4 de junho de 2026

AQUI HAVIA UM RIO: ” A terceira margem do rio”, ramais, caminhos, escolhas e travessias

https://www.youtube.com/watch?v=F1tGMiFi0og]

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– Pai, cadê o rio que tinha aqui, pai?!

– A lama varreu, filho, o ferro lambeu.

– Mas como foi isso, meu pai?!

– Filho, isso começou quando …. 

 

https://www.youtube.com/watch?v=ujsTiEDOkUM]

 

A Terceira Margem do Rio

Guimarães Rosa

Nosso pai era homem cumpridor, ordeiro, positivo; e sido assim desde mocinho e menino, pelo que testemunharam as diversas sensatas pessoas, quando indaguei a informação. Do que eu mesmo me alembro, ele não figurava mais estúrdio nem mais triste do que os outros, conhecidos nossos. Só quieto. Nossa mãe era quem regia, e que ralhava no diário com a gente — minha irmã, meu irmão e eu. Mas se deu que, certo dia, nosso pai mandou fazer para si uma canoa.

https://www.youtube.com/watch?v=Xah4mTCzQxI]

Era a sério. Encomendou a canoa especial, de pau de vinhático, pequena, mal com a tabuinha da popa, como para caber justo o remador. Mas teve de ser toda fabricada, escolhida forte e arqueada em rijo, própria para dever durar na água por uns vinte ou trinta anos. Nossa mãe jurou muito contra a idéia. Seria que, ele, que nessas artes não vadiava, se ia propor agora para pescarias e caçadas? Nosso pai nada não dizia. Nossa casa, no tempo, ainda era mais próxima do rio, obra de nem quarto de légua: o rio por aí se estendendo grande, fundo, calado que sempre. Largo, de não se poder ver a forma da outra beira. E esquecer não posso, do dia em que a canoa ficou pronta.

https://www.youtube.com/watch?v=_AtIzcNKHR0]

 
Sem alegria nem cuidado, nosso pai encalcou o chapéu e decidiu um adeus para a gente. Nem falou outras palavras, não pegou matula e trouxa, não fez a alguma recomendação. Nossa mãe, a gente achou que ela ia esbravejar, mas persistiu somente alva de pálida, mascou o beiço e bramou: — “Cê vai, ocê fique, você nunca volte!” Nosso pai suspendeu a resposta. Espiou manso para mim, me acenando de vir também, por uns passos. Temi a ira de nossa mãe, mas obedeci, de vez de jeito. O rumo daquilo me animava, chega que um propósito perguntei: — “Pai, o senhor me leva junto, nessa sua canoa?” Ele só retornou o olhar em mim, e me botou a bênção, com gesto me mandando para trás. Fiz que vim, mas ainda virei, na grota do mato, para saber. Nosso pai entrou na canoa e desamarrou, pelo remar. E a canoa saiu se indo — a sombra dela por igual, feito um jacaré, comprida longa.

https://www.youtube.com/watch?v=0k4_aVOKesY]

Nosso pai não voltou. Ele não tinha ido a nenhuma parte. Só executava a invenção de se permanecer naqueles espaços do rio, de meio a meio, sempre dentro da canoa, para dela não saltar, nunca mais. A estranheza dessa verdade deu para. estarrecer de todo a gente. Aquilo que não havia, acontecia. Os parentes, vizinhos e conhecidos nossos, se reuniram, tomaram juntamente conselho.

Nossa mãe, vergonhosa, se portou com muita cordura; por isso, todos pensaram de nosso pai a razão em que não queriam falar: doideira. Só uns achavam o entanto de poder também ser pagamento de promessa; ou que, nosso pai, quem sabe, por escrúpulo de estar com alguma feia doença, que seja, a lepra, se desertava para outra sina de existir, perto e longe de sua família dele. As vozes das notícias se dando pelas certas pessoas — passadores, moradores das beiras, até do afastado da outra banda — descrevendo que nosso pai nunca se surgia a tomar terra, em ponto nem canto, de dia nem de noite, da forma como cursava no rio, solto solitariamente. Então, pois, nossa mãe e os aparentados nossos, assentaram: que o mantimento que tivesse, ocultado na canoa, se gastava; e, ele, ou desembarcava e viajava s’embora, para jamais, o que ao menos se condizia mais correto, ou se arrependia, por uma vez, para casa.

https://www.youtube.com/watch?v=imOGQuyBa_w]

No que num engano. Eu mesmo cumpria de trazer para ele, cada dia, um tanto de comida furtada: a idéia que senti, logo na primeira noite, quando o pessoal nosso experimentou de acender fogueiras em beirada do rio, enquanto que, no alumiado delas, se rezava e se chamava. Depois, no seguinte, apareci, com rapadura, broa de pão, cacho de bananas. Enxerguei nosso pai, no enfim de uma hora, tão custosa para sobrevir: só assim, ele no ao-longe, sentado no fundo da canoa, suspendida no liso do rio. Me viu, não remou para cá, não fez sinal. Mostrei o de comer, depositei num oco de pedra do barranco, a salvo de bicho mexer e a seco de chuva e orvalho. Isso, que fiz, e refiz, sempre, tempos a fora. Surpresa que mais tarde tive: que nossa mãe sabia desse meu encargo, só se encobrindo de não saber; ela mesma deixava, facilitado, sobra de coisas, para o meu conseguir. Nossa mãe muito não se demonstrava.

Mandou vir o tio nosso, irmão dela, para auxiliar na fazenda e nos negócios. Mandou vir o mestre, para nós, os meninos. Incumbiu ao padre que um dia se revestisse, em praia de margem, para esconjurar e clamar a nosso pai o ‘dever de desistir da tristonha teima. De outra, por arranjo dela, para medo, vieram os dois soldados. Tudo o que não valeu de nada. Nosso pai passava ao largo, avistado ou diluso, cruzando na canoa, sem deixar ninguém se chegar à pega ou à fala. Mesmo quando foi, não faz muito, dos homens do jornal, que trouxeram a lancha e tencionavam tirar retrato dele, não venceram: nosso pai se desaparecia para a outra banda, aproava a canoa no brejão, de léguas, que há, por entre juncos e mato, e só ele conhecesse, a palmos, a escuridão, daquele.

