
Protesto de conta de luz, a Aneel e o massacre dos consumidores
por André Araújo
Um velho amigo, engenheiro de carreira de uma das grandes empreiteiras em crise, demitido por falta de obras após 26 anos de casa, passou a sobreviver como freelancer em reformas de lojas. A renda caiu, a vida apertou, atrasa algumas contas de luz e condomínio mas sem deixar acumular a segunda conta, situação comum hoje a milhões de lares atingidos pela recessão.
Meu amigo recebeu um telefonema de seu banco, o cheque especial estava cancelado porque apareceu um protesto de conta de luz da Eletropaulo, a conta venceu em 9 de junho e a concessionária enviou a conta ao Cartório de Protestos dias depois. A conta já estava protestada, meu amigo não recebeu qualquer aviso, este foi enviado por AR ao endereço do dono do imóvel, em nome de quem estava a conta. O dono do imóvel estava viajando, ninguém viu ou informou o aviso. Tal procedimento nunca tinha ocorrido antes, meu amigo correu a loja da Eletropaulo e lá informaram que era assim mesmo, a concessionária estava protestando as contas e podia fazer após o primeiro dia de atraso. Quando ele recebeu o telefonema do banco a conta já estava paga pelo sistema eletrônico, mesmo protestada a Eletropaulo recebeu normalmente a conta sem informar o protesto, tudo irregular.
Seu caso não era o único. A loja da Eletropaulo na Av. Rebouças estava cheia de consumidores com o mesmo problema, todos revoltados e aborrecidos, além de pagar custas abusivas de cancelamento era necessário ir ao Cartório pessoalmente e perder um dia de trabalho.
Meu amigo ligou para a ANEEL e lá informaram que não havia impedimento para a concessionária protestar, a lei era omissa quanto a isso e então a Eletropaulo podia protestar porque não era proibido faze-lo. Foi o que disse o 167 da ANEEL.
Para consertar o problema da negativação, depois de paga a conta diretamente à Eletropaulo por via eletrônica, o nome sujo continua. É preciso ter a anuência da Eletropaulo e depois ir ao Cartório e pagar custas de cancelamento de R$125,00 mais custas do protesto, para só então obter o cancelamento e limpar o nome. A mão de obra é enorme, além do custo também absurdo para cancelar, um alto valor inexplicável, é tudo eletrônico, trata-se de alguns toques de computador no cartório, trabalho simples que um funcionário junior pode fazer, seu tempo custa centavos, mas a o cartório se locupleta com 125 Reais, presente da Eletropaulo, para o já ultra lucrativo negócio de cartórios, agora com um maná de milhares de novas vítimas tangenciadas para pagar caro por “cancelamentos”, ótimo para o negocio dos cartórios, o melhor negócio do mundo. Imagine-se que a Eletropaulo tem 6 milhões de consumidores, se protestar todo mês 100.000 vai gerar um lucro extra de R$12,5 milhões aos 10 Cartórios de Protestos de São Paulo, só para os cancelamentos, fora as custas do protesto, escorchando os já esfolados consumidores de energia, com essas “custas” inesperadas.
Se o cunsumidor atrasou a conta presume-se que está com dificuldades de renda, pois por cima disso a Eletropaulo faz questão de prejudicá-lo ainda mais, extraindo mais dinheiro para pagar um “cancelamento” e custas que podem chegar a 30% ou mais do valor da conta.
A PROTEÇÃO AO CONSUMIDOR
Uma concessionária de energia tem uma ARMA fortíssima contra inadimplência, o CORTE DO FORNECIMENTO. Não precisa de mais armas, basta esse poder enorme, ninguém pode viver sem eletricidade, toda a vida hoje depende disso, até para trabalhar é preciso eletricidade.
A ANEEL não acha suficiente o poder que a concessionária tem de cortar o fornecimento? Porque se dá à concessionária o PODER ADICIONAL DE PROTESTAR E NEGATIVAR SEUS CONSUMIDORES? É poder excessivo, é poder abusivo, a ANEEL tem obrigação de defender o consumidor, muito mais frágil do que a concessionária. Essa ação das concessionárias é uma FATO GRAVÍSSIMO, pode fazer o consumidor perder o crédito, o emprego, um novo trabalho, não é algo banal, apenas um incomodo, é muitas mais que um simples aborrecimento, pode arruinar a vida econômica do consumidor, hoje já tão difícil. É impressionante a LEVIANDADE da concessionária em agir como se o consumidor fosse UM inimigo a combater.
