
Por Ricardo Alcantara
Parodias, memes, piadas prontas, e uma série de criticas por causa de uma opinião. E o pior nesse caso, é o fato de a tão criticada opinião nem expressar aquilo que foi acusada.
Estou falando sobre a crônica de Zeca Camargo para o Jornal das Dez, da Globo News, sobre a comoção gerada pela morte do cantor sertanejo Cristiano Araújo, que gerou um borburinho na internet e revolta geral da nação.
Na crônica Zeca reflete sobre a carência cultural do povo brasileiro que espera, segundo ele, ansiosamente por heróis, por uma causa, ou por ídolos que sejam unanimidade no gosto popular para abraçá-los e seguí-los . Para Zeca, essa comoção se deu no caso da morte do sertanejo por essa carência num país com uma confusão cultural, não dando exatidão do porquê dessa confusão, mas mostrando como exemplo o acesso aos esquisitos livros de pintura para adultos, que são tidos como um produto cultural. Em nenhum momento Zeca desrespeitou Cristiano Araújo. O que houve foi a falta de interpretação e o oportunismo da Mídia Marrom, da qual somos vítimas diariamente de inserções da sua agulha hipodérmica do mal, divulgando notas dizendo que o jornalista criticou o cantor.
Houve falta de interpretação ou ninguém assistiu a crônica? Pois para qualquer leigo, mesmo sem nenhuma noção de refutação de texto baseada em estudos de Paul Graham saberia que ele não estava falando em momento algum mal de Cristiano Araújo, e notaria que até mesmo lamenta a morte prematura do sertanejo.
Mas onde entra a sociedade panóptica de que falo no titulo, e a tal vigilância de opinião?
Se não ficou claro nesse caso do Zeca Camargo parem o Brasil que eu quero descer!
Odonir Oliveira
2 de julho de 2015 1:08 pmPrefiro “A Sociedade dos Poetas Mortos” que respira lirismo,
encanta quem tem sensibilidade, desperta aqueles que a tem dormitando em si e arrebata os de almas atormentadas e de difícil encantamento, com a beleza das coisas belas.
“Eta, vida besta, meu Deus”, essa com sociedade panóptica !
LCI
2 de julho de 2015 1:26 pmMeu sempre querido professor
Fui aluna de Zeca Camargo, excelente e lindo (em todos os sentidos) professor na Escola do Movimento
Ivaldo Bertazzo, outro lindo, lindíssimo.
Atesto sua dignidade, ser humano da mais alta qualidade.
Sou Zeca Camargo!
DanielQuireza
2 de julho de 2015 2:20 pmMas mesmo boas pessoas
Mas mesmo boas pessoas cometem erros né, não há problema nenhum nisso.
Gilson AS
2 de julho de 2015 2:30 pmMesmo sendo lindinho não está
Mesmo sendo lindinho não está isento de cometer erro, não é verdade?
Em relaçõa à materia não li, portanto, não posso opinar
DanielQuireza
2 de julho de 2015 1:35 pmO timing da crónica foi
O timing da crónica foi errado.
Eles desmereceu sim o cantor no momento de sua morte, algo que geralmente não é feito, principalmente da mídia.
E não houve ssa comoção toda. Quem se comoveu era quem gostava e admirava ele, principalmente como cantor. Fora o fato de ser uma morte trágica de um jovem. Ou seja, nada demais, tudo normal. Quem gostava ou admirava se comoveu, quem não se interessava não deu bola.
No caso do grupo Mamonas assassinas, por ex, em 2006, a comoção foi muito maior.
J Fernando
2 de julho de 2015 2:15 pmO fator idade influenciou muito a comoção
Era jovem, com futuro promissor. Estava fazendo sucesso.
E morreu de forma trágica.
Muito da comoção se deveu a este fato, realmente. Mesmo quem não conhecia o cantor, acabou por conhecê-lo neste momento fatídico e, é claro, se comoveu com a história.