 

https://www.youtube.com/watch?v=f4gYX0tlWso]

A gente teve de se acostumar com aquilo. Às penas, que, com aquilo, a gente mesmo nunca se acostumou, em si, na verdade. Tiro por mim, que, no que queria, e no que não queria, só com nosso pai me achava: assunto que jogava para trás meus pensamentos. O severo que era, de não se entender, de maneira nenhuma, como ele agüentava. De dia e de noite, com sol ou aguaceiros, calor, sereno, e nas friagens terríveis de meio-do-ano, sem arrumo, só com o chapéu velho na cabeça, por todas as semanas, e meses, e os anos — sem fazer conta do se-ir do viver. Não pojava em nenhuma das duas beiras, nem nas ilhas e croas do rio, não pisou mais em chão nem capim. Por certo, ao menos, que, para dormir seu tanto, ele fizesse amarração da canoa, em alguma ponta-de-ilha, no esconso. Mas não armava um foguinho em praia, nem dispunha de sua luz feita, nunca mais riscou um fósforo. O que consumia de comer, era só um quase; mesmo do que a gente depositava, no entre as raízes da gameleira, ou na lapinha de pedra do barranco, ele recolhia pouco, nem o bastável. Não adoecia? E a constante força dos braços, para ter tento na canoa, resistido, mesmo na demasia das enchentes, no subimento, aí quando no lanço da correnteza enorme do rio tudo rola o perigoso, aqueles corpos de bichos mortos e paus-de-árvore descendo — de espanto de esbarro. E nunca falou mais palavra, com pessoa alguma. Nós, também, não falávamos mais nele. Só se pensava. Não, de nosso pai não se podia ter esquecimento; e, se, por um pouco, a gente fazia que esquecia, era só para se despertar de novo, de repente, com a memória, no passo de outros sobressaltos.

https://www.youtube.com/watch?v=5k5AhWDGhx8]

Minha irmã se casou; nossa mãe não quis festa. A gente imaginava nele, quando se comia uma comida mais gostosa; assim como, no gasalhado da noite, no desamparo dessas noites de muita chuva, fria, forte, nosso pai só com a mão e uma cabaça para ir esvaziando a canoa da água do temporal. Às vezes, algum conhecido nosso achava que eu ia ficando mais parecido com nosso pai. Mas eu sabia que ele agora virara cabeludo, barbudo, de unhas grandes, mal e magro, ficado preto de sol e dos pêlos, com o aspecto de bicho, conforme quase nu, mesmo dispondo das peças de roupas que a gente de tempos em tempos fornecia.

[video:https://www.youtube.com/watch?v=J0q0DB1WD9M

Nem queria saber de nós; não tinha afeto? Mas, por afeto mesmo, de respeito, sempre que às vezes me louvavam, por causa de algum meu bom procedimento, eu falava: — “Foi pai que um dia me ensinou a fazer assim…”; o que não era o certo, exato; mas, que era mentira por verdade. Sendo que, se ele não se lembrava mais, nem queria saber da gente, por que, então, não subia ou descia o rio, para outras paragens, longe, no não-encontrável? Só ele soubesse. Mas minha irmã teve menino, ela mesma entestou que queria mostrar para ele o neto. Viemos, todos, no barranco, foi num dia bonito, minha irmã de vestido branco, que tinha sido o do casamento, ela erguia nos braços a criancinha, o marido dela segurou, para defender os dois, o guarda-sol. A gente chamou, esperou. Nosso pai não apareceu. Minha irmã chorou, nós todos aí choramos, abraçados.

[video:https://www.youtube.com/watch?v=M6tZFkg4iYI

Minha irmã se mudou, com o marido, para longe daqui. Meu irmão resolveu e se foi, para uma cidade. Os tempos mudavam, no devagar depressa dos tempos. Nossa mãe terminou indo também, de uma vez, residir com minha irmã, ela estava envelhecida. Eu fiquei aqui, de resto. Eu nunca podia querer me casar. Eu permaneci, com as bagagens da vida. Nosso pai carecia de mim, eu sei — na vagação, no rio no ermo — sem dar razão de seu feito. Seja que, quando eu quis mesmo saber, e firme indaguei, me diz-que-disseram: que constava que nosso pai, alguma vez, tivesse revelado a explicação, ao homem que para ele aprontara a canoa. Mas, agora, esse homem já tinha morrido, ninguém soubesse, fizesse recordação, de nada mais. Só as falsas conversas, sem senso, como por ocasião, no começo, na vinda das primeiras cheias do rio, com chuvas que não estiavam, todos temeram o fim-do-mundo, diziam: que nosso pai fosse o avisado que nem Noé, que, por tanto, a canoa ele tinha antecipado; pois agora me entrelembro. Meu pai, eu não podia malsinar. E apontavam já em mim uns primeiros cabelos brancos.

[video:https://www.youtube.com/watch?v=51V6QfqaYPE

Sou homem de tristes palavras. De que era que eu tinha tanta, tanta culpa? Se o meu pai, sempre fazendo ausência: e o rio-rio-rio, o rio — pondo perpétuo. Eu sofria já o começo de velhice — esta vida era só o demoramento. Eu mesmo tinha achaques, ânsias, cá de baixo, cansaços, perrenguice de reumatismo. E ele? Por quê? Devia de padecer demais. De tão idoso, não ia, mais dia menos dia, fraquejar do vigor, deixar que a canoa emborcasse, ou que bubuiasse sem pulso, na levada do rio, para se despenhar horas abaixo, em tororoma e no tombo da cachoeira, brava, com o fervimento e morte. Apertava o coração. Ele estava lá, sem a minha tranqüilidade. Sou o culpado do que nem sei, de dor em aberto, no meu foro. Soubesse — se as coisas fossem outras. E fui tomando idéia.
 

