
Onde está o Estado Nacional?
por André Araújo
A Constituição de 1988 desmontou o Estado nacional brasileiro, um ente que vinha desde 1822 mantendo a unidade do País, enfrentando enormes desafios por todo esse período histórico. Nestes quase dois séculos, o Brasil enfrentou uma guerra externa de grande porte nas suas fronteiras, várias revoluções, salvações, coluna Prestes, sublevações (1935 e 1937), lutas fratricidas ( guerra Farroupilha no Rio Grande do Sul), revoltas populares e religiosas (Canudos e Contestado), foi um dos Aliados na Segunda Guerra, o Estado brasileiro soube se defender e manter a integridade nacional atuando com toda força disponível sem melindres e sem vacilações
Estamos agora em uma fase de inédita vulnerabilidade causada por autonomias mal resolvidas, judicialização da atividade legislativa, pruridos, incapacidades e melindres em agir por quem tem a obrigação de fazê-lo, abrindo um processo de fragmentação do poder à custa do Estado nacional. Nenhuma grande nação, das dimensões geográficas continentais do Brasil, é governável sem um Poder centralizado forte e atuante que comande e lidere o conjunto do País. Um País não é uma soma de territórios autônomos empilhados ou uma colcha de retalhos mal costurada e esgarçada, ou há forte unidade de interesses e propósitos ou não é um Pais, é apenas um território com um síndico para o dia a dia.
Os três maiores blocos de poder geopolítico de hoje, EUA, Rússia e China, estão sob comando de governantes autoritários e centralizadores ditando as regras do mundo.
Um dos muitos e graves erros da Constituição de 88 é dificultar, quase impedindo, a intervenção federal nos Estados. Sem o risco de intervenção os governadores administram seus estados com grande tolerância para o erro e para o desmando. Nas constituições de 1891 e 1946 o risco de intervenção mantinha os governadores dentro dos trilhos. Sem esse risco eles cometem os maiores desgovernos tranquilamente, como caudilhos em seus feudos e se conservam no palácio sem maiores perigos.
Mais erro ainda foi dar autonomia financeira às corporações jurídicas, que se tornaram ilhas de regalias, privilégios e desperdícios, assim como uma inédita autonomia financeira à universidades, coisa única no planeta, o que canalizou toda verba orçamentária para aumentar salários e regalias de professores e funcionários. Aliás, autonomia financeira no Brasil corre como água de enchente para a folha de salários e benefícios.
O Congresso brasileiro custa R$ 10 bilhões por ano, grosso modo R$ 6 bilhões para a Câmara e R$ 4 bilhões para o Senado, segundo congresso mais caro do planeta. A Constituição de 1946 mantinha no Tesouro o controle da despesa dos demais poderes porque o conceito era de autonomia funcional, que não se confunde com autonomia para gastar dinheiro público sem instância de controle.
As “autonomias” são o coração da Constituição de 88 como reação ao Poder Militar que ela visava desconstruir através do excesso de ilhas de poder e direitos individuais ao infinito.
Temas de segurança pública, que afetam o País todo e não só um Estado, são claramente questões de segurança nacional, de alçada do Poder central. As facções criminosas são novo poder, de caráter nacional e claramente seu controle não afeta apenas uma região, mas atinge o País todo e se projeta para fora do País, é claramente assunto federal.
Governos de Estados, ao permitir o descalabro dos presídios, é um caso típico de intervenção corretiva e necessária, não sobra nada da autoridade estadual. Mas absolutamente nada aconteceu! Governadores e seus secretários permanecem calmamente em suas cadeiras, a terceirizada do presídio continua recebendo suas faturas milionárias. Como pode fatos desse porte, noticiados em todo o mundo pelo seu horror, não ter a mínima punição de nenhuma autoridade, nem da gestora particular do presídio no caso do Amazonas? Ela foi suspensa, cancelada ou mesmo advertida? Vão segurar o pagamento? Não se vê noticia, tudo parece normal, o contrato de valores estratosféricos continua operando. Nos demais Estados muito movimento e pouco resultado, parece que o problema único é dar uma satisfação à mídia e não resolver a causa do descalabro penitenciário na sua base.
O que aconteceu em Manaus é um fato nacional e não local, merece ação pronta e imediata do Poder central, porque afeta a segurança e a imagem de todo o País e não só do Amazonas ou do Rio Grande do Norte ou de Roraima.
Não sobra nada que se salve na administração estadual, nem o contrato de terceirização dos presídios, no caso do Amazonas uma peça de ficção, nem as ações e atitudes dos secretários da área. O complexo penitenciário sob controle dos seus hóspedes e não do Estado, mas a responsabilidade é sempre do Estado.
Logo alguém na ONU vai propor uma administração internacional para a Amazônia brasileira visto a incapacidade dos locais de gerir a região da maior reserva florestal do planeta. As demonstrações de desgoverno são tantas e tão frequentes que o Brasil passa atestado de perda de controle em uma área estratégica. Se não conseguem controlar um presídio, como controlarão as fronteiras e a maior floresta tropical do mundo?
O Brasil está dando sinais diários de um Estado nacional em decomposição, que aceita suas empresas serem processadas sem reação pelo governo dos EUA como se estivéssemos no tempo da China da Imperatriz Viúva, quando todos tiravam lascas do poder imperial. O Estado nacional existe e assim será reconhecido quando mostrar claramente o domínio do território em todos seus aspectos, especialmente naqueles que são privativos do Estado, como prender pessoas.
Repete-se em outros Estados a mesma anomia e desorganização para administrar presídios. Se não conseguem dar conta de um espaço limitado como um presídio como governarão o Estado federado? O Governo central tem que estar acima dos Estados federados com comando sobre todo o território nacional, não é possível aceitar situações-limite que, por contaminação, expandem o risco além fronteira do Estado, tornando-se mais ainda um caso de projeção nacional.
A nova configuração geopolítica representada pelo esfacelamento de Estados no Oriente Médio e consequente fluxo de refugiados, que mudam o modus vivendi europeu, pela saída do Reino Unido da União Européia e pela eleição de Trump apontam para um declínio da democracia e para um aumento do autoritarismo, o que exigirá Estados nacionais mais fortes.
O Brasil conviveu por mais períodos com Estados fortes do que com Estados fracos, como é o da Constituição de 88, o caos institucional de hoje é inédito na história do Brasil.
O Segundo Império foi um Estado forte e muito respeitado, a Primeira República era respeitadíssima e com uma força que não hesitava em afirmar o poder central até com bombardeio de cidades (Salvador 1922). A aristocracia governante derrubada pela crise de 29 foi sucedida por um estadista com visão nacional, vasta cultura, claros ideais, hábil no uso do poder em várias molduras. Vargas era na alma um autoritário e sua origem era da mesma aristocracia da Primeira República que derrubou. Ele apenas tinha maior grandeza.
A República de 46 conseguiu o equilíbrio entre democracia e comando, entrou em crise de Presidentes problemáticos, entre 1961 e 1964, sucedida por um regime autoritário que soube centralizar novamente o poder, com evidente reforço do Estado central, sem entrar no mérito histórico. No regime de 46, Juscelino governou o País com mão de ferro, protegido e armado pela espada do Marechal Lott, sufocou duas insurreições, enfrentou Lacerda com lacração de emissoras de radio e tv, encarava crises de peito aberto e por ter poder conseguiu criar do nada a nova capital Brasília em prazo incrivelmente curto.
