Chamo a ti em meu doce escorrido pranto,
Espero que venhas me recompor,
Se dissolvida peço teu fulgor !
Branco passado homem que não vejo,
Este desejo não tem rosto é puro desvelo.
Mas como posso ter-te tão em mim?
Nesta noite em que de novo não existes,
Faço da sanha destemida minha glória.
E se tão intuitiva apalpo o traço largo da tua pupila,
É por deter o andar do escuro do desconhecido,
Pois se não sei de ti, não reconheço tampouco a mim,
Que busco aqui o fundo o grosso daquilo que nunca vi.
Minhas mãos desejam tocar o mundo de todo homem!
Odonir Oliveira
14 de agosto de 2015 4:20 pmÔ, Maíra, que lindeza, mulher
Eu lírico feminino e universal.
Parabéns!