[video:https://www.youtube.com/watch?v=-nQoY94YNOQ

Sem fazer véspera. Sou doido? Não. Na nossa casa, a palavra doido não se falava, nunca mais se falou, os anos todos, não se condenava ninguém de doido. Ninguém é doido. Ou, então, todos. Só fiz, que fui lá. Com um lenço, para o aceno ser mais. Eu estava muito no meu sentido. Esperei. Ao por fim, ele apareceu, aí e lá, o vulto. Estava ali, sentado à popa. Estava ali, de grito. Chamei, umas quantas vezes. E falei, o que me urgia, jurado e declarado, tive que reforçar a voz: — “Pai, o senhor está velho, já fez o seu tanto… Agora, o senhor vem, não carece mais… O senhor vem, e eu, agora mesmo, quando que seja, a ambas vontades, eu tomo o seu lugar, do senhor, na canoa!…” E, assim dizendo, meu coração bateu no compasso do mais certo.

[video:https://www.youtube.com/watch?v=FL1tIEmClgc

Ele me escutou. Ficou em pé. Manejou remo n’água, proava para cá, concordado. E eu tremi, profundo, de repente: porque, antes, ele tinha levantado o braço e feito um saudar de gesto — o primeiro, depois de tamanhos anos decorridos! E eu não podia… Por pavor, arrepiados os cabelos, corri, fugi, me tirei de lá, num procedimento desatinado. Porquanto que ele me pareceu vir: da parte de além. E estou pedindo, pedindo, pedindo um perdão.

[video:https://www.youtube.com/watch?v=xkNB34dbVbY



Sofri o grave frio dos medos, adoeci. Sei que ninguém soube mais dele. Sou homem, depois desse falimento? Sou o que não foi, o que vai ficar calado. Sei que agora é tarde, e temo abreviar com a vida, nos rasos do mundo. Mas, então, ao menos, que, no artigo da morte, peguem em mim, e me depositem também numa canoinha de nada, nessa água que não pára, de longas beiras: e, eu, rio abaixo, rio a fora, rio a dentro — o rio.

[video:https://www.youtube.com/watch?v=TB6zzniKMW4


Texto extraído do livro “Primeiras Estórias”, Editora Nova Fronteira – Rio de Janeiro, 1988, pág. 32.

Dedico esse post, inegavelmente, ao Jones, querido personagem de G. Rosa. Para quem não sabe, era ele que segurava o rio Doce, no lugar do pai, do meu pai, do pai de todos nós brasileiros que amamos o rio, os nossos rios, o nosso país. Amamos a natureza. Sem amor à natureza ninguém consegue fazer travessias na vida. Acredito eu.

Valeu jns!

[video:https://www.youtube.com/watch?v=j32B7tz-5Cs

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  1. jns

    24 de novembro de 2015 12:29 pm

    Arte e Resistência

    “Qual a relação entre a obra de arte e a comunicação?

    Nenhuma. A obra de arte não é um instrumento de comunicação. A obra de arte não tem nada a ver com a comunicação. A obra de arte não contém, estritamente, a mínima informação. Em compensação, existe uma afinidade fundamental entre a obra de arte e o ato de resistência. Isto sim. Ela tem algo a ver com a informação e a comunicação a título de ato de resistência.”

    Qual a relação entre a obra de arte e a comunicação?

    Nenhuma. A obra de arte não é um instrumento de comunicação. A obra de arte não tem nada a ver com a comunicação. A obra de arte não contém, estritamente, a mínima informação. Em compensação, existe uma afinidade fundamental entre a obra de arte e o ato de resistência. Isto sim. Ela tem algo a ver com a informação e a comunicação a título de ato de resistência.

    Qual a relação misteriosa entre uma obra de arte e um ato de resistência, uma vez que os homens que resistem não têm nem o tempo nem talvez a cultura necessários para relacionar-se minimamente com a arte?

    technicolor guernica by Loui  Jover

    Não sei. André Malraux [escritor e diretor francês, 1901-1976] desenvolve um belo conceito filosófico: ele diz uma coisa bem simples sobre a arte, diz que ela é a única coisa que resiste à morte. Voltemos ao começo: o que fazemos quando fazemos filosofia? Inventamos conceitos. Eu considero esta a base de um belo conceito filosófico. Reflitamos… O que resiste à morte? Basta contemplar uma estatueta de 3.000 anos antes de Cristo para descobrir que a resposta de Malraux é uma boa resposta. Poderíamos dizer então, de forma mais tosca, do ponto de vista que nos interessa, que a arte é aquilo que resiste, mesmo que não seja a única coisa que resiste. Daí a relação tão estreita entre o ato de resistência e a obra de arte. Todo ato de resistência não é uma obra de arte, embora de uma certa maneira ela faça parte dele. Toda obra de arte não é um ato de resistência, e no entanto, de uma certa maneira, ela acaba sendo.

    O que é ter uma idéia em cinema?

    Tomem o caso, por exemplo, dos Straub quando operam essa disjunção entre voz sonora e imagem visual, que eles tomam da seguinte maneira: a voz se ergue, se ergue mais e mais, e aquilo de que ela nos fala baixa sob a terra nua, deserta, que a imagem visual estava nos mostrando, imagem visual que não tinha nenhuma relação direta com a imagem sonora. Ora, qual é esse ato de fala que se ergue no ar enquanto seu objeto afunda na terra? Resistência. Ato de resistência. E em toda a obra dos Straub, o ato de fala é um ato de resistência. De Moisés e Aarão ao último Kafka [América, romance filmado por Straub], passando por – não cito pela ordem – Não reconciliados ou Bach [Crônica de Anna Magdalena Bach]. O ato de fala de Bach é sua música, que é um ato de resistência, luta ativa contra a repartição do profano e do sagrado.Esse ato de resistência na música culmina num grito. Assim como há um grito no Woyzeck [peça do alemão Georg Büchner de 1836], há um grito em Bach: “Fora! Fora! Ide embora, não vos quero ver!”. Quando os Straub o põem em relevo, esse grito, o de Bach ou o da velha esquizofrênica de “Não Reconciliados”, tudo isso há de testemunhar um duplo aspecto. O ato de resistência possui duas faces. Ele é humano e é também um ato de arte. Somente o ato de resistência resiste à morte, seja sob a forma de uma obra de arte, seja sob a forma de uma luta entre os homens.

