4 de junho de 2026

Um ano após reunião, Bolsonaro aumenta influência na PF

Em encontro em 22 de abril de 2020, presidente exigia saber de informações com antecipação, enquanto Salles queria “passar a boiada”
Foto: Marcelo Camargo (via fotospublicas.com)

Jornal GGN – A reunião ministerial onde o ex-ministro da Justiça Sergio Moro afirmava provar que o presidente Jair Bolsonaro interferia na autonomia da Polícia Federal completa um ano no próximo dia 22 de abril. Desde então, Bolsonaro conseguiu aumentar sua influência na PF, mas perdeu o equivalente a 26% de seu primeiro escalão.

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Na ocasião, o presidente proferiu manifestações como “Eu não posso ser surpreendido com notícias. Pô, eu tenho a PF que não me dá informações”; “Não dá pra trabalhar assim. Fica difícil. Por isso, vou interferir! E ponto final, pô! Não é ameaça, não é uma extrapolação da minha parte. É uma verdade”.

Outras declarações foram: “É putaria o tempo todo pra me atingir, mexendo com a minha família”. “Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro, oficialmente, e não consegui”, afirmou. “Eu não vou esperar foder a minha família toda, de sacanagem”, disse. “Se não puder trocar, troca o chefe dele! Não pode trocar o chefe dele? Troca o ministro! E ponto final! Não estamos aqui para brincadeira”.

Outra frase conhecida foi pronunciada pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles: “Precisa ter um esforço nosso aqui, enquanto estamos neste momento de tranquilidade no aspecto de cobertura de imprensa, porque só fala de Covid, e ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas”, disse. A gravação com tais declarações foram tornadas públicas um mês após a reunião em decisão tomada pelo então ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello.

Embora Bolsonaro continue negando interferência na PF, diversas mudanças ocorreram recentemente, como a troca do chefe do órgão no Amazonas, Alexandre Saraiva, após atritos com Salles, a pedido do diretor-geral da PF, Paulo Gustavo Maiurino – que substituiu Rolando de Souza, que ocupou o cargo devido ao STF ter barrado a indicação de Alexandre Ramagem. Maiurino também trocou as chefias em São Paulo, Bahia, Santa Catarina e Roraima, além de mudar o setor de combate à corrupção. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

Redação

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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