Quem sabe agora, da pior maneira, a gente entenda?
por Rita Almeida
Nessa semana, as unidades de atenção primária e vigilância sanitária do SUS – não sei se em todos os Estados e municípios – está passando por processo de capacitação de seus profissionais, para que possam fazer trabalho de cuidado, proteção e prevenção ao Coronavírus, evitando que este se instale e se alastre. Por meio das equipes multiprofissionais dos postos de saúde e dos agentes comunitários, a população receberá as informações e orientações qualificadas e adequadas para se cuidarem e serem cuidadas.
O Coronavírus se tornou uma pandemia mundial porque se propaga de forma exponencial, isso significa que, quanto mais pessoas se contaminam, mais pessoas se contaminam e maior a taxa de letalidade, especialmente pela insuficiência do sistema em dar conta do tamanho da demanda. Além disso, quanto mais contaminados, mais próxima a doença ficará de você e de sua família.
Quem sabe agora, da pior maneira, a gente entenda?:
Que a saúde da D. Maria da Silva que mora no Morro do Fim do Mundo, não é um problema só dela, mas de todos nós.
Que a saúde não é uma questão apenas clínica, mas política, porque não é só um trabalho cuidado de si, mas, também, de cuidado do outro.
Que um sistema de saúde forte e eficiente é aquele que começa muito antes da pessoa precisar do médico, começa no trabalho multiprofissional e comunitário de cuidado, proteção e educação da população.
Que nenhum número de leitos hospitalares ou consultas médicas será suficiente para dar conta da demanda em casos de epidemia, sem o controle do Estado e dos agentes públicos de saúde.
Que um sistema público universal de saúde é um dos maiores bens que um país pode ter, e que não deve estar submetido aos humores da economia, as leis do mercado ou aos interesses privados.
Que agora, mais do que nunca, precisamos defender o SUS e suas fontes de financiamento.
Naldo
13 de março de 2020 8:12 amNão acredito nisso, vejo os médicos sanitaristas de sempre darem entrevistas e não cobrarem os Estados sobre o fortalecimento da medicina comunitária, são políticos na pior acepção do termo, se nem nessa hora esse pessoal tenta fortalecer o sus, não creio que essa conscientização aconteça, ao contrário, o desgoverno miliciano vai aproveitar para passar o facão de vez nas verbas públicas, afinal, abutre gosta é de carniça……
PEDRO
13 de março de 2020 8:42 amSimples e direto ao ponto. Com permissão incluo as questões ambientais neste contexto em especial o futuro da água em nosso planeta.Entendo que aí o aprendizado humano em lidar com esse problema será maior que esta epidemia do COV-19 pois atingirá a todos sem distinção de clima, país e principalmente pessoas. A desigualdade econômica não fará diferença quando a torneira não pingar mais.
peregrino
13 de março de 2020 10:42 amSem que receba mais atenção dos governantes, mais profissionais e dinheiro, o próprio sistema passará a ser prejudicial à saúde…
um sistema abandonado, doente e fraco, quando pego de surpresa(?), não cura ninguém
sistema vai apenas tomar conhecimento, nos doentes, da saúde que lhe falta
mas ser obrigado a observar a saúde se acabando já é melhor do que apenas seguir enganando uma população que sempre foi atendida pelo mínimo possível, pelos desvios e roubos