    Qual a relação entre a luta entre os homens e a obra de arte?

    A relação mais estreita possível e, para mim, a mais misteriosa. Exatamente o que Paul Klee queria dizer quando afirmava: “Pois bem, falta o povo”. O povo falta e ao mesmo tempo não falta. “Falta o povo” quer dizer que essa afinidade fundamental entre a obra de arte e um povo que ainda não existe nunca será clara. Não existe obra de arte que não faça apelo a um povo que ainda não existe.

    Especial para a “Trafic”, tradução de José Marcos Macedo, publicado na Folha de S. Paulo de 27/06/1999

    Fonte: http://revolucoes.org.br/v1/blog/arte/arte-e-resistencia

    NOTA

    As imagens recolhidas da Internet, para este comentário, não foram incluidas na publicação original.

    1. Odonir Oliveira

      24 de novembro de 2015 1:39 pm

      Imagine você que um médico amigo meu, nascido em Mutum,

      me enviou agora um e-mail dizendo o seguinte:

      O rio Doce é mais largo na cidade de Aimorés (onde nasci e passava minhas férias na casa dos meus tios que são todos de lá),50 quilometros da minha cidade Mutum.

      É uma pena que isso tudo tenha acontecido!!!

      Tenho até evitado de ver as imagens, tal minha tristeza em relação a este acontecimento!..

      Fazer o que,né?!!!

      abs

         AIMORÉS  [video:https://www.youtube.com/watch?v=EuJLCGQqFDI]   [video:https://www.youtube.com/watch?v=mdPjXbANq0g]   

       

      1. jns

        24 de novembro de 2015 1:58 pm

        Conselheiro Pena, Resplendor e Aimorés

        Conheço bem aquela região, por ter morado em Conselheiro Pena e Resplendor, que, juntas com Aimorés, onde nasceu a mãe do meu filho, estão situadas à margem do aniquilado rio Doce.

        No sábado próximo passado fiz uma viagem pelo rio, passando sob a ponte metálica do km 140 da BR-458, guiado pelo “Comandante Delson’, um pescador profissional, muito gente boa.

        O Walmir, empresário e dono do sítio de onde partimos, desistiu de participar da exploração rio acima, minutos antes da nossa saída, pela tristeza que tomou conta da alma do velho pescador profissional, diante da situação catastrófica do rio, momentos antes de entrarmos no bote.

        O filhote dele, mais corajoso, entrou no barco e viajou na lama insana com a gente, em um diminuto barco, com direito a afogamento do motor na região acima do porto de partida.

                    

                                                                            Chapéu australiano

        Fiquei tranquilo, porque o meu Mano tinha acabado de me dar um colete e “uma chapeleta bacana”, que ele usa nas pescarias, após ter recusado o convite para ir comigo e ter se preocupado com a minha segurança naquela aventura ribeirinha.

        Descobri, mais tarde, que o Mano estava, totalmente, coberto de razão, porque a cheia repentina mostrou que “o rio de lama não tava prá peixe”.

        1. Odonir Oliveira

          24 de novembro de 2015 5:00 pm

          Ó só.

          Eu assistindo àqueles vídeos de 1 a 5, realmente fiquei com medo. Na hora em que o motor pifou então….

          Na sombra da água, em um deles , percebe-se que há alguém com uma proteção na cabeça.

          Outra coisa, nessa sequência “A terceira margem do rio 1 a 5”, me senti em uma daquelas cenas de perseguição de Indiana Jones. Guardadas as proporções e o medo que senti, parecia.

          A menina de mim surgiu totalmente ali.

          [video:https://www.youtube.com/watch?v=ntXJJwEk1NA%5D

          1. jns

            24 de novembro de 2015 10:08 pm

            No rio não rio

            A nossa aventura começou a interessar aos curiosos, quando o motor do barco pifou e demorou cerca de 15 a 20 minutos para voltar a funcionar.

            Mas, o perrengue que me assustava não era o provocado pelo funcionamento do barco, mas por estar sentado e separado apenas pela tábua do fundo da canoa, da lama colossal diluída pela água da chuva que foi jorrada pelos afuentes sobre o velho rio agonizante.

            O bote diminuto, ocupado por dois adultos e uma criança, chamou a atenção do “povo da ponte”, que reduzia a velocidade dos carros pra observar as peripécias de um “pretensioso Indiana Jones”, vestido com um chamativo colete amarelo, um chapéu australiano, óculos escuros e uma câmera na mão, navegando na lama, que corria célere para poluir o mar sem fim do litoral, onde nem o Espírito Santo teve poder para evitar a monumental tragédia ambiental.

            E vamo remando…

          2. jns

            25 de novembro de 2015 10:22 am

            Indiana Jones no Palco

            A cena do do vídeo em 1:17 – 1:18 é reproduzida no parque Disney’s Hollywood Studios ou MGM Studios em Orlando, na Flórida.

            Para trazer intensidade ao espetáculo contagiante, há simulação de confrontos em aviões, que se movimentam no palco, produzindo explosões e o calor do fogo, em algumas cenas, pode ser, nitidamente, percebido pelos espectadores.

  2. jns

    24 de novembro de 2015 12:36 pm

    O Quixote de Romanelli

    Armando Romanelli é um dos pintores mais consagrados do nosso tempo.

    1. Odonir Oliveira

      24 de novembro de 2015 1:44 pm

      Estou relendo Dom Quixote

      Alguém fez um post recentemente sobre a obra de Cervantes, e ao ler os comentários, senti que precisaria reler, urgentemente.

      Estou fazendo isso.

      Belíssimos Quixote e Sancho Pança de Romanelli.

