, ela faria tanto quanto se fosse convidada para uma missa qualquer numa igreja católica. Aí está o problema do sistema político, que também fez FHC se aliar a Toninho Malvadeza e Arruda, conhecendo a alma de ambos, tal como fez Dilma e Lula indicando a ministros e até a vice na presidência as figuras nefastas que tão bem conhecemos, incluindo Crivela, primo de Macedo – baita safado, covarde e traidor. Sem uma mudança nesse sistema, não tem jeito: um santo pode ter que abraçar o satanás. 

    E quanto aos fiéis, não de todas as igrejas cristãs, não-católicas, mas aos manipulados pelos falsos profetas neo-pentecostais, há pouco foi feita uma pesquisa durante a Marcha Pra Jesus, que não conclui serem esses fiéis seguidores de quem os manipula por lavagem cerebral, como se fala, uns imbecis políticos. Eu mesma constato entre muitos que conheço, frequentadores de diversas “seitas” como a da Universal, que são pessoas capazes de separar o joio do trigo, ou o esperto do que tem compromisso com a vida deles.

    O mesmo a gente verifica que nem todos creem que um simples copo de água não irá curá-lo de câncer e aids, e vão mesmo ao médico, até por ver o resultado de quem não foi, e acreditou nas mentiras dos manipuladores. 

    Com o Papa Francisco a Igreja Católica está começando a sair de sua inércia. Se não podem os padres fazer parte de congregações políticas, estão sendo incitados a discutirem política nas igrejas, sobretudo naqueles pontos em que o povo se vê prejudicado nos seus direitos de cidadãos. 

    Lula já mandou um recado a Dória: pra que ele primeiro governe e mostre que sabe governar, pra aí, então, pensar em ser presidente. Pois o mesmo acho de Crivella e de qualquer outro: se não souber ser nem mesmo um bom prefeito, vai dar com os burros n’água.

    Por essas e outras, não vejo como divulgar o texto. 

     

  6. Gilson AS

    29 de julho de 2017 12:38 am

    Vivo parte do meu tempo em

    Vivo parte do meu tempo em ambiente evangélico, sou Batista.

    Não existe povo mais manipulado, alienado, burro, idiotizado, sem conhecimento do contexto geral do país, que povo evangélico. Isso em todas as denominações. Por isso pastores espertalhões deitam e rolam na manipulação de suas ovelhas.

    Sou considerado uma ovelha negra e desgarrada no meu ambiente espiritual. Não tenho dúvidas, mais de 99% são coxinhas.

    O Pastor da minha Igreja, participou de uma reunião de líderes e pastores de várias Igrejas, com Delton Dallagnol, que é Diácono da Igreja Batista do Paraná. Moro também é Diácono.

    Ná época falou sobre as 10 medidas anti corrupção. A intenção era conseguir assinaturas nesse seguimento. Conseguiu.

    O Pr. da nossa Igreja levou a ideia para membresia de assinar o apoio às  10 medidas. A nossa Ireja tem 1500 membros. Com certeza, pelo menos 90% assinaram o documento. Quem não assinou, como eu e outros poucos irmãos, éramos questionados do porque não queríamos assinar. Éramos acusados pelas ovelhas mais burras, de defendermos petistas ladrão.

    Sinceramente, conheço esse povo, me preocupa muito a ascensão politica desse grupo social.

    Quando vejo Magno Malta, que é Pr Evangélico, falando da tribuna do Senado de forma raivosa, preconceituosa, mentirosa sobre o Lula e o PT, manipulando informações e dados, confesso que fico extremamente proucupado do que está por vir.

    Tem mais, todos esses líderes serão reeleitos por esse seguimento evangélico. Apesar das besteiras que vem fazendo, apoiando e golpe e votando medidas contra o interesse do povo.

  7. Gilson AS

    29 de julho de 2017 12:52 am

    Desabafo do Pr Valadão contra a Igreja Batista Lagoinha.

    O Pr. ficou irritado com a membresia, porque parte das ovelhas deram às costa ao Dallagnol quando foi falar sobre a Lava Jato

    Que bom, eu também faria o mesmo.

     

    [video:https://youtu.be/W__jI8E-oYI%5D

     

     

    1. Gilson AS

      29 de julho de 2017 1:08 am

      Pr Valadão apoiou o Aécio

      Pr Valadão apoiou o Aécio Neves, com fotos e declaração.

      Não sei se teve coragem de pedir desculpa à Igreja, por apoiar e induzir às suas ovelhas a votar num ladrão, corrupto, golpista, e matador.

      Se não fez, espero que pelo menos tenha pedido perdão a Deus pela heresia.

      Não vi nenhum desses artista do vídeo fazendo mea culpa.

      [video:https://youtu.be/vp2aTxppZ2k%5D

       

       

  8. Fabian Bosch

    29 de julho de 2017 1:25 am

    Grande depoimento, o de

    Grande depoimento, o de Gilson.

    As eligiões fundam seu discurso e seu poder nas carências humanas, desde aquelas decorrentes da incipiência da técnica e ciência, como as que se originam nas assimetrias sociais.

