
do Diário do Nordeste
Polícia solicita prorrogação do prazo de Inquérito que investiga morte de italiana
Investigadores pediram mais 30 dias para dar continuidade aos trabalhos
Turista foi encontrada morta em 25 de dezembro com sinais de espancamento
A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) solicitou à Justiça a prorrogação do prazo do Inquérito Policial que investiga a morte da turista italiana Gaia Molinari, ocorrida no último dia 25 de dezembro. O pedido é de mais de 30 dias para que os trabalhos continuem.
O procedimento é comum em casos com investigação em andamento. Após mais de um mês da morte da turista, ninguém foi apontado como responsável pelo homicídio. As investigações estão sob o comando da Delegacia de Proteção ao Turista (Deprotur), presididas pela delegada adjunta Patrícia Bezerra com o apoio de policiais da Divisão Antissequestro (DAS) e da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Gaia Molinari foi encontrada morta no caminho para a Pedra Furada, na praia de Jericoacoara, em Jijoca, a 287 km de Fortaleza. A italiana apresentava sinais de espancamento e estava vestindo biquíni. Ao lado do corpo, estava uma bolsa da vítima, contendo documentos. Gaia estava em Jericoacoara acompanhada de uma turista do Rio de Janeiro, a doutoranda em Farmácia, Mirian França, 31. A fluminense, no entanto, afirmou que, um dia antes do corpo de Gaia ter sido encontrado, ela teria viajado para Canoa Quebrada, no Litoral Leste.
Investigações
Segundo as investigações, as duas teriam se conhecido em Fortaleza, em um hostel onde ambas estavam hospedadas. Gaia, inclusive, trabalhava no estabelecimento em troca de acomodação. Mirian prestou depoimento no dia 26 na Delegacia de Proteção ao Turista (Deprotur)e, depois, em Jericoacoara, quando foram feitas diligências. Contudo, no dia 29, foi presa preventivamente. Segundo a Polícia, ela teria entrado em contradição durante os depoimentos tomados.
Mirian foi posta em liberdade pelo juiz José Arnaldo dos Santos Soares no dia 13 de janeiro, com a condição de que não deixe o Ceará durante 30 dias.
maria rodrigues
2 de fevereiro de 2015 11:40 amPra todos os efeitos, Míriam
Pra todos os efeitos, Míriam prossegue sendo a única pessoa suspeita do crime, ou pelo menos de conhecer algo relativo a essa morte, pelo fato de ter estado no Ceará com a italiana, dividindo o espaço, fazendo turismo. Pode não ter sido ela a criminosa, mas tem razão a Justiça em exigir a permanência dela no Ceará por 30 dias, que é pouco para uma investigação mais aprofundada.
De qualquer forma, a morte dessa italiana não pode ficar impune, para o bem de todos.
implacavel
4 de fevereiro de 2015 4:36 pmRacismo
Se a Míriam fosse branca será que ficaria presa e a justiça exigiria a permanência dela por 30 dias no Ceará?
Todos nós sabemos que o Ceará é um dos Estados mais racista do Brasil…
Se você for negro e morar lá, sentirá isso na pele!!!