O problema é que muitos das figuras populares da tv acreditam que devem se expressar sobre todos os assuntos. Outros foram mais curtos e grossos, mas claramente corretos, sem firulas e sem citações ao carntor universitário: “Fernando Brant morreu e não teve tanta repercussão!”
Juliano Santos
2 de julho de 2015 3:20 pmAcho que a questão não é
Acho que a questão não é essa, Quireza. São dois eventos distintos, no meu modo de ver. Um é a morte do rapaz, jovem, em um acidente automobilísitico. A ser lamentada, quem quer que fosse, independente da música dele ou da importância dela para a cultura do país.
Outra é o evento enquanto fenômeno midiático de massa. Me parece que o Zeca analisou a comoção, visilvemente acima do tom, pelo viés do grande público. É inegável que tal comoção, com flashs ao vivo do velório e enterro e etc, foi despropocional. Tratava-se de um cantor recém chegado ao estrelato. Mas recebeu tratamento igual às mortes de Tim Maia, Tom Jobim, Cassia Eller e quem sabe até da Elis.
O Zeca acha que isso deve-se à carência de ídolos na música popular, do nível desses citados acima. O que faz com que um público carente não espere nem um jovem tornar-se realmente mercedor ou não de tal idolatria. No que concordo, mas vou além. Acho que é um fenômeno induzido por uma máquina midiática que tenta manipular uma massa uniforme, determinando quando devem se comover ou quando devem se indignar. No caso da morte do cantor e no caso da “corrupção do PT”, respectivamente.
zeba
2 de julho de 2015 5:26 pmO que mais ofendeu os fãs de
O que mais ofendeu os fãs de Cristiano Araújo foi o fato de Zeca afirmar que era ao memo tempo “conhecido e desconhecido”.
O que Zeca não percebeu é que hoje ninguém mais precisa da Globo pra fazer sucesso. Não é mais a “toda poderosa” que define o que vai tocar na rádio. Ninguém mais precisa tocar na novela das oito ou no Faustão pra fazer sucesso.
Ele, que é oriundo do jornalismo musical, já deveria ter notado isso quando nos anos 90 o Racionais vendeu mais de 1 milhão de cópias do CD “Sobrevivendo no Inferno” sem aparecer na Globo e falando mal dela nas poucas entrevistas que concediam.
Hoje a Globo corre atrás do que é sucesso, os “funkeiros pasteurizados” que tocam em suas novelas são reflexo disso. Valeska Popozuda já era sucesso muito antes da Globo mudar seu visual e torná-la mais palatável pro seu público mais conservador.
Em relação aos rapazes do Sertanejos Universitário é a mesma coisa. Luan Santana já tinha um público fiel muito antes de aparecer na Globo.
Isso sem falar nos vlogueiros do You Tube que tem milhões de visualizações. Rafinha Bastos saiu da Band e passa muito bem no youtube com seu canal com mais de 1 milhão de incritos. Talvez a Globo vá fazer plantão se PC Siqueira, Cauê Moura, Kéfera, entre outros venha a falecer.
E imagine o Zeca Camargo dizer que esses personagens na internet não são conhecidos…
Vai ser outra chuva de críticas.
Novos tempos…
Julio do Arouche
2 de julho de 2015 1:45 pmA comoção partiu de onde?
A comoção partiu de onde? Acho que a rede Globo é uma das principais responsáveis pela comoção, mas o jornalista não tem coragem de dar nome aos bois.
Nem quero saber se a crítica é correta ou não, fazê-la no momento da morte de um rapaz, independentemente se era cantor sertanejo, ator porno ou padre não é a hora certa.