    A ignorância humana diante dos fenômenos naturais, a insegurança no presente, e, sobretuedo, no futuro das pessoas comuns, serve de outro esteio do fenômeno religioso.

    As seitas neopentecostais elaboram um sincretismo entre o evangelho e os orixás, frequentemente, discreto. O elemento mágico, o fetichismo (poder transcendente das coisas), a música e o êxtase, são vetores do controle mental que os pastores exercem no culto, e fora.

    Muito complexo e extreamente importante para a visão do futuro brasileiro é o pentecostalismo, sua ascenção rápida e abrangente, e as estruturas de poder que ele engendra. Os mártires muçulmanos são permanente exemplo da força que as religiões despertam. Um paradoxo, a única reação no mundo ao capitalismo reside no Islã, paradoxo, pois se troca uma dominação por outra, a dos aiatolás e sua charia.

  9. Serjão

    29 de julho de 2017 5:10 am

    Os Demônios Descem do Norte
    Os Demônios Descem do Norte – Título do livro de Delcio Monteiro de Lima sobre esses senhores de ternos e seus livros pretos, que poucas décadas atrás desceram direto do Grande Irmão do Norte – “O Grande Satã” – para a periferia e favelas das grandes cidades do Brasil. Fausto Wolf:”O mal mais uma vez venceu – coisas deste mundo. A Teologia da Libertação encontra guarida, hoje, apenas entre uns poucos que preferem o caminho da racionalidade humana. Que questionam. A massa inculta foi tomada por essas igrejas diabólicas que alieniam e tornam as visões de mundo dessas pessoas verdadeiras estultices patológicas.” “Folha de São Paulo, 03/12/2009

    O primeiro milagre do “heliocentrismo”.

    Hélio Schwartsman

    Eu, Claudio Angelo, editor de Ciência da Folha, e Rafael Garcia, repórter do jornal, decidimos abrir uma igreja. Com o auxílio técnico do departamento
    Jurídico da Folha e do escritório Rodrigues Barbosa, Mac Dowell de  Figueiredo Gasparian Advogados, fizemo-lo. Precisamos apenas de R$ 418,42 em taxas e emolumentos e de cinco dias úteis (não consecutivos) . É tudo muito simples.
    Não existem requisitos teológicos ou doutrinários para criar um culto  religioso.
    Tampouco se exige número mínimo de fiéis.  Com o registro da Igreja Heliocêntrica do Sagrado EvangÉlio e seu  CNPJ, pudemos abrir uma conta bancária na qual realizamos aplicações  financeiras isentas de IR e IOF. Mas esses não são os únicos benefícios  fiscais da empreitada. Nos termos do artigo 150 da Constituição, templos de  qualquer culto são imunes a todos os impostos que incidam sobre o patrimônio, a renda ou* os serviços relacionados com suas finalidades essenciais, as quais são definidas  pelos próprios criadores. Ou seja, se levássemos a coisa adiante, poderíamos nos  livrar de IPVA, IPTU, ISS, ITR e vários outros “Is” de bens colocados em nome da  igreja. Há também vantagens extratributárias. Os templos são livres para se organizarem como bem entenderem, o que inclui escolher seus sacerdotes. Uma  vez ungidos, eles adquirem privilégios como a isenção do serviço militar  obrigatório (já sagrei meus filhos Ian e David ministros religiosos) e direito a prisão especial.*

    Alguns curiosos nomes de “igrejas” no Brasil.

    – Igreja Automotiva do Fogo Sagrado
    – Igreja Batista A Paz do Senhor e Anti-Globo
    – Associação Evangélica Fiel Até Debaixo D’Água
    – Cruzada Evangélica do Pastor Waldevino Coelho, a Sumidade
    – Igreja Dekanthalabassi
    – Igreja Cristo é Show
    – Igreja Caverna de Adulão – Igreja E.T.Q.B (Eu Também Quero a Bênção)
    – Igreja Evangélica Bola de Neve
    – Igreja Evangélica Adão é o Homem
    – Igreja Evangélica Batista Barranco Sagrado
    – Igreja Pentecostal Jesus Vem, Você Fica
    – Igreja Evangélica Pentecostal Cuspe de Cristo
    – Assembléia de Deus Batista A Cobrinha de Moisés
    – “Igreija” Evangélica Muçulmana Javé é Pai
    – Igreja Abre-te-Sésamo
    – Igreja Batista Floresta Encantada
    – Igreja Evangélica Batalha dos Deuses
    – Igreja Evangélica do Pastor Paulo Andrade, O Homem que Vive sem Pecados
    – Igreja Pentecostal Marilyn Monroe
    – Igreja Quadrangular O Mundo É Redondo

    Rir ou chorar? Qual a intenção, origem e motivação por trás de tanta “diversidade”?

    1. AMORAIZA

      29 de julho de 2017 10:33 pm

      As igrejas

       

      http://www.oskaras.com/nomes-estranhos-de-igrejas/

       

       

       

       

       

       

  10. alexis

    29 de julho de 2017 9:23 am

    Gostaria de agregar outro ponto de vista

    O texto toca um tema extremamente importante para a vida comunitária e política do Brasil.

