
Por J. Roberto Militão
Um projeto da CIA – USAID:
Quando nos anos 2000/2012, na condição de ativista contra o racismo, participei ativamente da postura crítica contra a adoção de ´cotas raciais´ por imposição compulsória estatal, através de leis, com equivocado apoio do governo Lula , significava o estado promovendo a odiosa segregação de direitos raciais – as cotas raciais – denunciaava que se tratava de um embuste: era a doutrina racialista norte-americana que, através das Foundacio´s Ford, McArthur, Rockefeller e outras investiram centenas de milhões de dólares formando uma elite intelectual de defensores de direitos raciais, para cumprir um desígnio da inteligência ianque, conforme dizia o saudoso prof. Milton Santos: nos retirar uma vantagem competitiva na destruição do racismo que é a ausência de ódios raciais propulsores de conflitos.
O mundo acadêmico sempre soube que a inteligência norte-americana utiliza agressivamente as Foundacion´s para influenciar políticas culturais, acadêmicas, artísticas e educacionais visando aprofundar os ideais imperialistas ianque.
Sempre entendi e defendi que para a inclusão de pretos e pardos nas universidades, conforme a principal alegação, bastavam as ´cotas sociais´, pelo critério da renda familiar per capita sendo os afro-brasileiros 70% da população mais pobre, bastavam as ´cotas sociais´ com a reserva de 50% das vagas nas universidades públicas para os mais pobres.
E denunciava que o objetivo maior não era a inclusão: era a adoção de ´direitos raciais´ para o rompimento da idéia republicana do tratamento igual perante a lei – a tal isonomia com equidade – pois com as ´cotas sociais´, os todos os jovens pobres pretos, pardos ou brancos oriundos do mesmo ambiente social, da mesma escola pública disputariam as vagas em igualdade de condiçoes. Se 70% dos pobres são afro-brasileiros, a ponderação é que 70% de 50% das vagas, representariam a inclusão potencial de 35% de pretos e pardos nas universidades.
Com as regras da ´Lei de Cotas´ – Lei nº 12.711/2012 – regulamentada por Decreto nº 7.824/2012, reserva aos pretos e pardos somente 12,5% das vagas. Pelo simples critério de cotas sociais, os afro-brasileiros teriam até 35% das vagas.
Portanto, conforme denunciava, o objetivo não era a inclusão dos pretos e pardos: o objetivo era a imposição de segração de direitos em bases raciais. Era evidente que em poucos anos, repercutiria entre nós, os efeitos colaterais com o rompimento do princípio republicano cravado no art. 5o da CF/1988:
Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes.
A notícia abaixo, em mais uma obtusa proposição do PT – dividir para reinar – pode malograr por enquanto, porém, tende a se consolidar dentro do mesmo espírito: impor reconhecimento estatal a teses identidárias acolhedoras de pertencimentos ´racais´ tão indispensáveis para fomentar os futuros conflitos raciais.
Sempre é importante reiterar a inexistência na história da humanidade de alguma experiência positiva de segregação de direitos raciais que, uma vez adotados, levaram em algumas décadas a conflitos raciais e guerras genocidas. Na África Central, direitos distintos outorgados pelo imperialismo alemão e belga para as etnias Tutsis e Hutus, demoraram cem anos e resultou no maior genocídio da história africana nos anos 1990, com cerca de dois milhoes de mortos. É público o conhecimento dos ódios raciais das leis de segregação racial nos EUA, na Alemanha, na África do Sul, no Austrália enfim, todas as experiências foram tragédias humanas.
A denúncia continua: agora chegou a vez do Brasil?
Deputado petista quer criar territórios brancos
http://nacaomestica.org/blog4/?p=10178

O deputado federal Angelo Vanhoni (PT-PR) apresentou o Projeto de Lei (PL) 3056/08 , que visa criar territórios para descendentes de imigrantes brancos e preservar sua identidade racial.
O PL de 2008, que está em estágio adiantado de tramitação, estabelece que os territórios terão entre seus princípios, “a preservação dos direitos culturais, o exercício de práticas comunitárias, a memória cultural e a identidade racial e étnica”. O PL recebeu parecer favorável do deputado Pedro Wilson (PT-GO), da Comissão de Educação e Cultura e tem recebido apoio de grupos neonazistas e supremacistas brancos.
Para Gilberto Freyre, “No Brasil não há clima para nenhuma espécie de ’sudetos’ que se pretendam construir aqui em ilhas etno-culturais de anti-Brasis, quer os ’sudetos’ sejam arianos e adeptos de um arianismo fechado, quer amarelos orientais que aqui pretendessem se agrupar em tôrno de uma mística de amarelidade, ou negros africanos que pretendessem introduzir no Brasil êsse outro sudetismo que tivesse por bandeira o mito da negritude”.
Abaixo, notícia da Agência Câmara sobre o PL.

Projeto cria áreas para preservação do patrimônio cultural
O Projeto de Lei 3056/08, do deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), institui as Unidades de Preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro e estabelece os critérios para a sua criação, implantação e gestão. Caberá ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) identificar os aspectos étnicos, históricos, culturais e socioeconômicos do grupo ou dos grupos que constituirão as áreas de proteção. O Iphan também deverá delimitar as terras consideradas suscetíveis de reconhecimento e demarcação.
O texto define como unidades de preservação os “territórios habitados por povos e comunidades tradicionais, participantes do processo civilizatório” do Brasil. Para constituírem uma unidade de preservação, esses povos devem preservar bens de natureza material e imaterial referentes à sua identidade, ação e memória.
Entre esses bens, a proposta destaca língua própria, formas de expressão; modos de vida; criações científicas, artísticas e tecnológicas; obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artísticas e culturais; e conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.
Combate à discriminação
O projeto estabelece que as unidades de preservação devem levar em conta aspectos como etnia, raça, gênero, idade, religiosidade e orientação sexual. Também devem ser considerados, segundo o texto, a segurança alimentar e nutricional e o desenvolvimento sustentável como forma de promoção da melhoria da qualidade de vida das populações. Outro princípio para orientar a formação das unidades deve ser o combate a todas as formas de discriminação, incluindo a intolerância religiosa.
