O ex-presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira, 28, que tem realizado diversas reuniões com empresários e banqueiros e considera “indescritível” que, nestes encontros, os interlocutores não tratam a fome e a miséria como prioridade para um próximo governo.
Segundo Lula, “não existe a palavra pobre [para os banqueiros e empresários]. Não existe nenhuma palavra em relação à miséria que tomou conta deste país.”
A declaração ocorreu durante a presença de Lula em evento da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), em Brasília.
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Na ocasião, o ex-presidente lembrou dos feitos de seu governo na área da educação, ciência e tecnologia, e afirmou que, em um eventual novo governo, essas áreas receberão investimentos prioritários, assim como a agenda de combate à fome.
“Primeira lição: quem tem fome não pode esperar. E Educação e Ciência e Tecnologia não são gastos, são investimentos para recuperar país”, disse Lula.
GOLPE, NEOLIBERALISMO E BOLSONARO
No encontro, Lula analisou que o golpe no governo Dilma Rousseff, em 2016, “deu início ao desmonte das instituições públicas” e o Teto de Gastos “aprofundou a agenda neoliberal na direção do Estado mínimo”.
“O atual governo [Bolsonaro] colocou o Brasil numa máquina do tempo rumo ao passado: fome, desemprego, destruição dos direitos trabalhistas, inflação, corrupção e ameaças à democracia são as marcas desse desgoverno que nega a ciência em todos os seus atos”, disse Lula, arrancando aplausos da plateia.
Lula frisou ter citado corrupção no governo Bolsonaro, “porque, vira e mexe, o presidente diz que não tem corrupção no governo dele. Me parece que ele não sabe a família que tem. Me parece que esqueceu o Queiroz, esqueceu da quadrilha da vacina. E agravante: para toda e qualquer denúncia perto dele, ele decreta sigilo de 100 anos, que vamos fazer revogação no primeiro dia de governo”, prometeu.
Assista ao discurso completo abaixo:
ed.
28 de julho de 2022 4:14 pmAssim como com os militares, que não são todos como o desprezível rebotalho escolhido a dedo pelo despresidente adolinquente para cercá-lo, o grande desafio de Lula, do PT e do progressismo é convencer o empresáriado de que ser elite em um país de elite é muito melhor do que ser elite num país de miseráveis.
Devia parecer óbvio, mas …
Moacir R. de Pontes
28 de julho de 2022 6:24 pmMas nossa elite é mesmo do atraso desde sempre! Nunca quis um Brasil-país; só um fazendão-brasil.