    As igrejas evangélicas têm conseguido criar um ambiente de respeito dentro das comunidades mais pobres, que são as mais numerosas neste país. Até presos evangélicos são respeitados dentro das cadeias; jogadores de futebol que olham para o céu quando fazem o gol. O povo encontra na igreja evangélica um lugar de ascensão social dentro da sua comunidade, coisa que o Estado deixou de fazer. É o boxeador Cassius Caly virando Mohamed Ali.

    Fomos recentemente com a minha esposai ao casamento da nossa empregada doméstica, no ano passado, numa igreja evangélica. Casa cheia; todos se conhecem entre eles; o Pastor muito simpático cumprimenta e trata a todos quase que pelo nome; grupo musical sensacional; poltronas macias que dava gosto de sentar; todos bem trajados e com cara alegre. O tempo passou voando.

    A sociedade brasileira, assim como o Estado depois dos primeiros governos do PT, não tem conseguido oferecer um ambiente de dignidade ao povo, e este o procurou e achou dentro da convivência fraterna e pacífica das igrejas evangélicas. Ainda, o brasileiro é conservador no seu cotidiano e o esquerdismo infantil de alguns tem afugentado gente comum com assuntos de sexo e família, gerando mais uma divisão entre as classes populares.

    O Estado brasileiro age como as UPP, achando que basta um militar parado na esquina da favela para dar alguma cidadania ao povo, mas esquece de chegar com Escola, serviços públicos, esgoto, limpeza urbana, Postos de Saúde e etc.

    O que existe no Brasil é o vácuo social e político, onde a sociedade encontrou espaço para tentar ser tratada como gente, e onde o Pastor achou que poderia substituir aquela parcela corrupta que milita na política se apresentando ele mesmo para essa função. Ainda, existe o “anti”, insuflado pela mídia: o anti PT, anti Lula, antipolíticos, gerando um vácuo onde entra gente até mais graúda e supostamente mais informada, como o Dallagnol e outros crentes mais gabaritados.

    Não há nada a combater nem a criticar. Eles estão certos e fazendo o que acham melhor para eles (e estão conseguindo). Há que terminar com aquele vácuo de poder, de crença e de moral, recolocando o brasileiro dentro de um ambiente onde sejam o Estado e o ambiente plural de toda uma sociedade brasileira mais evoluída os elementos que trariam civilidade e respeito, e não tão somente a igreja. Nos governos de Lula a comunidade evangélica estava toda com ele. Depois do mensalão foi criado um vácuo e alguns oportunistas usaram a igreja como passaporte para entrar na política (são muitos). Esse vácuo abriu espaço para gente invejosa e etc. Surgem líderes e candidaturas.

    Hoje a bancada evangélica chegou a esse tamanho pela falta de opção e pela esperteza de políticos que foram correndo a tomar banho no Rio Jordan. Ainda, pela nossa culpa, ao gratuitamente turbinar políticos do lado de lá, mediante cuspidas na cara ou discussões inoportunas sobre modernidade comportamental….logo no Brasil….numa hora destas!

    Amanhã continuará havendo uma ou varias igrejas evangélicas e milhões de evangélicos, nada contra, mas, com a volta do Lula, poderá o povo voltar achar a dignidade, respeito e ascensão social dentro do contexto geral e fraterno da sociedade brasileira, nas ruas e nos bairros, dando prioridade ao seu país.

    Por isso, mais uma vez, a bandeira de 2018 deve ser curta e grossa, evitando a confusão que pastores espertos tentarão colocar acima das suas ovelhas, reafirmando o compromisso com a defesa da nação, da economia voltada para o consumo interno e para o desenvolvimento social (educação, saúde e segurança).

    Bolsonaro e os Pastores espertos, assim como os quase 200 parlamentares evangélicos, perderão poder e votos apenas mediante a colocação na pauta de discussão política os assuntos prioritários da nação brasileira. Pelo contrário, coloquem o Wyllys e Maria do Rosário (embora eu goste pessoalmente deles) na TV contra Bolsonaro em 2018 e entregarão gratuitamente o poder a Bolsonaro, e com ampla maioria. Tão simples assim.

    1. Gilberto Jorge

      29 de julho de 2017 1:34 pm

      Perfeito

      Muito bom! Sua complementação ao post é precisa e oportuna.

      1. Photios Andreas Assimakopoulos

        29 de julho de 2017 3:03 pm

        Percepção extremamente lúcida….

        …principalmente quando diz sobre esquerda infantil/infantilizada, com bandeiras como drogas e homossexualismo – segundo tais a marca do desenvolvimento e o caminho para o nirvana – que devem ter lá suas discussões mas são bem pálidas quando confrontadas com a realidade bem mais ampla e complexa do país.

  11. cspimentel

    30 de julho de 2017 12:18 am

    Pior, Lula e Dilma

    Pior, Lula e Dilma acreditaram que poderiam domesticar a imprensa neocoronelista.

    Deu no que deu…

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