Angelo Vanhoni argumenta que o País já conta com normas para a preservação da cultura indígena (Estatuto do Índio) e da afro-brasileira (Decreto 3.912/01), mas lembra que não há leis proporcionais à importância de outros grupos. Ele destaca especificamente os imigrantes que chegaram ao País a partir do século 19, como alemães, italianos, poloneses e japoneses.
Com o objetivo de preservar as contribuições desses povos à cultura nacional, o projeto determina que, nos processos de reforma agrária onde houver unidades de preservação do patrimônio dessas populações, os novos colonos devem receber treinamento sobre as técnicas agrícolas tradicionais.
A proposta determina também que as escolas, públicas ou privadas, de municípios que contem com unidades de preservação ensinem o idioma da população tradicional.
De Agência Câmara.
Bobo
28 de dezembro de 2015 5:58 pmA questão das cotas me parece
A questão das cotas me parece vencida, foi adotado o modelo “liberal”, é só ligar a tv e contar a proporção de negros para brancos para ver que tem algo bem errado contra os negros, se dizer que é só contra os pobres pode dar uma olhada nos ministros do planalto e etc para ver quantos que são negros nesses grupos. Mas o texto também diz:
Caberá ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) identificar os aspectos étnicos, históricos, culturais e socioeconômicos do grupo ou dos grupos que constituirão as áreas de proteção.
Os criterios socioeconômicos serão determinantes na escolha dos grupos que levará em conta a pobreza das áreas. E é lógico é bom lembrar que os racistas sempre foram contra qualquer tipo de cotas, se estão comemorando é apenas por pura ignorancia cultural e incompetencia.
Ivan de Union
28 de dezembro de 2015 8:16 pm“A questão das cotas me
“A questão das cotas me parece vencida, foi adotado o modelo “liberal”, é só ligar a tv e contar a proporção de negros para brancos para ver que tem algo bem errado contra os negros, se dizer que é só contra os pobres pode dar uma olhada nos ministros do planalto e etc para ver quantos que são negros nesses grupos”:
Nao entendi sua opiniao nesse paragrafo especifico, Bobo, daria pra elaborar?
Mais uma vez: eu nao moro no Br mas nos EUA e nao tenho base de comparacao. Tem ANOS que eu lido com prefeituras, por exemplo, e nao lembro da ultima vez que vi um branco trabalhando nelas. Nao eh que sao empregos de merda nao, longe disso. Eh que eles nao tem A Grande Importancia Cosmica que empregos publicos tem no Brasil. O maior empregador de negros nos EUA eh o governo. O governo oferece o maior exemplo aqui ao invez de vaziamente empurrar leis pros “outros” sem dar exemplo nenhum.
Nas televisoes eh simplesmente PROHIBIDO colocar uma carrada de brancos e preto nenhum, alias, prohibido por lei de decadas de idade, nao comecou ontem. Praticamente TODAS as medias e grandes companias dos EUA tem que ter minorities, ponto final.
(Concordo com o resto que voce escreveu! Acreidtar que vai acontecer… isso eu nao acredito nao.)
Bobo
28 de dezembro de 2015 9:14 pmOi Ivan, o modelo que eu
Oi Ivan, o modelo que eu chamei de liberal na minha visão seria o de inclusão pela diversidade e representatividade de minorias nas esferas que eram ou são querendo ou não instrumentos da segregação e dominação, tudo como dantes só que diferente. Na tv e nas esferas de poder não aparecem nem metade dos negros que são metade ou mais da população. Na tv se ve um negro para 20 brancos, e acho que foi critica de alguns africanos de que o brasil se dizia parente próximo da africa mas na comissão brasileira para lá só tinha brancos. Percebe-se que a cor é obstaculo para a ascensão social além da pobreza.
Ivan de Union
28 de dezembro de 2015 10:36 pm(obrigadasso! Foi so o
(obrigadasso! Foi so o primeiro paragrafo que eu nao entendi mesmo.)
Bobo
28 de dezembro de 2015 11:46 pmRelendo entendo como o
Relendo entendo como o parágrafo poderia ser interpretado de outra maneira. A politica de cotas parece estar bem mais avançada nos Eua do que no Brasil talvez pela história do movimento por direitos civis contra a segregação. Tirando legislaçàões próprias que possa ter em estados ou municipios, aqui o debate foi sobre o acesso ao ensino superior foi um marco importante pois junto da autonomia das universidades a lei é norteadora na política de acesso, incluindo cotas socioeconomicas e outras. As estaduais de São Paulo se não me engano resistem a politicas inclusivas, marco do conservadorismo.
J.Roberto Militão
29 de dezembro de 2015 2:14 pmQual a lei nos EUA…
Que faz inclusão compulsória…
” Nas televisoes eh simplesmente PROHIBIDO colocar uma carrada de brancos e preto nenhum, alias, prohibido por lei de decadas de idade, nao comecou ontem…”
Nos EUA não há nenhuma lei neste sentido. Desculpe, IVAN, há um engano monumental em vosso comentário.
Desde o vitorioso movimento pelos Direitos Civis, as leis de segregação de direitos foram revogadas e nenhuma outra foi admitida. As normas federais determinando ´cotas raciais´ foram declaradas inconstitucionais pela Suprema Corte em 1978.
O que há nos EUA é um incentivo às Ações Afirmativas voluntárias, ou mesmo induzidas através de políticas públicas. Quem deixa de promover a igualdade de tratamento pode perder oportunidades. Empresas e corporações que praticaram discriminações em contratações, treinamentos e promoções foram objeto de processos judiciais que culminaram em milionárias indenizações. A SHELL em 2010 fez um acordo de 100 milhões de dólares para livrar-se de um destes processos.
Continuo fiel aos princípios norteadores da luta por Direitos Civil, igualdade e cidadania e lendo pela cartilha do Dr. Luther King, que legou à sociedade norte-americana uma frase lapidar, fundada no princípio do direito natural de Thomaz de Aquino e Santo Agostinho: “Uma lei injusta é uma lei humana sem raízes na lei natural e eterna. Toda lei que eleva a personalidade humana é justa. Toda lei que impõe a segregação é injusta porque a segregação deforma a alma e prejudica a personalidade.“ in: Carta da Prisão em Birmingham” 1963).