  3. jns

    24 de novembro de 2015 1:15 pm

    Achado Histórico

    O MINEIRINHO PODE PROVAR QUE A PIROGA DELE É BEM MAIOR. ASSUNTA AÍ Ó:

    CANOA INDÍGENA CONSTRUÍDA EM 1610 É ENCONTRADA EM MINAS GERAIS

    Teste com carbono 14 indica que a canoa encontrada por pescador no Rio Grande, no Sul de Minas, é de um tronco de araucária e tem 400 anos, anterior à chegada dos bandeirantes

     Gustavo Werneck | 06/03/2015

    Chamada de piroga pelos índios, embarcação datada de 1610 foi achada em outubro do ano passado

    A canoa achada em outubro do ano passado no Rio Grande, na divisa de Andrelândia e Santana do Garambéu, no Sul de Minas, é a mais antiga já identificada no estado. Teste feito com carbono 14 de uma amostra da madeira, no Laboratório Beta Analytics, em Miami, na Flórida (EUA), mostra que a peça inteiriça data de aproximadamente 1610 – sete décadas antes da chegada dos primeiros bandeirantes à região. Outro resultado importante divulgado ontem, desta vez a partir de estudo científico do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT-SP), revela que a embarcação foi escavada no tronco de uma Araucaria angustifolia, conhecida popularmente como pinheiro do Paraná.

    Encontrada pelo pescador Pedro Fonseca e o filho, Douglas, de 9 anos, que remavam em um fim de semana, a canoa tem 9,10m de comprimento e 70cm de largura e está em exposição na sede do Núcleo de Pesquisas Arqueológicas (NPA) do Alto Rio Grande, associação que encomendou os dois testes e completa 30 anos em favor da preservação do patrimônio cultural de Andrelândia. Nos últimos 18 anos, seis peças de tamanhos variados foram localizadas em rios. Outra “piroga”, como os índios denominavam esse meio de transporte, foi encontrada em 1999 no Rio Aiuruoca, no limite entre entre Andrelândia e São Vicente de Minas, e recebeu a datação de 1660, também com radiocarbono.

    Entusiasmado com a descoberta, o conselheiro do NPA, engenheiro Gilberto Pires de Azevedo, explica que os povos pioneiros que habitavam a região tinham um contato muito grande com a araucária. “Escavações feitas na década de 1980 por arqueólogos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no sítio da Toca do Índio, na Serra de Santo Antônio, encontraram sementes de pinhão, que, possivelmente, eram consumidas como alimento. Os vestígios mais antigos têm 3.500 anos”, afirma Gilberto.

    O conselheiro acrescenta que a datação confirma que a canoa tem procedência indígena, fato que já havia sido considerado pelos integrantes do NPA, “pois ela foi escavada num único tronco de madeira, não tem sinais aparentes de uso de ferramentas modernas, como serras ou formões, e traz marcas de fogo, indicando a antiga técnica dos índios”. A partir do século 18, explica, a araucária sofreu processo acelerado de destruição, sobretudo para o uso da madeira em construções civis. “Hoje seu território está reduzido a uma fração mínima, o que segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), a coloca em Perigo Crítico de Extinção”, lamenta o engenheiro.

    Em 29 de novembro, o Estado de Minas documentou o achado arqueológico, que teve participação fundamental de Douglas. No domingo de sol forte e nível do rio baixo, devido à longa estiagem, o menino teve vontade de mergulhar, quando encostou a mão num pedaço de madeira. Comunicou então ao pais, e a dupla verificou que a embarcação estava enfiada na areia. Retirar a velha canoa não foi fácil, conforme declarou, na época, o arquiteto José Marcos Alves Salgado, também conselheiro do NPA: foram necessários quatro dias para levar a peça até uma trilha no mato e protegê-la. Na sequência, ela seguiu de caminhão até o Parque Arqueológico da Serra de Santo Antônio, unidade pertencente ao NPA.

    Os achados no Sul de Minas, onde foram localizadas três canoas do século 17, sugerem que pode haver outras supresas, acredita Gilberto, lembrando que os achados arqueológicos se concentram em cavernas, grutas e na terra: “Descobertas desse tipo são muito raras no Sudeste do país e a importância histórica é enorme. É preciso haver mais estudos nos rios da região, ainda nessa época de poucas chuvas”. O conselheiro do NPA adianta que a associação vai construir instalações adequadas para proteger melhor a canoa e garantir mais conforto aos visitantes.

    DESCOBERTAS Um desenho feito pelo alemão Johann Moritz Rugendas (1802-1858), em viagem pelo país entre 1821 e 1825, mostra 13 índios numa canoa. Ela tem 10,6m de comprimento e 70cm de largura e foi encontrada em 1999 no Rio Aiuruoca, que integra aa bacia do Rio Grande, em São Vicente de Minas, no Sul do estado.

    FONTE:

    http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/03/06/interna_gerais,624627/canoa-indigena-construida-em-1610-e-encontrada-em-minas-gerais.shtml

    *

    A MINHA PIROGA É MUITO MAIOR

    Tá pronto e bem fesquinho um vídeo que fiz de – um achado histórico – de uma piroga identica à da foto da matéria do “Jornal Estado de Minas”, que mede 9,10 metros e os estudiosos consideraram um achado extraordinário.

    Medi, ontem, à margem do rio Doce, uma imensa piroga com cerca de 14 metros de comprimento, que foi encontrada coberta pela areia ao lado do terreno onde já tive uma chácara.

    1. Odonir Oliveira

      24 de novembro de 2015 6:00 pm

      Puxa, aguardo a exposição do seu vídeo, vamos ver então

      a medição da piroga.

      Enquanto isso vou à cardiologista.

      Verdade. Mas olharei de lá.

      Viva as Geraes e seus rios.