Como a ANEEL tira o corpo fora desse esmagamento do consumidor? É assunto típico de regulador, faz parte da relação de consumo, a Agencia tem obrigação de se posicionar, não pode tirar, FINGIR QUE NÃO É COM ELA, ignorar olimpicamente. É coisa séria! Segundo soube pela própria ANEEL, essa permissão de protestar NÃO ESTÁ NO CONTRATO DE CONCESSÃO mas também não é proibida, quer dizer, como não é proibida a ANEEL faz de conta que não vê e deixa fazer como se isso fosse algo normal.
Nos contratos entre partes privadas o que não está proibido é permitido MAS nos contratos onde o Estado é parte o que não está permitido NÃO pode fazer.
Ora, o Contrato de Concessão é de ordem pública, o Poder Concedente é o Estado e como em todo contrato de ordem pública O QUE NÃO ESTÁ PERMITIDO NO CONTRATO não pode ser feito pela livre vontade da concessionária. A Eletropaulo diz que não é proibido, ISSO NÃO BASTA. Precisa ser PERMITIDO EXPRESSAMENTE e não é, a concessionária não pode fazer dentro do contrato o que dele não consta, é um principio de direito em concessões do Estado.
E se permitido fosse pelo menos que se exija o mínimo DE BOM SENSO, de urbanidade, de tratamento civilizado na relação com o consumidor, tem que ser uma relação de boa fé.
1.Um prazo mínimo de 30 dias de tolerância após o vencimento da conta. Cobre-se juros e correção mas uma tolerância mínima existe em todo o comércio e serviços, especialmente em tempos de profunda crise econômica, existe em outros países e sempre existiu no Brasil. Um rigor draconiano de TOLERÂNCIA ZERO no apogeu da recessão e do desemprego, faz sentido? A ELETROPAULO tem raiva dos consumidores? Ela vive do que?
2.Necessidade de AVISO PRÉVIO de cinco dias comunicando que a conta será protestada SE NÃO FOR PAGA, aviso por telefone, e-mail ou correspondência, com comprovação.
Hoje a concessionária tem obrigação de avisar sobre o corte MAS não sobre o protesto e negativação na SERASA, isso é o mínimo dentro do conceito de direito do consumidor.
A brutalidade da ação da ELETROPAULO choca pela sua indiferença à situação do Pais, da economia, da vida de seus 6 milhões de consumidores. A ELETROPAULO é uma das provas provadas de que a privatização nem sempre é boa, os serviços e a postura da empresa piorararam radicalmente após a privatização, os cortes de energia nunca foram tantos, a rede de lojas de atendimento foi reduzida a poucas unidades acanhadas, mal instaladas, desconfortáveis, com filas que podem fazer perder muito tempo, o call center é um horror, o atendimento pode levar a horas de espera e as respostas são 90% em gravação que evidentemente não resolvem grande parte dos problemas, o que obriga a ir à loja e enfrentar longas filas, segundo se sabe, TUDO É TERCEIRIZADO, do call center às lojas, a ELETROPUALO quando foi privatizada tinha 27.000 funcionarios, compatível com 6 milhões de consumidores, hoje tem pouco mais de 3.000, porque terceirizou a empresa toda e mudou sua sede para fora de São Paulo, para economizar nos custos, tudo feito para tentar atingir uma taxa de retorno altíssima e para isso vale qualquer coisa.
O grupo global AES de energia elétrica com sede em Washington é controlado por venezuelanos exilados nos EUA, Andres Gluski, ex-Ministro da Fazenda da Venezuela antes do chavismo é o CEO mundial, no Brasil a Eletropaulo tem como presidente um venezuelano e como diretor financeiro outro venezuelano, da elite que saiu de Caracas quando Chavez chegou ao poder, a energia elétrica de Caracas era também da AES americana.
Em beneficio da dúvida acredito que eles não estão sabendo que seu setor de cobrança está agindo de forma tão irresponsável em relação a seus clientes, tratados como inimigos.
