Covid-19 – Balanço de momento: 373 milhões de casos, 5,66 milhões de mortes e 295 milhões de altas.
Por Felipe A. P. L. Costa [*].
Levando em conta as estatísticas obtidas no início da tarde deste domingo (30/1) [1], eis um balanço da situação mundial.
(A) Em números absolutos, os 20 países [2] mais afetados estão a concentrar 75% dos casos (de um total de 373.207.952) e 76% das mortes (de um total de 5.660.157) [3].
(B) Entre esses 20 países, a taxa de letalidade está agora em 1,5%. A taxa brasileira está em 2,5%. (Dois outros países da América do Sul que estão no topo da lista têm taxas inferiores à brasileira: Argentina, 1,4%; e Colômbia, 2,3%.)
(C) Nesses 20 países, receberam alta 219 milhões de indivíduos, o que corresponde a 78% dos casos. Em escala global, 295 milhões de indivíduos já receberam alta [4].
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NOTAS.
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[1] Vale notar que certos países atualizam suas estatísticas uma única vez ao longo do dia; outros atualizam duas vezes ou mais; e há uns poucos que estão a fazê-lo de modo mais ou menos errático. Acompanho as estatísticas mundiais em dois painéis, Mapping 2019-nCov (Johns Hopkins University, EUA) e Worldometer: Coronavirus (Dadax, EUA).
[2] Os 20 primeiros países da lista podem ser arranjados em dez grupos: (a) Entre 70 e 75 milhões de casos – Estados Unidos; (b) Entre 40 e 45 milhões – Índia; (c) Entre 25 e 30 milhões – Brasil; (d) Entre 18 e 20 milhões – França; (e) Entre 16 e 18 milhões – Reino Unido; (f) Entre 10 e 12 milhões – Rússia, Turquia e Itália; (g) Entre 8 e 10 milhões – Alemanha, Espanha e Argentina; (h) 6 e 8 milhões – Irã; (i) Entre 4 e 6 milhões – Colômbia, México, Polônia, Países Baixos, Indonésia e Ucrânia; e (j) Entre 3,5 e 4 milhões – África do Sul e Filipinas.
Analisando em separado as estatísticas (casos e mortes) das últimas quatro semanas, eis como está a situação mundial: (i) em números absolutos, os EUA seguem na liderança, agora com 19,28 milhões de novos casos; (ii) a lista dos cinco primeiros tem ainda os seguintes países: França (8,63 milhões), Índia (6,2 milhões), Itália (4,55 milhões) e Espanha (3,48 milhões). O Brasil (2,96 milhão) subiu da 10ª para a 7ª posição; e (iii) a lista dos países com mais mortes é escabeçada pelos EUA (55,97 mil); em seguida aparecem Rússia (19,96 mil), Índia (12,31 mil), Itália (8,4 mil) e Polônia (7,58 mil). O Brasil (7,5 mil) subiu da 12ª para a 6ª posição.
Nas últimas duas semanas, o número de casos cresceu em todos os continentes. E o mais intrigante: Países até então exemplares (e.g., Austrália) ou com elevada cobertura vacinal (e.g., Portugal, Israel e Uruguai) seguem a registrar escaladas em suas estatísticas. Um dos fatores a explicar isso, além de novidades importantes no comportamento do vírus, seria a interrupção precoce de medidas preventivas (e.g., a suspensão do uso de máscaras e o relaxamento das barreiras sanitárias em portos e aeroportos).
[3] Para detalhes e discussões a respeito do comportamento da pandemia desde março de 2020, tanto em escala mundial como nacional, ver qualquer um dos três primeiros volumes da coletânea A pandemia e a lenta agonia de um país desgovernado, vols. 1-5 (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui).
[4] Como comentei em ocasiões anteriores, fui levado a promover a seguinte mudança metodológica: as estatísticas de casos e mortes continuam a seguir o painel Mapping 2019-nCov, enquanto as de altas estão agora a seguir o painel Worldometer: Coronavirus.
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