A reação ao regime de 64 nos deu uma Constituição que desmontou a centralização e criou um conceito de poder fracionado em partidos, MP, Judiciário, governos estaduais, dando a sensação de que ninguém manda no Brasil, impedindo o Estado central de governar. O poder do Planalto vira uma geléia sem forma, sem cara, sem objetivos de longo prazo, sem estratégia macro. Não há como um grande Pais ser governado nesse caos instituído pela Constituição de 1988, sem linhas claras de poder, uma Lei Magna plena de direitos a indivíduos e grupos e manca de deveres a cidadãos e governados. Se achou que dando autonomia a todos se evitaria o autoritarismo, ao invés, enfraqueceu até a raiz o Estado nacional e deu poder a corporações, grupos, movimentos, causas, partidos e agora até facções criminosas de âmbito nacional que tem o domínio de fato de presídios onde detém a chave e fazem entrar armas e o que quiserem. Grupos novos, aí incluindo uma mídia com grande apetite de poder, nascem no vácuo do Estado, são o resultado desse vácuo e, uma vez estabelecidos, são de difícil controle em Estados democráticos.
O apogeu da fragmentação do Estado está no sistema partidário, que impede o Chefe de Estado de governar porque sua primeira tarefa é agradar a “base aliada” esfacelando seu governo em fatias incoerentes com Ministros e Secretários absurdamente inadequados, tudo à custa do poder do Estado central. Cada qual tira um pedaço desse Estado e o que sobra é uma carcaça desfigurada, hoje simbolizada pelos massacres em presídios.
As gerações de políticos brasileiros, que veio após o fim do regime militar de 1964, parece ter perdido a noção clara do Estado Nacional que fazia parte da alma dos políticos da República de 1946. A geração da Constituição de 88 pensa muito mais em democracia do que em Estado, um grave erro.
O Estado Nacional como expressão e conceito PRECEDE a democracia, que é apenas uma forma de governo, não é o Estado. Um Estado Nacional, que é a representação final do território, da população presente e futura e da História de seu passado formativo, independe e é superior à forma de governo. O Estado existe integralmente com monarquia, oligarquia, ditadura ou democracia, porque é um ente superior à forma de governo, é o navio onde todos estão e, se esse navio afundar, afundam todos, qualquer que seja o timoneiro.
Quando o Departamento de Justiça dos EUA estende sua jurisdição com a maior naturalidade sobre pessoas físicas e jurídicas brasileiras que nada fizeram nos EUA para lá serem processados, e quando essa pretensão não merece qualquer reparo do Governo do Brasil, como se fosse algo natural e aceitável, com o apoio entusiasmado de jornalistas importantes à jurisdição estrangeira sobre o Brasil, o conceito de País regrediu.
Jornalistas esportivos acharam ótima a ação do FBI sobre dirigentes esportivos brasileiros sem perceber o desprezo sobre a soberania brasileira. Muitos elogiaram a tutela americana sobre nosso futebol, um deles, dos mais famosos, dizia “agora a coisa é com o FBI, agora a coisa é séria”, sem perceber que a justiça é parte da soberania e, se aceitamos a justiça estrangeira, estamos abrindo mão da soberania brasileira sobre assuntos nossos e não do estrangeiro.
Ainda hoje, comentaristas das mídias impressa e eletrônica elogiam a ação do Departamento de Justiça sobre empresas brasileiras, sem perceber ou desconhecendo o que seja um Estado nacional que deve ser respeitado. Não enxergam que o capital político representado pelo Estado é infinitamente maior que ações individuais de justiça sobre pessoas.
A recuperação da economia depende do fortalecimento do Estado nacional através de uma nova Constituição, onde esse princípio centralizador tenha um peso muito maior que na Constituição de 88, disruptiva, fragmentaria, desintegradora, tornando o Pais ingovernável.
A democracia não pode estar acima do princípio do Estado nacional, que é o passado pela História, o presente pela sobrevivência da população e o futuro pela continuidade de novas gerações.
A anemia do Estado nacional nos dias atuais torna-o refém do mercado financeiro a quem se entrega o Banco Central como carta de fiança para permitir ao governo existir, uma situação que vem desde a presidência FHC até hoje, nos dando nostalgia de comandantes da economia poderosos como Oswaldo Aranha, Roberto Campos e Delfim Neto, que em situações de muito maior vulnerabilidade econômica, mantinham o mercado financeiro sob rédeas, e não o contrário como hoje acontece, onde o Ministro da Fazenda e o presidente do Banco Central são ambos delegados do sistema financeiro no Governo.
O interesse do Estado supera em tudo o interesse da justiça, de causas, da moral e da ética. A ética do Estado é a sua preservação e fortalecimento. O Brasil de hoje, numa saga suicida, trata de desmontar os fundamentos da economia de base, de suas empresas de infra-estrutura com décadas de experiência acumulada, de sua vibrante cadeia de óleo e gás, de sua nascente indústria naval, de sua iniciativa única no Hemisfério Sul de construção de um submarino nuclear, tudo sacrificado no altar de uma cruzada anti corrupção, ao mesmo tempo que outras formas de corrupção, desperdício e ineficiência prosseguem a um custo infinitamente maior que a corrupção de propinas, a corrupção dos mega salários, a corrupção de infindável construção de prédios para a alta burocracia, a corrupção dos estúpidos juros altos sobre a dívida pública que poderia ser financiada por muito menos. A corrupção dos contratos de swap cambial para manter o dólar baixo a favor do mercado financeiro, está custando, em apenas um ano (2015), R$ 207 bilhões ao Tesouro, nunca alardeados pela mídia, que comemora com banda de música a recuperação de propinas de 2 ou 4 bilhões como se fosse uma vitória assombrosa, deixando passar a boiada muito maior. A corrupção da perda de 20 ou 30% de grandes safras por falta de ferrovias e rodovias, a corrupção de uma imensa burocracia de inúteis que alimenta, esta sim, a corrupção para fazer andar os processos, diligências, certificações, despachos, autorizações, vistorias, laudos, tudo multiplicado pela complexidade consumidora de tempo e energia dos poucos que ainda se atrevem a empreender em um País carente de empreendedores e produtores e abundantes de improdutivos, encostados, burocratas pomposos que não geram riqueza.
Como foi possível o País comemorar a expulsão de construtoras brasileiras de nações da África e Américas sob o pretexto da luta anti-corrupção, que nos valerá prêmios da Transparência Internacional e perda de mercados que levaram décadas para conquistar? Estamos comemorando imensos prejuízos para o País? O Peru ficará puro com o fim das empreiteiras brasileiras ou estas serão substituídas por construtoras asiáticas que têm a corrupção no seu DNA? Como um Estado nacional perde mercados de difícil conquista em nome de causas moralistas que só o Brasil persegue como se fossemos os purificadores do mundo?
