4 de junho de 2026

O enigma da calma estoica de Alckmin, por Wilson Ferreira

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Enquanto a crise hídrica é anexada à energética pela grande mídia, nacionalizando a pauta e sobrando as medidas impopulares para a presidenta Dilma, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, passa incólume pela crise.  Alckmin tira vantagem de uma blindagem midiática? A resposta não é assim tão simples, onde a grande mídia supostamente teria poderes para operar uma lavagem cerebral em um Estado inteiro. Uma pista talvez esteja no impagável apelido dado pelo colunista José Simão ao governador em 2001: “picolé de chuchu diet”. O colunista foi profético – pressentiu o papel que Alckmin desempenharia no futuro onde essa imagem “diet” junto à opinião pública seria fundamental: o papel de líder de um Estado que, de locomotiva da Nação, se transformaria em laboratório sócio-econômico de dolorosas experiências neoliberais. Com sua “calma estoica”, Alckmin reflete um novo conservadorismo baseado num mecanismo de defesa psíquico para os tempos difíceis anunciados diariamente pela mídia.

Quando em 2001 o então vice Geraldo Alckmin assumiu interinamente o cargo de governador de São Paulo em decorrência do agravamento de saúde e posterior morte de Mário Covas, o colunista da Folha José Simão o apelidou de “picolé de chuchu diet”.

Mal sabia o colunista que esse apelido seria profético: Simão conseguiu sintetizar nessa impagável analogia a physic du rôle necessária a um político para o papel que desempenharia no futuro – o de líder de um Estado que, de locomotiva da Nação, se transformaria em laboratório social e econômico das experiências neoliberais.

 

Pegando a carona na expressão de José Simão, em 2004 a revista semanal Veja saudava a ascensão de uma nova “safra de políticos picolés de chuchu que começa a emergir com força no País” – entre ele, José Fogaça em Porto Alegre e João Coser em Vitória. Segundo a revista, ao contrário dos tradicionais figuras carismáticas, políticos como Alckmin teriam “pouco sal”, transmitindo a imagem de “bom administrador, perfil discreto, jeito de síndico e nenhum carisma”. E isso seria “bom para o País” – Leia “Pouco Sal, Muitos Votos”.

No caso de Alckmin, seu perfil demonstrou-se midiaticamente perfeito para assumir uma discreta liderança de políticas potencialmente explosivas para a opinião pública – aplicação das medidas para implementar o chamado “Estado Mínimo” por meio do proposital sucateamento da cultura, educação e serviços básicos como segurança e o sistema de captação e distribuição de água dentro da manjada estratégia problema-reação-solução… ou privatização.

Será que é só a mídia?

Luciano Costa em artigo no Observatório de Imprensa aponta que a principal vantagem de Alckmin é contar com a complacência subserviente da imprensa (ao contrário de Dilma, vista como um mal a ser extirpado) que produz um efeito de blindagem: por toda a crise hídrica Alckmin passa incólume com sua “cara de paisagem, expressão impassível e frases superficiais”. Alckmin fala qualquer coisa e os repórteres vão embora.

Mas acredito que só a hipótese hipodérmica de uma mídia subserviente que faria uma suposta lavagem cerebral na opinião pública não é o suficiente. Fosse um político de temperamento explosivo como Mário Covas, certamente o efeito de invisibilidade conseguido com Alckmin não seria o mesmo.

Mais do que isso, a combinação Grande Mídia/Alckmin é perfeita porque o seu physic do rôle expressa um novo conservadorismo. Não mais o conservadorismo clássico que ia do escândalo moralista histérico de Carlos Lacerda e Jânio Quadros, passando pelo cinismo populista do ademarismo até chegar ao malufismo das obras descaradamente superfaturadas como o túnel Ayrton Senna.