O ABUSO NO PROTESTO DE CONTAS DE LUZ
Tendo já a garantia de poder cortar o fornecimento do consumidor inadimplente custa a crer que o Estado, representado pela ANEEL, que tem a obrigação de proteger os consumidores contra situações de monopólio, como é o caso das concessionárias de energia elétrica, permita que se jogue o consumidor indefeso na mão de dois monopólios vorazes, a concessionaria e os cartórios. O consumidor está absolutamente vulneravel a essa extorsão, pois disso se trata, pagar custas altíssimas em cima de contas que não são baratas.
Uma pesquisa rápida no Google indica muitos casos de reclamação de contas protestadas pela Eletropaulo DEPOIS DE PAGAS e a concessionária NÃO cancela o protesto indevido no Cartório, APÓS MESES de reclamação, o consumidor reclama continuamente e a concessionaria nada faz, o nome continua sujo e bloqueando a vida bancaria do consumidor. E a ANEEL?
A necessidade pagamento de altas taxas a cartórios para liberar o nome sujo significa um AUMENTO INDIRETO NA TARIFA, pode ser 30 ou 40% da conta a mais, ora o custo para o consumidor É REGULADO pela ANEEL, o protesto é um AUMENTO DE CUSTO para o consumidor, isso deveria sensibilizar a ANEEL, que regula a tarifa.
Como a ANEEL se nega a regular esse abuso, vou propor aos congressistas que conheço a apresentação de legislação específica para impedir essa situação de clara exploração do consumidor, uma vez que é do princípio do sistema de concessões que não pode o consumidor ficar desprotegido perante concessionárias monopolistas sob pena de completo desequilíbrio da relação de consumo. O poder da concessionária é desproporcionalmente muito maior frente ao consumidor e cumpre ao Estado proteger o lado mais fraco, é do princípio mais elementar do sistema de concessões de serviços públicos, para isso existem agências reguladoras ou será que é para paparicar as concessionárias?
ohallot
3 de julho de 2017 8:49 pmTarget
Meu caro André..
A explicação é simples: trata-se de um “target” que o “country-manager” colocou no “Sales VP”, “account receivable manager” e o “Legal VP” do País para atingir o “quarter”, melhorando desde já o “year-to-date” (YTD) e garantir o “Golden Circle Dinner” em alguma cidade paradisíca nos USA com o Global CEO, e principalmente assegurar o respectivo bonus, para toda a equipe local, troféu “rookie of the year”, troféu “sales champion” e premio “best staff manager”, etc…. Sabendo que o risco de uma “legal action” é mínimo e por cima “manageable”, não estarão mais aqui quando a “subpoena” bater na porta. Qualquer coisa, “call the FBI ” para “dar um jeito” na coisa aqui.
Um trombadinha faz o mesmo resultado sem esse palavreado todo.
Paulo F.
3 de julho de 2017 11:10 pmEm portugues claro
Tunga e achaque!
Jotage
3 de julho de 2017 11:45 pmPrincípios
Não é bem assim.
Em tempos de ditadura as empresas dirigidas por executivos sem nenhum vínculo com o povo deixa de lado a humanidade e os diretores desta empresa confirmam a falta de caráter que eles escondiam.
A Eletropaulo está começando é uma guerra. Isto é um engano monstro dos mentecaptos que implantaram estas diretrizes. Redes de energia e subestações de transformação são extremamente vulneráveis a vandalismo.
Ninguém ataca uma rede ou subestação, porque todo mundo depende da energia. Agora, se a empresa é inimiga da população, bom os princípios se vão.
Gislaine Adriana de Souza
9 de janeiro de 2018 6:04 pmSou vítima desde sistema
Boa tarde
Eles me protestaram tbm indevidamente
Foram 7 cartórios diferentes cada um com o seu custo
A passagem aumentou. Não tenho como pagar isso.
Estou me organizada para pagar 6 meses de aluguel atrasado.Estou desempregada.
Uma pergunta. o cartório pode cada um colocar seu
Preço? Procurei o Procon e eles me disseram que não tem nada pra fazer. O que eu faço pago? Estou indignada e não tenho como pagar tem alguém se juntando? Tem alguém pra nós orientar? Ou proteger? O que faço?
