4 de junho de 2026

A falácia do prejuízo com o “represamento” na Petrobras, por Diogo Costa

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Por Diogo Costa

LUCRO LÍQUIDO DA PETROBRAS E A FALÁCIA DO “REPRESAMENTO” – Seguem os dados consolidados do lucro líquido da Petrobras no passado recente:

2011: R$ 33,3 bilhões
2012: R$ 21,2 bilhões
2013: R$ 23,6 bilhões
2014: R$ -21,5 bilhões¹
2015: R$ 2,1 bilhões²

É uma grotesca falácia dizer que a Petrobras “quebrou” em função do “represamento” de preços praticados entre 2011 e 2014.

O lucro líquido acumulado entre 2011 e 2013 – 78,1 bilhões de reais – desmonta automaticamente a fantasiosa tese do “represamento”.

O prejuízo de 2014 se deveu principalmente ao impairment, aos reflexos da Operação Lava Jato e ao começo da queda na cotação do petróleo.

Para se ter uma ideia, a receita operacional (valor adquirido com vendas de produtos e serviços) da Petrobras cresceu 11% no ano de 2014, em relação a 2013.

Os desmemoriados de plantão deveriam lembrar também que apenas em 2013 houveram 03 aumentos de combustíveis, algo que mais uma vez transforma em poeira cósmica a tese do “represamento de preços”.
De meados de 2014 em diante, com especial destaque para 2015, o fator queda brutal na cotação do barril de petróleo impactou muito mais a Petrobras do que qualquer outro fator existente.

Aliás, impactou as petroleiras do mundo inteiro.

Termino informando o valor do lucro líquido médio da Petrobras nos governos Lula e Dilma:

-Governo Lula (2003 a 2010): média anual de R$ 25,4 bilhões de lucro líquido
-Governo Dilma (2011 a setembro de 2015): média anual de R$ 11,7 bilhões de lucro líquido

Em julho de 2008, pouco antes do Crash de 15 de setembro, o barril de petróleo do tipo Brent atingiu o seu pico, no valor de US$ 147.

O pico no governo Dilma foi de 128 dólares (2012) e a partir de junho de 2014 a commodity entrou em queda livre (debacle de 75%). 

Hoje o barril do Brent custa US$ 33.

¹ Prejuízo de R$ 21,5 bilhões no exercício de 2014 devido à perda de R$ 44,6 bilhões por desvalorização de ativos (impairment). O valor da baixa de gastos adicionais capitalizados indevidamente no ativo imobilizado oriundos do esquema de pagamentos indevidos descoberto pelas investigações da Operação Lava Jato (baixa de gastos adicionais capitalizados indevidamente) foi de R$ 6,1 bilhões.

² Lucro líquido consolidado até o terceiro trimestre. O resultado do último trimestre, e consequentemente o de todo o ano de 2015, deve sair até o final deste mês.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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8 Comentários
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  1. WELINTON NAVEIRA E SILVA

    19 de fevereiro de 2016 2:13 pm

    Querem desmontar o Brasil

    A julgar pelo clima geral de traição e de sabotagem que tomou conta do Brasil, desde meado de 2013, com todo apoio da grande mídia “livre”, nova onda de privatizações está a caminho. Não é por acaso que o PSDB está sempre presente em tudo de muito estranho que vem acontecendo. Caso não haja forte reação nacionalista e patriota, em breve, veremos nossas riquissimas empresas estatais sendo entregues a preços de bananas, em rápidas marteladas dos leilões. Tudo como foi no entreguista governo FHC/PSDB, de milhares de desempregados e de falências por todo o Brasil por conta das privatizações. Deixou nossa telefonia, a mais cara do mundo e uma das piores. Nossa energia elétrica passou a ser uma das mais caras do Planeta. Só que desta vez, não haverá Lula/PT que consiga reerguer a nossa economia, dado ao tamanho do estrago na economia mundial. Ainda está em tempo de deter essa desgraça, anunciada. Acorda, Brasil.

    1. Diogo Costa

      19 de fevereiro de 2016 3:12 pm

      .

      O que é deveras urgente, e inadiável, é destruir de uma vez por todas, de modo formal, os dois golpes de estado que ainda estão em curso. Quais sejam: o golpe de estado do impedimento e o golpe de estado da cassação via TSE. 