Novo conservadorismo

Praça Victor Civita: a propagação da nova 
mentalidade de que tudo é escasso

A imagem insossa de Alckmin representa esse novo conservadorismo pautado não mais pelas obras grandiosas e superfaturadas da locomotiva nacional. Ao contrário, Alckmin agora é o arauto de uma nova mensagem: o futuro será de precarização e escassez – da Natureza, da água, da saúde, da segurança, da Natureza, da Sociedade  – e por fim a transformação da escassez em oportunidade de mercado, projeto neoliberal. 

E a Praça Victor Civita em São Paulo (com suas obras de arte e jardins autossustentáveis e de material reciclado) é a resultante do consórcio mídiático-governamental para a divulgação dessa nova mentalidade futura – sobre isso clique aqui.

Tudo será escasso e precário não pela corrupção ou má gestão, mas por alguma catástrofe climático-cósmica e neo-malthusiana, alheia à nossa vontade como castigo da Natureza.

E o novo conservadorismo será a estratégia psíquica para sobreviver em tempos difíceis que virão no qual o paulista se apega – a extirpação das paixões, da aceitação resignada do destino, uma espécie de novo estoicismo cuja “cara de paisagem” de Alckmin parece expressar.

 As descrições feitas pelos analistas sobre Alckmin como “picolé de chuchu diet”, “sem sal”, “expressão impassível” são qualidades superficiais de um processo mais profundo: a construção de um neo-estoicismo que expressa o novo conservadorismo paulista como estratégia psíquica de sobrevivência.

Os neo-estoicos

Por definição, o Estoicismo foi uma escola de filosofia helenística criada em Atenas por Zenão de Cítio (335-264 A.C.) que buscava uma relação ativa entre o determinismo cósmico e a liberdade – viver de acordo com a lei racional da Natureza evitando emoções destrutivas que resultem em erros de julgamento.

Estoicos tardios como Séneca em Roma falavam em “calma estoica” – o sábio deveria ser imune aos infortúnios.

Séneca: a calma estoica

Alckmin procura construir essa percepção estoica de si mesmo: quando sorri, parece sentir alguma uma dor profunda. Seus lábios estão sempre crispados como se continuamente suportasse o fardo de alguma missão. Seu tom monocórdico transmite a frieza tecnicista do gestor e, ao mesmo tempo, a sabedoria de alguém que parece ter reprimido suas paixões.

Ao mesmo tempo, o tom professoral e didático que quer imprimir ao seu discurso transparece uma tensão: os lábios crispados parecem transmitir uma luta interna – obrigado à missão do didatismo para os interlocutores ignorantes, parece sempre controlar o ímpeto de mandar tudo às favas.

Seu aspecto de bom mocismo e o fato de ser médico do interior de São Paulo conferem a base biográfica necessária para a construção da imagem pública – incrível como ainda áreas de Exatas e Médicas, por si, ainda conferem respeitabilidade.

E a missão a qual o Destino lhe confiou não é fácil: liderar o paulista na sua travessia para o admirável mundo das soluções privatizantes para fazer frente à suposta escassez dos recursos naturais – a privatização da água é uma delas, ainda mais com a notícia do decreto da redução do ICMS sobre galões de água, forçando a entrada do produto nos itens que compõem a cesta básica – clique aqui.

>>>>>>>>>>Leia mais>>>>>

Wilson Ferreira

Wilson Roberto Vieira Ferreira – Mestre em Comunição Contemporânea (Análises em Imagem e Som) pela Universidade Anhembi Morumbi.Doutorando em Meios e Processos Audiovisuais na ECA/USP. Jornalista e professor na Universidade Anhembi Morumbi nas áreas de Estudos da Semiótica e Comunicação Visual. Pesquisador e escritor, autor de verbetes no “Dicionário de Comunicação” pela editora Paulus, e dos livros “O Caos Semiótico” e “Cinegnose” pela Editora Livrus.

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23 Comentários
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  1. Ivan de Union

    5 de fevereiro de 2015 9:50 pm

    Deixe me advinhar…  ta

    Deixe me advinhar…  ta dificil, espere um pouco…

    Alckmin eh burro.  Paulista ADORA burro em poder ha decadas.