Kiko Marinho
28 de dezembro de 2015 6:07 pmOposição histérica
Seria interessante ler o referido projeto de lei antes de escrever um conjunto tão grande de acusações histéricas e disparatadas.Realmente só um antipetismo doentio para transformar um projeto de preservação de patrimônio cultural em ameaçadores “territórios brancos”…
Ivan de Union
28 de dezembro de 2015 8:05 pm“só um antipetismo doentio
“só um antipetismo doentio para transformar um projeto de preservação de patrimônio cultural em ameaçadores “territórios brancos””:
Nao eatamente. Se verdadeiras, as aspas da reportagem sao devastadoras. Militao esta tentando pendurar um projeto segregacionista no pescoco do PT, isso sim. Nao vai colar.
Kiko Marinho
29 de dezembro de 2015 12:33 amAo contrário dos outros, eu li o projeto.
Está disponível no site da câmara. Fala sobre proteger e incentivar patrimonio cultural material e imaterial. Diz que o de afro-americanos e indígenas já tem lei própria, e este visa cobrir o resto das culturas que formaram o país, conforme citado na constituição (e cita o artigo), sem falar em gente branca, em territórios segregados ou em raça (a única vez que fala sobre raça é para determinar que não pode haver preconceito de raça, identidade sexual, religião e etc). Serve como base para firmar acordos culturais com países estrangeiros, não tem nada de mais. Parece o povo que nem leu o livro do “nós pega o peixe” (eu li) e sai falando que o governo quer ensinar a falar errado.
sabra arad
28 de dezembro de 2015 6:32 pmA lei de cotas raciais não visa racializar, visa inclusão.
Eu estou estarrecido parece que abriram a caixa de Pandora e de lá está saindo todo tipo de aberração. Em pleno seculo XXI uma proposta de criação de Bantustões, utiliza a lei de cotas ao contrário. A lei de cotas visa a integração através da compensação de toda uma comunidade que foi arrancada da Africa a força e que jamais teve direitos e oportunidades iguais. A lei de cotas raciais não visa racializar, mas visa sim obter uma igualdade que foi sempre negada. A lei de cotas raciais não é uma defesa da cultura negra , pois esta não precisa de defesa já que a arte e a musica , as religões negras são fortes o suficientes para se impor nesta sociedade.e ja conseguiram seu espaço no coração do Brasil. A lei de cotas visa sim equalizar os direitos sociais de uma comunidade que com seu trabalho rendeu fortunas a nações , que é responsável pelo construção de um país como o Brasil, que ainda assim conviveu anos e anos totalmente excluída. Recentemente um descendente de italianos e alemães, disse que tinha vindo de uma família pobre e tinha conseguido se tornar um doutor. Méritos para ele, mas ele devia lembrar que durante décadas e décadas havia nos jornais propostas de emprego, com a chamada ” aceita-se apenas gente de boa aparência”. Isto significava claramente ” negros não serão admitidos”. Isto efetivamente não é igualdade de oportunidades. A lei de cotas é apenas um passo na reparação de direitos que foram e continuam sendo roubados em cada esquina , em cada rua , em cada prédio de nossas cidades. Esta aberração deveria ser motivo para expulsão do partido para este deputado Vanhoni, Isto é um ato de segregação. Me parece que em todos os estados com forte imigração européia , muitas leis , e atividades e museus etc… já preservam estas culturas que sem dúvida são importantes para o páis. Mas como disse a lei de cotas não é uma lei para defender cultura nem para segregar, a lei de cotas é uma lei de inclusão.
Ivan de Union
28 de dezembro de 2015 8:03 pmNao adianta dizer nada disso.
Nao adianta dizer nada disso. Militao simplesmente nao escuta.
Danilo Morais
28 de dezembro de 2015 7:56 pmO Sr. Militão se vale de
O Sr. Militão se vale de todos os artifícios que pode para continuar na sua cruzada contra as ações afirmativas voltadas à população negra no Brasil. Por favor, caro Nassif, entreviste algum pesquisador de relações étnico-raciais ou que trabalhe com povos e comunidades tradicionais no mínimo como contraponto, pois o “argumento” do Sr. Militão é no mínimo ridículo. Qualquer um que conheça o que já estabelece a política para povos e comunidades tradicionais no país sabe que, por exemplo, os pomeranos – de um território que hoje faz parte tanto da Alemanhã, quanto da Polônia -, que residem no Sul do país, tem acesso a algumas políticas de reconhecimento cultural e outras, por parte do Governo Federal, há alguns anos. Não conhecia o projeto do deputado do PT, mas me parece que simplesmente ele vai ao encontro de políticas já em curso e não tem nada de estabelecer “territórios brancos”… Quanta bobagem!
Essa interpretação que o Sr. Militão dá e ainda colocando o link para o tal movimento mestiço – defensor de figuras como Demétrio Magnoli – só serve a agenda anti-ações afirmativas de Militão e aos reacionários contrários ao avanço de políticas públicas sociais dos últimos anos no país.
Wellington Lima
28 de dezembro de 2015 8:16 pm.
Sou negro. Criado na Baixada Fluminense. Não concordo com a histeria do articulista. Mas sempre achei a cota social para acesso a universidades mais interessante. Lá na baixada, na favela, periferia, até japonês e alemão são “pretos”. Mas a racial melhor que nada. Boa parte dos bem nascidos vem com papo de meritocracia aeciana e a lorota do ensinar a pescar enquanto roubam a vara, anzol, peixe…
Madison
28 de dezembro de 2015 8:23 pmA notícia é de 2008 e o
A notícia é de 2008 e o projeto nem tramitou direito. Foi arquivado na primeira comissão em janeiro de 2015.
Tá faltando assunto.
http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/ADMINISTRACAO-PUBLICA/124192-PROJETO-CRIA-AREAS-DE-PRESERVACAO-DO-PATRIMONIO-CULTURAL.html
31/01/2015 Mesa Diretora da Câmara dos Deputados ( MESA )
Arquivado nos termos do Artigo 105 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados.
DCD do dia 01/02/15 PÁG 39 COL 01 Suplemento.
http://www2.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=387415
Madison
28 de dezembro de 2015 8:23 pmA notícia é de 2008 e o
A notícia é de 2008 e o projeto nem tramitou direito. Foi arquivado na primeira comissão em janeiro de 2015.