De que nos vale perseguir construtoras brasileiras no Peru e no Equador? O que ganha o Brasil com isso? Aplausos de promotores americanos? E depois? Pela sua dimensão continental, que o faz um dos maiores Estados nacionais do planeta, o Brasil deveria ter uma projeção internacional muito maior do que tem, deveria ser claramente a principal potência regional e porta voz da America Latina e um dos players mais representativos do sistema global, porque é o maior pais emergente de formação e cultura ocidental. No entanto, o Pais se apresenta pequeno na arena das relações internacionais, modesto demais pela sua relevância, território, população e economia, tudo isso resultante de um Estado fragilizado, sem vigor e sem presença, uma regressão do papel muito maior que o Brasil teve no Império e no Estado Novo, quando foi um dos oito Aliados no teatro europeu. E, mesmo no regime de 64, quando reconheceu governos em África contra a determinação do Departamento de Estado, além de forte incursão econômica e estratégica no Iraque, uma política ousada de projeção de poder internacional. O Brasil foi o único país latino americano a participar diretamente da Segunda Guerra Mundial, depois iniciou um lento encolhimento internacional, pela pequenez de suas elites dirigentes, com lampejos fugazes nos governos JK e Geisel, depois vem o eclipse e hoje estamos no apagamento de um Estado humilde que aceita corregedoria do Departamento de Justiça americano como se isso fosse algo natural.
Os grandes impérios do passado foram construídos por aventureiros. O Império Britânico por corsários e trapaceiros, o Império Americano por pistoleiros e grileiros que atravessaram do Atlântico ao Pacifico lançando ferrovias atropelando o que estava à frente.
Impérios não foram construídos com beatos e nem com a Transparência Internacional e sim com grandes empreendedores cuja ficha jamais foi impecável, tal qual não é santificada a ficha do recém eleito Presidente dos EUA, país que hoje, através de seu Departamento de Justiça, nos dá lição de moral humildemente aceitas por obedientes alunos.
Não adianta combater os efeitos da corrupção sem combater suas causas, basicamente o sistema partidário, não adianta demolir um modelo político sem ter pronto outro para por no lugar. País algum, desde a Roma dos Césares, é governável sem políticos, bons ou maus, há que haver políticos para organizar o Estado. Demonizar todos os políticos torna o Estado ingovernável. Parece que é isso que o Brasil quer hoje, o desmanche do atual sistema político, sem reposição de outro modelo, fará o Estado brasileiro entrar numa cratera da qual pode não sair mais. Um Estado, por pior que seja, é melhor que o vácuo.
anarquista sério
1 de fevereiro de 2017 1:40 pmA A esta escondio( ou foi
A A esta escondio( ou foi escondido ) na ”portinha.”
Porque no Fora de Pauta, sumiu.
Com histórias deliciosas e português ABAIIXO de quaquer suspeita, deve ser isso a razão,
REalmente, o cara precisa de um copidesque.
e EU TBM precisaria,
Mas como não escrevo nada importante . . .
zegomes
2 de fevereiro de 2017 12:29 pmPode ser engano, mas sinto
Pode ser engano, mas sinto nesse comentário um cheirinho de invídia no ar!!!
fernando oliveiraf
1 de fevereiro de 2017 1:46 pmOnde está o Estado Nacional?
Onde está o Estado Nacional? Foi substituido pelo “Essa Porra”, ora pois….
Ivan de Union
1 de fevereiro de 2017 1:58 pmConcordo com tudo, Andre. A
Concordo com tudo, Andre. A propria constituicao do Brasil tem varios erros bossais, inclusive o tal “transito em julgado” que nao existe em outros paises.
O q ue a gente pensa que eh “o Brasil” eh so um punhado de feudos -literalmente, feudos.
Pedro Penido dos Anjos
1 de fevereiro de 2017 2:08 pmMeus Candidatos
Ciro, Requião, Haddad e André Araujo
Ah, e nova constituinte com quarentena de inegibilidade para seus membro.
Pedro Penido dos Anjos
1 de fevereiro de 2017 2:09 pmMembros, né?
Membros, né?
Nadraas
1 de fevereiro de 2017 2:19 pmEscolha sua solução
Muito bom André Araujo: os poderes estão dominados por corporações e estas por ladrões e mediocres e dali nada virá. Quem torce por melhorias com estes poderes participando acredita em tudo.
Se ditaduras, franco atiradores, golpes , etc,, já sabemos que não são soluções e as institucionais apenas com a liderança de Papai Noel e do Coelhinho da Pascoa, por onde lutar? De que maneira?
Cada um escolha a sua.
Pessoalmente não acredito em nada que não contemple a destruição completa de TODOS ocupantes dos principais cargos do pais, da Policia Federal ao Ministerio Publico, do judiciario ao legislativo e do executivo a mdia tradicional.
JSFMarcelo
1 de fevereiro de 2017 2:29 pmVejo uma galera que defende o
Vejo uma galera que defende o fim do Estado, na verdade o que querem é o fim dos impostos. Elas dizem que as pessoas podem viver em uma sociedade anárquica, com um pacto de não agressão e o livre mercado regularia a economia. Digo pra elas que no mundo em que vivo, isso é impossível. Concordo plenamente com o André, a descentralização do poder acabou com o estado nacional brasileiro, não se pode governar um país onde cada instituição têm uma autonomia exagerada.
Somebody
1 de fevereiro de 2017 2:42 pmConcordo com o escrito. E
Concordo com o escrito. E complemento que se os brasileiros não fizerem nada a respeito o Brasil irá se desmanchar como a ex-URSS e deixar no lugar um punhado de pseudoestados que serão anexados pelos vizinhos.
Adroaldo Lima Linhares
1 de fevereiro de 2017 2:54 pmPrá começo de conversa,
Prá começo de conversa, gostariamos de saber aonde que está acontacendo combate à corrupção? Tanto de seus efeitos como de suas causas. Prá terminar a conversa, boa análise de uma situação, pena que é extemporânea. Hoje, estamos em uma ditadura e o que está sendo pautado já era, moreu (tradução do moro), pifou, Inês é morta, caducou, venceu, evaporou, dormiu sono eterno, virou pó (tradução 100% demotucana), sucumbiu (tradução de stf) etc etc etc…
WG
1 de fevereiro de 2017 3:00 pmConcordo André com quase
Concordo André com quase tudo, execeto com a tese principal, de que o Estado fraco da constituição de 88 gerou esse caos atual. Os governos do PT estavam exatamente tornando o Estado mais forte, como você mesmo citou, através de algumas iniciatvias ( abertura de mercados na África e países da América Latina, Brics, etc etc…) Quem está destruindo o Estado Brasileiro é esse grupo que tomou o poder pelo golpe, rasgando a constituição. Evidente que a constitução de 88 pode e deve ser aperfeiçoada, mas afirmar que o desmonte do estado brasileiro se deve à CF /88 é ir longe demais, é simplificar demais. Quando a plutocracia, o poder judiciário, amparados pela grande mídia e por forças externas decidem dar um golpe de estado e rasgar uma constituição, não há estado, mais forte ou menos forte, que oponha resistência. Veja só, um militar brasileiro, estratégico para o futuro do país, está na prática condenado à morte, e as forças armadas brasileiras não deram um pio. Estado fraco?
atenir
1 de fevereiro de 2017 3:05 pmEssas autonomias
Essas autonomias orçamentarias e financeira par mp, judiciario, universidades e defensorias só serve para conquistas de regalias corporativas…nada mais…
Agora essa autonomia estadual é um absurdo…parace varios países dentro do outro…
Henrique Finco
1 de fevereiro de 2017 3:50 pmO comentarista erra
André Araújo erra ao dizer que existe “…uma inédita autonomia financeira às universidades, coisa única no planeta, o que canalizou toda verba orçamentária para aumentar salários e regalias de professores e funcionários”. As Universidades Federais brasileiras NÃO TÊM AUTONOMIA financeira e muito menos podem determinar os salários dos professores e funcionários. Os salários dos servidores públicos federais (servidores do executivo federal) são definidos por lei federal e são de responsabildiade do Poder Executivo Federal. Nenhum Reitor ou Conselho Universitário tem autonomia para definir ou distribuir salários e “regalias”. Aliás, o salário de um professor universitário EM FINAL DE CARREIRA (Professor Titular) é de cerca de 17 mil reais, muito menor, por exemplo, do que o de um delegado de polícia federal….