    Acertei?

  2. Mario Siqueira

    5 de fevereiro de 2015 9:59 pm

    Foi me dando um

    Foi me dando um sono quando ví a cara do  nosso governador… Sonhei com donzelas banhando-se em fontes de águas cristalinas…havia um lago azul onde deslizavam cisnes…

    De repente… um puta buzinaço ! Era um caminhão pipa.. Vai água aí dotô ? E no alto da árvore um tucano me olhava, com ares de…urubú. 

  3. veranis

    5 de fevereiro de 2015 10:12 pm

    Alckmin está tranquilo porque

    Alckmin está tranquilo porque tem a seu lado a imprensa toda. Pode faltar água, pode ter enchente, pode ter os dois, o alckmin não tem culpa de nada. São Pedro é o grande vilão e fim.

  4. Marcelino Gonçalves

    5 de fevereiro de 2015 10:28 pm

    Alckimin

    Penso que não a nada de estóico na frieza no Geral-do-Alckimin. Ele sabe que quem se ferra é o urubu e os Pês..pobres, quase todos pretos e quase todos putos…e viva o povo paulista! Lembrei de banharme no córgo quando era menino!

  5. Elio

    5 de fevereiro de 2015 10:30 pm

    Privatizar é a solução dos

    Privatizar é a solução dos males do Brasil. Se a Petrobras tivesse sido privatizada hoje ela estaria entre as três maiores empresas de petróleo do mundo, sem contar que a gasolina custaria a metade para o brasileiro.

    Todo dia se escreve a respeito da falta de água, da culpa do Alckmin e etc, etc e etc. Mas até agora não conheço ninguém que não tenha água. 

    No entanto na falta de água para gerar energia elétrica ninguém fala nada.Sobre a possibilidade de ocorrer apagões nenhuma notícia.

    E falar da corrupção no alto escalão do governo federal e na Petrobras nem pensar.

    Outra coisa que não cola mais é a de culpar a mídia por tudo de errado que aparece do governo, como se a mídia tivesse tanta criatividade para inventar tantos escândalos.

    Gostar ou não do Alckmin é um assunto seu, mas  ser coerente, honesto e respeitar os fatos é fundamental em qualquer análise. 

     

    1. sergio m pinto

      5 de fevereiro de 2015 11:07 pm

      Incrível! Mais um marciano

      Incrível! Mais um marciano chegando à Terra!

    2. Jorge Leite Pinto

      5 de fevereiro de 2015 11:18 pm

      Mas que comentariosinho…
      Ou

      Mas que comentariosinho…

      Ou é troll, ou é um globóide zumbi…

      Acorda!

    3. Marcelo Bretas

      6 de fevereiro de 2015 12:35 am

      Está falando sério?

      Moro em São Paulo e conheço vários que estão sem água( se quiser te apresento um ). Como é que é? Se privatizasse  a Petrobrás a gasolina seria a metade?  Diga me uma empresa privatizada que reduziu o preço dos seus serviços e melhoria dos mesmos. Eletropaulo  e Sabesp é a cara da privatização no Brasil. Alckmin é protegido não é pelo seu estilo. A mídia o  proteje porque ele alimenta o faturamento das empresas com compras sem concorrência e em função disso finge que não vê os escândalos como Rodoanel , do Metro e da vergonha que é sua política de segurança. A indignação seletiva enfraquece qualquer debate.  

    4. Anarquista Lúcida

      6 de fevereiro de 2015 2:28 am

      Quanto ganhou por esse lindo discurso?

      Incrível. Quer dizer que nao vai faltar água, ninguém está bebendo desde já água de volume morto, o que acontecendo é crise de energia. Privatizar é soluçao para tudo. Péra aí, a SABESP é privada. Distribuiu dividendos aos acionistas em vez de fazer as obras necessárias. Ah, mas o problema é a Petrobrás. Sei. Papo de troll. 