Tá faltando assunto.
http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/ADMINISTRACAO-PUBLICA/124192-PROJETO-CRIA-AREAS-DE-PRESERVACAO-DO-PATRIMONIO-CULTURAL.html
31/01/2015 Mesa Diretora da Câmara dos Deputados ( MESA )
Arquivado nos termos do Artigo 105 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados.
DCD do dia 01/02/15 PÁG 39 COL 01 Suplemento.
http://www2.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=387415
Sergio Saraiva
28 de dezembro de 2015 10:30 pmTaí Madison,
apesar de tudo, eu não sabia que uma sandice dessas havia sido sequer cogitada.
O que torna válido a chegada desse assunto ao blog, mesmo com atraso.
Dia do orgulho heterossexual, cristofobia, por que não dia da consciência branca e as tais das áreas de preservação cultural brancas?
É desse risco que creio que o Militão fala.
J.Roberto Militão
28 de dezembro de 2015 11:13 pmA proposta continua Vivíssima da Silva…
conforme dizia meu avô. E não o destaquei por falta de assunto, mas pelo que representa: racismo estatal.
A tentativa de desqualificar a mensagem faz parte da doutrina petista. Uma doença infantil… O assunto não é velho coisa nenhuma. É atual e merece ser debatido com seriedade e serenidade.
Embora eu tenha ressaltado que mesmo não prosperando na primeira tentativa, a partir das leis de segregação de direitos em cotas raciais, esse tipo de proposta passa a ter legitimidade, infelizmente.
Conforme abaixo, foi arquivada no início da legislatura de 2015, por força do art. 105 do Regimento Interno (todos os PLC são obrigatoriamente arquivadas). Porém, poderá ser desarquivada. Já foi no início da legislatura de 2011.
Somente não foi em 2015 pois o Dep. Angelo Venhoni não foi reeleito. Mesmo assim o ilustre Dep. Paulo Teixeira – PT/SP, na liderança do PT na Câmara Federal – requereu o desarquivamento. Foi indeferido por não ser o autor da matéria. Mas, acabará retornando pois tem apoio da ´raça branca´ e de outras ´raças´.
24/02/2015
PLENÁRIO ( PLEN )
Apresentação do Requerimento de Desarquivamento de Proposições n. 588/2015, pelo Deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que: “Requeiro a Vossa Excelência, nos termos do art. 105, parágrafo único, do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, o desarquivamento dos projetos de lei, a seguir relacionados, que são de autoria do ex-Deputado Angelo Vanhoni:
“. Inteiro teor25/02/2015
Mesa Diretora da Câmara dos Deputados ( MESA )
Nos termos do parágrafo único do art. 105 do RICD, INDEFIRO o pedido de desarquivamento das seguintes proposições: PL 8306/2014, PL 7534/2010, PL 4977/2009, PL 3056/2008, PL 2765/2008, PL 2764/2008, PL 2763/2008, PL 1791/2007 e PL 3439/2008, visto que o Requerente não é o Autor, ou coautor das proposições. Publique-se. Inteiro teor25/02/2015
PLENÁRIO ( PLEN )
Publicação inicial no DCD do dia 26/02/2015
Francisco de Assis
28 de dezembro de 2015 8:33 pm“ausência de ódios raciais propulsores de conflitos”
“ausência de ódios raciais propulsores de conflitos”
Esta é a vantagem competitiva brasileira, segundo Militão. Só pode estar de sacanagem.
Sergio Saraiva
28 de dezembro de 2015 9:52 pmA democracia racial brasileira
era uma mentira cultivada.
Mas, até uns tempos atrás, um branco cuidava de não demonstrar seu racismo fora do círculo privado.
Era a tal da hipocrisia onde o vício prestava um elogio à virtude.
Parece que isso mudou.
Já temos brancos se orgulhando de ser racista, se não em praça pública física, em praça pública virtual. E, se protegidos pela manada, em praça pública física também.
Bi
28 de dezembro de 2015 9:02 pmEm relação à crítica do autor
Em relação à crítica do autor sobre cotas raciais, um contraponto:
“Ser contra as cotas raciais é concordar com a perpetuação do racismo”, por Djamila Ribeiro
http://www.cartacapital.com.br/sociedade/ser-contra-cotas-raciais-e-concordar-com-a-perpetuacao-do-racismo-1359.html
Ao que parece, apenas cotas sociais não resolvem o problema. Seria interessante outros artigos sobre o tema, cotejando dados relativos à inclusão de negros nas Universidades que adotaram tanto as cotas raciais quanto as sociais, e naquelas que adotaram apenas as sociais.
Quanto à relação entre a adoção de cotas raciais e a tal lei em tramitação, acho que mereceria uma análise mais profunda. Trata-se da criação de “territórios brancos” (??!!) ou preservação de patrimônio cultural incluindo aí técnicas tradicionais de agricultura familiar?
J.Roberto Militão
29 de dezembro de 2015 1:12 amA tese aristotélica se funda na desigualdade natural…
Prezado Bi,
Infelizmente a argumentação da autora do link, se funda na equivocada tese de Aristóteles. Ele acreditava na existência de ´escravos por natureza´ e que portanto a igualdade seria equivalente ao tratamento desigual a quem era naturalmente desigual. Veja minha resposta acima para EMÍLIA. Tem a mesma fundamentação.
abç
Bi
29 de dezembro de 2015 12:29 pmCaro Militão,
Entendo seu
Caro Militão,
Entendo seu ponto de vista, mas seguindo essa lógica argumentativa, em última instância não daria nem mesmo para defender a “democracia”, já que da Ágora só participavam os efetivos “cidadãos”, estando excluídos mulheres e escravos…
Você não acha que desvinculadas de seus contextos de origem, tanto a democracia quanto a tese aristotélica foram investidas de outros sentidos? Ou a “democracia”, hoje, constituiria um “equívoco”? Caso não constitua, talvez fosse o caso de repensar a tese aristotélica, considerando que hoje o “tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na exata medida de suas desigualdades” diz respeito a outro contexto social e cultural.
No mais, discordo totalmente de sua afirmação de que “Pretos e pardos pobres, estão em condições de igualdade com brancos igualmente pobres”. Não, não estão. Pretos e pardos continuam em primeiro plano na mira do fuzil.
