A crença é algo poderosíssimo e não podemos duvidar disso. Dela observa-se a cura de males devidamente provada aos olhos de muitos. Contudo, há quem tripudie dessa associação, afirmando ser esdrúxula, sem qualquer relação de causa e efeito.
Orações e pedidos vestidos de verdade pediam o impedimento de Dilma Vanna Roussef, a teimosa que não sabia fazer barganha com os futuros salvadores da Nação. Eis que a fé mais uma vez os atendeu. Em um golpe de sorte, como dito por um dos salvadores e habilidoso envasador de carne moída para a Suíça, ela foi afastada, juntamente com o mal encarnado na figura do Partido dos Trabalhadores.
Sim! A fé dessa gente de bem, que acredita em um Deus que não tem Parkinson por escrever certo em linhas retas de grandes portais de internet, revistas, jornais e telejornais, fez sumir o mal. Impossível não imaginar cenário fantástico em que as mazelas assumissem desejos humanos e, não mais que de repente, passassem a bradar por moralidade e impedimentos.
Tomemos como exemplo a fome mundial. O que ocorreria se ela encarnasse e fosse para a Paulista gritar por impeachment? Ou mesmo a criminalidade brasileira? Quem sabe a ineficiência do SUS?
Não há dúvida de que nesse roteiro de ficção, as mazelas encarnadas sumiriam num piscar de olhos caso assumissem o discurso raso coxinha, pois a realidade que se impõe tem em seu caldeirão a vergonha, o cinismo e, principalmente, a raiva. Oxalá se todas as mazelas desaparecessem como os antigos serviçais do golpe.
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