      Resolvidas essas questões, de preferência já no primeiro semestre, e também com a saída do meliante Eduardo Cunha da presidência da Câmara dos Deputados, o governo federal poderia enfim retomar a iniciativa política e a economia se estabilizaria de vez. 

      Tarefas inadiáveis estas de enterrar para todo o sempre o sr. Cunha e as duas tentativas de golpes de estado que ainda infernizam o país e o povo brasileiro. 

      1. Álvaro Noites

        19 de fevereiro de 2016 3:20 pm

        Errado.
        A espinha dorsal do


        Errado.

        A espinha dorsal do golpe é a Rede Globo.

        1. Flaviano

          21 de fevereiro de 2016 12:48 am

          Concordo

          A raíz do mal é a campanha de desinformação e de blindagem de criminosos.

      2. Marly

        19 de fevereiro de 2016 4:12 pm

        A trama é muito grande, desde 2013.

        Acho que é preciso uma mobilização de todos contra Cunha e o golpismo do impeachment. Não podemos deixar rolar. Temos que pressionar muito.

  2. solle

    19 de fevereiro de 2016 3:26 pm

    A queda brutal do preço do
    A queda brutal do preço do barril não impactou e nem está impactando as contas da Petrobras, já que o preço dos derivados no mercado interno estão descolados do preço praticado no mercado internacional. Lembrando que a Petrobras ainda é uma importadora líquida de derivados.
    O que está matando a Petrobras é a sua dívida assombrosa, praticamente toda em dólares. Outra coisa foi a contratação desenfreada de empregados, muito acima da real necessidade, gerando um custo de pessoal fora da realidade.

  3. Rapha

    19 de fevereiro de 2016 3:38 pm

    Pois é. Porque a petrobras

    Pois é. Porque a petrobras não se comunica?

  4. Mariano S Silva

    19 de fevereiro de 2016 5:24 pm

    O “imbroglio” do preço do

    O “imbroglio” do preço do petróleo

     

     

    Temos que manter a cabeça fria e pensar, com muito cuidado nas melhores opções para o país como um todo. Certamente vejo a Petrobrás como um instrumento importante para desenvolver a nação, nestes tempos “bicudos” de redução do poder de financiamento dos estados (principalmente os periféricos). As ortodoxias neoliberais produziram um imenso encolhimento do poder de investimento dos estados outorgando aos controláveis mercados interno e externo as decisões. Penso que há um elenco de fatores que devem ser considerados, no que diz respeito a este ‘imbroglio” do petróleo: 

     

    Existem algumas evidências (artigo publicado recentemente no CGN) que o preço do petróleo poderá permanecer baixo por muito tempo ainda. As pequenas empresas norte-americanas que investiram pesado no “fracking” certamente faliriam, mas será que o governo dos EUA está seriamente preocupado com isso? Creio que não. As empresas falidas seriam, certamente, compradas na “bacia das almas” pelas gigantes do negócio, que “sentariam” em cima das reservas. Estas serviriam no futuro como um gigantesco lastro, caso os preços do produto aumentassem demais. Os bancos seriam socorridos, como sempre, pelo “dinheiro de helicóptero”, visto que os EUA são a única nação do planeta com o privilégio de emitir sua própria moeda sem controle, desde que o lastro do dólar-petróleo continue. É claro que os BRICS estão tentando minar esse processo e isto explica a guerra surda econômica travada contra estes. Os produtores de petróleo não podem suspender a produção temporariamente para elevar os preços porque há o espectro do “fracking” no horizonte…Se o “dinheiro de helicóptero” que viabilizou os juros negativos (a partir de 2008) e animou os coitados dos investidores do “fracking” e faliu, concomitantemente, a Europa, que por sua vez estava aceitando petróleo por euros (e não o dólar) e agora começa a “ferrar” os BRICS que surfaram na crise de 2008… Meu Deus, isto me faz lembrar-me da subida dos juros nos EUA após os dois choques do preço do petróleo com o competente acordo com os árabes de que só aceitariam o dólar nos negócios com o óleo. O resultado da “brincadeira” foi a brecada dos Tigres Asiáticos e Japão que estavam crescendo muito rápido. Parece mesmo o que está meio evidente: uma enorme conspiração para manter o poder nas mãos do Império!