      1. Elio

        6 de fevereiro de 2015 12:41 pm

        Não ganhei nada,mas se

        Não ganhei nada,mas se defendesse a Dilma, e as suas hidroelétricas sem água, tenho certeza que poderia ganhar algum. 

        O Estado de São Paulo não é o unico que corre o risco de faltar água. Há outros reservatórios com problemas maiores e ninguém fala nada e muito menos criticam seus gestores.

        A Petrobras hoje é sim um grande problema, você não acha?

        Até o Nassif corre o risco de ser chamado de troll quando não escreve o que você gosta, não é Anarquista? 

        1. Anarquista Lúcida

          6 de fevereiro de 2015 7:19 pm

          Nao. Obvia/ o Nassif nao é troll. Mas vc é

          Nao acho que todos os que defendem coisas com que nao concordo sejam trolls. Nem mesmo todas as pessoas de direita. O André Araújo é de direita, mas nao é troll. É cadastrado e comenta aqui há muito tempo, nao caiu de paraquedas de um momento para outro, e mesmo sendo de direita nao tem um discurso tao cretino como o seu. 

    5. João Maurício Pimentel

      13 de fevereiro de 2015 3:51 am

      Mas……

      A Petrobrás estaria…?

      Ela é a maior produtora de petróleo do mundo!

      Passou a Exxon.

      O preço da gasolina?

      Segura: U$ 0,48 centavos por litro.

      O resto, impostos.

      Procura….. aí!

      Sim, a cara de Kimin ajuda….. mas com uma blindagem geral, não é tão difícil.

      Mas ajuda, sim.

      Ele é o velho Sartori…….

  6. Tom

    5 de fevereiro de 2015 10:58 pm

    Mestre Wilson

    Identifica, decodifica e desconstrói o enigma, de uma tacada só. Parabéns. 

    Também me incluo entre os que vêem na suposta omissão de Alckmin muito mais do que incompetência ou negligência eleitoral. A agenda da comoditização da água está cada vez mais clara e o Alckmin realmente encarna o perfil político ideal para levá-la adiante.

     

  7. janes salete

    5 de fevereiro de 2015 11:19 pm

    Ivan: é isso ai. Burro adora

    Ivan: é isso ai. Burro adora artista de tv burro, e o alckmim é o galã burro dos paulistas. kkkkk. Mas, sem mídia, esse homenzinho de meia tigela, já estaria pobre.

  8. Artaud

    5 de fevereiro de 2015 11:41 pm

    Rolando lero

    Muita firula. Tem nada de mecanismo de defesa psíquica, não. Desde o episódio do massacre de Pinheirinho até aqui a imprensa de SP construi uma intransponível  blindagem em torno do homem. Pode SP afundar no caos, pode ser varrido do mapa e o governador do Estado permanecerá conservado como um picolé no conforto da geladeira. “Assim, até eu!”, dizia minha bisavó, bolchevique de carteirinha assinada.

  9. Jorge Vieira

    5 de fevereiro de 2015 11:46 pm

    Tudo bem ! A tese é boa.
    O

    Tudo bem ! A tese é boa.

    O cara encarna à perfeição o neo-estoicismo..

    Entretanto, se a crise hídrica impor aos 6,5 milhões de paulistas, que dependem do Sistema Cantareira, um rodízio de 5 dias sem água e dois com, aí o bicho vai pegar.

    A cara de paisagem dele vai borrar. 

  10. Joao Marcelo de Andrade

    6 de fevereiro de 2015 12:16 am

    Falso bom moço

    Qualquer ser humano (Governador de Sao Paulo) que prioriza o valor das acoes de uma empresa (SABESP), ao inves de investir em novas captacoes de agua, para suprir uma necessida basica de milhoes de pessoas, nao pode ser admirado em lugar nenhum do universo.

    Só se voce subestimar que as pessoas sao muito burras, ao ponto de nao verem que esta faltando agua, por falta de investimento e ponto final.