MarFig
3 de julho de 2017 9:00 pmOs cartórios são uma
Os cartórios são uma excrescência. Minha mãe faleceu ano passado e eu (e minhas irmãs) gastamos por volta de 8 mil em cartórios para certidões negativas de todos os tipos imagináveis e para lavração da escritura e registro, para um imóvel de 40 anos avaliado em torno de 500 mil reais (e olhe lá). Além do Itcd que o governo do sr Pimentel cobrou 40 mil ao avaliar o apto em 660 mil, pois, eles olham o valor médio do metro quadrado na região não se dando o trabalho de mandar um avaliador ao local para olhar as condições do imóvel, localização, etc, prejudicando, assim, aqueles que têm imóveis de valores venais menores em detrimento dos mais caros. A quem recorrer? À justiça mais corrupta do planeta? Prefiro a morte.
W K
3 de julho de 2017 9:57 pmFalando em herança e o tal ITCD,
eu e meus familiares passamos também em Megê por um conluio estadual-federal-bancário-tributário esquizofrênico, envolvendo o ITCD:
Logo depois do falecimento de um familiar, contratamos um advogado especializado em cuidar de inventário e de partilha entre os herdeiros.
Este advogado foi rapidamente verificar o ITCD e trouxe uma informação interessante: se o pagássemos em até 30 dias o valor total devido, receberíamos um desconto em torno de R$ 9.000,00, o que foi feito.
Depois de alguns meses, já no ano seguinte, foi feita a última declaração de renda do falecido, conforme calendário da receita federal. Essa dava direito a uma restituição em torno de R$ 3.000,00 a ser entregue ao inventariante, que também foi um herdeiro.
Essa restituição não estava prevista na época do inventário, por motivos óbvios: ela é calculada na época da entrega das declarações de renda.
Quando finalmente a Receita resolveu entregar a restituição, ela o fez pelo Banco do Brasil. Pois bem, um gerente do tal banco só aceitava entregar ao inventariante essa restituição, se o inventariante a inserisse na partilha, o que pode ser feito por um processo chamado de “sobre-partilha”.
Fomos então ao órgão responsável pelo ITCD e este concordava com a sobre-partilha, mas o desconto mencionado acima deveria ser devolvido.
Ou seja, nesse conluio, para se receber os tais R$ 3.000,00 da restituição, deveria ser pago R$ 9.000,00 de retorno do desconto.
Como todos os herdeiros sabiam fazer contas, optou-se por desistir da restituição, que retornou aos cofres da receita.
Se isso foi um ardil do tal gerente para descolar um trocado, ele ficou sem nada.
É ou não é esquizofrenia pura, nesse conluio estadual (ITCD), federal (declaração) bancário (?!) tributário (Receita) ?
Cleonice Pereira Cruz
22 de outubro de 2019 1:40 pmAconteceu a mesma coisa comigo, paguei a conta normal, mas para tirar o nome do protesto tenho que pagar pro cartório acho um absurdo acho que quem deveria para era a operadora foi ela quem protestou e eu paguei minha conta
Luis Armidoro
3 de julho de 2017 9:01 pmPrezado André
Alguns exemplos
Prezado André
Alguns exemplos do “capitalismo primata” em que as viúvas do neoliberalismo jogaram o Brasil:
1 – Também sou engenheiro, e reformei uma casinha que era de minha avó (já falecida), para que minha mãe a alugasse e tivesse um complemento na renda. Houve a necessidade de mudar a posição do medidor (o “relógio”), e fiz a solicitação na loja da Eletropaulo de Santo André. Fui informado que “em 10 dias sua solicitação será atendida”. Depois de um mês, fui àquela droga ver o qu acontecia, e a atendente me disse que ” A Dona Vergínia (minha avó) não permitiu a mudança do medidor”. Depois de rir na cara da pirralha, disse que a equipe deve ter falado com o fantasma da Dona Vergínia, porque ela tinha morrido há 10 anos. E a pirralha ainda ficou brava porque tirei uma da cara da dela, dizendo que “o sr. devia mudar o cadastro do imóvel”. Quer dizer, a cascata de quem foi lá não importa, não é mesmo?
