Adispois di acertarem outas cousas pendentes, pondo água i térra pá raiz crescê, mestre Bódim, Tuxo, sô Jair i Vardí si dispidiram di todos i foru imbóra. O Sol já tava quérenu cumeçá a raiá, u milagre du dia tava acuntecenu divagarim, limpano u negror da noite. Na vida, éra maisi uma noite qui si ia i maisi um dia qui si inaugurava. U silêncio da noite foi si pérdenu pouco a pouco pá entrada da sonoridade du dia. Primero cumeçô a orquestra dos galo a crescê maisi i maisi. Um galo di violoncelo sortava seu som, um otro galo piano rajava notas agudas, um otro violino catava a mistura i rangia sons ãinda mais agudos. Os galo das trompa, dos trumpetes, dos oboé, das frautas, i os demais, si lançavam pur cima, quérenu engolí tudo pá eiles.
E a madrugada cherosa cumeçava a sortá seus deliciosos aromas. Como o chero da madrugada é bom! As fulor siguram seus préfumes durante a noite pá sortá tudo nu cumesso du dia. Um jato invisível di diversas misturas di préfumes di otros mundo atingem a gente i ié cumu si nóis pudésse vuá nu nuánuánuánuánuánuánuá, num gozo de maravilhósas sensações. Adispois, si somam u chero verde das foia das arve, tão verdejante, tão fresco, tão sutil.
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