Emilia Silva
28 de dezembro de 2015 9:17 pmNão entendi sua afirmação de
Não entendi sua afirmação de que pelo critério apenas de cotas sociais a reserva de vagas para pretos e pardos seria maior. A lei estabelece uma cota mínima, não uma cota máxima, Os artigos 1º e 3º da Lei 12.711/2012 estabelecem:
Art. 1º
“As instituições federais de educação superior vinculadas ao Ministério da Educação reservarão, em cada concurso seletivo para ingresso nos cursos de graduação, por curso e turno, no mínimo 50% (cinquenta por cento) de suas vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.”
Parágrafo único. No preenchimento das vagas de que trata o caput deste artigo, 50% (cinquenta por cento) deverão ser reservados aos estudantes oriundos de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário-mínimo (um salário-mínimo e meio) per capita.
“Art. 3º
Em cada instituição federal de ensino superior, as vagas de que trata o art. 1o desta Lei serão preenchidas, por curso e turno, por autodeclarados pretos, pardos e indígenas, em proporção no mínimo igual à de pretos, pardos e indígenas na população da unidade da Federação onde está instalada a instituição, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).”
A afirmação “Se 70% dos pobres são afro-brasileiros, a ponderação é que 70% de 50% das vagas, representariam a inclusão potencial de 35% de pretos e pardos nas universidades.” não se altera com a inclusão ou não das cotas raciais.
A Lei de Cotas não trará segregação de direitos raciais. O progresso da nossa sociedade resultará um dia na igualdade de oportunidades e no equilíbrio na distribuição de vagas. E quando isso acontecer, essa lei se tornará inócua, pois a presença de afro-brasileiros nos cursos será naturalmente superior à mínima estipulada pela lei.
Com relação ao artigo 5º da Constituição, o entendimento jurídico não é tão básico quanto lhe parece. O consenso jurídico diz que “Dar tratamento isonômico às partes significa tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na exata medida de suas desigualdades”. (NERY JUNIOR, 1999, p. 42). É isso o que faz a Lei das Cotas, já que não dá para negar que os beneficiados não dispõem das mesmas oportunidades que os demais.
Quanto ao que quer que tenha acontecido com relação à inclusão dos negros nos Estados Unidos, não serve de base para o Brasil. Temos nossa própria história, nem melhor nem pior, mas muito diferente da dos americanos.
Quanto à proposta do deputado federal para criação de territórios para preservação da cultura de imigrantes, considero totalmente sem cabimento. Se não quiserem se inserir em nossa cultura, que voltem para seus lugares de origem. Com os índios e afrodescendentes é diferente, pois os primeiros eram os verdadeiros donos da terra e os segundos vieram para cá forçados e não como imigrantes.
J.Roberto Militão
29 de dezembro de 2015 1:03 amA lei e o Decreto regulamentador em conjunto,
resultam no que denuncio: a ´reserva´ de cotas raciais é de apenas 12,5%. Poderá ser ultrapassada, mas a reserva prevista na lei e sua regulamentação é essa.
Emília, quanto à expressão doutrinária que vc traz para a igualdade, repetida por grandes juristas nacionais – nem por isso isentos do racismo introjetado – não pode ser acolhida como uma boa doutrina, ouso confronta-la: “Dar tratamento isonômico às partes significa tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na exata medida de suas desigualdades”
Essa é a idéia da igualdade com base em Aristóteles, consagrada entre nós por Rui Barbosa, em ´Oração aos Moços´, num discurso de paraninfo no Largo de São Francisco – USP, em 1921. Cito a data para se lembrar que era o auge dos ideais da eugenia.
O grande Rui, não estava isento às formulações da eugenia. E quem defende a tese aristotélica não cuida de sua formulação de quem defendia a sociedade grega da época. Aristóteles, pensava e acreditava na existência de humanos que seriam ´escravos por natureza´, que por não serem gregos, teriam nascidos para a servidão. “Se as pessoas não são iguais, não merecem receber coisas iguais” escreveu para seu filho (Carta a Nicômaco). Ele também acreditava que a mulher era um ser humano incompleto, por isso, inferior. Um meio-homem: ” Um ser incompleto passivo, enquanto o homem seria um ser ativo e completo”.
Portanto, prezada Emília, com todas as vênias, não é ousadia afirmar: as duas das principais teses aristotélicas, de cunho sociológicas relativas à humanidade estavam equivocadas. Quem acredita em escravos por natureza, acredita que o tratamento desigual a quem é desigual pode significar a verdadeira igualdade. Por isso, a tese que você traz, subscrita por grandes juristas, está errada. A verdadeira igualdade somente se dá com o tratamento igual a todos os humanos em igualdade de condições.
Pretos e pardos pobres, estão em condições de igualdade com brancos igualmente pobres. Pela igualdade de condições é que devem e merecem ser tratados exatamente iguais.
Veja que o racismo é que nega isso. O racismo faz que pobre branco seja melhor tratado que o pobre de cor. Porém, não devemos nos aliar aos racistas. Devemos lutar é contra as discriminações e exigir a igualdade de tratamento e de oportunidades. E não se faz isso, com a segregação de direitos raciais, pois ao fazei-lo, não se está garantindo a igualdade de tratamento e de oportunidade ao jovem branco.
Por fim, tal política pública é perversa por isso uma mesquinharia que resultará numa tragédia social: os mais ricos não perdem vagas. São os melhores colocados nos concursos e vestibulares. Quem perderá são os brancos pobres. Do mesmo ambiente social e até da mesma família. Eis, portanto, a semente dos ódios raciais que maturam durante décadas até explodir, consumando os ideais dos racistas: conflitos raciais.
Emilia Silva
28 de dezembro de 2015 9:30 pmPor oportuno
Os imigrantes europeus e japoneses vieram para o Brasil por vontade própria, muitos acompanhados de parentes, muitos trazendo recursos financeiros e, o que é muito importante, todos com a disposição de começarem uma nova vida em um novo país. Além disso, vieram de países mais evoluídos, portanto traziam conhecimentos de extremo interesse para o Brasil, o que os favoreceu muito em termos de serem melhor aceitos e respeitados pelos brasileiros. E ainda assim tem gente que tem a capacidade de querer comparar suas histórias com a história dos negros no Brasil, como se ambos tivessem enfrentado dificuldades semelhantes.
