Enviado por Antonio Francisco
No dia em que eu vim-me embora

Minha mãe chorava em ai

Minha irmã chorava em ui

E eu nem olhava pra trás

No dia que eu vim-me embora
Não teve nada de mais

Mala de couro forrada com pano forte brim cáqui

Minha vó já quase morta
![]()
Minha mãe até a porta

Minha irmã até a rua

E até o porto meu pai

O qual não disse palavra durante todo o caminho

E quando eu me vi sozinho
Vi que não entendia nada
Nem de pro que eu ia indo
Nem dos sonhos que eu sonhava
Senti apenas que a mala de couro que eu carregava
Embora estando forrada
Fedia, cheirava mal
Afora isto ia indo, atravessando, seguindo
Nem chorando nem sorrindo
Sozinho pra Capital
Nem chorando nem sorrindo
Sozinho pra Capital
Sozinho pra Capital
Sozinho pra Capital
Sozinho pra Capital…
…..
Imagens colhidas nos links:
1 – http://ideiasderenato.blogspot.com.br/2011/05/caminhos.html
2 – http://just-by-the-way.blogspot.com.br/2013/02/mom-why-are-you-crying.html
3 – http://comicsbeat.com/just-add-cigar-and-brandy-girls-banned-from-childs-superhero-party/
4 – http://fina-ironia.blogspot.com.br/
5 – http://deniseludwig.blogspot.com.br/2014/05/pinturas-de-mulheres-lavando-roupas-no.html
6 – http://www.matosepaquesleiloes.com.br/peca.asp?ID=281062&ctd=37&tot=37&tipo=19
7 – http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Albert_Anker_Grossmutter_beim_Bibel_lesen.jpg
8 – http://koreandramareviews.com/youre-all-surrounded-episode-1/
9 – http://www.fotocommunity.de/pc/pc/display/19576271
10 – http://www.toucanart.com/pt/categories/pinturas/paisagens-aquaticas/navio/?sort_by=0d
11 – http://www.arteehistoriadobrasil.com.br/artigos/533/
Pode-se ouvir o Caetano Veloso cantando esta sentida música em
Constantino
22 de dezembro de 2014 12:45 pmTodo mundo foi-se embora, um dia
Lindo! Magnífico!
Toca fundo a alma!
Fernando Barbosa
22 de dezembro de 2014 2:00 pmObra prima de Gil e Caetano.
Obra prima de Gil e Caetano. Migrante que sou, no dia em que me arribei, em que fui correr trecho, trouxe na garupa, além da saudade, esta canção comigo. Eis aqui três versões desta obra prima. A mim, a que mais me emociona é aquela de Luiz Gonzaga
https://www.youtube.com/watch?v=6IhQFWlM4og.
https://www.youtube.com/watch?v=XB9w8OCc6_g
https://www.youtube.com/watch?v=N1ibNCm3P0A
antonio francisco
22 de dezembro de 2014 10:28 pmTambém migrei
Fernando Barbosa, quando fiquei conhecendo esta bela melodia e letra, eu me encontrava em Porto Alegre, e me fez muito bem ouvir Caetano e sua tristeza, que também era minha.
jns
22 de dezembro de 2014 2:33 pmTony Chorão
Era uma vez
um homem que reclamava de tudo e de todos.
Ele passava o tempo todo reclamando,
reclamando e reclamando…
F I M
“Era uma vez…” foi publicado no blog Desce Mais Uma, sem a ilustração infame, mas verdadeira (?).
jns
22 de dezembro de 2014 2:59 pmComeçar de Novo
Esculturas subaquáticas incentivam o crescimento dos corais no mar aberto
Ao longo dos anos, aproximadamente 40% dos recifes de coral foram destruídos na Natureza ou se perdeu nas últimas décadas. Para estimular o crescimento de novos recifes de coral na região marinha de Cancun, Jason deCaires Taylor criou esculturas, que foram fundeadas em diferentes pontos do oceano.
Em 2009, Jason deCaires Taylor começou com o projeto e em 2011 as primeiras 400 estátuas foram instaladas no fundo do mar ao lado do resort mexicano de Cancun, junto à Isla Mujeres, perto da costa de Cancun e perto de Grenada, que está localizada na ponta sul das ilhas do Caribe.
Os corais começam a crescer nas estátuas e os peixes criaram colônias em torno deles. Um novo cenário colorido e diversificado agora está crescendo a poucos metros abaixo da superfície da água. Cada escultura foi conquistada pelos corais e criam formas e belos padrões artísticos sobre as esculturas. Cada escultura tem um nome e um significado diferente.
“O banqueiro, por exemplo, está há 6 m abaixo da superfície , onde foi reunido um grupo de cinco esculturas que enterraram as suas cabeças na areia.
O processo de construção das estátuas, para incentivar o crescimento de corais sobre eles, não é fácil. Cimento, areia e micro-sílica é necessária para fazer uma mistura de concreto com o pH neutro.
Em uma entrevista ao greenglobaltravel.com Jason deCaires Taylor revelou que tem permissão para fundearcerca de 10.000 esculturas e ele quer criar diferentes cenários como em um verdadeiro museu sob a água.
Informações e imagens da Internet
jns
22 de dezembro de 2014 3:24 pmAo Tony Francis
ESCULTURAS DE JASON DECAIRES TAYLOR
Meu peixe, até debaixo d’água, e maior expert em jiripocas deste latifúndio
O Velho Lobo do Mar do Ceará em Profundo Transe
NÃO TOQUE!
antonio francisco