Andre Araujo
1 de fevereiro de 2017 4:10 pmhttp://correio.rac.com.br/_co
http://correio.rac.com.br/_conteudo/2015/07/ig_paulista/295595-unicamp-800-servidores-ganham-acima-do-teto.html
A USP e a Unicamp tem percentagem fixa do ICMS, quase 10% e a folha consome mais de 100% da verba, não sobra nada para pesquisa, investimento e melhoria, “procuradores” da USP aposentados levam 80 mil mensais para casa.
Das Federais é famosa a do Ceara por mega salarios garantidos por sentenças judiciais. No Sul e nas universides mais novas acredito que haja maior controle, o problema não sáo os salarios regulares, são os aditivos garantidos por sentença judicial. mas vc tem razão que a analise deve ser feita caso a caso.
A base do erro é a escolha do Reitor por assembleia de funcionarios e professores, essa é a raiz da autonomia.
Henrique Finco
1 de fevereiro de 2017 6:37 pmSentenças….
Prezado André, sei de casos em que de fato existem ganhos altos em função de sentenças judiciais. Mas, que eu saiba, são casos isolados e de forma alguma tem algo a ver com autonomia financeira das universidades. A (pouca) autonomia que as universidades federais têm diz respeito a algumas questões admninistrativas, a questões didáticas, a questões de pesquisa e a questões de atividades de extensão. Sou professor Associado na Universidade Federal de Santa Catarina e já participei de órgãos administrativos (como a maioria dos professores, em algum momento de sua carreira, participa) e posso afirmar com serenidade: não existe autonomia financeira. O salário a que me referi antes, de Professor Titular, evidentemente é para professor que tem no mínimo doutorado, está a mais de 17 anos na carreira e fez as provas de progressão funcional para o último degrau da carreira. A esmagadora maioria dos professore titulares têm mais de 25 anos de carreira. Abraço.
ze sergio
1 de fevereiro de 2017 9:44 pmo….
Orçamento das Universidades segue o mesmo caminho do dinheiro do Orçamento Público. Deixemos de ser tão inocentes e fundamentalistas Totalmente torrado em salários nababescos e mordomias de um círculo pequeno de indicados politicos. Os amigos dos amigos. Vejam a USP, enquanto o reitor quer fechar uma creche modelo dentro da universidade, gasta uma fortuna para enfeitar e cercar a Reitoria. Isto é só um único exemplo. Vamos parar de querer defender o indefensável por paixões ou ilusões politicas. Vamos deixar de ser burros.
Doney
1 de fevereiro de 2017 3:50 pmDois comentários
1 – Sobre intervenção nos estados, a que se fez estritamente necessária, nos finais de 2002, ainda no governo FHC, foi a do governo José Inácio Ferreira no Espírito Santo. Os motivos de ela não ter sido implementada dariam um livro… O então ministro da justiça, Miguel Reale, depois de ter afirmado publicamente que se realizaria a intervenção no Espírito Santo devido ao descalabro absoluto na gestão do estado, veio a ser desautorizado por FHC (o governador José Inácio foi um dos fundadores nacionais do PSDB). Isto não impediu o filho de participar da estultice desmoralizante do golpe.
2 – Com que moral o atual governo federal faria uma intervenção federal nos estados por conta de presídios? O Lex Luthor piorado que ocupa atualmente o posto de ministro da justiça diz que não ajudou o estado do Amazonas porque este não pediu ajuda. Poucos dias depois, ocorrem outros problemas da mesma ordem em Roraima, o Lex Luthor diz que aquele estado também não solicitou ajuda, prova-se que ele mentiu descaradamente, que a governadora pediu apoio e ele recusou… e não acontece nada, ele sequer é demitido (tanto pela incompetência quanto pela mentira descarada). O Lex Luthor não deveria somente ter sido demitido, mas também co-responsabilizado por todos os acontecimentos que eram de sua alçada e ele diretamente se omitiu em ajudar.
Manu Guitars
1 de fevereiro de 2017 3:56 pmNão sou robo(captcha)……
O titulo não tem nada a ver com o texto…..não resisti a fazer a piada……
Seriamente, muito bom artigo, faço um ou dis comentarios
Vai ao encontro do que desde muito tempo penso…….acho que a democracia so funciona plenamente em paises pequenos, os exemplos que temos na Historia nos prova esta tese…quando um pais que funciona de maneira “democratica”,entra numa fase de “expansionismo”, automaticamente, o regime tende a centralização e ao autoritarismo, eu diria que é quase uma regra universal………podemos pensar nos exemplos Grecia antiga e Roma antiga para ilustrar ….mesmo se sou um democrata intransigente, desconfio que quando saimos do tamanho humanamente impossivel a controlar,e nos deparamos com territorios imensos, a unica saida é tentar controlar esses teritorios por todos os meios……
Quanto a constituiçãode 88 não entro na discussão pois não tenho os conhecimentos nescessarios…..
Quanto ao estado nacional, vou me concentrar num ponto especifico, um ponto de baixo para cima, digamos assim….
Acho que o povo Brasileiro tem uma enorme carencia de “sentimento nacional”, sensação de pertencer e fazer parte de uma nação ou simplesmente cidadania….não e culpa do povo pois as elites nunca tiveram nenhum interesse em desenvolver este sentimento….quanto aos governos do PT, não costumo fazer mas vou fazer uma critica construtiva, acho que o PT deveria ter investido massiçamente no ensino fundamental pois é nesta fase da vida que se desenvolve “sentimento nacional”, sensação de pertencer e fazer parte de uma nação ou simplesmente cidadania, se em casa não se ensina, cabe a escola “fazer o trabalho”, escola com partido sim, nesta fase é o momento de “fazer cabeça” e inculcar valores, deveres e direitos, pelo menos assim é em todos os cantos do que visitei/morei e obsevei/observo….
Quanto ao resto estou plenamante de acordo, e sempre me impressiona a capacidade que temos a fazer o contrario do que deveriamos fazer…..somos um caso “psiquiatrico”, temos tudo pra dar certo e nunca chegamos la……
PS: A primeira “lida”pode se pensar que voce tem uma “queda” por autoritaismos…..o texto é claro,mas não se espante se for acusado de “facho” por um leitor incauto e apressado……
alexandre ferreira lopes filho
1 de fevereiro de 2017 3:57 pmOk, esta perfeita a analize
Ok, esta perfeita a analize mais gostaria de ponderar alguns pontos.