2 – Recebi uma carta de reajuste do plano de saúde, que é um insulto: além de ofender a inteligência ao dizer que a “inflação médica (?) foi de 40% noano passado, conseguimos reduzir o reajuste para ‘apenas’ 19,80%”. E aí, caro André, não é apenas a ANEEL que está na mão de pilantras, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) é um braço das operadoras de saúde (o ministro da saúde é um capacho imundo e mal cheiroso dos planos de saúde, que bancaram sua campanha)
Então, só vejo uma saída: como não tivemos nossa Revolução Francesa, que tal pôr para correr (não sou um jacobino) estes safados todos?
rdmaestri
3 de julho de 2017 10:02 pmCaro Luis Armidoro, no início da revolução francesa os ……
Caro Luis Armidoro, no início da revolução francesa os Jacobinos não eram tão furiosos, a medida em que foram notando a dificuldade em mudar o que deveria ser mudado o humor foi azedando.
ze sergio
3 de julho de 2017 9:17 pmprotesto….
Caroi André: bemvindo à ilha da Fantasia. O que falavam das Privatarias? Privatiza que melhora?! E das Agências Reguladoras? Para defender o Direito dos cidadãos? A Energia Elétrica mais barata do Mundo, produzida por Hidrelétricas construídas nos governos militares e de Paulo Maluf, transformada na energia mais cara do planeta por privatarias socializantes. E esta gente quer voltar para o Planalto!! Agora sabe para que servem cartórios? Servem para isto. O Brasil se explica.
joel lima
3 de julho de 2017 9:35 pmAndré, pra mim a questão não
André, pra mim a questão não é nem se um serviço é estatal ou privado. O terrível é quando não há GOVERNO para fiscalizar tanto o serviço prestado pelo estado quanto pela iniciativa privada. Hoje o Brasil está na mãos de um bando de parasitas ( o pmdb, o partido parasita ) que vão sugar tudo o que puderem e no melhor estilo latinoamericano se mandar pro exterior levando o que podem se perceberem que essa porcaria vai implodir. Vi no Estadão uma notícia que mostra como o Brasil pratica um capitalismo selvagem ao quadrado = menos perdendo 15 por cento de clientes, os planos de saúde tiveram um lucro líquido de 60 por cento. Tenho certeza que esse capitalismo selvagem ao cubo envergonharia até gente como Reagan e Thatcher.
Agora quanto aos chefões da AES não estarem a par disso, André, com todo respeito, eu DU VI DO. A verdade é que as empresas se adaptam aos países assim como o motorista de um país vai dirigir em outro. O motorista brasileiro que viola regras e acha que nem deveria ter calçada é o mesmo motorista que quando visita o Japão respeita direitinho as regras oor lá. Qual é a diferença = no Brasil, ele pode até matar e só com muito azar vai pegar uns dias de cana e por mais bárbaro que seja o acidente que comenta, matando dezenas de pessosa, nunca perderá a cnh; no Japão, ele, além das penas duríssimas, terá que pagar indenização à família de uma vitima que ele tenha causado por direção perigosa.
WG
3 de julho de 2017 9:37 pmCaro André, as camadas mais
Caro André, as camadas mais pobres da população convivem com essa realidade há muito tempo. Com mais inadimplência e a ideologia neoliberal dos poderosos de plantão, as empresas e órgãos públicos vão aumentar o massacre sobre os trabalhadores. Se a classe média não fosse tão estúpida e medíocre, o país já estaria ardendo em chamas.
Tony
3 de julho de 2017 11:04 pmLição
Espero que pra aqueles comodistas que aceitam bovinamente DÉBITO EM CONTA sirva de lição.
baader
3 de julho de 2017 11:13 pmver lei recém sancionada
ver lei recém sancionada 13.460 de 2017
Brasil S.A.
4 de julho de 2017 8:53 amNãoi achei nada nessa lei
Nãoi achei nada nessa lei sobre cobrança e protesto.
Andre Araujo
4 de julho de 2017 11:30 amA lei é muito generica e não
A lei é muito generica e não estipula sanções. Dá enfase á Ouvidoria nas empresas mas essas existem formalmente
e precisam ser fiscalizadas por amostragem pelas Agencias. O atendimeno começa por muitas gravações tipo “gincana”,
voce aperta uma tecla e pedem outra, numa rosca sem fim, tudo isso depois do aviso “todas nossas posições estão ocupadas”
a espera pode lavar horas. Todas empresas instalam ouvidorias mas poucas funcionam como a lei imagina, são muito burocratizadas e perdem muito tempo com numeros de protocolo mas a eficiencia é pequena, cumprem tabela.
