É possível basear qualquer movimento político em qualquer plataforma ideológica; comunista, socialista, centrista, direitista ou até mesmo fascista.
Entretanto não é possível basear um partido político simplesmente na negação do que ele não será, pois isto seria uma distrofia política. Usando o sinônimo da palavra distopia a antiutopia talvez fique mais claro o raciocínio.
Todas as propostas política, excetos as eminentemente conservadoras, são utopias. O comunismo, o socialismo e mesmo o liberalismo são utopias baseadas em alguns conceitos que propõe como governo uma dada ideologia com todos os seus desdobramentos clássicos, como política de investimentos públicos, conceitos sobre educação e mais alguma centenas de ações derivadas desta utopia.
Se os sistemas utópicos não são implantados é exatamente por serem utópicos, porém os governantes, militantes e eleitores podem saber quais são os verdadeiros desvios desta utopia, e poderão reclamar de seus eleitos se as ações governamentais estão se afastando desta utopia.
Agora alguns podem pensar num sistema antiutopia ou distrófico como proposta política, agora como será esta plataforma distópica, simplesmente negando o que não será o seu governo sem apresentar o que será.
Na REDE parece que está se adotando este caminho, várias pessoas sentem desconfortável perante a REDE, simplesmente devido esta proposta antiutopia que fantasticamente parece aos mais desavisados como sendo altamente utópica!
Se olharmos com cuidado os capítulo II –Dos objetivos, princípios e valores do programa da Rede, veremos que todos os princípios do da rede ou são cláusulas da constituição brasileira ou de legislações existentes. Em resumo, podemos dizer que os princípios da REDE basicamente são: Vamos respeitar as clausulas pétreas da constituição Brasileira (para isto não é necessário programa).
Agora vem a segunda parte e mais interessante, a carta de princípios da Rede aparece várias vezes a expressão as expressões “desenvolvimento sustentável” e “sustentabilidade” e de forma que estes termos são considerados quase como sinônimos.
Isto é um grande problema, pois “desenvolvimento sustentável” é uma expressão que não tem uma única definição, alguns autores trazem uma dezena de definições para o mesmo termo, com um sério agravante, algumas definições são conflitantes com outras e a cada definição as propostas de como levar este “desenvolvimento sustentável” são COMPLETAMENTE DIVERSAS.
O que se conclui que a REDE que parece ser algo diferente é antes de tudo algo extremamente confuso, tanto no seu programa como na sua carta de princípios, não havendo claro uma “utopia” política por trás dela, o que há é uma negação de algumas práticas ou instituições deixando para ser analisado em Rede, não sabemos quando, o que significa esta REDE.
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