1 Uma herança Portuguesa onde essa nação não encontrou o seu ethos ate hoje depois que perdeu o seu rei, Dom Sebastião.
2 Uma elite “farinha pouca meu pirão primeiro.” Desde o descobrimento.
3 Quando o que mais se pareceu com nação em nosso pais foi no segundo Imperio.
4 Acabou e se desorganizou a nação com o fim do imperio, se pensarmos que na quela epoca a media de vida era de uns 30/40 anos levamos duas geraçoes para consertar o que foi feito. Graças a nossa elite.
5 Getulio vem de novo pensar o pais como nação. E so conseguiu porque era ditador. Quando ele conseque dar um dribre nas elites.
6 Getulio cai graças a nossa elite, ainda resentida de 1937.
7 Golpe 64 elite desmonta mais uma vez o que a nossa sociedade tentou destruir.
8 Constituiçao de 88 sabia-se que ela e disfuncional e foi ate um metalurgico conserta e ou governar.
9 2016 de volta ao começo destuimos tudo o que de estado e nação foi feito.
10 Lembremos que durante todo esse periodo nunca conseguimos ser uma democracia. Pedimos sempre licença a nossa elite, para existirmos. Pois nunca tivemos um orçamento propriamente dito e seguido, onde o dinheiro e sempre alocado a onde faz falta, pagamento de juros para nossa elite.
11 Estamos entrando novamente em mais um ciclo destuidor, onde hoje devido as proporçoes nos assusta mais e real.
12 Eu realmente gostaria de saber por que o exercito que sempre foi enganado pela nossa elite não entrou nessa.
13 Fica a dica para quem puder pesquizar sera que o exercito tomou conciencia?
DANTE FRANCESCHINI
1 de fevereiro de 2017 4:05 pmsó nos resta a loucura…
D. SEBASTIÃO – REI DE PORTUGAL
FERNANDO PESSOA
Louco, sim, louco, porque quis grandeza
Qual a Sorte a não dá.
Não coube em mim minha certeza;
Por isso onde o areal está
Ficou meu ser que houve, não o que há.
Minha loucura, outros que me a tomem
Com o que nela ia.
Sem a loucura que é o homem
Mais que a besta sadia,
Cadáver adiado que procria?
Somebody
1 de fevereiro de 2017 4:31 pmO seu texto está difícil de
O seu texto está difícil de ler mas eu acredito que você está correto em todos os pontos que você levantou. Eu também tenho notado no meu tempo dentro do Brasil que o país é “sabotado” desde o começo por uma “casta” de pessoas com visão de mundo realmente curta aonde tudo o que importa são elas mesmas e mais nada, pessoas que não se incomodam em tomar decisões que gerem lucro rápido e imediato mesmo quando as consequências dessas decisões poderão acabar com a vida delas mesmas no ano seguinte.
E por isso eu volto em insistir: Vocês brasileiros só vão conseguir tirar esse “freio” do desenvolvimento do Brasil como nação quando vocês liquidarem essa “casta”, quando vocês acabarem com os “coronéis” e com os escravocratas que ficaram parados no século 18 e que estão arrastando com eles o país inteiro para o abismo.
Andre Luiz RRR
1 de fevereiro de 2017 4:13 pmAndré,
Gostaria de um
André,
Gostaria de um comentário seu sobre o Eike Batista.
obrigado.
Andre Araujo
2 de fevereiro de 2017 2:38 amEike era um
Eike era um empresario-vendedor de sonhos, categoria que é historicamente comum nos EUA, foi uma das principais causas d crise de 1929, com financistas como Ivar Kreuger, o rei dos fosforos, Samuel Insull, o rei da energia eletrica,
gente que montava empresas de papel que não valiam nada mas que eles conseguiam fazer crer que valiam muito baseado em lucros potenciais no futuro. Nisso Eike foi campeão e o extraordinario foi que conseguiu convencer gente tarimbada a entrar na sua conversa., inclusive grandes bancos e fundos nacionais e estrangeiros.
Em certo momento acho que até ele acreditava nesses sonhos, só isso explica era tirar executivos da Petrobras pagando milhões de dolares de bonus porque achava que eles sabiam onde tinha petroleo, tudo fantasia. Esses personagens
historicamente acabam se convencendo que são realmente geniais, acabam realmente acreditando nas suas lorotas.
O lado muito ruim de sua biografia foi o da ostentação vulgar com Lamborghini na sala e coisas do tipo de horrendo mau gosto mas Eike não foi o unico e nem será o ultimo, outros Eikes aparecerão, a credulidade humana é infinita.
Numa escala muito menor tivemos incontaveis ” Reis do Boi Gordo” que acharam credulos a vontade para seus projetos.
joel lima
1 de fevereiro de 2017 4:20 pmO Brasil está a um passo de
O Brasil está a um passo de se fragmentar, como ocorreu no século XIX na américa hispânica. Pra evitar isso precisaríamos de um líder como Lincoln. Os EUA unidos de hoje é fruto de Lincoln. Pelo que já li, os Estados do sul tinham todo direito a se separar e ficar com o seu modo de produção baseado em escravos. Mas Lincoln, um estadista, não permitiu isso ao ponto de iniciar a guerra civil americana, tida como a primeira guerra moderna e que matou 2 por cento da população masculina (uns 3 milhões hoje). E não apenas derrotou os Estados rebeledes, como os obrigou a terminar com a escravidão e, portanto, com o eixo da economia do sul, através da inclusão de um artigo na constituição votado pelos estados do norte. E mesmo assim os votos foram conseguidos por um jeito que faz o mensalão parecer coisa de criança (recomendo o filme Lincoln para ver essa parte. O filme só não é melhor por causa do sentimentalismo insuportável de Spilberg) E o fim da escravidão não foi por questão moral,de humanidade, mas porque o modo de produçã usando escravos era um obstáculo para os EUA se industrializar. Se não fosse Lincoln, os Estados Unidos seriam vários estados, muitos fortes (a california, se fosse um país, seria o sexto PIB do mundo), mas nada comparável ao que ainda hoje é. No Brasil de hoje, Lincoln seria o capeta encarnado. Pros EUA, um país de verdade, ele é mais do um herói, é um mito no nível do rei-filósofo de Platão (LIncoln, além de grande estadista, era um grande intelectual e tinha o dom de escrever. Recomendo a leitura do discurso de Gettysburg e compare com um discurso de Temer, o rei das mesóclises.)
ze sergio
1 de fevereiro de 2017 5:08 pmo…..
Caro sr. André, acordamos um dia e descobrimos que o Estado Brasileiro está em Alcaçuz. Decaptando cabeças como faz há muito tempo, principalmente depois da Constituição Cidadã (não viamos as cabeças? Só porque ainda não havia internet e transmissão ao vivo com celular, sem cortes, nem censura. Alias, com muitos cortes) E 20 anos depois do Carandiru? É inacreditável. O que creio ser inexplicável é nossa mídia, nossa imprensa, nossa intelectualidade só dar conta disto, só começar a alardear tamanha barbárie quando a pretensa última ou último virgem do país foi revelado no bordel. Existia (e ainda existe) brasileiros acreditando na virgindade de alguma donzela da Politica Nacional. Tem aqules que juram que Dom Sebastião voltará num alazão branco, logo atrás Antonio Conselheiro, agora de barba e sindicalista. O Brasil é cômico, mas principalmente trágico. E de muito fácil explicação.
