6 de junho de 2026

Marighella mostra a Wagner Moura que a escolha não é difícil, por Ricardo Mezavila

Moura é um ator e diretor de muito talento, inclusive no exterior, que se faz presente nas manifestações progressistas desde o golpe de 2016, majoritariamente ao lado do PSOL e Freixo, em particular.
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Marighella mostra a Wagner Moura que a escolha não é difícil

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por Ricardo Mezavila

Ainda não muito convencido sobre política, desde que Marcelo Freixo saiu do PSOL, o ator Wagner Moura disse essa pérola dos clichês no lançamento do filme Marighela: “O que está em jogo hoje é a democracia em si e o momento é de reconstrução da democracia. Então, se a eleição fosse hoje, acho que eu votaria no Lula”. 

Wagner Moura é exemplar autêntico da esquerda cheirosa, que no passado circulava pelo PT e era conhecida como esquerda festiva.Também ficou conhecida como a esquerda do Leblon, por ser mais asfalto que favela, que saiu do partido para fundar o PSOL. 

Moura é um ator e diretor de muito talento, inclusive no exterior, que se faz presente nas manifestações progressistas desde o golpe de 2016, majoritariamente ao lado do PSOL e Freixo, em particular. 

Apesar de ter se colocado contra a prisão de Lula e ter apoiado os atos contra Sergio Moro e a Lava Jato, Wagner Moura nunca, pelo menos que eu tenha conhecimento, declarou voto no candidato do PT, incluindo Dilma e Haddad. 

Wagner Moura não consegue pisar no campo do PT: “Por um tempo, achei que Marina Silva representa um passo adiante, mas ainda procuro por esse alguém, seja na figura de um partido, seja na de um político. Há muitos políticos que respeito, jovens, que podem virar esse passo adiante” – disse. 

Então, de repente, o ator descobriu que “o que está em jogo é a democracia”, “independentemente de quem seja o próximo presidente do Brasil”.  Com essa afirmação ele declarou, de forma crítica, que “acha” que votaria no ex-presidente.   

Sinceramente, não precisamos de ‘celebridade’ sem convicção, que não suje seus sapatos e enxugue o suor com as mãos. O que vem por aí não pode ser enfrentado de cima do muro, da varanda, ou por trás de uma carreira bem sucedida em que a ficção movimenta a emoção e prevalece sobre a realidade. 

Ricardo Mezavila, cientista político

Este texto não expressa necessariamente a opinião do Jornal GGN

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  1. EDUARDO PEREIRA

    25 de outubro de 2021 9:06 am

    “O que vem por aí não pode ser enfrentado de cima do muro, da varanda, ou por trás de uma carreira bem sucedida em que a ficção movimenta a emoção e prevalece sobre a realidade. ”

    Cientista Politico provou que , ha mais inteligencias fora das academias do que dentro dela. Analise obtusa que mais parece panfleto da Direção do PT , comandada pela Gleisi pra desqualificar os outros do campo progressista.
    O certo a fazer e consolidar o campo progressista e , depois ver quem e o candidaato viavel. Hj e o Lula sem a menor dúvida. Amanha pode ser o Boulos.
    Impoirtante e ler a realidade e ajudar a construir algo mto dificil que é a unidade do campo progressista,

  2. milton candido

    25 de outubro de 2021 11:02 am

    Concordo com a leitura do cientista político, a academia não é a última instância da inteligència, alguém pode fazer doutorado e ser um imbecil. Não há margem para erro, o Wagner Moura não é mais e nem menos do que eu, por exemplo, para a política. Se tiver que ser, que a esquerda seja panfletária e tire esse bode astral que está encostado nos progressistas.

  3. ze sergio

    25 de outubro de 2021 2:56 pm

    Pensei que veria um Artigo diferente deste escrito. Este foi revelador e preciso ao nomear e descrever os Esquerdopatas da atualidade. Perfeito. E ainda mais perfeito em demonstrar que a Doutrinação Esquerdopata Fascista ainda sobrevive na esperança da perpetuação de seu Salvador da Pátria, seu Dom Sebastião. Afinal, se embalsamaram Lenin e mantiveram vigilante no meio da Praça Vermelha, porque não fazer o mesmo com nosso “Pai dos Pobres Presidiário”? Ainda bem que para a Elite Progressista AntiCapitalista do Socialismo Tupiniquim, o Aeroporto é sempre uma saída fácil, não é mesmo Wagner Moura? O que seria de nós sem Los Angeles, Miami, Paris ou Nova York?!! Viver neste país?

  4. Eduardo

    25 de outubro de 2021 6:06 pm

    Querem saber de uma coisa, Moral é importante na ação política, na governança. Na eleição só interessa a Ética, o comportamento. Eu voto no Lula, no Haddad, na Dilma, no PT, porque a ação política dessas pessoas e do partido são afins ao meu pensamento, fim, só isso. Outra pessoa que tenha outro motivo, mesmo espúrio, por exemplo, um líder partidário da direita, que se baldeia para o barco do PT para votar no Lula, mesmo que esteja visando interesses particulares, comporta-se exatamente como eu ao dar o seu voto a Lula. Na eleição só isso interessa, o voto, governabilidade vem depois. Portanto, bem vindo todos os que, no momento, pelo menos estão pensando em eleger Lula.

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