O Kremlin anunciou nesta quinta-feira (24/2), através do seu porta-voz Dmitry Peskov, que a Rússia impõe, como condição para o fim das suas operações militares em solo ucraniano, um compromisso dos Estados Unidos e da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) para “desmilitarizar a Ucrânia”.
“O presidente russo, Vladimir Putin, expressou sua disposição de dialogar com seu colega ucraniano, a partir de uma situação de neutralidade e da promessa de desarmamento desse território”, afirmou o porta-voz, em conferência transmitida pelo canal estatal russo RT.
“Estas condições possibilitariam a realização da desmilitarização e desnazificação da Ucrânia, e eliminariam o que a Rússia atualmente vê como uma ameaça à segurança de seu Estado e de seu povo”, completou Peskov.
O porta-voz do Kremlin também afirmou que “não há uma ocupação do território ucraniano, esse não é o objetivo da operação, não é um conceito aplicável neste caso”.
Porém, Moscou considera que os territórios de Donetsk e Lugansk já não formam parte do território ucraniano, já que seu governo reconheceu oficialmente a independência dessas regiões e passou a tratá-las como países.
Ademais, o presidente Vladimir Putin afirmou, na terça-feira (22/2) que os Acordos de Minsk “estão enterrados”. A declaração faz referência aos documentos estabelecidos em 2014, assinados pelo governo da Ucrânia e pelos líderes dos movimentos separatistas de Donetsk e Lugansk, e que colocou fim ao último conflito na região ao estabelecer normas de convivência pacífica entre as comunidades russas – majoritárias em ambas as regiões – e o governo central ucraniano.
Esta situação contraria a posição tomada por aquelas nações que sugerem um fim do conflito a partir de um diálogo visando a retomada dos Acordos de Minsk – casos de China, México e Brasil –, uma vez que Moscou descarta completamente essa possibilidade.
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