Cesar Cardoso
1 de fevereiro de 2017 4:35 pmPensatas sobre autonomia e ocupação do Estado
Bom, sem muita ordem. E sem muita esperança, já que o pêndulo federativo brasileiro garante que a próxima Constituição (não é se, mas quando a Constituição de 1988 será trocada) será ultra-centralizadora… e, cada vez mais temo/tenho certeza, virá a partir de um autogolpe do presidente de plantão.
1) A autonomia dos Estados não é um problema em si; aliás, na Primeira República a autonomia dos Estados, na prática, era até maior. O problema não é simplesmente a amarração constitucional à autonomia, mas também – e acho principalmente – não se dotar a União de instrumentos para uma intervenção rápida e pontual; não é apenas a praticamente inviabilidade de intervenções federais nos Estados, mas também (para ficarmos em segurança pública) o fato de não termos uma Guarda Nacional (a Força Nacional é montada a partir das PMs, e ninguém é da Força Nacional, mas sim da PM do seu Estado).
2) Ao mesmo tempo, olha que interessante, os Municípios tem, talvez, menos autonomia do que deveriam… aliás, um dia alguém escreverá sobre a relação direta entre Lula e os municípios como estímulo do ódio das oligarquias estaduais contra o PT. Mas não da nossa geração, porque a nossa geração não tem salvação.
3) Sobre autonomias financeiras: enquanto existir a Constituição de 1988, elas continuarão sugando recursos num enorme buraco negro garantido por decisões judiciais.
4) Sobre combate à corrupção: um dia alguém estudará o efeito do concursismo e do avanço de determinadas denominações evangélicas sobre o surgimento desta quimera, de acreditar que um Brasil completamente puro da corrupção liderará moralmente o mundo.
Esdras
1 de fevereiro de 2017 5:02 pmParei de ler em “salários e
Parei de ler em “salários e regalias para professores” de universidades.
Andre Araujo
1 de fevereiro de 2017 6:05 pmhttp://www1.folha.uol.com.br/
http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2015/07/1654186-unicamp-paga-salarios-acima-do-teto-a-mil-servidores.shtml
Será então falsa a noticia da FOLHA?
Des
2 de fevereiro de 2017 11:47 amGeneraliza a exceção.
Me fale de falácia.
Claudionor de Medeiros
1 de fevereiro de 2017 5:12 pm”O Estado existe
”O Estado existe integralmente com monarquia, oligarquia, ditadura ou democracia, porque é um ente superior à forma de governo, é o navio onde todos estão e, se esse navio afundar, afundam todos, qualquer que seja o timoneiro.”
Olha aí a raiz dos impropérios autoritários que fizeram o século20 mui peculiar minha gente. AA nos apresenta um mundo bem eclético com Hegel fazendo cosplay de Maquiavel em um seminário da FFLCH. Claro, que ao som de um fado português centralizador…
Snaporaz
1 de fevereiro de 2017 5:40 pmBom lembrar, André, de
Bom lembrar, André, de quando em vez,até como recurso didático, que o interregno do PT , no curso da vida nacional e seus vacilantes passos entre o autoritarismo e a democracia, foram uma síntese de Getúlio& JK,com Lula encarnado liderança ,até então, para nós,desconhecida. Continental e internacionalmente. As inúmeras homenagens ,”honores causa” e outras comendas,mostram o prestígio que o país atingiu sob sua direção. Hoje,o Brasil, está,irreconhecível.Apequenou-se,autodestruíu-se, e o vira-latismo, está mais solto do que nunca,para gáudio daqueles que, historicamente, desprezaram as conquistas nacionais, suas perspectivas, seus anseios, e seu futuro.
CarlosEd
1 de fevereiro de 2017 6:35 pmUma rápida lida em todos os
Uma rápida lida em todos os comentários dá pra ver que foram longe, longe, alguns chegaram até em D Sebastião, o rei que morreu na guerra, nunca voltou e virou um dos muitos mitos da cultura portuguesa. Podíamos ficar em tempos mais recentes, meus amigos, e lembrar que quase todos os lideres partidários brasileiros foram exterminados depois do golpe de 64, e que por isso nao temos lideres, e que os políticos que aí estão são os filhos daqueles que nao foram cassados, mortos ou afastados do poder. Perseguiram nossos educadores, Anísio Teixeira, um homem de 71 anos encontrado morto num fosso de elevador!
Aliás, onde anda o Ricardo Felício, professor da USP?
O Getúlio Vargas, tão elogiado no texto, se suicidou, um dos maiores líderes brasileiros, mito ele já virou, vamos esperar que ele volte também, igual ao D Sebastião?
Depois do golpe, ainda tentaram fazer nossa cabeça, infiltrando programas educacionais no MEC via “agências” de governo, e trouxeram ao Brasil um historiador norteamericano para contar a história do Brasil de Getúlio a Castelo. Temos mortos não enterrados, viúvas sem cadáveres, torturadores nao condenados, e por aí vai. Jogaram os negros na rua depois de 300 anos de escravidão, e até hoje eles estão aí na penúria. As forças armadas, em vez de estarem na Amazônia, estão na costa litorânea. E o que dizer do foguete que “explodiu” na base de Alcantâra em 2003 matando 22 cientistas? E como será que anda hoje a proteção do nosso espaço aéreo?
Olha, é muita coisa que o articulista escreveu , nao dá pra comentar tudo, mas com certeza temos professores e pesquisas de sobra para fazer esse país andar, mas infelizmente o que se vê é uma tentativa de demonizar também os professores e as universidades, isso não dá pra aceitar. O Brasil não usa o conhecimento produzido pelos professores e pelas universidades, a gente somos inútil. Não há de forma nenhuma autonomia das universidades, o que há é uma concentração absurda de poder no MEC, e a humilhacão de termos como Ministro da Educação um cara que ninguem sabe quem é nem de onde veio. E pensar que há pouco tempo tivemos o Renato Janine naquele posto. O que foi que o Temer fez na primeira semana de governo? Acabou com o Ministério da Ciência e Tecnologia e tentou acabar com o da Cultura. porque vcs acham que ele fez isso? E o Almirante Othon, preso por pilotar projetos de tecnologia nuclear? Concordo totlamente que jamais poderiam denegrir a imagem de nossas empresas como fzem aqui e no exteriior.Amigos, temos que usar nossa inteligência, toda a nossa inteligência, cultura e conhecimento, os caras que comandaram esse golpe não estão de brincadeira. A coisa, portanto, vai muito além da política, meus caros, saudações
Des
2 de fevereiro de 2017 11:56 amConfusão prolixa
Confunde “democracia” com democracia da Globo e quer dizer que por isso qualquer democracia é dispensável antes do patamar civilizatório básico. O velho deixar o bolo crescer…
Me lembrou na hora de um comentário de Buarque de Holanda ao Raízes do Brasil.
“Cabe acrescentar que, mesmo indenpendentemente desse ideal de cultura, a simples alfabetização em massa não constitui talvez um benefício sem-par. Desacompanhada de outros elementos fundamentais da educação, que a completem, é comparável, em certos casos, a uma arma de fogo nas mãos de um cego.”
