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Por Felipe A. P. L. Costa [*].
Levando em conta as estatísticas obtidas na manhã de ontem (15/8) [1], eis um balanço da situação mundial.
(A) Em números absolutos, os 20 países [2] mais afetados estão a concentrar 78% dos casos (de um total de 206.949.150) e 80% das mortes (de um total de 4.358.587) [3].
(B) Entre esses 20 países, a taxa de letalidade segue em 2,2%. A taxa brasileira segue em 2,8%. (Os outros três países da América do Sul que também estão no topo da lista têm as seguintes taxas: Argentina, 2,1%; Colômbia, 2,5%; e Peru, 9,2%.)
(C) Nesses 20 países, receberam alta 144 milhões de indivíduos, o que corresponde a 90% dos casos. Em escala global, 187 milhões de indivíduos já receberam alta [4].
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NOTAS.
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[1] Vale notar que certos países atualizam suas estatísticas uma única vez ao longo do dia; outros atualizam duas vezes ou mais; e há uns poucos que estão a fazê-lo de modo mais ou menos errático. Alguns países europeus (e.g., Suécia, Suíça e Espanha) insistem em não divulgar as estatísticas em feriados e fins de semana. A julgar pelo que informam os painéis, o comportamento da Suécia tem sido particularmente surpreendente e vexatório. Acompanho as estatísticas mundiais em dois painéis, Mapping 2019-nCov (Johns Hopkins University, EUA) e Worldometer: Coronavirus (Dadax, EUA).
[2] Os 20 primeiros países da lista podem ser arranjados em sete grupos: (a) Entre 36 e 38 milhões de casos – Estados Unidos; (b) Entre 32 e 34 milhões – Índia; (c) Entre 20 e 22 milhões – Brasil; (d) Entre 6 e 8 milhões – Rússia, França, Reino Unido e Turquia; (e) Entre 4 e 6 milhões – Argentina, Colômbia, Espanha, Itália e Irã; (f) Entre 2 e 4 milhões – Indonésia, Alemanha, México, Polônia, África do Sul, Ucrânia e Peru; e (g) Entre 1,9 e 2 milhões – Países Baixos.
[3] Para detalhes e discussões a respeito do comportamento da pandemia desde março de 2020, tanto em escala mundial como nacional, ver os cinco volumes da coletânea A pandemia e a lenta agonia de um país desgovernado (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui).
[4] Como comentei em artigos anteriores, fui levado a promover a seguinte mudança metodológica: as estatísticas de casos e mortes continuam a seguir o painel Mapping 2019-nCov, enquanto as de altas estão agora a seguir o painel Worldometer: Coronavirus.
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