4 de junho de 2026

Lembranças de São Paulo


Fotos: O Ed. Banespa (ao fundo), fachada da Fotolabor (1957, em frente à porta, Werner Haberkorn aparece rodeado por sua equipe), e a Avenida São João (abaixo, à dir.)

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EXPOSIÇÃO “WERNER HABERKORN E A FOTOLABOR” EM SÃO PAULO 

O Centro Cultural Correios São Paulo exibe fotografias e cartões postais que contam a história da cidade

Fotografias, álbuns, cartões postais e papelaria recuperam a importância da empresa fotográfica do alemão Werner Haberkorn, que funcionou por 50 anos na Avenida São João. De 11 de abril a 09 de junho. Entrada gratuita 

O Centro Cultural Correios inaugura no dia 11 de abril, às 11 horas, a mostra “Werner Haberkorn e a Fotolabor”, reunindo fotografias, cartões postais e papelaria da histórica Fotolabor, agência de fotografia do engenheiro alemão Werner Haberkorn (1907-1997), que funcionou no centro da cidade de São Paulo dos anos 1950 a 1990. A curadoria é de Bruna Callegari e Rafael Buosi, editores do livro “Fotolabor: a fotografia de Werner Haberkorn”, lançado no ano passado.

Segundo os curadores, a exposição explora, entre outros aspectos, os processos de verticalização e automobilização de São Paulo dos anos 1940 até o fim da década de 1950, bem como a Fotolabor como modelo de negócio fotográfico pioneiro no período: “Werner Haberkorn faz parte de um conjunto de profissionais que chegaram ao Brasil na década de 1930. Muitos deles, fugindo da II Guerra Mundial guerra, instalaram-se no Brasil e abriram seus negócios. Não foi propriamente a fotografia o ponta pé inicial da sua empresa, mas a fotocópia. Somente ele e outro estabelecimento localizado na Rua da Quitanda possuiam a tal máquina em toda a cidade de São Paulo. Rapidamente seu negócio se mostrou promissor num mercado fotográfico ainda incipiente”, contam.

A Fotolabor se tornou famosa na década de 1950 como por uma das maiores produtoras de cartões postais fotográficos em São Paulo, deixando um acervo de mais de 1.200 imagens que revelam a intensa remodelação urbana e cultural pela qual passava a cidade no período. O fotógrafo dedicou-se a documentar essas transformações, pois eram o conteúdo de seus cartões-postais, tendo assim registrado o surgimento dos principais edifícios no entorno dos viadutos Santa Ifigênia e do Chá: Edifício Altino Arantes (1947), CBI-Esplanada (1951), Edifício do Banco do Brasil (1954), Edifício Conde Prates (1955).

Através de seus cartões postais, Haberkorn forjou a imagem-esteriótipo que fez conhecida a São Paulo da época, hoje repensada por seus habitantes: a cidade do progresso, dos automóveis e dos arranha-céus.

A empresa funcionou na Avenida São João por cinco décadas, entre 1940 e 1990, quando encerrou as suas atividades. Werner Haberkorn faleceu em 1997, aos 90 anos, deixando uma série de imagens em diversos formatos: fotografias aéreas, vistas panorâmicas, stills publicitários, álbuns e montagens, além dos famosos cartões-postais da Fotolabor, alguns raros, coloridos à mão.

O conjunto foi incorporado pelo Museu Paulista da Universidade de São Paulo (Museu do Ipiranga) e consta como a Coleção Werner Haberkorn. A exposição, que tem apoio do Museu, traz alguns itens raros e originais da Coleção, como montagens fotográficas, catálogos, cartões de visitas e de boas-festas, notas fiscais e pedidos originais da empresa.

Segundo os curadores: “Praticando uma fotografia funcional e sem vaidades, Haberkorn deixou uma obra pouco valorizada por estudiosos ou críticos da imagem no Brasil, acostumados a enquadrar a fotografia na perspectiva da história da arte. Um dos objetivos da exposição é justamente demonstrar a relevância de seu legado no campo da fotografia e da história, dos estudos sociais e culturais, e por fim abrir caminho para novas pesquisas e publicações que resgatem fotógrafos desconhecidos que tiveram importante e prolongada atuação no mercado fotográfico nacional”.

Dia 11 de abril, às 11 horas. Abertura e bate-papo

Na abertura da mostra, no dia 11 de abril , às 11 horas, o Centro Cultural dos Correios promove um encontro com Solange Ferraz de Lima, vice-diretora do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (Museu do Ipiranga), o pesquisador em fotografia Ricardo Mendes e Ernesto Haberkorn, filho do fotógrafo. Conversam sobre o legado da Fotolabor e a atuação de Werner Haberkorn no mercado e na cena da fotografia paulistana.