Para que democracia nas mãos de um cego? Vamos fingir para esta hipótese que esse cego são as corporações de servidores e a elite. Para que seguir a CF de 88 que garantiu apenas direitos, mas não deveres? Vamos revogá-la, e o poder real permanece, se concentra e é exercido de forma ainda mais primitiva nas mãos dos que o autor pretende cercear.
“Massimo Pavarini refere-se ao instrutivo caso italiano e à maneira como a “Operação Mãos Limpas” relegitimou o sistema penal mussoliniano: “na Itália, durante muito tempo e diferentemente do que se registrou em outras realidades nacionais, os sentimentos coletivos de insegurança puderam se manifestar como demanda política por mudança através de uma participação democrática mais intensa”. O resultado foi um consenso difuso por repressão e, para cada mafioso preso, cem jovens drogaditos, e para cada político corrupto, cem imigrantes pobres na cadeia. As taxas de encarceramento subiram na Itália como nunca haviam subido, com incrementos percentuais de 50% ao ano. É lógico que esse crescimento se dá com novos critérios de seletividade. “Mais penalidade, como mais moral idade, é o trágico equívoco de toda cruzada contra a criminalidade”.
Loic Waquant “Punindo os pobres”
Enfim, o discurso real se torna: “Quem deixa esse povo desvairado solto na rua sem chibata? Muito melhor antigamente.”
Peraí, esse não é a prática e discurso velado dos que deram o golpe?
Deixa pra lá.
André Oliveira
1 de fevereiro de 2017 5:50 pmNas universidades federais e
Nas universidades federais e na estadual do rio pelo menos quem decide salários é o poder executivo que manda lei para ser votada na assembleia. O mesmo vale para concursos publicos. Na prática a autonomia se resume à acadêmica e administrativa. No resto os reitores tem de ir em procissão ao chefe do executivo com pires na mão para conseguir uns trocados pra pagar as despesas mais básicas e corriqueiras. Nos dias de hoje por exemplo estão todas vivendo em pobreza extrema.
Antonio Uchoa Neto
1 de fevereiro de 2017 5:50 pmComo considerar que uma
Como considerar que uma colônia pode ser o embrião de um Estado Nacional?
Só uma civilização autóctone pode evoluir de modo a gerar um Estado Nacional.
Os Estados Unidos são uma espécie de “Estado Privado”, sua elite política é composta por homens de negócios. Todo seu poderio se explica voltando-se ao “protestante asceta” que o colonizou, cujo objetivo na vida era ser rico, e não formar um Estado Nacional.
O Brasil é uma espécie de “Sub-Estado”, ou “Não-Estado”, dominado por uma elite extremamente – e abertamente – avessa aos “traços de caráter nacional”, que consideram vulgares e conspurcados (pela influência indígena e negra, principalmente), bem diferentes de seus equivalentes norte-americanos, como demonstra o prof. Jessé de Souza.
Tentativas de intelectuais, como Gilberto Freyre e Sérgio Buarque, de criar um “tipo Ideal” do caráter nacional, são toleradas, pois dão verniz científico de autenticidade à imagem do país lá fora, ainda que sob a forma da mulata passista de escola de samba ou do jogador de futebol.
Mas nossa elite dirigente também é composta por homens de negócios. O Norte industrial proporcionou aos Estados Unidos terem seus “robber barons” na segunda metade do século XIX. Já ouvi comentários designando os Marcelos e Eikes da vida como os nossos “robber barons”. Errado. Foram o Barão de Mauá, Delmiro Gouveia, entre outros, sem entrar em considerações de ética ou moral. E vejam qual foi o fim deles.
A diferença é esta. Pode-se criar uma unidade federativa, com o nome que seja, dar-lhe uma organização e conduzi-la. Não importa se aqueles que a dirigem são filósofos ou mascates. Mas o propósito deve ser o de criar riqueza e distribuí-la de forma o mais próximo possível do que possa ser considerado justo, ou, ao menos, permitir e possibilitar qualidade de vida. Isso confere unidade a uma nação. Havendo expectativa de recompensa, há esforço. Se há apenas acumulação unilateral, há escravidão, que é o que temos ainda hoje. É o que nossa elite faz.
Creio que ficaremos eternamente dependendo de “aventureiros”, como Getúlio, Jango, ou Lula, para tentar, cada um de seu jeito, fundar um “Estado Nacional”. Mas, como de hábito, eles sempre providenciam para que nenhum deles possa “lançar mão”, e essas “aventuras”, quando ocorrem, em geral, tem curta duração. Enquanto eles conservam alguma utilidade, são tolerados. Depois, são descartados. Antigamente, de forma literal. Hoje, fazem o trabalho sem manchas de sangue.
Luis Armidoro
1 de fevereiro de 2017 5:57 pmPrezado André
Nós também
Prezado André
Nós também temos aventureiros no comando do país, uma cambada que quer surrupiar e meter a mão no que puder enquanto estiver lá
O Brasil é a arca do tesouro para estes piratas
romulus
1 de fevereiro de 2017 5:59 pmCaro André, um reparo: já há outro modelo “político” sim:
Eliane Ribeiro
1 de fevereiro de 2017 10:35 pmFora de pauta. Alguém já
Fora de pauta. Alguém já tentou pesquisar o livro escrito por Ligia Maria Leite; Uma Bigrafia Ibrahim Abi Ackel?
O livro chegou a ser divulgado aqui no blog , em 2014…Trata-se da da biografia do ex ministro da justiça no regime, de João Batista Figueredo. No livro relata uma passagem sobre a perseguição que Ibrahim, sofreu da globo, devido a PF ter apreendido cocaina em malotes da empresa, que seriam enviados para NY…. persquisem quase nada sobre o livro e uma resenha suspeita da veja.
j.marcelo
1 de fevereiro de 2017 10:54 pmSabe AA,o seu questionamento
Sabe AA,o seu questionamento relativo ao presídio terceirizado é tremendamente pertinente,nesta nação não
se está pensando,agindo,protegendo as pessoas,somos somente fonte de lucro à nossas autoridades
irresponsáveis,é só negócios,negócios,negócios, interessa ao judiciário os presídios sem superlotação ?
Quando começa a vir um debate bastante pertinente à nação,como este e começa-se a questionar o pq
disto tudo,vem a mídia e já coloca outro assunto ou não menciona mais,desvirtua por isso acho q este tempo
nosso é um tempo de escravidão mental,o brasileiro é escravo desta mídia,políticos,judiciário egoístas,vamos
pegar o caso de Mariana-MG tb,até agora nada,boate kiss,supersalários do judiciário,é por isso q para mim
LULA NÃO TERÁ SALVAÇÃO SE NÃO BATER DE FRENTE COM ESTE JUDICIÁRIO TENDENCIOSO E ELITISTA!!
João Bosco
1 de fevereiro de 2017 11:24 pm“E nosso Estado, que não é Nação”, de “Perfeição” Renato Russo
Estamos nessa condição pois:
1) A Lei de Gerson é cada vez mais forte que a “Constituição”.
2) A Justiça enxerga cada vez mais (talvez seja necessário trocar a estátua da praça do STF na Esplanada dos Ministérios).
3) O sentimento de Nação está cada vez menor (poderíamos aprender algo sobre isso observando os americanos, mas o perigo é o povo continuar achando que a “nação” a se ter orgulho são os EUA e não o Brasil).