Paulo F.
4 de julho de 2017 1:48 pmGuardiões da moral e dos bons(?) costumes
Cade eles?
Ta lá na letra da lei
XI – eliminação de formalidades e de exigências cujo custo econômico ou social seja superior ao risco envolvido;
Até os detentores das cartas de corso eram mais éticos!
Ivan de Union
3 de julho de 2017 11:16 pm“todos revoltados e
“todos revoltados e aborrecidos, além de pagar custas abusivas de cancelamento era necessário ir ao Cartório pessoalmente e perder um dia de trabalho”
Fale com TODOS eles que eh preciso somente UM deles pra ir pra essa compania e enfiar um tiro na cara do primeiro gerente filho da puta que aparecer na reta.
SOMENTE UM.
Paulo F.
3 de julho de 2017 11:21 pmAgencias reguladoras
Herança maldita da era FHC!
PS:
O grupo global AES de energia elétrica com sede em Washington é controlado por venezuelanos exilados nos EUA, Andres Gluski, ex-Ministro da Fazenda da Venezuela antes do chavismo é o CEO mundial, no Brasil a Eletropaulo tem como presidente um venezuelano e como diretor financeiro outro venezuelano, da elite que saiu de Caracas quando Chavez chegou ao poder, a energia elétrica de Caracas era também da AES americana.
Chaves incopetente : devia mandar todos (democraticamente, obvio) para o paredon!
Jorge Rebolla
3 de julho de 2017 11:22 pmO quê?!
Então o André acreditava que as agências reguladoras no Brasil serviam para equilibrarem as relações entre os concessionários e os consumidores?
Então o André acreditava que as concessionárias de serviços públicos, monopólios por natureza, deixavam as decisões sobre as políticas de relacionamentos com os seus clientes nas mãos dos gerentinhos mequetrefes?
Em qual país vive o André? Não tinha conhecimento que as agências reguladoras, criadas por FHC e mantidas por Lula e Dilma, servem apenas garantirem a máxima rentabilidade aos bucaneiros que se apossaram dessas empresas?
O André, pelo visto, não sabia que o capitalismo decretino nos setores de serviços essenciais (água e esgoto, energia, comunicações e dados, transporte coletivo, planos de saúde, educação, etc.) é feito por e para os donos dessas empresas?
Santa Ingenuidade… por onde andou o André nos últimos vinte e cinco anos?
Luciano Prado
4 de julho de 2017 11:09 amAmigo, não tenho procuração
Amigo, não tenho procuração para representar o André, mas seu artigo é uma prestação de serviço em defesa do consumidor.
Além de muito bem embasada, a denúncia serve também de argumento para uma boa demanda judicial.
Deveríamos, todos, agradecermos por essa iniciativa.
Depois dessas observações o presidente da Anel não pode se esquivar de suas responsabilidades objetivas.
A tabelinha Eletropaulo x Cartórios denota algo muito grave.
Talvez o Ministério Público, como fiscal da lei, pudesse entrar nessa “jogada” para entender interesses ocultos.
Allan Patrick
4 de julho de 2017 12:06 pmCom esses direitistas, não é à toa que o chavismo floresce
Deus escreve certo por linhas tortas, por meio de André Araújo eu finalmente descobri porque o chavismo floresce na Venezuela. É só ver o nível dos direitistas de lá. Uma pena que eles tenham sido farol guia para a nossa direita.
Andre Araujo
4 de julho de 2017 1:48 pmhttp://g1.globo.com/sp/sao-ca
http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2014/12/elektro-envia-nomes-de-clientes-para-protesto-e-procon-considera-abusivo-rio-claro.html
O PROCON já sabe do problema e já se posicionou, o protesto de contas de luz é INDEVIDO, não tem amparo legal.
Mas o PROCON não tomou o passo seguinte, entrar com uma ação coletiva contra as concessionarias, no caso ELEKTRO e ELETROPAULO, por coincidencia as duas estrangeiras, a primeira da ENRON (e sucessoras) e a segunda da AES.