      Na semana que vem, já me prometi, vou a Ressaquinha, Alto Rio Doce, conhecer a nascente do rio do seu Plácido.                     Por aqui haverá novidades? Não sei. Vou lá conhecer. Já vem nascendo seco. Vai que …

       

       

  4. jns

    24 de novembro de 2015 1:38 pm

    Toca Raul e Assuntaí

    O Mineirinho tem um pé no Mato, um pé no Rock e gosta do “Trem”

    [video:https://youtu.be/dyqH6-ek1hE width:600]

    [video:https://youtu.be/8sEd2VpBEbY width:600]

    [video:https://youtu.be/6jKBNO20z7g width:600]

    1. Odonir Oliveira

      24 de novembro de 2015 5:27 pm

      De trens, mineiros e encantamentos

      Leio sentada em um consultório, Dom Quixote. Livro grosso, entreolhado por algumas pessoas. Barulho, tumulto. Pouca concentração.

      – A senhora é professora?- me indaga uma senhorinha de cabelos branquinhos, uns 80 anos. Digo-lhe que fui, explico-lhe mais ainda etc.

      “Garradas” ambas a esperar os acontecimentos, guardo o livro. Para muita gente quem lê, ainda por cima livro grosso, só pode ser professora.

      Olho e avalio a pureza da pergunta.

      “Garro” a conversar, que do que mais gosto é de gente. E de histórias.

      Ligo o tablet. Começo a ver a sequência acima. Ela chega mais perto e comenta “Isso aí é um vício, né, igual cachaça”. Pergunto o que era um vício. Ela: Computador, internet.

      Deixo-a assisir aos dois trens e a casa sendo mostrada.

      Maravilhada, começa a me contar que viajava de trem que aqui chamava-se MISTO. Pergunto-lhe há quanto tempo e ela afirma balançando a mão pra cima” Mais de 70 anos ” 

      ” Dali garramo a cunversá, que deu prosa pra mais de metro, sô.”

      Encantamento tenho eu com trens, “trens”, TREM.

      Acho que sempre esperei pelo TREM. A vida inteira. Imagem recorrente, eterno retorno…

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=sGu_IbxeGHE%5D

       

       

      1. jns

        24 de novembro de 2015 9:50 pm

        Não adianta

        Tentar sacar um prosa acadêmica para interagir com o povo simples do nosso Brasilzão querido.

        São relatos como o seu, que trazem um pouco de fescor para confrontar a mesmice triturada em todos os blogs a torto e a direito.

        Nada me deixa mais enfastiado do que o papo estreito e o pensamento monocórdico, que só traduzem o bem como “o bem’ e o mal como “o mal”.

        Mudando de pau pra cavaco:

        Tenho dois amigos de butecos, que conservarei até o momento que me sacanearem.

        Um deles, após a separação, atirou na esposa na frente dos filhos, de modo covarde e indefensável, enquanto ela estava sentada na sala assistindo TV.

        O outro, um militar, partiu de Minas para fuzilar um sujeito que estuprou a sobrinha no Mato Grosso.

        E daí?, pergunto eu.

        Fiquei sabendo dos fatos narrados anos depois, quando já estava entrosado com os assassinos e – fazer o quê? -, eles sempre me trataram muito bem e de forma, exageradamente, respeitosa.

        Não quero consertar o mundo e nem dar lições de moral prá ninguém.

        Então vamos de viajar de “misto”, uai?!

        [video:https://youtu.be/BA18aC1VaZY width:600]

        Fui!

        1. Odonir Oliveira

          25 de novembro de 2015 12:20 pm

          This comment has been deleted.

          1. jns

            25 de novembro de 2015 7:07 pm

            NO

            SE você for agradecer todos os comentaristas,

                    

            NÃO terá tempo de cometer fazer alguma poesia

                    

            NEM de frequentar seu cardiologista

  5. jns

    24 de novembro de 2015 10:27 pm

    A Giga Piroga Mineira

    Odonir, confira este clipe, que pode ser do interesse de estudiosos da área, e mostre para a galerinha do Clubinho da Leitura.

    Mais uma vez, gostaria de sugerir que fosse ensinado às crianças, os parâmetros de medição de comprimento, por exemplo.

    Falar que tem 14 metros não muda nada… e se for informado que tem 50 metros é a mesma coisa, então…

    [video:https://youtu.be/HE-VcqzLkL0 width:600]

  6. jns

    25 de novembro de 2015 3:11 pm

    As omissões da mídia

    ROMPIMENTO DA BARRAGEM DE MARIANA

    As informações que não são apresentadas na mídia nacional

    Eduardo Cunha, com 90 modificações, é o que tem mais emendas para facilitar o processo de licenciamento no novo Código da Mineração.

    A cobertura da imprensa nacional é fraquíssima, em termos de abrangência e do ponto de vista técnico, transmitindo mais desinformação que informação confiável.

    O porgrama “Sala Especial” da TV Viçosa analisa a situação criada após o rompimento da barragem de Fundão – foi só ela que rompeu – e as características da lama da mineração de ferro, que não é tóxica e os efeitos do eventual débâcle da barragem de Germano.

    MARIANA É A PONTA DO ICEBERG

    O licenciamento ambiental é uma conquista da sociedade, mas…

    O governo de Minas, através do projeto de Lei 2946, pretende flexibilizar o sistema de licenciamento e de controle de empreendimentos como os de mineração e hidrelétricas, etc., no Brasil.

    Minas tem 750 barragens de rejeitos e algo em torno de 40 apresentam situação delicada.

    A FLEXIBILIZAÇÃO DO CÓDIGO DE MINERAÇÃO É UMA BANDEIRA DO PMDB

    Leonardo Quintão, deputado federal de Ipatinga, MG, sem o mínimo de vergonha de dizer que recebeu dinheiro da mineração, não vê nenhum problema de ser o principal articulador do código, discutido desde 2013, que é uma bandeira do PMDB.

    Se o projeto for aprovado do jeito que está, a mudança da lei poderia permitirá a flexibilização das atividades de mineração em áreas indígenas e unidades de conservação ambiental.

    Vale 2010 doaram campanhas 29 milhões de reais e em 2014 passou para 88 milhões de reais, aplicados em investimento de campanhas políticas de candidatos da câmara a presidência.

    O novo código deixa em aberto a responsabilidade dos impactos sócio ambientais mineração.

    O presidente da câmara, Eduardo Cunha, é o que tem mais emendas no Código da Mineração, com 90 modificações para facilitar o processo de licenciamento.