Outra coisa é, se alguém faz uma crítica que incomoda vai ser criticado, é assim na internet e quando é uma opinião contrária a nossa, adoramos quando o autor recebe uma enchurrada de críticas, quando é uma opinião que concordamos, achamos um absurdo criticarem…
Lenilson
2 de julho de 2015 1:56 pmRecentemente assisti uma
Recentemente assisti uma palestra do filósofo Luiz Felipe Pondé onde ele disse acreditar que vivemos numa das épocas mais caretas da história recente da humanidade. Estava se referindo principalmente a essa patrulha a tudo que não é politicamente correto. Temos que ser todos “fofos”, ninguém pode expressar uma opinião que fuja do padrão estabelecido. E olha que a palestra dele era sobre o século XVII, antes da Revolução Francesa. Não tenho como comparar com outras épocas, mas tendo a concordar que está bem chato.
Ricardo Alcantara
2 de julho de 2015 7:01 pmConcordo!
O fato é que o politicamente correto parte de um ponto de vista. Não é verdade absoluta.
O Brasil é um país jovem, com uma cultura jovem e com complexo de vira-lata. O questionamento não diminui ninguém em nada, o Zeca Camargo questionou a situação, pode ter errado no timing, mas o linchamento publico foi ridículo.
lfmrodrigues
2 de julho de 2015 2:32 pmmemes
LCI
2 de julho de 2015 3:28 pmZeca Camargo, o Lindo (em todos os sentidos)
Que foi Gilson, pintou ciuminho foi?
Leu “em todos os sentidos”?
La eu tenho culpa se ele possui estética corporal perfeita?
So não ganha na minha opinião, de Brando, Che e Chico.
Leda
Gilson AS
2 de julho de 2015 11:35 pmSei não, mais o negão aqui,
Sei não, mais o negão aqui, dizem, tem um acabamento legal, é jeitosin, eh,eh,eh
Tenho chance ?
Eliane Ribeiro
2 de julho de 2015 6:04 pmSinceramente,achei exarcebado
Sinceramente,achei exarcebado o linchamento que promoveram contra o Zeca Camargo.Qualquer um tentou tirar uma casquinha até a data de hoje tem gente produzindo posts,humilhando o Zeca.É obvio que a globo não contribui em nada para a cultura do País.Mas me recuso a entrar nesse circo de cruxificação alheia! derrepente a “asneira” do Zeca passou a ser o assunto mais importante do Brasil.
maria rodrigues
2 de julho de 2015 11:40 pmNada li a respeito da matéria
Nada li a respeito da matéria de Zeca Camargo, mesmo assim pensei pudéssemos estar afinado em alguma opinião, caso ele tenha se referido ao exagero da imprensa com a divulgação da trajédia corrida ao cantor e sua namorada.
Primeiramente, talvez por estar morando em Natal, não vi uma sequer pessoa dizer que conhecia Cristiano Araújo. Pra onde eu me deslocava tinha uma televisão ligada nas notícia. Quando pensei que cessaria aquela reportagem, a coisa foi tomando vulto ainda maior. Todos os programas colocaram a notícias, podia ser os de uma emissora ou outra. Canais abertos, todos eles, estavam deixando de seguir sua programação para enxertar tudo, tudinho, sobre esse problema. A repetição dos fatos, então, nem se fala. E a situação não mudou em nada, pois mesmo hoje não houve um jjornal, uma televisão que não mostrasse a missa celebrada para o casal morto.
Pra mim, ou as televisões não tem mais assunto para pôr em discussaõ, por isso resolveram, todas elas seguir os padrões de um programa tipo policial, que mexe e remexe nas mesmas cenas, como que pra torturar o telespecatador, ou há algo a mais nisso que a gente não consegue ver.
Enfim, eu sinto profundamente a morte de um jovem, de um jovem artista promissor, de sua namorada em plena juventude também, e nada do que escrevi tem a ver com meus sentimentos de humanidade, mas sobre um fato relevante, que é o exagero sobre uma notícia que deveria ser resuida pelo menos em um dia, mas que tem tomado proporções inimagináveis, talvez até mesmo pra quem era muito fã desse cantor.
Esta minha opinião tem sido compartilhada com a de muitas e muitas pessoas, que, reitero, não conhecíamos Cristiano.
LCI
3 de julho de 2015 12:37 amZeca
Gilson, chegou atrasado.
Desculpe.