4 de junho de 2026

EUA: na reta final da campanha eleitoral, pandemia monopoliza comícios de Trump e Biden

Com o número de casos do coronavírus batendo novos recordes nos Estados Unidos, a pandemia se tornou um dos principais temas nesta reta final de campanha. Trump e Biden fazem comícios em estados do Meio Oeste americano neste fim de semana
O candidato democrata, Joe Biden (à esquerda) e o presidente americano, Donald Trump, fazem comícios em estados do Meio Oeste neste fim de semana, na reta final da campanha eleitoral dos Estados Unidos. AFP
da RFI 
por Elcio Ramalho, enviado especial da RFI a Minneapolis

A três dias das eleições, Trump e Biden tentam conquistar os eleitores do Meio Oeste dos Estados Unidos, onde os casos de Covid-19 explodiram nos últimos dias, colocando a região na chamada “zona vermelha”, sinônimo de alerta máximo.

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A pandemia de coronavírus monopoliza discursos dos dois candidatos e acirra os últimos dias de campanha eleitoral. Em um comício na sexta-feira (30) em Michigan, Trump não poupou críticas à classe médica, suscitando uma forte polêmica.

Segundo o republicano, os médicos se aproveitam da pandemia porque ganham mais dinheiro quando declaram as mortes por Covid-19. A acusação, considerada sem fundamento, irritou profundamente os profissionais de saúde do país. Trump, que chegou a tirar sarro de um aliado que estava usando máscara, insiste que a doença não é tão séria como os especialista dizem.

Já Biden adota uma estratégia totalmente oposta. Em um discurso em Iowa, o democrata lembrou que o avanço da epidemia cancelou, pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, uma importante feira no estado. O democrata pediu ainda que Trump pare de atacar os trabalhadores da saúde que estão na linha de frente na luta contra a Covid-19.

Conservadores contra as medidas sanitárias

Em mais um sinal de que a pandemia está no foco central nesta reta final de campanha e não apenas nos palanques, grupos conservadores estão contestando na justiça medidas de restrições sanitárias. Em Minnesota, uma ação pede que a Suprema Corte reverta a decisão do governo do estado que obriga os moradores a usarem máscaras em locais públicos neste período de votação.

Na sexta-feira (30), os Estados Unidos registraram mais de 94 mil novos casos de coronavírus em 24 horas, o número mais alto desde o início da pandemia, segundo a Universidade Johns Hopkins. O balanço aponta ainda para 919 óbitos em 24 horas, elevando o total de mortos pela doença a 229.544.

A pandemia deve continuar monopolizando a campanha eleitoral nos Estados Unidos. Neste sábado (31), o ex-presidente Barack Obama sobe aos palanques ao lado de Biden, no estado do Michigan. Essa será a primeira aparição pública do ex-presidente americano em apoio ao candidato que foi seu braço direito durante oito anos na Casa Branca. O cantor Stevie Wonder será um convidado especial no evento.

Já Donald Trump estará na Pensilvânia, onde vai realizar três comícios. Em 2016, ele foi vencedor neste Estado, mas agora é Biden quem está sete pontos a frente nas pesquisas de intenção de voto na Pensilvânia.

Na média nacional, o republicano está atrás do ex-vice-presidente por oito pontos. No entanto, a disputa será definida com a conquista de eleitores em alguns estados onde a margem é muito menor.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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1 Comentário
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  1. Edivaldo Dias de Oliveira

    31 de outubro de 2020 5:17 pm

    A democracia e as eleições nos EUA são uma vergonha, não serve de farol para ninguém no mundo.

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