4 de junho de 2026

“Isto”, por Fernando Pessoa

Foto: Lisboa,  Matty Brown

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

no blog de Gilberto Cruvinel

 

Dizem que finjo ou minto

Tudo que escrevo. Não.

Eu simplesmente sinto

Com a imaginação.

Não uso o coração.

.

Tudo o que sonho ou passo,

O que me falha ou finda,

É como que um terraço

Sobre outra coisa ainda.

Essa coisa é que é linda.

.

Por isso escrevo em meio

Do que não está ao pé,

Livre do meu enleio,

Sério do que não é.

Sentir? Sinta quem lê!

.

.

sem data

.
 

.…………………………………………………………………………………………………………………

 

.

 

Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995). – 236.

1ª publ. in Presença , nº 38. Coimbra: Abr. 1933.

 

Fontes: 

1. Arquivo Pessoa

2. Página Mar de Palha

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

4 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Mario Siqueira

    29 de agosto de 2015 4:00 pm

    Gilberto

    Gilberto Cruvinel, um putabraço !

  2. Odonir Oliveira

    29 de agosto de 2015 4:19 pm

    Ah, Pessoa, quanto do meu sal NÃO são lágrimas de Portugal

    e as sinto como se fossem !

  3. Tadeu Silva

    29 de agosto de 2015 7:30 pm

    Pessoalmente

    Sentia sim!

  4. Meire

    29 de agosto de 2015 7:45 pm

    Fingimento e mentira ou outra forma de se expressar ?

    O fingimento, nesse sentido, é condição “sine qua non” da arte, da própria vida e, por extensão, de toda forma de amor:

    Não fugimos, por mais que queiramos, à fraternidade universal. Amamo-nos todos uns aos outros, e a mentira é o beijo que trocamos.”

    Não é a essa bela ficção que emprestamos o nome de: amor?

    http://www.revista.vestibular.uerj.br/coluna/coluna.php?seq_coluna=48

Recomendados para você

Recomendados