Andre B
28 de dezembro de 2015 9:58 pmnazistas ocultos começam a se revelar…
Isso não é só racismo, isso é nazismo. Essa é a proposta de grupos neonazistas como a Nação Ariana nos EUA. Há muitos nazistas ocultos em vários partidos no Brasil dos mais diferentes espectros politicos, inclusive com mandatos.
altamiro souza
28 de dezembro de 2015 11:07 pmmili, mili
tão
mili, mili
tão perverso…
qualquer conflito então a partir de agora em
qualquer área é culpa do pt. é isso?
eu digo:para com isso!
a elite escravocrata ficou trezentos anos açoitando os
escravos e abandonou-os ao desespero e à miséria
e voce vem dizer que não há segregação rcial, é isso?
e que o pt é que está criando o racismo?
como o senhor não é débi mental,
certamente está de sacanagem, no mínimo…..
IA2
28 de dezembro de 2015 11:09 pmO Brasil pode ter muitas
O Brasil pode ter muitas coisas menos ÁREAS com o sufixo ISTÃO.
J.Roberto Militão
29 de dezembro de 2015 12:28 amCalma amigos,
Primeiro aos fatos. Não trago matérias e opiniões para receber ´estrelinhas´. Porém, antes da execução sumária, o legítimo direito de defesa:
a) o projeto tem a inspiração nazi-fascita. Inclusive de Movimentos políticos reacionários que o apóiam abertamente. Embora seja de 2008, o projeto já foi arquivado e desarquivado várias vezes até em 2015.
Portanto, não é matéria velha. Por falta de assunto. Trata-se, a meu ver, de questão da maior seriedade e deve ser debatida em espaços democráticos – tal como o nosso portal – com seriedade e serenidade.
b) na justificativa do Projeto de Lei 3056/2008, o autor Deputado do PT, deixa claro os objetivos do PL que são os tais territórios ´brancos´, inclusive citando que não se refere nem aos territórios reservados aos índios, nem as terras quilombolas conquistadas na Carta de 1988, pois, segundo o autor, trata-se de ´outros povos´ do nosso processo ´civilizatório´. A dedução é, portanto, óbiva: não são os marcianos.
” Vê-se que a Constituição Federal impõe ao Estado a proteção não só das culturas indígenas e afro-brasileiras, como também dos outros grupos participantes do processo civilizatório nacional.
O ordenamento jurídico nacional dispõe, hoje, de legislação vigente destinada à proteção das culturas indígenas (Estatuto do Índio) e afro- 9 brasileiras (Decreto nº 3.912, de 10.09.2001), razão pela qual a presente proposição, ao menos de início, não tem a pretensão de abrangê-la.
Mas observa-se que quanto aos outros grupos participantes do processo civilizatório nacional não se pode encontrar dedicação legislativa proporcional à sua importância e relevância para o processo civilizatório nacional.” pg.8 do PLC (http://www2.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=545831&filename=PL+3056/2008)
c) não estou acusando o PT de introdução do racismo no Brasil. Sou ativista contra o racismo desde 1978 e o PT ainda não existia. Portanto, reconheço que o racismo precede ao ideais do Partido dos Trabalhadores.
O que não pode ser desconsiderado é que o Estatuto Racial foi proposta do então Dep. Paulo Paim do PT/TS. A relatora do PLC 180/2008, no Senado Federal foi a Senadora Ana Rita do PT/ES.
Não há uma coincidência qualquer de ambos os Projetos de Lei 180/2008 e 3056/2008, terem nascido no mesmo ano e mesma legislatura. Houve na tramitação de ambos os projetos um acordo de interesses ´raciais´. Naquela conhecida base de negociação: você apoia o meu Projeto que eu apoiarei o teu projeto.
A vinculação do PT não se trata de uma irresponsável difamação. O autor do projeto dos ´territórios brancos´ em debate é do PT; o Relator na CCJ foi do PT, o pedido de desarquivamento em 2015 foi do Dep. Paulo Teixeira – PT/SP, no exercício da liderança do PT. (ver abaixo). Um líder só faz requerimentos aprovados pela bancada. Certo?
d) o IVAN comenta abaixo que, graças a lei de cotas raciais, já aparecem ´brancos´ assumindo o serem racistas. E que isso seria bom. Considero tal conclusão um equívoco monumental.
E que essa foi de fato a motivação e o objetivo do imperialismo ianque: nos impor condições sociológicas para a eclosão de ódios raciais.
e) Para as vítimas do racismo (os afro-brasileiros hipossuficientes, mais pobres e sem recursos materiais e imateriais para a auto-defesa, quanto mais racismo, pior para essas vítimas.
f) fora os ´negros´ profissionais do racismo que vivem em cargos públicos de igualdade ´racial´ e nas Ongs e seus financiamentos estatais e das Foundacion´s, a maioria absouta dos afro-brasileiros não querem privilégios raciais;
g) a única pesquisa séria já realizada, em 2010, CIDAN/IBPS – http://www.ibpsnet.com.br/descr pesq.php?cd=83 -apontava que 61% dos pretos e 64% dos pardos, recusavam as ´cotas de humilhação´.
h) quem ler com atenção a Lei de Cotas Raciais (a Emília cooiou abaixo) e seu Decreto regulamentador (está no Google) e fazendo as contas dos percentuais citados na lei encontrará que a reserva de ´cotas raciais´ é de apenas 12,5%. Ou seja o que diz a lei que: 50% das vagas para oriundos de escolas públicas em geral. Destes 50% geral, ou seja 25% (a metade de 50%) será dividido pelo critério de renda e a outra metade pelo critério racial.
Por seu lado as ´cotas sociais´ para 50% das vagas pelo renda familiar, me parece simples e dispensa a segregação de direitos raciais.
Uma maluquice estatal que servia apenas para a introdução da ´raça´ como identidade jurídica a fim de se fazer a segregação de direitos em bases raciais e estimular a idéia de pertencimentos raciais.
Alias, petistas, perdoem-me, mas esses objetivos foram expressamente declarados pela Senadora ANA RITA – PT/ES no Relatório de aprovação do PLC 180/2008.
Enfim, aos debates.
