Enviado por antonio francisco

Está no jornal GCN:
Juiz diz que criança de 6 anos ‘se oferecia’ ao acusado de estupro
A enxurrada de críticas vindas de todo o mundo parecem não abalar o juiz argentino Horacio Piombo. Em entrevista ao jornal La Nación, na última quarta-feira (20), ele afirmou que cumpriu com seu dever e não vai deixar o cargo.
Com o apoio do também juiz Ramón Sal Llargués, Piombo reduziu a pena de Mario Tolosa, acusado de estuprar um menino de apenas seis anos, baseando-se na alegação de que a vítima tem “orientação homossexual e está habituada” a sofrer abusos. O magistrado alegou que a criança, hoje com 11 anos, já sofria abusos do pai, que está preso, o que desqualificava o estupro posterior e o havia levado a uma mudança de hábitos: “Ele começou a se oferecer para as pessoas. Nós consideramos que esse fato foi o pontapé inicial de tudo. Esse caso foi um aproveitamento de uma situação que deveria ser punida sem o agravante”, ele afirmou ao jornal.
A absurda decisão, entretanto, causou alguns transtornos aos dois magistrados: o contrato de Piombo como professor da Universidad Mar Del Plata foi rescindido e estudantes da faculdade de La Plata pressionam pela saída dos dois da instituição, onde Piombo leciona Direito Internacional Privado e Llargués Direito Penal I. De acordo com informações do jornal Clarín, a Federação Universitária de Buenos Aires solicitou que eles sejam permanentemente afastados da Universidade de Buenos Aires.”
Daytona
22 de maio de 2015 12:20 pmIgual a decisão de uma juíza
Igual a decisão de uma juíza de São Paulo.
monica carolina
22 de maio de 2015 12:24 pmHay monstruos en este mundo
Ese juez, ese padre, eses maliantes todos no son humanos.
Son bestias de lo peor.
Pasarlos a punta de cuchillos sería poco para ellos.
Prefiero verlos todos eses con cancer, muriendo apodrecidos entre gusanos.
Pobre niño.
Marcos Antônio
22 de maio de 2015 1:22 pmUm juiz e se formou em
Um juiz e se formou em direito?
Emilia Silva
22 de maio de 2015 1:56 pmSe uma criança de seis anos,
Se uma criança de seis anos, não importa seu gênero sexual, se oferece às pessoas, ela obviamente precisa de tratamento e acompanhamento psicológico. Qualquer pessoa que se aproveita da situação é um degenerado sem empatia pelos sentimentos dos demais. Pior, muito pior do que isso, na verdade inadmissível, são juízes que compactuam com isso. Merecem ser expulsos das escolas onde lecionam e perder seus postos de juízes. Não se pode conceber que pessoas com essa índole exerçam atividades que implicam em transmitir valores para jovens estudantes e ou julgar seus semelhantes.
vera lucia venturini
22 de maio de 2015 2:49 pmO que se faz com um juiz com
O que se faz com um juiz com tal grau de desumanidade?
Se serve de consolo: juizes canalhas não existem somente no Brasil. Aqui também juizes acusaram menores de serem causadoras da violência de que foram vítimas. E o que é pior: no Brasil se um juiz desses for afastado será aposentado com salário integral. São impunes por isso trabalham com tanta irresponsabilidade e desumanidade.
Maria Luisa
22 de maio de 2015 5:50 pmO horror, o horror!
Mas que sociedade é essa? Que as mulheres quase sempre sejam consideradas culpadas de terem provocado estupros, parece que virou senso comum na sociedade brasileira e pelo visto, como um todo na América Latina. Agora também as crianças são culpadas por doentes aproveitarem-se delas. Realmente, é o fim da picada.
Sobrinho netto
23 de maio de 2015 9:19 amHermanos, esquecer é permitir, lembrar é combater.
Porque o dia 18 de maio?
Nesse dia, em 1973, ocorreu a morte de Araceli Cabrera Sanches Crespo, que não havia completado ainda 9 anos. Sua morte foi tão bárbara e cruel que a data tornou-se o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, através de lei sancionada pelo Congresso Nacional em 2000. Não é orgulho nacional a instituição de tal data alusiva, não passando, porém, de um meio de se conseguir justiça e evitar que novos crimes assim possam ocorrer.
Naquele dia, há exatamente 42 anos, a menina Araceli era assassinada em Vitória, Espírito Santo, com requintes de crueldade inimagináveis.
A pedido de sua mãe, que escrevera um bilhete para a professora, Araceli saiu mais cedo da escola. A menina se dirigiu então a um edifício levando um envelope que continha drogas (sem que ela soubesse) para um grupo de rapazes, filhos de famílias ricas e importantes da cidade e que eram conhecidos por realizar orgias regadas a álcool, drogas e sexo.
Ao chegar ao local indicado por sua mãe, Araceli se deparou com os rapazes, que se achavam sob efeito de drogas. Estes a mataram com requintes de extrema crueldade. Ela foi espancada, estuprada e teve partes intimas dilaceradas a dentadas.
O corpo da menina foi encontrado nu e desfigurado, seis dias depois do crime, em um terreno baldio, sendo que antes o corpo permanecera vários dias no frezzer de um bar, localizado em uma movimentada rua da cidade. Finalmente um ácido corrosivo foi jogado nos restos mortais para dificultar a identificação.
As investigações do caso foram confusas: sumiço de documentos, assassinatos misteriosos, testemunhas que voltavam atrás em seus depoimentos, cumplicidade e corrupção da polícia e do judiciário.
Embora houvesse testemunhas, os assassinos de Araceli foram absolvidos em um último julgamento, em 1991, e atualmente nada mais pode ser feito, já que o crime prescreveu.
Os acusados pertenciam a famílias poderosas. A sociedade capixaba se calou. Ninguém foi punido por esse crime hediondo.
Em homenagem a Araceli Cabrera Sanches Crespo, o dia 18 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
Vamos repetir a frase da campanha do 18 de maio como se fosse um mantra transformador da realidade:
Esquecer é permitir, lembrar é combater.
José Ruiz
23 de maio de 2015 11:54 amDevia ser afastado
Devia ser afastado do mundo..