4 de junho de 2026

TSE prepara contragolpe para eliminar Bolsonaro da eleição de 2022

O inquérito administrativo seria a alternativa para retirar o mandatário do poder, já que políticos afirmam ser inviável iniciar agora um processo de impeachment
Foto: Alan Santos/PR

Jornal GGN – Os desdobramentos do 7 de setembro podem colocar em prática uma estratégia jurídica que vem sendo discutida reservadamente por ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que deve tornar Jair Bolsonaro (sem partido) inelegível para concorrer à presidência em 2022. 

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Na terça-feira deverão ocorrer os atos de 7 de setembro, a maioria convocados por apoiadores do governo Bolsonaro em mais um ataque às instituições da República. 

De acordo com o Estadão deste sábado (4), o discurso adotado por Bolsonaro na ocasião poderá fornecer ainda mais provas no inquérito administrativo instaurado no TSE, em reação à fatídica transmissão ao vivo realizada pelo mandatário, em julho, em que usou notícias falsas contra o tribunal, para sustentar sua tese contra as urnas eletrônicas e a lisura do processo eleitoral.

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No dia das manifestações antidemocráticas, Bolsonaro deve discursar em Brasília, pela manhã, e em São Paulo, à tarde. O entendimento prévio na Corte Eleitoral é de que, uma vez configurado algum crime, o presidente poderá ter sua candidatura negada no ano que vem e não disputar a reeleição.

A estratégia da inelegibilidade, no entanto, deve ser adotada apenas “em caso extremo”, como o risco efetivo de uma ruptura institucional, uma vez que a Justiça Eleitoral nunca utilizou do mecanismo. 

IMPEACHMENT

O inquérito no TSE seria o caminho para retirar Bolsonaro do poder, uma vez que políticos afirmam ser inviável iniciar agora um processo de impeachment, devido à proximidade das eleições e aos interesses do Centrão. 

A senadora Simone Tebet (MDB-MS), que atua na Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) da Pandemia, afirmou à TVGGN nesta semana, em entrevista concedida aos jornalistas Luis Nassif e Marcelo Auler, que não acredita que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), possa abrir um processo de afastamento contra Bolsonaro.

“Eu não vejo essa possibilidade do presidente sofrer um processo de impeachment nesse momento, eu não consigo visualizar”, afirmou. 

Segundo a parlamentar, o Centrão deve permanecer fechado com Bolsonaro até abril ou maio do ano que vem. Faltando cerca de seis meses para o pleito eleitoral, não haverá tempo hábil para o processo de afastamento por crime de responsabilidade.

“O Centrão, os partidos que têm os seus líderes com o presidente da República, que estão se beneficiando com cargos em ministérios, não têm interesse nenhum em passar esse bastão para o vice-presidente da República. Mas vamos a uma análise política: com que interesse em abril, se teria em afastar Bolsonaro e colocar Hamilton Mourão? Sendo que ali já começa um período eleitoral de pré-eleição.”, ponderou.

Os inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) e que ajudam a fechar o cerco judicial contra Bolsonaro também podem não prosperar a tempo, já que dependem da Procuradoria-Geral da República (PGR) – e Augusto Aras, reconduzido ao cargo pelo presidente, está de olho na vaga no STF que será deixada por Gilmar Mendes em 2023.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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