Ivan de Union
29 de dezembro de 2015 1:06 pm????????
“d) o IVAN comenta abaixo que, graças a lei de cotas raciais, já aparecem ´brancos´ assumindo o serem racistas. E que isso seria bom”:
Eu nao disse nada parecido com isso.
J.Roberto Militão
29 de dezembro de 2015 2:32 pmFoi o Sergio Saraiva, desculpe:
ele postou isso (e recebeu um monte de estrelinhas) e na resposta confundi os dois ilustres debatedores que sempre ilustraram esse debate. As ´estrelinhas´, infelizmente, confirmam que a estratégia de racializar para aflorar conflitos e ódios raciais tem sido uma estratégia vitoriosa, sob o ponto de vista da inteligência ianque: vão nos transformar num grande país com sérios conflitos raciais. Lá os afro-americanos são apenas 12%. Aqui, somos 50%.
Sob o ponto de vista das vítimas do racismo isso é uma tragédia. Somente quem jamais sofreu racismo poderá ficar feliz que tal vioilência doentia se manifeste ainda mais contundente… uma lástima!
Essa lógica é a mesma de se incentivar a maior manifestação de violência sexual ostensiva para se comprovar a sua existência. As vítimas disso, sofrerão ainda mais.
Ora, pondero. Que alguém seja racista em silêncio, trata-se de uma questão pessoal, embora doentia. Mas que seja estimulado pelo estado, através de políticas públicas de pertencimentos raciais, para manifestar sua doentia intolerância, praticando atos racistas, a mim, significa um absurdo. Um desvio da missão pedagógica do estado.
Eis o que disse o amigo Saraiva, sob aplausos!
A democracia racial brasileira – seg, 28/12/2015 – 19:52
era uma mentira cultivada.
Mas, até uns tempos atrás, um branco cuidava de não demonstrar seu racismo fora do círculo privado. Era a tal da hipocrisia onde o vício prestava um elogio à virtude.
Parece que isso mudou. (pela ação estatal da segregação de direitos raciais, eu afirmo)
Já temos brancos se orgulhando de ser racista, se não em praça pública física, em praça pública virtual. E, se protegidos pela manada, em praça pública física também.
Select ratingRuimBomMuito bomÓtimo ExcelenteRuim BomMuito bomÓtimoExcelente
J.Roberto Militão
29 de dezembro de 2015 2:41 pm“antipetismo..”
Mas você afirmou que minha tentativa de ´colar´ a iniciativa ao PT não iria colar, seria uma invenção do Militão.
Provei em minha autodefesa os vínculos do PT com as inciativas racialistas. Ou não?
IVAN:
“só um antipetismo doentio seg, 28/12/2015 – 18:05
“só um antipetismo doentio para transformar um projeto de preservação de patrimônio cultural em ameaçadores “territórios brancos””:
Nao extamente. Se verdadeiras, as aspas da reportagem sao devastadoras. Militao esta tentando pendurar um projeto segregacionista no pescoco do PT, isso sim. Nao vai colar.
bobo
29 de dezembro de 2015 8:35 pmParanóia ideológica confunde
Paranóia ideológica confunde tradição com cotas são pilíticas distintas. Cidadezinha do interior de baixo IDH vira “território branco”, nada impede os moradores locais não diretamente descendentes (de pais, avós…) de participarem da cultura local e se beneficiarem da lei proposta independentemente de raça, cor, credo, religião, pelo enriquecimento da cultura e tradições brasileiras.
J.Roberto Militão
29 de dezembro de 2015 11:09 pmIsso já pode ser feito…
Essa lei proposta é desnecessária se destinasse apenas para preservação de cultura local. Aliás está na constituição.
O que os movimentos neonazistas que apoiam essa lei defendem é que se criem também ´territórios para brancos´, e isso está contemplado nas entrelinhas do PLC, onde preservarão direitos raciais e cultura segregados.
O fato do projeto de lei ser de 2008, proposto logo após o Estatuto de Igualdade Racial – ambos de autoria do PT – revela o caráter político de elevação da ´raça´ a status de identidade jur´diica, o que, convenhamos, é racismo explícito. De brancos ou de pretos, enfim.
Chamar isso de ‘paranóia” equivale ao desconhecimento da história recente. Direitos raciais outorgados em Ruanda, pelo imperialismo belga e alemão, foi o mais explícito e propulsor do maior genocídio entre Tutsi e Hutus, a partir de 1994.
Essa lei proposta é desnecessário apenas para preservação de cultura local. Aliás está na constituição.
O que os movimentos neonazistas que apoiam essa lei defendem é que se criem também ´territórios para brancos´, onde preservarão direitos e cultura segregados.
O fato do projeto de lei ser de 2008, proposto logo após o projeto de lei Estatuto de Igualdade Racial – ambos do PT – revela o caráter político de elevação da ´raça´ a status de identidade jurídica, o que, convenhamos, é racismo explícito. De brancos ou de pretos, que defendam direitos segregados em razão da ´raça´, enfim.
Chamar isso de ‘paranóia” equivale ao desconhecimento da história recente. Direitos raciais outorgados em Ruanda, pelo imperialismo belga e alemão, foi o mais explícito e propulsor do maior genocídio entre Tutsi e Hutus, a partir de 1994.
Ainda hoje, tem um post sobre a condenação de um dos Chefes do genocídio à prisão perpétua e que nem mesmo mereceu comentários aqui no Portal. Parece um fato qualquer o assassinato de 800.000 pessoas sob o comando de um só indivíduo.
Acusado de envolvimento no massacre em Ruanda é condenado a prisão perpétua
O genocídio ocorrido a partir de 1994 na África Central, Ruanda e países vizinhos, por onde se espalhavam Tutsi e Hutus, com cerca de 2 milhões de mortos é a expressão exemplar do que resultam políticas públicas com segregação de direitos raciais, em razão da ´raça´ ou da etnia conforme ocorreu na África.
Tutsis e Hutus conviveram nesse mesmo territorio por milhares de anos. Até que ao encerrar a Conferência de Berlim, em 1885, o chanceler alemão Otto von Bismarck inaugurou um novo – e sangrento – capítulo da história das relações entre europeus e africanos.
