Texto acertado em 06/08/2020
Um dos dramas da vida de Jô Soares foi a quebra dos negócios do pai.
Orlando Heitor Soares era paraibano, descendente de família de políticos da Paraíba e casado com a neta de um ex-governador do Espírito Santo, ainda no Império.
Antonio Bisaglia era um mineiro de Juiz de Fora, que fez carreira em São Paulo e seguiu para o Rio de Janeiro, para trabalhar com Sebastião Paes de Almeida. Foi ele que me narrou o que se segue.
Bisaglia hospedava-se no Copacabana Palace. Lá, conheceu Orlando Soares, que tinha vários apartamentos no Copacabana, 4 no último andar, casa em Teresópolis e um escritório de venda de títulos na avenida Rio Branco. Na época em que telefones eram raridades, seu escritório tinha uma mesa com 40 telefones instalados.
Segundo Bisaglia, Soares “vendia até fumaça”.
Soares ia ao escritório duas ou três horas por dia e no resto do dia ficava no Copacabana Palace, sempre de terno branco, fumando charutos. Os negócios desandaram obrigando o filho Jô a voltar de Lausanne, Suiça, onde fora estudar. Tinha 18 anos.
O último dia de Soares no Copacabana Pálace foi melancólico. Ele estava dois meses atrasado com os pagamentos. Em um fim de semana, todos seus pertences foram colocados em um carro e transferidos para sua casa em Teresópolis.
Traumatizado com o drama paterno, mesmo depois de famoso Jô ficou muitos anos sem colocar os pés no hotel. Na volta de Lausanne, foi trabalhar na TV Rio, com Silveira Sampaio.
Um dos tios de Jô era Togo Renan Soares que, nos anos 50, tornou-se o mais conhecido técnico de basquete do país, com o apelido de Kanela.
AMBAR
5 de agosto de 2022 5:45 pmEi, cadê o resto da história?
zioprati
5 de agosto de 2022 6:01 pmtestinho mal feito.
Eunãosoucoveiro
6 de agosto de 2022 10:01 amMuito interessante.
Paulo Dantas
6 de agosto de 2022 4:55 pmDe tudo que o Jô fez foi desenterrar os negócios do pai e ser sobrinho do Kanela !?
Ele te fez algo !?
Almir Dorlei Turri
10 de agosto de 2022 10:07 pmMuito interessante. Histórias de vida.