    ESTÃO COLOCANDO A RAPOSA PARA TOMAR CONTA DO GALINHEIRO

    O novo governador de Minas deu a primeira entrevista coletiva, após o acidente, na sede da Samarco, sem se preocupar com as vítimas atingidas pela tragédia.

    Um dos secretários do governo de Minas disse que a Samarco é vítima do rompimento da barragem.

    O Pará, como Minas, é extremamente, prejudicado por atividades da mineração.

    FISCALIZAÇÃO DAS MINERADORAS

    Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) 5 técnicos capacitados para fazer vistorias em barragens no Brasil todo

    Cada técnico tem que visitar sete barragens por mês, fora as que foram alteadas, que devem ser objetos de nova fiscalização e contam com apenas um carro para o deslocamento; então não tem condição.

    O discurso oficial é o do desenvolvimento, mas Mariana, que sofre com o processo de exploração desde o século XVII, continua sendo uma cidade do interior que não tem nenhuma magnitude de desenvolvimento.

    Falta de dinheiro das empresas mineradoras não é, porque a Samarco teve lucro de quase 3 bilhões de reais no ano passado e opera desde 1977.

    ARTIFÍCIOS SÓRDIDOS

    Companhias que estão instalando minerodutos em Minas estão convencendo as famílias a abandonarem o campo, com a argumentação que a vida na cidade é melhor.

    Falta responsabilidade das mineradoras para a catástrofe anunciada e por parte do Estado, que é refém das mineradoras, passando desde a presidente e os deputados.

    O beneficiamento do minério de ferro é o que menos usa produtos

    Não é só a atividade de mineração que polui o rio Doce. O arsênio e o mercúrio foram despejados, há muito tempo, por outras atividades industriais e esgotos sanitários, que contaminaram o rio antes da onda de lama lançada após o rompimento da barragem.

    A lama causou problemas ambientais por aumentar muito a carga sólida em suspensão, elevada turbidez, falta de luminosidade e oxigênio, provocando mais danos mais físicos que químicos, mas não tem toxicidade elevada.

    OS PEIXES MORRERAM POR FALTA DE OXIGÊNIO NA ÁGUA

    A lama oriunda do rompimento da barragem de Fundão, que tinha risco de rompimento muito elevado, galgou a barragem de Santarém e passou por cima sem destruí-la, causando muita erosão e a lotação por rejeitos, atingindo cerca de 5 milhões de metros cúbicos de lama.

    O que causou o rompimento da barragem? Só a Samarco poderia responder essa questão.

    O sistema de monitoramento falhou ou não souberam interpretar os dados fornecidos pelos equipamentos de inspeção.

    Abalo sísmico da escala de 2.6 não pode causar este tipo de acidente e essa teoria é facilmente contestada.

    A trinca na barragem de Germano não é no seu corpo principal, mas nos diques.

    Germano foi sendo alteada e isso é o procedimento mais perigoso em barragens.

    Os rejeitos de Germano são mais antigos e, por isso, tem menos água.

    E AGORA?

    O rio Doce tem condição de ser salvo, mas vai custar caro.

    A conta deve passar por um valor em torno de 20 bilhões de reais.

    O rio estava sendo assassinado há muito tempo e a inundação do rio pela lama da barragem foi a facada final.

    As indústrias deveriam ser obrigadas a coletar a água em local do curso d’água abaixo de onde ela atira os resíduos industriais.

    Devemos nos mobilizar contra os governantes e os congressistas que são comprados pelas mineradoras.

    TEM QUE COMEÇAR A LIMPAR A CALHA DO RIO DOCE

    A área crítica vai até a barragem de Candonga, porque ali foi depositado grande parte dos rejeitos de materiais mais grosseiros, como árvores, etc. Da barragem de Candonga até Valadares, até um pouco abaixo, representa uma parte de risco médio, e daí para baixo, tem risco, mas trata-se de material mais fino que atingiu o leito do rio e será mais fácil de ser lavado e em um processo mais rápido.

    A icitiofauna dos afluentes poderá salvar a vida do rio Doce, se forem aplicados recurso de recuperação do curso d’água.

    A população atingida deve entrar com ações coletivas e não tentarem fazer negociações individualmente, porque o risco será grande das ações se prolongarem por vinte anos ou mais, com já aconteceu em outros acidentes semelhantes.

    O bispo de mariana orientou aos padres da paróquia de Mariana para promover a mobilização para as pessoas entrarem em processo coletivos.

    Já tem muitos advogados procurando as vítimas para propor a entrada de processos individuais contra a Samarco.

    [video:https://youtu.be/PniVo7BxO4Q width:600]

    Sala Especial TV Viçosa – Minas Gerais | LÉA MEDEIROS, apresentadora da TV Viçosa

    EDUARDO MARQUES, do Departamento de Engenharia Civil da UFV, é geólogo e professor da disciplina “Impactos ambientais em Obras de Engenharia”

    MARCELO LELIS, professor do Departamento de Economia Rural da UFV, é coordenador do projeto que assessora atingidos por barragens

    1. Odonir Oliveira

      25 de novembro de 2015 4:08 pm

      Na terra da garoa a desinformação pública é generalizada

      Pingo uma informação aqui, outra imagem ali, questiono os noticiários de TV com um taxista, com a atendente do restaurante.

      Pingo uns questionamentos e umas dúvidas para que se distribuam pelos bares, esquinas e lares.

      Tudo parece estar mesmo nas mãos dessa turba de traidores da pátria- vide os que querem esse código/ regulamentação da mineração proposta.

      Quase sem surpresas mais.

      1. jns

        25 de novembro de 2015 6:29 pm

        Um beijo de gaita

        Conferiu o vídeo do Leonardo Quintão?

        [video:https://youtu.be/kv0n4FL54Yw width:500]

        Ele é cria de Ipatinga e o pai dele, Sebastião Quintão, foi prefeito cassado no município.

