4 de junho de 2026

“O Lima Barreto que nos olha”, por Beatriz Resende

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Enviado por Gilberto Cruvinel

Da Revisa Serrote

Beatriz Resende faz neste vídeo uma breve análise de três fotografias de Lima Barreto, autor de parca iconografia, que exibem o escritor em diferentes momentos da vida.

Aqui e, com mais profundidade, no ensaio de mesmo título publicado na serrote #21, demonstra como a loucura e o rancor, atenuados ou apagados nas fotografias oficiais de Lima Barreto, interpelam a literatura e a História nas imagens finais de uma iconografia pessoal esparsa e perturbadora.

Beatriz Resende é ensaísta e pesquisadora de vasto espectro de interesses. Professora titular da Faculdade de Letras da UFRJ, é autora de Lima Barreto e o Rio de Janeiro em fragmentos (Autêntica, 2015), Apontamentos de crítica cultural (Aeroplano, 2000) e Contemporâneos – Expressões da literatura brasileira no século XXI (Casa da Palavra, 2008). Organizou, dentre outras, as coletâneas Cocaína, literatura e outros companheiros de viagem (Casa da Palavra, 2006) e Possibilidades da nova escrita literária no Brasil (Revan, 2014).

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Herculano Neto

    20 de novembro de 2015 11:24 am

    Lima Barreto em idade mais velha, com ca. 33 a 41 anos de idade

    Eu penso que a produção de Lima Barreto em seus anos de idade mais velha, em cerca de 1914 a 1922, com cerca de 33 a 41 anos de idade, é melhor do que sua produção de seus anos de idade menos avançada, e que sua produção é melhor tanto quanto mais velho ele era.

    Saudações,
    Herculano Neto.
     

  2. Cláudio José

    20 de novembro de 2015 1:09 pm

    O Brasil, precisa de mais

    O Brasil, precisa de mais gente do bem, como Lima Barreto. 

  3. Odonir Oliveira

    20 de novembro de 2015 2:35 pm

    Clara dos Anjos- meu Lima Barreto preferido

    Gosto muito de suas crônicas e contos suburbanos. Gosto mais quando coloca sua lente narrativa sobre o micro, do que quando insiste no macro. Mas mesmo aí, gosto dele.

    Ah, as misérias humanas que tanto constroem castelos de fossos profundos, inalcançáveis, àqueles que devoram arte.

    O pai de Clara dos Anjos, Joaquim dos Anjos

    “O carteiro Joaquim dos Anjos não era homem de serestas e serenatas; mas gostava de violão e de modinhas. Ele mesmo tocava flauta, instrumento que já foi muito estimado em outras épocas, não o sendo atualmente como outrora. Os velhos do Rio de Janeiro, ainda hoje, se lembram do famoso Calado e das suas polcas, uma das quais — “Cruzes, minha prima!” — é uma lembrança emocionante para os cariocas que estão a roçar pelos setenta. De uns tempos a esta parte, porém, a flauta caiu de importância, e só um único flautista dos nossos dias conseguiu, por instantes, reabilitar o mavioso instrumento — delícia, que foi, dos nossos pais e avós. Quero falar do Patápio Silva. Com a morte dele a flauta voltou a ocupar um lugar secundário como instrumento musical, a que os doutores em música, quer executantes, quer os críticos eruditos, não dão nenhuma importância. Voltou a ser novamente plebeu.

     Apesar disso, na sua simplicidade de nascimento, origem e condição, Joaquim dos Anjos acreditavase músico de certa ordem, pois, além de tocar flauta, compunha valsas, tangos e acompanhamentos de modinhas. Uma polca sua — “Siri sem unha” — e uma valsa — “Mágoas do coração” — tiveram algum sucesso, a ponto de vender ele a propriedade de cada uma, por cinquenta mil-réis, a uma casa de músicas e pianos da rua do Ouvidor.

    O seu saber musical era fraco; adivinhava mais do que empregava noções teóricas que tivesse estudado. Aprendeu a “artinha” musical na terra do seu nascimento, nos arredores de Diamantina, em cujas festas de igreja a sua flauta brilhara, e era tido por muitos como o primeiro flautista do lugar. Embora gozando desta fama animadora, nunca quis ampliar os seus conhecimentos musicais. Ficara na “artinha” de Francisco Manuel, que sabia de cor; mas não saíra dela, para ir além. “

     

    .( Clara dos Anjos,  p. 57-60.)

Recomendados para você

Recomendados