4 de junho de 2026

Os números estranhos da pandemia em Belo Horizonte

De duas, uma: ou Zema é um emérito manipulador de dados ou é um gestor completamente inepto, para jogar o Estado em uma crise com números tão pequenos de casos e óbitos.

As notícias são de ocupação quase total das UTIs de Belo Horizonte. O governador Romeu Zena afirma que a pandemia, finalmente, chegou em Minas Gerais.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

No entanto, os dados divulgados até agora mostram ou uma sub-notificação gigantesca ou manipulação de dados.

Confira a curva dos casos, na média diária de 7, 15 e 30 dias. Confira agora as barras verticais. Elas apontam para uma métrica de 0 a 180 casos diários.

No caso da curva de óbitos, a proporção é ridícula. As barras verticais, são de menos de 10 casos diários. Não bate.

Confira os dados de Belo Horizonte comparados com os de São Paulo. BH tem 2,5 milhões de habitantes. Juntando a Região Metropolitana, chega a 5,9 milhões. A cidade de São Paulo tem 12 milhões de habitantes. Compare, agora, as linhas de casos e óbitos de São Paulo e Belo Horizonte. A proporção é gigantesca.

Nos novos casos, BH registra uma média diária semanal de 157 pessoas. São Paulo registra 3.852, ou 110 vezes mais. No caso dos óbitos, São Paulo rgeistra média diária de 110 casos, contra apenas 2,2 de BH

De duas, uma: ou Zema é um emérito manipulador de dados ou é um gestor completamente inepto, para jogar o Estado em uma crise com números tão pequenos de casos e óbitos.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. MILTON QUADROS

    27 de junho de 2020 10:38 am

    em 26 de maio Minas tinha 410 cidades afetadas, ou seja , uma dispersão da doença de quase o dobro da Bahia (que em 26/05 tinha 263 cidades afetadas) e no entanto Minas tinha metade das mortes por COVID e metade dos casos da Bahia, o que achei muito estranho.
    Dados em 28/05 de https://especiais.g1.globo.com/…/mapa-coronavirus/…

  2. 27 de junho de 2020 1:50 pm

    Não esqueça do essencial: quem administra as ações a respeito da pandemia são os prefeitos, no caso, Alexandre Kalil, rompido com Zema. Belo Horizonte foi a primeira capital a fechar comércio e está sendo das mais lentas em reabrir. Há subnotificação, é claro, mas Belo Horizonte tem primado pela cautela nas ações.

  3. evandro condé

    27 de junho de 2020 4:28 pm

    Sobre BH, facílimo acessar dados da Secretaria Municipal de Saúde. Realmente deu um salto exatamente após a liberação parcial. Mas continua lá em baixo comparando com outras capitais maiores. Excetuando os velhos conhecidos, a maioria apoiando o trabalho do prefeito. Só acho que há poucos testes, como em todo o estado.

Recomendados para você

Recomendados