4 de junho de 2026

Entidade critica retorno de cubanos para o Mais Médicos

mais-medicos-karina_zambrana_ascom_ms.jpg
 
Foto: Karina Zambrana/ASCOM/MS
 
Jornal GGN – Na semana passada, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, se reuniu em Genebra com representantes do governo de Cuba para retomar o envio de médicos do país caribenho para o Brasil. 
 
Em torno de 300 profissionais cubanos que atuam no programa Mais Médicos e que haviam retornado para o seu país deverão voltar ao trabalho ainda neste mês. Em abril, Cuba anunciou a interrupção do envio de médicos após se preocupar com decisões judiciais no Brasil que permitia que os profissionais continuassem no país. 
 
Para o jornal O Estado de S. Paulo, o ministro afirmou que o programa foi renovado e repetiu o discurso de que pretende substituir os cubanos por profissionais brasileiros. Anunciamos que daremos prioridade para brasileiros, teremos 11,4 mil vagas”, afirmou.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

 
“Já informamos que iremos substituir 4 mil cubanos em três anos por brasileiros. Estamos buscando avançar e suprir o mercado de médicos com médicos brasileiros. Enquanto existam postos onde os brasileiros não queiram ir, vamos continuar o convênio com cubanos”. 
 
A Associação Médica Brasileira critica a fala do ministro, afirmando que Barros se equivoca ao dizer que há falta de interesses dos profissionais. A entidade também diz que há impedimentos e restrições nas inscrições dos médicos brasileiros. 
 
Por meio de nota, a AMB diz que  “a forma de contabilização do DATASUS faz com os médicos brasileiros aptos sejam jogados para apenas algumas poucas localidades, de modo que sobram médicos, mas estes mesmos não podem ocupar as demais vagas em aberto em outras localidades, mesmo que queiram”.  A associação também afirma que os médicos estrangeiros não passam por restrições.
 
Desde setembro do ano passado, o ministro da Saúde vem falando em substituir os profissionais cubanos. Na época, Barros disse que “os médicos brasileiros têm prestado a prova e são qualificados, mas na hora que são chamados, muitos não se apresentam para ocupar os postos de trabalho”.
 
O programa Mais Médicos tem início em 2013 justamente com o objetivo de suprir a falta de profissionais em determinados municípios. 
 
Em 2011, o Provab (Programa de Valorização dos Profissionais de Atenção Básica) pretendia atrair recém-formados, e três mil cidades pediram 13 mil médicos.  Entretanto, somente 4.392 se inscreveram no programa, e apenas 3.800 assinaram o contrato de trabalho.
 
Assine
 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

9 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Antonio C.

    30 de maio de 2017 3:47 pm

    Comentário.

    A AMB deveria era fazer um serviço realmente essencial.

    A título de exemplo…

    Como o caso de uma paciente que deu entrada em um dos maiores hospitais públicos do país e um “eminente nome”,. médico, disse que ela não tinha nada e que o hospital não poderia “absorver o caso dela”, terminando como paciente renal, e em seguida, transplantada.

    Ou o caso de, no mesmo hospital, uma outra paciente entrou para ser operada às cinco e meia da manhã e saiu de lá no final da tarde sem operar e sem que lhe dessem uma satisfação ou justificativa plausível.

    Enfim, nestes exemplos, são canalhas diplomados.

    Calma, calma, não são parentes meus, nem amigos os envolvidos nos casos. Indignação seletiva, no contexto, é com a AMB.

    Ou mesmo… qual a posição da AMB em relação ao fim do Fundo Soberano para a Saúde, por meio do parlamento corrupto e golpista, por meio do pré-sal?

    Enfim, TODA a AMB não tem moral alguma. Seus membros precisam é calar a boca.

    E nem se trata de apoiar a posição do Ministério da Saúde. É tudo a mesma sopa.

    Vão faltar poste e gasolina neste país.

    1. Rogério Bezerra

      30 de maio de 2017 5:16 pm

      Neste momento , agora mesmo,

      Neste momento , agora mesmo, esta minha mulher que por uma anestesia, um diagnóstico errado de um neuro-cirurgião e uma canalhice de outro (tudo em hospitais privados no Rio e no Morumbi (SP) encontra-se com tetraparesia.

      Pergunte-me se sinto meus instintos primitivos saltaram quando o assunto é sobre médicos e afins… Pergunte. 

      QSF todos eles!

      E Viva os médicos cubanos, angolanos etc…

      1. fabio arantes

        1 de junho de 2017 11:08 pm

        Burro….,
        P q nao levou sua
        Burro….,
        P q nao levou sua mulher direto no cubano???

  2. maria rodrigues

    30 de maio de 2017 4:30 pm

    Tenho na minha família 03

    Tenho na minha família 03 médicas. Uma delas, com certeza, por mais que precise de um emprego público, jamais aceitaria ir para as periferias das cidades, pro fim do mundo, como fizeram e fazem os cubanos. Aí reside o problema. Ou cubano, – idéia genial de Dilma, pensando na saúde do mais pobre e miseráveis -, ou que esse povo volte a morrer sem assistência nenhuma. 

    1. walter araujo

      30 de maio de 2017 7:15 pm

      Em relação a uma de suas

      Em relação a uma de suas gurias pode-se atestar

      que nem sempre o cavaco cai perto do pau. rsrs

  3. MarFig

    30 de maio de 2017 6:44 pm

         

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    1. Comodoro

      31 de maio de 2017 12:04 am

      Uma imagem vale mais que mil
      Uma imagem vale mais que mil palavras kkkkkkkkkkkkk

  4. Roberto Aracaju

    30 de maio de 2017 8:53 pm

    Médicos cubanos

    Conheci recentemente um administrador de um centro de saúde de João Pessoa , onde trabalham médicos cubanos e brasileiros no “Mais médicos”. Disse-me ele que a produtividade (atendimentos) dos médicos cubanos em comparação aos brasileiros, chega a ser mais do dobro.

    Além disso os cubanos vão na casa dos pacientes, não se importam de trabalhar ao sábado, etc. Já os brasileiros faltam muito, produzem muito pouco, e a qualidade do trabalho é baixa. Ou seja, sem os cubanos o programa não teria o exito que tem.

    1. fabio arantes

      1 de junho de 2017 11:03 pm

      Comentario
      Comentario mentiroso…
      Cumprem 32 horas por semana e ubs nao abre aos sabados.
      Por que o municipio nao paga por atendimento?Era so fazer isso…
      No proprio comentario ha uma contradiçao…
      Cubanos so vao aonde brasileiro nao quer ir????Como tem cubano e brasileiro juntos na mesma unidade?

Recomendados para você

Recomendados