O PROCON sugere que cada consumidor entre com ação judicial, o que não deveria ser o caso, é um problema coletivo e o PROCON é qum deveria agir. Muios consumidores não tem tempo e capacidade para entrar com ação individual, é para isso que existe o PROCON.
Antonio C.
4 de julho de 2017 5:33 pmComentário.
Esse é o ponto.
Pergunta-se qual a real utilidade de um PROCON qualquer de fazer a lista das empresas mais denunciadas e, em muitos casos, pelo mesmo problema. A mesma empresa, o mesmo problema, diversas vezes. Já não é um problema individual; trata-se de problema coletivo e com ocorrência continuada.
André élebê
4 de julho de 2017 2:46 pm“O poder da concessionária é
“O poder da concessionária é desproporcionalmente muito maior frente ao consumidor e cumpre ao Estado proteger o lado mais fraco, é do princípio mais elementar do sistema de concessões de serviços públicos, para isso existem agências reguladoras ou será que é para paparicar as concessionárias?”
Descobriu a América, hein AA?? Seu nacionalismo sóbrio e sincero (digo isso com respeito, não ironia) ainda vai te levar para a esquerda antes que a morte te leve dessa vida. Foi o caminho que percorri.
persianasflaci.blogspot.com
17 de agosto de 2017 9:50 pmANEEL
A ANEEL serve pra que mesmo ???
LUIZ ANTONIO FERREIRA FERREIRA
19 de agosto de 2017 5:37 pmprotesto
eu também fui protestado apos atrazar a conta 20 dias,será que a lei é pra todos ou para um só numero dainstalação 0028018648
Maria Paixão da silva
27 de outubro de 2017 12:48 amCobanças Abusivas ## máfia concessionaria e cartórios
Essas atos são verdadeiramente de mafiadores,corruptos,o Brasil está cheio deles,principalmente nas grandes empresas,e com cartórios que visam somente lucros para os Leões famintos.
##indignada com essas coisas.
Fabiana Prado
20 de dezembro de 2017 1:33 pmENERGISA
Não recebi a minha conta de out/2017, paguei a de novembro e hj recebi a notificação do cartório. Pesquisando na internet olha só que MARAVILHA, SOMENTE NO ESTADO DE SÃO PAULO que as custas cartorárias são pagas pelo protestado, e vcs não acham uma coincidência SOMENTE as concessionárias paulistas que estão protestando as contas?
Silas jose
27 de fevereiro de 2018 2:36 amO Brasil é o país que tem
O Brasil é o país que tem roubo de todo lado a AES Eletropaulo não precisa negativar ninguém e muito menos mandar o consumidor ir ao cartório pagar custas para o nome ser limpo,basta apenas cortar o fornecimento de energia pois nem um ser humano na terra fica sem luz e vai deixar muito tempo sem pagar a conta ou alguém aqui consegue viver no escuro?
Marcela Ramos
4 de julho de 2018 3:47 pmAndre Araujo Sigamos seu Exemplo
Sigamos seu exemplo de não se conformar com toda essa barbárie.
Você não está sendo na da ingênuo em demonstrar tão claramente o óbvio, que infelizmente tem que ser dito e repetido e reconquistado a cada dia.
Acabo de ser protestada pela Eletropaulo, esse cartel corrupto e vou lutar pelos meus direitos eles estando escritos ou não.
Obrigada pelo artigo.
Luiz Carlos N. Santos
22 de julho de 2019 7:25 pmCaros Luis e André, gostei da conversa de vocês e a profunda percepção de que vocês conhecem a realidade tupiniquim chamada Brasil. Então concluí o que já penso desde 1992 – A SAÍDA É MESMO O AEROPORTO DE GUARULHOS .. (kkk seria cômico, se não fosse trágico)!!. O fato é que esse caso da Enel (Eletropaulo) é tão sério que mereceria um abaixo assinado levado aos deputados e senadores imediatamente.. ou estabelecer uma greve de consumo de energia por um dia inteiro… para chamar a atenção até da imprensa internacional. Olha aí o exemplo dos caminhoneiros em 2018 …?!
LC
nana
27 de janeiro de 2020 11:11 pmvamos denuncia esse tipo de abuso, protesto de serviços essenciais.110 % por conta é um assalto ao consumidor,tem que ter outra forma de pagamento,os deputado tem que muda isso. vamos pedir