Em 1993 (salvo engano) Renato Russo compôs “Perfeição”. Se essa música tivesse sido composta hoje faria todo o sentido:
“…
Vamos celebrar a estupidez humanaA estupidez de todas as naçõesO meu país e sua corja de assassinosCovardes, estupradores e ladrõesVamos celebrar a estupidez do povoNossa polícia e televisãoVamos celebrar nosso governoE nosso estado, que não é naçãoCelebrar a juventude sem escolaAs crianças mortasCelebrar nossa desuniãoVamos celebrar eros e thanatosPersephone e hadesVamos celebrar nossa tristezaVamos celebrar nossa vaidadeVamos comemorar como idiotasA cada fevereiro e feriadoTodos os mortos nas estradasOs mortos por falta de hospitaisVamos celebrar nossa justiçaA ganância e difamaçãoVamos celebrar os preconceitosO voto dos analfabetosComemorar a água podreE todos os impostosQueimadas, mentiras e seqüestrosNosso castelo de cartas marcadasO trabalho escravoNosso pequeno universoToda hipocrisia e toda afetaçãoTodo roubo e toda indiferençaVamos celebrar epidemias:É a festa da torcida campeãVamos celebrar a fomeNão ter a quem ouvirNão se ter a quem amarVamos alimentar o que é maldadeVamos machucar o coraçãoVamos celebrar nossa bandeiraNosso passado de absurdos gloriososTudo o que é gratuito e feioTudo o que é normalVamos cantar juntos o hino nacional(a lágrima é verdadeira)Vamos celebrar nossa saudadeE comemorar a nossa solidãoVamos festejar a invejaA intolerância e a incompreensãoVamos festejar a violênciaE esquecer a nossa genteQue trabalhou honestamente a vida inteiraE agora não tem mais direito a nadaVamos celebrar a aberraçãoDe toda a nossa falta de bom sensoNosso descaso por educaçãoVamos celebrar o horrorDe tudo isso – com festa, velório e caixãoEstá tudo morto e enterrado agoraJá que também não podemos celebrarA estupidez de quem cantou esta cançãoVenha meu coração está com pressaQuando a esperança está dispersaSó a verdade me libertaChega de maldade e ilusãoVenha, o amor tem sempre a porta abertaE vem chegando a primaveraNosso futuro recomeça:Venha, que o que vem é perfeição
…”
Yz Kah
2 de fevereiro de 2017 12:37 amQue loucura!
Você só pode ser um lunático! Que texto mais contraditório! Justifica o fortalecimento do Estado brasileiro ao mesmo tempo em que deprecia a democracia no país! Só pode estar em defesa de uma ditadura paternalista num país sem parlamento! Só pode ser isso! Isso é um absurdo! Como é que deixaram publicar um texto incoerente desses nesse site???
Ruy Acquaviva
2 de fevereiro de 2017 4:18 pmLEIA O TEXTO!
Não é possível que você tenha lido o texto. Não ha nenhuma frase depreciando a democracia, apenas diz que esta é uma forma de governo e o Estado Nacional é um conceito diferente, acima da forma de governo. De fato, sem o Estado como vai haver um governo, qualquer que seja sua forma?
Não houve defesa da ditadura em momento nenhum, apenas considerou o resultado da Ditadura Militar em relação ao Estado Nacional e sem fazer juizo de valor em relação a essa forma de governo.
Você pode não ter gostado do texto, é um direito seu, mas não concordo que o texto faça essas afirmações que você está criticando.
Andre S T
2 de fevereiro de 2017 7:06 amA Lava Jato abriu uma filial
A Lava Jato abriu uma filial no RJ
Com o sumiço de Teori tomou conta do STF
E poderá abrir nova filial em GO ou DF
Não sossegam enquanto nao depenarem Lula
A Globo mandou nao tem como escapar: o Eike pagou 16 mi em propinas e preso pq o Serra recebeu 23 mi e ta solto
Sobre a filial da Lava Jato na terra do Cachoeira, tem procurador aqui torcendo os dedos para brilhar num holofote ou atuar nas sombras, o que importa é o sangue do Lula, o Janota ta babando pelo canto da boca q nem vira lata
https://www.google.com.br/search?q=procurador+de+goias+e+o.bndes&oq=procurador+de+goias+e+o.bndes&aqs=chrome..69i57j0.22695j0j4&client=ms-android-samsung&sourceid=chrome-mobile&ie=UTF-8
Ruy Acquaviva
2 de fevereiro de 2017 4:27 pmDebate necessário
Achei o texto extremamente interessante e pertinente ao momento em que vivemos. Posso até não concordar ipsis literis com todas as afirmações do texto, mas além do inegável embasamento histórico das suas proposições, considero extremamente oportuno discutir a questão do Estado Nacional em um momento em que um governo ilegítimo produz um verdadeiro desmonte do Estado em nome de uma ideologia neoliberal que já está sendo abandonada até nos grandes centros onde se originou, em um movimento entreguista escandaloso, em relação ao qual não vejo paralelo em toda a História do Brasil desde a independência.
Ze Guimarães
2 de fevereiro de 2017 11:11 pmEstava na centralização
Excelente Artigo, caro Araújo.
O Estado nacional estava na centralização do poder. Como tenho dito, o maior erro do Brasil foi o fim da ditadura militar, e a maneira que isto foi feito.
Não por acaso a primeira coisa que os militares fizeram ao tomar o poder em 64 foi invadir redações dos jornais de madrugada. Depois aposentaram juízes e acabaram o ministério público, e então fecharam o Congresso. Os militares sabiam muito bem o que faziam. Aniquilaram os estopins de possíveis golpes.
Eles centralizaram o poder.
E na democratização fizeram caminho inverso, abriram a caixa de Pandora.
Podiam simplesmente ter acabado com a ditadura, e mantido a Constituição. Passado o poder para um presidente civil, eleito pelo voto, e mantido a constituição dos militares.
Mas não, a turma do MDB, ( que eram ex udenistas, e ex arena, como Sarney ) quiseram dar o “golpe democrático ” em causa própria. Decentralizaram tudo, para encherem os bolsos. A ruína do país começava aí.
Ou melhor ainda,podiam ter mantido a ditadura militar, só que extinguido as torturas. Fariam um órgão para fiscalizar isto. O país teria voto direto, só que os candidatos seriam Generais.
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E aos invés de fazerem isto, entregaram o Brasil para o partido que está no poder hoje, que hoje mostra as garras, e faz uma reforma mil vezes pior do que os militares fariam, os neoliberalistas, não matam nem torturam com fuzis ou pau de arara, mas com desemprego record, e de nervoso, pela perseguição.
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Nenhuma democracia cresceu a 10%, 11 % mas ditaduras conseguem fazer isto, pois tem centralização extrema de poder. . Mesmo as democracias bem sucedidas, tem características ditatoriais, como os EUA, com a lei patriótica, um AI % americano.
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Eu arrisco afirmar, que sem uma centralização de poder no Brasil, o país continuará a cair o PIB em estol, até concretizar a previsão do “empiricus ” para nós, ou seja, até o fundo do poço.
Só resta perguntar agora quem no país tería pulso para recolocar o gênio de volta na garrafa.