Menos de três décadas após o encontro, ingleses, franceses, alemães, belgas, italianos, espanhóis e portugueses já haviam conquistado e repartido entre si 90% da África – ou o correspondente a pouco mais de três vezes a área do Brasil. Essa apropriação provocou mudanças profundas não apenas no dia-a-dia, nos costumes, na língua e na religião dos vários grupos étnicos que viviam no continente. Também criou fronteiras que, ainda hoje, são responsáveis por tragédias militares e humanitárias.
Os Tutsis pertencem a uma etnia que tem a pele mais clara, o nariz mais fino e o porte maior. Os Hutus são opostos a essas características, pele mais escura nariz alargado, são atarracados.
Essa diferenciação foi feita pelos colonizadores Belgas, que buscavam nos habitantes nativos negros os mais “apresentáveis”, os que tivessem as características mais próximas às suas (características européias).
Porém, com o passar do tempo e com a miscigenação entre as duas pseudo-etinias, a única coisa que diferenciava Tutsi de Hutu era o seu documento. A tal identidade étnica que pela diferenciação de direitos gerou o ódio racial que resultou no maior, dentre tantos, genocídios da história africana.
Tem isso bem explicito no Filme Hotel Ruanda.
Os defensores de direitos raciais se calam. Não fizeram nenhum comentário ao post que noticiou a condenação do genocida racial.
Silenciam pois sabedores que esse condenado, e as milhões de vítimas do genocídio e seus sobreviventes, são todos eles vítimas de uma história: daquele sistema de ´cotas raciais´ impostos pelo imperialismo belga e alemão em Ruanda e que inoculou na alma de Tutsis e Hutus o veneno do ódio racial/étnico, pelos direitos raciais distintos outorgados a povos que são iguais.
O imperalismo ianque tem o mesmo propósito.
bobo
30 de dezembro de 2015 1:50 amO massacre africano não tem
O massacre africano não tem haver com a abstração do conceito de raças nas leis ou constituição, o colonialismo e imperialismo europeus sim, mas porque dividiram um continente grosseiramente e mantiveram divisões arbitrarias sem atentar as próprias tradições, estruturas, cultura, lingua, dos povos locais centenários por vezes usando as disavenças para a subjulgação de todo um continente, quando saíram deixaram para trás o legado genocida.
O ford e outros americanos por muito flertaram ou mais com o nazismo, mas creio que as fundações americanas prestam outro serviço, o de apaziguar os animos para impedir mudanças estruturais, coisa que os liberais temem, ao prazer do capital, não tendo ligação com raízes racistas. No mais não cabe mais falar de cotas sem os próprios atores dessa política nos dias de hoje (movimentos, universidades, os milhares de beneficiados), o projeto de lei do post trata também de outros assuntos como areas ecológicas etc, e o neonazismo é melhor endereçado tratado como o problema de e da polícia.
J.Roberto Militão
30 de dezembro de 2015 8:46 pmGenocídio entre TUTSIS e HUTUS…
A questão de Ruanda não se trata de ´massacre africano´ (como se a culpa fosse das vítimas da história política da colonização) trata-se de uma guerra civil genocida entre povos que sempre cohabitavam o mesmo território.
Basta pesquisar sobre essa história. A partir do Congresso de Berlim, 1885, os povos Tutsi e Hutus receberam direitos distintos do império colonizador, primeiro o belga depois o alemão, e foi essa a fonte do ódio racial entre as duas etnias. Você está mal informado sobre essa história e, provavelmente, nem assistiu ao filme Hotel Ruanda que ainda está ahi disponível.
A divisão territorial impôs fronteiras arbitrárias entre nações. É verdade. Mas não foi o caso, pois nem Tusis nem Hutus vivam em nações distintas. Sempre viviam, há milhares de anos, no mesmo território.
Com relação às Foundacion´s, desculpe, meu prezado, mas vossa crença nos bons propósitos chega a ser inacreditável. As denúncias do uso delas pela inteligência americana não é nova, vem desde os tempos da guerra fria.
Especialmente na questão racial, a Fundação Ford, a que mais investe centenas de milhões de dólares no Brasil, desde os anos 1980, especificamente na questão racial e que financiou 70% dos participantes da Convenção de Durban, 2001,. A delegação brasileira foi exclusivamente de egressos da FFord.
Ela, a FFord, tem o racialismo e a identidade racial para pretos e pardos como objetivo político não declarado, por óbvio. Não se esqueça que foi criada com os fundos doados pelo eng. Henry Ford, o maior financiador da KuKlusKan nos anos 1920/1940 época de maior ativismo desta organização racista.
Ora, a partir do fim da 2a guerra mundial e a derrota do nazi-fascimo, a existência do racista branco dependia justamente da existência do racismo dos pretos. Nos EUA organizações racistas afro-americanas foram financiadas e organizadas para a pregação do ódio racial. MALCOLM X foi um dos principais porta voz dessa maluquice. Quando foi a Meca e fez a sua peregrinação, compreendeu ter sido utlizado. Escreveu a famosa ´Carta de Meca´, um documento extraordinário que as Foundacion´s boicotam. Na Carta de Meca, MALCOLM renuncia expressamente à luta racial. E diz que passa a lutar pela dignidade humana e pelos direitos humanos dos afrodescendentes. Ele foi executado por pretos racistas. A soldo de quem?
Você acredita que a ´missão´ da Ford Foundacion, legado de seu fundador Henry Ford, um racista convicto da superioridade racial, seja a missão da elevação a igualdade de direitos a pretos e pardos? Conta outra…
Talvez vc seja um bolsita da Ford. Até hoje não encontrei nenhum ex-bolsista da Fundação Ford no Brasil que ouse questionar as políticas de cunho racial. São adestrados para reproduzir e propagandear as políticas de identidade racial que os afro-brasileiros jamais tiveram. A Fundação FORD chegou a patrocinar nos anos 1990, no Brasil, uma campanha que dizia: PRETO é COR. A ´raça´ é negra! – Ora isso não é apologia do racismo???
Por qual razão um humano branco, é apenas uma pessoa branca? E por qual razão um humanno preto deva ser, necessáriiamente, pertencente àquela raça ´negra´ que o racismo diz ser a ´raça inferior´? Meu caro isso é racismo e tem sido financiado pelas Foundacion´s norte americanas.