    Culpar os ceus pela falta dagua é pura demonstração de falta de caráter.

  11. Jaiminho

    6 de fevereiro de 2015 12:19 am

    Opus Dei moldou o cidadão.

    Opus Dei moldou o cidadão.

  12. Conde de Rochester

    6 de fevereiro de 2015 12:19 am

    Traduzindo

     

    Se existisse qualquer possibilidade factivel no cenario eleitoral na ultima eleição o pudim, teria dançado.

    Logo que os candidatos foram lançado o pouco conhecido skaf surgiu de cara com 23% de intenção de votos. Isto sem nem mesmo ter começado a propaganda eleitoral gratuita da tv.

    Acontece que veio com um voo de galinha, aparecendo abraçado com figuras defenestradas pela opinião publica, como o Fleury e o famigerado kassab.

    O lula dando uma de migué em relação a petrobras, insistiu no desconhecido padilha.

    Nãp ´recisou nem de qualquer blindagem. Ta ai o homem, embalado pelo instinto maternal das matronas paulistas.

     

    Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (2) mostra que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que concorre à reeleição, tem 47% das intenções de voto, seguido pelo empresário Paulo Skaf (PMDB), com 23%, e pelo ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT), com 7%.

    Gilberto Natalini (PV), Laécio Benko (PHS), Walter Ciglioni (PRTB) aparecem com 1% das intenções, cada. Raimundo Sena (PCO), Gilberto Maringoni (PSOL) e Wagner Farias (PCB) não pontuaram.

    Votos brancos e nulos somam 8%; indecisos, 11%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos

    Se as eleições fossem hoje, Alckmin se reelegeria já no primeiro turno por ter mais de 50% dos votos válidos –contagem que exclui os votos brancos e nulos. Num eventual segundo turno, Alckmin venceria Skaf por 52% a 30% das intenções de voto.

  13. Schell

    6 de fevereiro de 2015 12:25 am

    Nada disso, apenas um baita

    Nada disso, apenas um baita cara-de-pau, desde sempre, amparado e blindado pela mídia (também de sempre). Não fosse isso, mais a arrogância e pedantismo paulista e paulistano e ele nem teria participado da vida pública. Alguns, com certeza, têm o que merecem: tucanos a levar a água no bico.

  14. Fábio de Oliveira Ribeiro

    6 de fevereiro de 2015 6:32 am

    Aos 4 Cavaleiros do

    Aos 4 Cavaleiros do Apocalipse (guerra, fome, peste e morte) Geraldo Alckmin acrescentou uma Amazona: a sede que cavalga ao lado da morte.  Isto explica a calma do genocida sorridente.

  15. Gabriel Moreno

    18 de fevereiro de 2015 1:35 pm

    Excelente análise

    Excelente análise. Não sei se há outros estudiosos seguindo nessa mesma linha, mas a análise dele do neoconservadorismo como sendo mecanismo de defesa psíquico (em relação ao desastre inevitável da natureza) é um belo de um insight. Até porque esse neoconservadorismo intriga a todos e, muitas vezes, parece sequer fazer sentido. São leituras como estas que fazem com que a charada vá sendo, aos poucos, resolvida. 

  16. Kleber Dias

    19 de fevereiro de 2015 5:42 am

    Quem? Eu?

    A gente se engana com o nome da rua, troca a marca do café, pega ônibus errado e às vezes, até mulher.

    De político, não.

    Quando o racionamento vier, não me venham com o papinho que “a gente não esperava esse tipo de coisa”. Paulistas estão tendo o que merecem.

    E quando ouvi o áudio da entrevista do Haddad à Jovem Pan no último dia 12/fev, quando ele “comeu a seco e sem arroz” a Cheiradassa e o Pancho Villa, cheguei a conclusão que os paulitanos tem um prefeito bom demais para eles. Eles não merecem tanto.

    Quero Haddad Prefeito de Porto Alegre a partir de 2017.

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