
Mestre Umberto Eco ensina que diante da dificuldade que é brincar de herói e de guerra permanente, duas características do fascismo, o tipo fascista transfere o seu desejo de poder para questões sexuais.
O que ocorre é que, como apontaram outros grandes mestres do século XX, o sexo também é um jogo difícil de jogar. Dessa árdua constatação ao transvio de seu interesse em direção às armas e seu simbolismo freudiano evidente – neste caso, um revólver não é apenas um revólver – o salto do fascista é pequeno e inelutável.
Estes ensinamentos rebrilharam nas trevas causadas por dois episódios recentes da política brasileira: o vereador-filho que foi a um comício com uma pistola na cintura e o deputado-pai que diz escolher quais mulheres “merecem” ou não serem estupradas.
O papel pedagógico que esses comportamentos podem desempenhar para a consolidação da democracia brasileira é o que eles devem ser intensamente criticados como inadmissíveis e enfrentados dentro do arcabouço das regras democráticas.
Em resumo, não devem ser aceitas as provocações deste tipo de personalidade política desviante para que jogue o jogo mais fácil para eles: a aposta na bravatearia covarde e violenta. A luta de resistência permanente à ameaça da “coagulação da nebulosa fascista” deve se dar nos limites estritos estabelecidos pelas próprias garantias democráticas que se pretende defender do perigo fascista.
A exposição pública, abundante e intensiva de opinião crítica às atitudes intoleráveis desses parlamentares, o questionamento nos seus próprios parlamentos e os pleitos das sanções cabíveis mediante processos judiciais são exemplos de formas de enfrentamento que podem e devem ser empregadas contra as posturas patológicas desses pretensos líderes de bandos ultraconservadores.
O objetivo final desse esforço de resistência deve ser realimentá-la incessantemente, mesmo que alternem-se, como é de se esperar, períodos de vigilância relativamente serena com surtos alarmantes como o que se vive neste momento no Brasil.
IV AVATAR
13 de dezembro de 2014 10:35 pmEles são de Jesus? Oh céus, será que Jesus sabe disso?
Eles são de Jesus? Oh céus, será que Jesus sabe disso?
Domenico
13 de dezembro de 2014 10:42 pmCurto e grosso. O Bolsa não
Curto e grosso. O Bolsa não é chegado, ele detesta mulher!
No caso dele dá para ressuscitar a gastíssima frase: ” Freud explica”!
peregrino
13 de dezembro de 2014 11:01 pmimpressionante…
por Jesus na causa só pode ser zombaria
Ramos de Carvalho
13 de dezembro de 2014 11:06 pmEstranho
Interessante, usar arma na cintura ou escolher mulheres (que merecem) para estuprar e na camiseta “eu sou de Jesus”, gostaria de saber qual a igreja que eles frequentam, alguém sabe me dizer?
Daytona
13 de dezembro de 2014 11:17 pmO problema brasileiro é o
O problema brasileiro é o autoritarismo de suas instituições, o que permite a difusão impune de comportamentos fascistas como os de Bolsonaro.
Nesse sentido, o comportamento de Bolsonaro difere(se difere)apenas esteticamente das repetidas “vozes de prisão” dada por juízes brasileiros quando são pegos em Blitz da lei Seca, chegam atrasados para seus voos ou não são chamados de “excelência” por um garçom de padaria.
A sobrevivência desse regime de privilégios e regalias depende da constante rerafirmação de comportamentos como o de Bolsonaro e desses magistrados. Bolsonaro é, na verdade, a ponta de lança do que todo o mandonismo representa. Ele exagera na linguagem, extrapola no conteúdo, mas se manifesta no mesmo ambiente de tolerância à intolerância dos juízes que dão carteiradas a torto e direito.
Esses aspecto autoritário é a maior debilidade de uma nação. O indivídio dependente de privilégios é um fraco, um incompetente, um sujeito que não contribui em nada, apenas retira. É o exemplo típico dos elementos que proliferam na “República dos Filhinhos de Papai Vagabundo”, que, nas últimas eleições, tiveram Aécio Neves como líder.
O mais impressionnate nesse quadro é notar que plateia, fonte de apoio e aplausos para esses tipos parasitas e vagabundos seja justamente o povo de São Paulo, que tanto exagera na retórica falsa do trabalho. Mas essa é apenas mais uma das inúmeras contradições brasileiras, fruto da doença do bacharelismo.
Schell
13 de dezembro de 2014 11:24 pmHouvesse MP (moralidade
Houvesse MP (moralidade pública) e congresso neste nosso país e esses dois estariam atrás das grades: nefastos que são a tudo que diga respeito à ética. Os aéticos, pelo visto, estão se multiplicando como cânceres a corroer pessoas e instituições, sempre, sob a leniência judiciária e congressual. Bando é pouco: quadrilha.
Iara G
14 de dezembro de 2014 12:47 amainda bem que é de Jesus. Mas os das fotos não: Já pro SUS
BALA COM BALA
altamiro souza
14 de dezembro de 2014 1:35 amos fascistas adoram
os fascistas adoram provocações….
Luiz Antonio Antunes Machado
14 de dezembro de 2014 1:41 ammentira
Nada mais falso que um fascista afirmar uma heresia destas. Não há nada de comum entre o que nos revelou o Cristo e as canalhices abomináveis deste tipo de extremistas. Jesus era a própria negação destes energúmenos, é o mesmo absurdo que “matar em nome de Deus”, como fazem outros extremistas em outras partes do mundo.
Luiz Antonio Antunes Machado
14 de dezembro de 2014 1:41 ammentira
Nada mais falso que um fascista afirmar uma heresia destas. Não há nada de comum entre o que nos revelou o Cristo e as canalhices abomináveis deste tipo de extremistas. Jesus era a própria negação destes energúmenos, é o mesmo absurdo que “matar em nome de Deus”, como fazem outros extremistas em outras partes do mundo.
carlosh
14 de dezembro de 2014 2:14 amDevem ser convidados dos Malafaias da vida!
Devem ser convidados dos Malafaias da vida!
peregrino
14 de dezembro de 2014 3:30 ammas Jesus a todos perdoa…
o outro não
conhece muito bem e vive de esperar pelos que cospem no Cálice da Paixão;
vive na certeza de que outros existem
tiao
14 de dezembro de 2014 1:16 pmEstes canalhas sempre usando
Estes canalhas sempre usando o Cristo para se beneficiarem.Pobre Cristo.
Wilton Santos
14 de dezembro de 2014 3:03 pmSe fosse nos EUA…
Alcy Behatzaide
14 de dezembro de 2014 11:44 pmquantas palavras vale uma imagem
curioso… todos os comentários são sobre a foto que ilustra o post, que sequer cita o nome dos fotografados e parece ser antes uma uma exortação à luta permanente contra o fascismo do que uma crítica a um ou dois personagens destrambelhados que o representam numa dada conjuntura