     

    Os royaties do petróleo a serem usados para o essencial investimento em educação da sociedade brasileira viraram miragem, e não por culpa alguma do Governo Federal. Temos que repensar isto: se vale a pena aumentar a produção para ter ainda algum royalty. Essa é uma decisão difícil…

     

    O que fazer com a cadeia de fornecimento da Petrobrás? Eu mesmo cheguei a sugerir em diversos comentários, no passado, que deveríamos investir em nichos de mercado onde a competição por preço não fosse tão feroz: a indústria do petróleo e a de defesa (notaram a furiosa tentativa da Lava-Jato de destruir a Odebrecht?). Aquela está muito danificada e a última sofre com os cortes do orçamento. A indústria naval pode ter alguma chance, desde que possua tecnologia própria, de competir em nichos de mercado. Os estaleiros do Japão, da Coréia e Singapura, certamente não tem interesse de alimentar a concorrência com suas matrizes e logo deixarão o país. Fabricar barcos de guerra, sem restrição de compradores pode ser uma resposta adequada. Uma proposta mais “light”, politicamente falando, pode ser equipamentos pesados para geração de energia , turbinas estáticas, plantas industriais, etc

     

    Muita gente acha que o horizonte do petróleo é de ainda de uns cinquenta anos. Eu não consigo concordar com isso. Acho que é de uns vinte anos. Note-se que todas as nações assinaram (Brasil no meio) um protocolo de diminuição da emissão de CO2 na atmosfera. A Alemanha, estranhamente, abriu mão da energia por fissão termonuclear e só dispõe de enormes reservas de carvão, que não poderá usar. Entretanto, rápidos avanços estão ocorrendo na tecnologia de fusão termonuclear, que é imensamente mais limpa que a fissão do núcleo atômico. A Alemanha, mesma está começando a testar um novo conceito inventado por eles de reator de fusão (é importante lembrar que foi um cientista austríaco, trabalhando na Argentina de Perón quem iniciou a exploração da fusão termonuclear em laboratório). Os norte-americanos estão com muitos novos projetos baratos em desenvolvimento. Há muito mais coisa no ar que Cadarache…No dia em que criarmos um reator de fusão o carro elétrico, movido à célula combustível de H2, estará inteiramente viabilizado. Também estão ocorrendo grandes avanços na eficiência de células solares, que viabilizarão a geração distribuída de energia elétrica, pelos lares do mundo afora.

     

    Em qualquer coisa que venhamos a fazer para manter o desenvolvimento do país não poderemos contar com cooperações internacionais, ou coisa assim. Talvez, por razões estratégicas, o resto dos BRICS nos ajudem um pouco, mas temos que nos lembrar que todos eles estão sob fogo pesado agora. Nossos parceiros na América Latina estão sendo cooptados através de viradas “malucas” no eleitorado e nós mesmos estamos submetidos a uma oposição que, ao invés de, pelo menos, propor alternativas para o país, busca destruí-lo. Será que ninguém está percebendo o que está acontecendo com os dois maiores parceiros do Brasil no Mercosul: Argentina e Venezuela? Portanto, com o orçamento federal completamente engessado, por equívocos passados ou pela ação da “quinta coluna” interna, só podemos contar hoje com os poucos instrumentos do estado que nos restaram e a Petrobrás é, certamente, o mais poderoso deles. O mercado cooptado e dirigido do exterior pouquíssima coisa fará para mudar esse quadro.

     

    Se quisermos ser realmente competitivos na agricultura, teremos que investir , pesadamente, na biologia (sementes, controle de pragas,etc) e na renovação do solo. O Brasil tem uma clássica deficiência em fertilizantes (inclusive interrompida há algum tempo atrás pela famigerada onda de privatizações) e a Petrobrás é o instrumento perfeito para nos livrar de tal dependência nociva. Não vejo com bons olhos os desinvestimentos desta na área de fertilizantes. Pode-se usar a energia do gás para produzir ureia diretamente do N2 do ar. Acho que se devia pensar seriamente nisso.

     

    Pelo amor de Deus! Acordemos todos nós, pois estamos em plena guerra de libertação! A pseudo libertação com a assunção de imensa dívida em libras esterlinas de 1822, só nos fez trocar de patrão. Chega! Está na hora de esculpirmos nossos próprios caminhos!

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