
Enviado por Antonio Francisco
Notícia no portal da UFMG, com data de 14/10/2015:
Portal da UFMG
A vice-reitora Sandra Goulart Almeida, e o diretor de Relações Internacionais, Fábio Alves, vão representar a UFMG, nos próximos dias 17 e 18, em Beijing, China, em encontro de universidades dos países do grupo Brics, aliança política e econômica entre Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
No fórum, que será sediado pela Beijing Normal University (BNU), dirigentes de aproximadamente 20 instituições vão assinar documento de criação da Liga de Universidades do Brics, com propósitos como mobilidade docente e discente e cooperação científica em ambiente de inclusão e solidariedade. O Brasil será representado também por outras cinco universidades: USP, Unicamp, UnB, UFRGS e Unesp.
A congregação é uma iniciativa das próprias instituições, com suporte do Ministério da Educação da República da China. Uma declaração produzida no último encontro dos líderes do Brics, também na capital chinesa, manifesta apoio à criação da Liga, que pretende ser plataforma multilateral de diálogo para valorização de talentos e incremento do potencial de cooperação em rede.
De acordo com o professor Fábio Alves, a UFMG já mantém alguns acordos de cooperação com instituições de países do Brics, mas terá oportunidade de “estabelecer novas e efetivas parcerias que ampliem as possibilidades de compartilhamento dos benefícios da internacionalização, além de apoiar o desenvolvimento de políticas envolvendo os cinco países”.
alexis
20 de outubro de 2015 9:53 amO ESPORTE AMADOR NAS UNIVERSIDADES
Se o mesmo dinheiro hoje gasto pelo poder público em patrocínios individuais da Caixa, Petrobrás e do BB, entre outros, fosse canalizado para as universidades federais, poderiam ser construídos centros esportivos, com estádios, piscinas, quadras, etc., campeonatos universitários – em nível nacional – amadores, em dezenas de atividades “olímpicas”, caça de talentos pelas próprias universidades nos colégios e escolas da região, incentivos e becas de estudo aos bons esportistas da comunidade, associando esporte, nação e educação numa única equação.
As universidades federais teriam que contar com Departamento de Esportes, além da carreira de Educação Física, para administrar e desenvolver atividades esportivas (campeonatos mirins regionais, com finais nacionais) nos colégios e escolas da região, assim como a formação de monitores esportivos que trabalhariam em todos os colégios e escolas.
Acredito que um campeonato feminino de futebol universitário, e de outros esportes, geraria a base e o interesse das gerações em determinados modalidades, para aí sim, passarem ao nível “profissional” se o ambiente profissional o permitir ou desejar. Vejam, no caso atual, como a geração da Marta desaparece gradativamente sem ter conseguido levar esta modalidade para sua prática ao longo do país.
Esportes amadores sem organizações do tipo FIFA nem CBF, sem cartolas, sem salários milionários, mas com juventude sadia. Com as universidades chegando até a raiz do inicio da formação cívica e física de cada pequeno brasileiro que nasce a cada dia. Deste modo o Estado atua como indutor e trabalha no aspecto amador do esporte, que tantas satisfações têm dado a muitos países, inclusive nos EUA, onde o ambiente universitário dá cobertura a todos estes esportes.
O sucesso esportivo de determinadas nações se explica principalmente pelo planejamento e a visão nacional e coletiva do assunto e não na aposta em determinados “cavalinhos” ou pela luta imediatista de poucas medalhas para hoje e nenhuma para amanhã. O esporte-show, alavancado pela mídia, é baseado em ídolos individuais e milhões de fãs anônimos, estáticos, sentados frente à TV bebendo cerveja. O esporte amador e coletivo, direcionado pelas universidades, não apenas seria praticado por muita gente chamada de “atleta”, mas também massivamente em colégios e escolas.