22 de dezembro de 2014 10:29 pmDo not touch
Belíssimas imagens, jns!
jns
23 de dezembro de 2014 12:50 amA
TRAÇÃO
debaixo , d’água
INSPIRAÇÃO , CONCENTRAÇÃO , MEDITAÇÃO
TESÃO , FRUIÇÃO
beijim , beijim
&
pau , pau
!
lucianohortencio
23 de dezembro de 2014 9:42 amJNS foi-se embora porque
FOI CRIADO COM VÓ!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=c4R8GnwFXP8%5D
jns
22 de dezembro de 2014 3:36 pmCydonia oblonga
antonio francisco
22 de dezembro de 2014 10:36 pmUm mar de mel
O marmeleiro, suas flores, seus gostosos frutos…
Pena que não se encontra mais à venda no Mercado Central de BH, caramba!
lucianohortencio
22 de dezembro de 2014 4:49 pmAo Antonio Francisco
[video:https://www.youtube.com/watch?v=AHfg-f5jpZ4%5D
jns
22 de dezembro de 2014 6:57 pmToque de Recolher
Todo mundo vai embora no dia em que um IDIOTS proibir o Rock Sanfoneiro
lucianohortencio
22 de dezembro de 2014 5:31 pmAo Antonio Francisco,
que um tal de Josias apelidou de Tony francis…
[video:https://www.youtube.com/watch?v=PkNadaKifhg%5D
jns
22 de dezembro de 2014 6:34 pmMatéria de Poesia
Fdp é Fdp! Parceiro é Parceiro!
Tenor, eu nunca dei muita importância à nomes e patentes (jns é rizível ou não? isto tem alguma importância?).
Eu gosto de sacanear – para remover do pedestal – um grande sujeito que eu chamo de Comandante; e é só.
Como já radiografei outro sujeito – e sei que ele é um cabra bom – taquei, nele, o nome de Tony Francis – e foda-se se ele não gostar.
Pra amenizar a raivinha dele – olha só – vou logo passando a mão, prá amansar a fera, e deixo um poesia do Manoel de Barros prá fazer um agradinho natalino.
Todas as coisas cujos valores podem ser disputados no
cuspe à distância servem para poesia.
O homem que possui um pente e uma árvore serve para
a poesia. Terreno de 10 por 20, sujo de mato, e os
detritos que nele gorjeiam, como, por exemplo, latas,
servem para poesia.
As coisas que levam a nada têm grande importância.
Cada coisa ordinária é um elemento de estima; cada
coisa sem préstimo tem seu lugar na poesia.
As coisas que não pretendem, como, por exemplo, pedras
que cheiram água, homens que atravessam períodos de
árvore, se prestam para poesia. Tudo aquilo que nos
leva a coisa nenhuma e que você não pode vender no
mercado, como, por exemplo, o coração verde dos
pássaros, serve para poesia.
Os loucos de água e estandarte servem demais para a
poesia.
O traste é ótimo, o pobre-diabo é colosso. As pessoas
desimportantes dão para a poesia.
Qualquer pessoa ou escada, o que é bom para o lixo é
bom para a poesia. As coisas jogadas fora têm grande
importância. Um homem jogado fora também é objeto de
poesia. Aliás, saber qual o período médio que um homem
jogado fora pode permanecer na terra sem nascerem em
sua boca as raízes da escória também dá poesia!
Tudo aquilo que a nossa civilização rejeita, pisa e mija
em cima, serve para poesia.
&
resumo da ópera: ocêis num vale é nada…
lucianohortencio
22 de dezembro de 2014 7:43 pmNóis num presta
mais nóis te ama!!!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=mfX4R0kW5sU%5D
antonio francisco
22 de dezembro de 2014 11:12 pmO livro das ignorãças
jns, gosto dos livros do Manoel de Barros, que também nos deixou recentemente.
A cada novo texto ele se superava ao nos colocar nos meios das formigas, das plantas, nos quintais de realidade puramente descritiva.
Boa lembrança!
antonio francisco
22 de dezembro de 2014 11:01 pmE olha que Gonzagão andou foi muito.
Luciano Hortêncio, Gonzagão sair de Exu deve ter sido mesmo bem triste. A voz dele está chorosa, mas a do Caetano me parecia era desesperada (ou conformada, sei lá).
jns
22 de dezembro de 2014 7:06 pm.
… um dia todo mundo foice, sem nunca ter ido…
lucianohortencio
22 de dezembro de 2014 9:00 pmTodo mundo foice
porém tudo passa… Até a uva passa!
(Reconheço publicamente que essa tirada foi phoda com ph de pharmácia, dois oo de cooperativa e dois dd de Toddy).
Em atenção ao período natalino, não me tire o couro!!!
luciano
antonio francisco
22 de dezembro de 2014 10:57 pmGrande Hortêncio! Eles passarão?
lucianohortencio
23 de dezembro de 2014 12:04 amTrês Três Passarás…
[video:https://www.youtube.com/watch?v=YAU9Wmf65FM%5D
antonio francisco
22 de dezembro de 2014 10:52 pmCom uma ajudinha de meus amigos, foi-se
Sua foice, jns, me leva ao Sétimo Selo, filme de Bergman que dissecamos num breve seminário de Tanatologia – mas, também ao Joe Cocker, que agora foi-se de vez.
De vez em quando comparo a With a little help from my friends cantada por Cocker naquele memorável Woodstock com a versão dos Beatles, e fico imaginando quão romântica (Beatles) ou traumática (Cocker) pode vir a ser a necessidade da ajuda de um amigo.