        [video:https://youtu.be/HL9kDuCx9pw width:500]

        O paizão fez campanha montado em um cavalo, enquanto orava com a bíblia em uma das mãos.

        [video:https://youtu.be/n2ccpXb4wa8  width:500]

        Dizem que o malado tem fazenda até no Texas.

         

         

         

        1. Odonir Oliveira

          26 de novembro de 2015 10:48 am

          Como cuidar dos quintais coletivos, quando só os qui- então-

          interessam…

          Haja biblios, biblion e todos os ensinamentos gregos pré e pós  socráticos para tamanha desfaçatez.

          Teos perdoe os teclados dionisiacos todos…

          Viva a res- publica, uai.

           

  7. jns

    25 de novembro de 2015 3:30 pm

    É bandeira do PMDB

    A flexibilização do Código se Mineração é uma bandeira do PMDB

    As velhas raposas abusadas foram colocadas para tomar conta do galinheiro

    O novo código deixa em aberto a responsabilidade dos impactos sócio ambientais mineração

    O presidente da câmara, Eduardo Cunha, é o que tem mais emendas no Código da Mineração, com 90 modificações para facilitar o processo de licenciamento.

    Leonardo Quintão, deputado federal de Ipatinga, MG, sem o mínimo de vergonha de dizer que recebeu dinheiro da mineração, não vê nenhum problema de ser o principal articulador do código, discutido desde 2013, que é uma bandeira do PMDB.

    [video:https://youtu.be/Oqh0-f78og0 width:600]

    Um dos secretários do governo de Minas disse que a Samarco é vítima do rompimento da barragem e o novo governador, Fernando Pimentel, do PT, concedeu a primeira entrevista coletiva, após o acidente, na sede da Samarco, sem se preocupar com as vítimas atingidas pela tragédia.

    Se o projeto for aprovado do jeito que está, a mudança da lei poderia permitirá a flexibilização das atividades de mineração em áreas indígenas e unidades de conservação ambiental.

    Vale 2010 doaram campanhas 29 milhões de reais e em 2014 passou para 88 milhões de reais, aplicados em investimento de campanhas políticas de candidatos da câmara a presidência.

    CONFIRA O VÍDEO

    Programa Sala Especial da TV  Viçosa, com Léa Medeiros, Eduardo Marque e Marcelo Lelis, publicado no dia 18 de novembro de 2015: https://youtu.be/PniVo7BxO4Q

    1. jns

      25 de novembro de 2015 7:15 pm

      Na lama da Samarco

      O casamento do PMDB com as empresas de mineração

      Por Alceu Castilho, publicado em seu blog.

      samarco

      Postado em 13 nov 2015 no

      O deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG) é o responsável pela relatoria do novo Código de Mineração, em debate no Congresso há alguns anos. Pode ser considerado um afortunado. Durante a campanha de 2014 ele foi um dos parlamentares que mais receberam doações de empresas do setor. A Vale Mina do Rio Azul, do grupo Vale, contribuiu com um cheque de R$ 700 mil para o diretório nacional do PMDB, que transferiu a verba para a campanha à reeleição do deputado.

      Não foi a única, entre as empresas-chave do setor. Quintão ainda recebeu um cheque de R$ 300 mil da Anglogold, R$ 100 mil da Kinross, R$ 133.334 da Usiminas, sempre com repasses muito específicos – a um político interessado no tema – do diretório nacional. Além de R$ 263 mil do grupo Gerdau, R$ 183 mil da Arcelormittal, R$ 30 mil da CRBS e R$ 20 mil da Magnesita.

      Somente os R$ 100 mil da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, do grupo Moreira Salles (o Itaú Unibanco doou mais R$ 50 mil), os R$ 80 mil da Votorantim Siderurgia e os R$ 100 mil da Flapa Mineração entraram diretamente na prestação de contas do deputado, sem passar pelo diretório nacional.

      Mesmo os R$ 200 mil recebidos da Bradesco Saúde não deixam de ter alguma conexão com o reino da mineração. A Bradespar, do Bradesco, é uma das sócias da Valepar, que controla a Vale, aquela que já foi do Rio Doce. O Bradesco foi um dos maiores doadores da campanha de 2014, tomando por base todas as candidaturas. (Setores como o bancário e o de mineração, portanto, não são estanques.)

      O PODER DO PMDB

      Não é à toa que as empresas do setor têm tamanha atenção pelos parlamentares do PMDB. Uma reportagem de 2013 da Agência Pública – “Teia de interesses liga políticos a mineradoras em debate sobre novo Código” – mostrou como políticos do partido indicam os chefes regionais do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), em meio à conhecida relação gelatinosa entre Legislativo e Executivo no Brasil.

      O deputado Arthur Maia (PMDB-BA) por exemplo, indica o superintendente do DNPM baiano, um dos mais importantes do país. Em 2014, sua campanha à reeleição recebeu 200 mil da Salobo Metais e 200 mil da Vale Manganês, ambas da Vale. O paraense José Priante (PMDB), responsável pelas indicações no Estado, teve uma ajuda de R$ 500 mil da Vale Manganês.

      Alguns tentaram outros voos. A deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), uma das que indicavam o superintendente capixaba, arriscou uma vaga no Senado. A Salobo a ajudou com 200 mil; a Vale energia, com R$ 300 mil, em repasse da Direção Nacional.

      O ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) tentou se eleger governador potiguar. O que levou o Rio Grande do Norte a ter o maior volume de ajuda, entre as Unidades da Federação, por empresas ligadas à Vale. A MBR contribuiu com R$ 500 mil; a Vale do Rio Azul e a Vale Energia, com R$ 400 mil cada.

      link

      http://www.diariodocentrodomundo.com.br/na-lama-da-samarco-o-casamento-do-pmdb-com-as-empresas-de-mineracao/

       

    2. jns

      26 de novembro de 2015 11:02 am

      erramos, uai

      o texto foi, inadivertidamente, encaminhado antes da correção final e contém vários erros

  8. Odonir Oliveira

    25 de novembro de 2015 4:01 pm

    Se um dia…

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=LAEXGgWXphs%5D

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