SOBRE A FOTOLABOR

O estúdio da Fotolabor foi fundado em 1940 e localizava-se na Avenida São João, 282, um dos principais endereços comerciais da cidade à época. Ali eram desenvolvidas fotocópias, além da produção de imagens para catálogos de empresas industriais e comerciais. No inicio de 1940, a Fotolabor passa a editar cartões postais fotográficos para atender a demanda crescente do produto com a urbanização da cidade, industrialização e migração. Os temas abordados eram cenas urbanas do Rio de Janeiro e São Paulo, hotéis, estâncias, artistas e futebol, sem contar com o surgimento das imagens aéreas. A partir de 1960, a Fotolabor enfatizou o atendimento a clientes industriais e comerciais, abrindo uma filial na Rua General Osório e ampliando seu estúdio. A empresa atendeu a clientes de notoriedade no comércio como: Trol, Brinquedos Estrela e Kartro, bem como atendeu o artista plástico e arquiteto Flávio de Carvalho e as obras do Pavilhão de Exposições do Anhembi.

Werner Haberkorn deu continuidade ao seu trabalho até por volta dos anos de 1990, quando gradativamente repassou o comando da empresa para seus funcionários.

 Werner Haberkorn nasceu em 1907, na Alta Silésia, região que então fazia parte da Alemanha. A fotografia fez parte de sua vida desde sua infância, quando acompanhava seu pai como fotógrafo amador. Em 1936, graduado em engenharia de máquinas, visita o Brasil, tendo como principal objetivo fotografar as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. No ano seguinte, se estabelece como imigrante no país, atuando como representante comercial de empresas alemãs. Em 1939, seu irmão Geraldo, diplomado em fotografia, também muda-se para o Brasil, representando o sistema de fotocromia Bermpohl. Em 1940, os irmãos fundam a Fotolabor.
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Exposição: “Werner Haberkorn e a Fotolabor”

Local: Centro Cultural Correios (Avenida São João, s/n – Vale do Anhangabaú, Centro, São Paulo, SP)
Abertura e lançamento do catálogo: 11 de abril de 2015 , sábado, às 11 horas
Conversa com os convidados: Solange Ferraz de Lima, Ricardo Mendes e Ernesto Haberkon
Data: de 11 de abril a 9 de junho de 2015
Visitação: de terça a domingo, das 11 às 17 horas
Classificação indicativa: livre
Entrada franca
Produção: 
Espaço Líquido Audiovisual e Editora
Patrocínio: Correios
Acesso para pessoas com necessidades especiais

Visite: o site:
www.correios.com.br
Informações para imprensa 
Baixar release – Centro Cultural Correios São Paulo
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Werner Haberkorn e a Fotolabor
Exposição Werner Haberkorn e a Fotolabor: São Paulo recebe uma exposição com fotos, cartões postais e equipamentos do estúdio de Werner HaberKorn. A Fotolabor, empresa do imigrante alemão, funcionou na capital entre 1940 e 1990 e registrou o desenvolvimento e a transformação da cidade ao longo dos anos. Reportagens da TV Gazeta (repórter Luciano Penteado) & TV Cultura (realização Espaço Líquido Audiovisual e Editora Ltda.)

https://www.youtube.com/watch?v=3ee8qPZQENs align:center
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Fontes: Fotolabor & Fotolabor/Imprensa 
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Jota Botelho

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2 Comentários
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  1. Maria Luisa

    11 de maio de 2015 6:51 pm

    Sampa

    O que sinto é que as cidades brasileiras foram poucas fotografadas pelos fotografos profissionais. Claro ha muitas fotos do Rio e São Paulo, mas quando se compara com NY, Los Angeles, Londres, Paris, Madri, ha um vacuo em certos periodos de crescimento e mudanças nas nossas cidades.

    Sera que são os fotografos brasileiros que não se interessam por registrar a cidade e seus habitantes em seu cotidiano e noites, madrugadas ou somos nos, brasileiros, que não nos interessamos por nossa historia contada através da imagem ? Acho que  nenhum dos dois casos, mas então, porque em comparação ao que se faz em toda as grandes cidades, não somos registrados com mais ênfase e constância…  Alias, qualquer exposição de fotografias sobre Paris, em qualquer periodo, é um sucesso enorme. Faz-se filas quilométricas na porta dos museus ou galerias. 

  2. Andre Araujo

    12 de maio de 2015 1:22 am

    Parabens pela excelente

    Parabens pela excelente materia. Lembro dessa epoca, meu pai era amador de fotografia, socio do Foto Cine Clube Bandeirante na Rua Aavanhandava, os bons fotogrofos profissionais de cenas de rua em São Paulo eram geralmente alemães, austriacos e hungaros e se reuniam nua Rua Conselheiro Crispiniano,que era o centro da fotografia na época.

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